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Jovem leiloando sua virgindade pode ficar ligada espiritualmente ao parceiro até morrer, comenta Sarah Sheeva

 

PorAndrea Madambashi | Repórter do The Christian Post

 

A brasileira Catarina Migliorini, de 20 anos, que está leiloando a sua virgindade, está causando grande polêmica em âmbito nacional e internacional, com diversos líderes cristãos e grupos pró-família expressando grande indignação sobre o caso.

  • catarina

    (Foto: http://www.facebook.com/VirginsWanted)

    Catarina, brasileira que está leiloando sua virgindade para o documentário "Virgins Wanted" do diretor australiano Justin Sisely.

A pastora Sarah Sheeva comentou o caso ao The Christian Post e explicou as possíveis consequências disso a partir de um ponto de vista espiritual.

"Quem acredita nas Escrituras sabe que ela revela que o sexo é uma aliança que vai muito além do corpo físico, é uma aliança espiritual. O que vai acontecer é que espiritualmente essa jovem vai estar ligada com o homem que ela fizer sexo até morrer, ligada espiritualmente, não emocionalmente, mesmo sem ter sentimentos por ele, porque o sexo tem o poder de fazer isso (espiritualmente) com as pessoas. Mesmo que não queiramos, o sexo tem essa consequência espiritual”, disse Sarah Sheeva ao CP.

A pastora explica também que “a menos que ela tenha uma verdadeira experiência com Jesus, a aliança sexual não poderá ser quebrada”.

“O sexo tem uma parte que não pode ser lavada com um simples banho com água e sabão, porque ele vai muito além do corpo físico. Só o sangue de Jesus Cristo pode limpar e quebrar alianças desse tipo, que além do corpo físico, também envolvem o corpo espiritual.”

“É por esse motivo, por causa de alianças sexuais, que muitas pessoas se sentem presas a pessoas de seus passados, pois essas alianças são espirituais", acrescentou ela.

Catarina é estudante de educação física e trancou a faculdade para participar do projeto de documentário "Virgins Wanted" dirigido pelo australiano Justin Sisely, que veio recrutando virgens por mais de um ano.

Catarina revelou recentemente que ela decidiu fazer não somente por negócios mas para ajudar também a entidades de caridade, em Santa Catarina.

A pastora Sarah Sheeva, que é escritora e conhecida por pregar sobre relacionamentos e abstinência sexual antes do casamento, acredita que Catarina talvez não tenha consciência do valor dela.

“Ao que parece, ela talvez não tenha fé num relacionamento e casamento, não criando esperança e expectativa, ou não sonhando com uma família”, disse Sarah Sheeva ao CP, tentando compreender o lado de Catarina.

Sarah Sheeva, que recentemente realizou o Culto das Princesas em Nova Jersey, EUA, explicou que a atitude de Catarina em vender a sua virgindade pode estar refletindo seu estado emocional, talvez até uma decepção, e que ela talvez não acredite que um homem possa vir a valorizar a sua virgindade.

"Todas as atitudes que nós temos são baseadas no que nós acreditamos. Para ela chegar a vender a virgindade é porque ela
acredita (ou não acredita) em algo ligado a virgindade, e aos relacionamentos sentimentais e sexuais. Provavelmente ela NÃO acredita que possa um dia ser amada ou que valha a pena ela guardar sua virgindade para um homem”, disse a pastora.

Em declarações anteriores, Catarina afirmou que vê o leilão de sua virgindade como um negócio.

“Vejo isso como um negócio. Tenho a oportunidade de viajar, fazer parte de um filme e conseguir uma gratificação com isso”, disse Catarina.

Ela receberá 20 mil dólares australianos (aproximadamente R$ 42,6 mil) e mais 90% do valor ofertado.

Considerando a fé daqueles que acreditam no valor da virgindade e seguem os princípios bíblicos, a pastora Sheeva expressou indignação sobre o fato de que o sexo seja utilizado como "algo descartável".

"A Bíblia fala que o mundo está perdido. E o comportamento dessa jovem é a prova disso. Até que ponto chegamos na humanidade?
A ponto de uma jovem não só vender sua virgindade, mas usar isso como promoção, e lidar com o sexo como se ele fosse descartável".

De acordo com ela, para os que conhecem a Bíblia – tem entendimento espiritual – a situação de Catarina está sendo um "escândalo". Mas a pastora entende que Catarina tenha assim decidido por aparentemente não possuir o mesmo entendimento espiritual do que o sexo pode fazer com as pessoas (no âmbito espiritual, e não físico).

“Ela não tem esse entendimento espiritual, por isso ela está tratando o sexo como algo que água e sabão lavam".

"Não falamos pela questão moral, mas pelo âmbito espiritual do que o sexo pode fazer e isso tem a ver com fé (….). A Bíblia diz que para os que não creem, a Palavra de Deus é loucura", acrescentou.

Catarina justifica sua decisão apontando que, "muita gente encontra desconhecidos nos bares, transa na mesma noite e nem lembra mais no outro dia; outros perdem a virgindade com namorados e depois as coisas mudam".

Outros líderes cristãos também se pronunciaram sobre o caso com grande indignação.

O pastor Jaime Kemp, doutor em ministério da família que orienta a juventude brasileira, disse recentemente ao The Christian Post que se entristeceu com a notícia e chamou isso de “abuso”.

“É usar e abusar de uma menina”. “Estamos usando e abusando de uma pessoa ou de um grupo de pessoas. É triste!” disse ele ao CP.

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Malafaia diz que vai arrebentar com Haddad o destruidor de famílias

Líder evangélico diz que vai ‘arrebentar’ candidato petista

Fonte: folha.com

DIÓGENES CAMPANHA
DE SÃO PAULO

O pastor evangélico Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, promete voltar a usar o chamado kit gay para arrebentar o candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad. Ele apoia José Serra (PSDB), que disputa o segundo turno com o petista.

O líder religioso, que tem base no Rio de Janeiro, esteve ontem na capital paulista para se reunir com o tucano e com o pastor Jabes de Alencar, presidente do Conselho de Pastores de São Paulo.

Segundo Malafaia, Serra lhe agradeceu o apoio recebido no primeiro turno, quando ele fez um vídeo em que pedia votos ao candidato do PSDB e ligava Haddad ao kit anti-homofobia.

O material, que foi apelidado de kit gay pelos evangélicos, é uma cartilha contra a homofobia que seria distribuída em escolas pelo Ministério da Educação em 2011, na gestão Haddad. A presidente Dilma Rousseff suspendeu a distribuição após protestos de religiosos no Congresso Nacional.

Carlos Cecconello/Folhapress

O candidato tucano José Serra inicia a campanha do segundo turno na Vila Guarani, zona sul de São Paulo

O candidato tucano José Serra inicia a campanha do segundo turno na Vila Guarani, zona sul de São Paulo

O Haddad já está marcado pelos evangélicos como o candidato do kit gay. Não vamos dar moleza para ele, disse Malafaia, após o encontro com Serra e Alencar, que também apoia o tucano.

Haddad pode até ganhar, mas não com os votos dos evangélicos, completou.

O pastor acusa o ex-ministro de ter incumbido a elaboração das cartilhas a ativistas gays e prometeu divulgar novo vídeo contra Haddad na próxima segunda.

Vou mostrar um encontro dos ativistas gays dizendo no Congresso Nacional que pegariam em armas contra os religiosos e dizer que é isso que ele está apoiando. Vou arrebentar em cima do Haddad.

No Twitter, Malafaia posta desde domingo mensagens pedindo votos no segundo turno em Serra 45 contra Haddad, autor do kit gay.

OFENSIVA

A campanha de Serra busca o apoio de igrejas que apoiaram Celso Russomanno (PRB) e Gabriel Chalita (PMDB) no primeiro turno. Muitas delas não veem a cartilha contra a homofobia como determinante para a escolha do candidato.

A Assembleia de Deus Ministério Santo Amaro,que apoiou Russomanno, abriu negociações com PT e PSDB. O presidente de seu conselho político, pastor Renato Galdino, diz que discutir a cartilha não tem nada a ver.

Não tem que mexer com situação moral. O Haddad é pai de família, temos que respeitar. Galdino diz que apoiará quem fizer uma campanha igual à do Russomanno, sem ataques pessoais.

Porta-voz da Renascer em Cristo, o ex-deputado Bispo Gê (DEM-BA) diz que a cartilha não é tão relevante e não deve influenciar sua igreja, que apoiou Russomanno e agora tende para Serra.

Alinhada com o prefeito Gilberto Kassab (PSD), a Renascer fez campanha para três candidatos a vereador da chapa que apoia o tucano.

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Ligação com a Igreja Universal foi motivo da derrota de Russomano

ELEIÇÕES 2012

 

  A queda do candidato do PRB à Prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, se deve a desconstrução de sua imagem por meio de críticas dos opositores, na opinião de analistas políticos. Líder na maioria das pesquisas de intenção de voto divulgadas durante a campanha, Russomanno terminou a disputa em terceiro lugar, com 21% dos votos (nas pesquisas, ele chegou a alcançar 35%). Para o cientista político Marcus Ianoni, as ligações do comunicador com a Igreja Universal e o fato de o candidato do PT, Fernando Haddad, se tornar cada vez mais conhecido do eleitorado ao longo da campanha, contribuíram para a queda.

  “O Russomanno foi uma bolha que estourou. Durante a campanha, ele sofreu críticas importantes que tiveram impacto na opinião pública”, afirma Ianoni. De acordo com o professor do Departamento de Ciência Política da Universidade Federal Fluminense (UFF), uma dessas críticas significativas foi feita por Haddad sobre a proposta de Russomanno de reorganizar o sistema de cobrança de passagens do transporte público. “O Haddad foi feliz em abordar as consequências da proposta de transporte do Russomanno, que prejudicaria a população de baixa renda. Foi um debate de políticas públicas muito bem aproveitado pelo Haddad que, ao fazer a crítica técnica da proposta, passou para o eleitorado a impressão de que seria prejudicado”, diz Ianoni.

Para o cientista político Ricardo Caldas, professor da Universidade de Brasília (UnB), houve um processo de desconstrução do candidato que, inicialmente, surgiu como uma nova liderança. “O Russomanno se aproveitou de um espaço que havia na disputa. Tentou conquistar as pessoas que estavam cansadas do José Serra (PSDB) e não queriam votar no PT”, afirma.

Segundo Caldas, aos poucos, os eleitores foram percebendo que o candidato do PRB não representava nenhuma novidade na política. “O eleitor acabou vendo que ele era um político tradicional, com as mesmas as práticas e que, além disso, tinha se aliado a uma igreja que não era necessariamente a dele para concorrer à Prefeitura”, argumenta. O cientista político lembra o vazamento “de diversos fatos negativos” como fatores que influenciaram a “desmotivação” do eleitor com o candidato. “Ele estava fazendo o papel do defensor do eleitor e, de repente, no final da eleição, se descobre que ele não era novo, não era original”.

O professor Marcus Ianoni cita três pontos principais que influenciaram o “estouro da bolha” Russomanno. Além das críticas técnicas feitas por Fernando Haddad quanto às propostas do candidato do PRB, o próprio petista foi tirando votos do opositor à medida que se tornava mais conhecido da maioria do eleitorado. O cientista político lembra que Haddad começou a campanha com 3% das intenções de voto e cresceu aos poucos. “Não estava claro para uma parcela significativa do eleitorado da periferia paulistana que o Haddad era o candidato do PT e do Lula”, afirma.

O professor Marcus Ianoni ainda cita as críticas às ligações de Russomanno com a Igreja Universal, inicialmente levantadas pelo candidato do PMDB, Gabriel Chalita. “Russomanno, embora se declare católico, é vinculado a um grupo político (o partido) e a outro midiático (Record) ligado à Universal. Embora os evangélicos sejam fortes, os católicos também são fortes”, diz.

Ao longo da campanha, Russomanno foi o principal alvo dos ataques dos adversários por ser o primeiro colocado nas pesquisas. Para o cientista político, o candidato e seu partido não souberam responder às provocações. “Não é a toa que ele foi chamado de bolha que estourou. Tanto o partido, quando ele mesmo, não tem a tradição do PSDB e do PT em São Paulo”, afirma.

Russomanno recebeu os votos de 1.323.375 eleitores, 21,6% do total, mas o número não foi suficiente para levá-lo ao segundo turno. José Serra foi o primeiro colocado na eleição paulistana com 30,7% e Fernando Haddad, o segundo, com 28,9%. Os dois vão disputar o segundo turno no dia 28 de outubro.

Data: 9/10/2012 08:28:21
Fonte: Terra