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Igrejas no Japão usam o marketing para alcançar mais fieis

 

Por Natalie Neris | Correspondente do The Christian Post

  Muitas igrejas evangélicas brasileiras no Japão têm se mobilizado devido a redução no número de fiéis. Com isso, igrejas e seus líderes juntamente com empresários têm utilizado de campanhas e estratégias de marketing religioso para reverter essa situação.

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    (Foto: Japan Christian Today / Takahiro Yada)

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Uma estratégia diferente tem movimentado Komaki, uma cidade japonesa localizada na província de Aichi. Uma igreja ocupa toda quinta-feira à noite um restaurante brasileiro da cidade. O pastor faz uma pregação e ao final todos participam de um jantar gratuito. É distribuído por e-mail, torpedos no celular e pessoalmente os convites para participarem dessas reuniões informais. Cada convidado pode levar a quantidade que quiser pessoas.

Anderson Paes é o dono do restaurante onde acontecem os encontros. A ideia do jantar gospel veio dele e da direção da igreja como forma de ajudar no crescimento de novos fiéis cristãos. “Na verdade, esse jantar quem oferece sou eu. Ofereço o jantar totalmente gratuito, mas em nome de Jesus”, diz.

A tática tem dado resultados. “Na verdade, a gente pode usar assim, é um marketing para o evangelismo mundial. Tem surtido resultados. A gente percebe muita inibição, as pessoas tendo desencorajamento para ir até a igreja. Então, vindo até aqui quebra um pouco esse tabu”, argumenta Janílson Gabri Pacheco, pastor responsável pelo culto.

“Tem pessoas que só de ouvir falar vamos pra igreja, não querem ir. Mas, se falar vamos no jantar, eles vem e dão uma palavra e cantam louvor”, diz a participante Iris Rios. “Na realidade, sou católico, sou praticante, mas independente de igreja é bom você fortalecer. É interessante, é importante. Nunca é demais”, afirma o também participante, Mauro Nagai.

Outra igreja de Komaki optou por uma estratégia semelhante. “Nós aqui em Komaki temos uma estratégia, é tirar a igreja para fora, é levar um culto doméstico até onde as pessoas estão. Então nós temos várias células e lá nós vamos pregar o evangelho e convidamos as pessoas facilitando a elas o contato com a palavra de Deus”, explica o pastor Carlos Raymundo, dirigente da Igreja Missão Apoio.

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O empresário Cláudio Nagaoka, veterano evangélico no Japão, atuou por cerca de 20 anos numa igreja construída por ele e critica tais estratégias de marketing usadas para alcançar mais almas.

“Quem quer pregar a palavra mesmo não precisa usar marketing, não precisa usar barganha. Ele tem só que ouvir a voz de Deus. E na sua vida pregar o Evangelho. Você prega muito mais com a sua vida, do que falando”, explica Cláudio.

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De biquíni fio dental para moda evangélica no Brasil, veja mais sobre a nova tendência

 

Por Amanda Gigliotti | Repórter do The Christian Post

As mulheres brasileiras, que têm sido estereotipadas como demasiadamente sexualizadas com biquínisfio dental, estão agora mostrando uma grande mudança de aparência e necessidade, acompanhando o crescimento da população evangélica no país.

  • moda evangélica

    (Foto: Joyaly)

    Moda evangélica Joyaly.

 

De acordo com a Associated Press, a chamada moda evangélica surgiu como um segmento crescente do país, cuja indústria têxtil movimenta R$ 50 bilhões ao ano, para atender às necessidades de conservadores vindos do número crescente de cristãos nascidos de novo.

No Rio de Janeiro, duas lojas evangélicas M&A Fashion e Silca Roupas Evangélica competem na rua do subúrbio do Rio Itaboraí.

O gerente da M&A, Marcelo Batista, disse que as mulheres evangélicas agora vestem essa roupa com orgulho.

"A palavra `evangélica’ costumava ‘ter uma conotação brega’", disse ele, segundo a AP. "Mas agora, nós não temos medo de mostrar quem nós somos."

Os resultados do censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelaram que a população evangélica cresceu 16 milhões de pessoas em 10 ano, entre 2000 e 2010, para 42,3 milhões.

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Em 1980, os evangélicos representavam 6,6 por cento da população, saltando para 22,2 por cento da população de 190 milhões do país em 2010.

A vestimenta modesta agora está surgindo em todo o país, com várias novas marcas nascidas a partir da luta constante de famílias para encontrar roupas que atendam as regras de modéstia da igreja.

No entanto, nesta enorme comunidade emergente, as igrejas não são um bloco unificado e cada uma define seus códigos de vestimentas próprias que podem variar de draconiano até permissiva.

Em algumas congregações as mulheres usam a roupa arquetípica brasileira, tops e shorts curtos em suas vidas diárias, vestindo roupas modestas apenas para os cultos. Em outras, as mulheres cobrem-se em todas as ocasiões, nem mesmo tirando suas vestes na praia.

Na conservadora Assembléia de Deus dos Últimos Dias, no Rio de Janeiro, as mulheres são proibidas de usar calças bem como tecidos vermelho e preto. A Igreja diz que tem o seu código de vestimenta baseada na Bíblia.

"As mulheres da Bíblia são ordenadas a usar este tipo de roupa. Ela diz que os corpos das mulheres não foram feitos para estar em exposição para todos, apenas para os seus maridos", disse o pastor da igreja, Marcos Pereira.

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A outra face da Graça

 

Rubinho Pirola

Aprendemos desde pequenos, que graça é um favor imerecido.

Correto. Mas ainda não de todo.

Tratando-se da Graça de Deus, trazida a nós no seu culminar – no favor de Cristo, na plenitude dos tempos, na entrega do Unigênito Filho de Deus para resolver a nossa questão – existe algo a mais na sua definição.

Se graça fosse somente um favor ofertado a quem não merece, o diabo e seus demônios estariam igualmente debaixo de graça, mas isso não é verdade.

Pensemos bem: Se Deus pode destruir o inimigo, o aproveitador, o acusador das nossas almas e mentes, e não o faz, quer dizer que Ele não o está premiando, beneficiando-o de maneira nenhuma. Há um plano que às vezes nos escapa à razão. Deus que não tem absolutamente no diabo e seus anjos, inimigos à Sua altura, não destruindo-os, não põe-nos debaixo de um favor imerecido, como premia aos Seus filhos. Se assim fosse, teríamos de os expulsar pedindo um favor aos "colegas" ou aos irmãos.

Já pensou?

"Desculpem, xarás, será que me podiam dar a gentileza de irem um pouco pra lá, saindo deste corpo que não lhes pertence? Se fazem favor, companheiros da graça…"

A graça aplicada a eles, não teria um caráter de favorecimento, de beneficiá-los. Ela os poupa sim, para que se cumpra o propósito de Deus. Ela deve trazer a eles o medo, o pavor, certos que devem estar, do final que lhes está preparado.

A graça de Cristo em nós vai além. A graça em nós aponta para o amor, para a identidade que temos em Deus. Não é o que fizemos ou possamos fazer, nem o que não fizemos, ou atos nossos de merecimento, mas o que Ele fez por graça, revelando-nos outra possibilidade de vida, outra identidade; antes forasteiros, afastados, agora, um com Ele, estranhos feito filhos por adoção por graça, um benefício Dele para cada um de nós. A graça nos livra da lei perversa da meritocracia, do toma-lá-dá-cá (como aliás pregam os que querem assassinar tamanha verdade e doutrina). Ela sempre revela o amor de quem a deu e incentiva o amor e a gratidão àquele que dela se beneficia.

E mais: tem ainda um caráter ensinador.

É pela graça que o Espírito Santo trabalha em nós, edificando em cada um que dela bebe, o caráter de Cristo, despertando em nós a gratidão – que nos constrange, que nos força, que nos obriga (2 Coríntios 5:14) a servirmos a Ele – não há outro caminho a seguir.

É o que afirma Paulo a Tito:

“Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos no presente século, sensata, justa e piedosamente.” (Tito 2.11-12)

É isso. Deus age em nós perdoando-nos, não levando em conta os nossos erros, não porque tolera a bagunça, o erro… deixando o barco correr frouxo. Mas assim age, porque tem um propósito maior – o nosso crescimento.

E não para que habitemos o céu amanhã, mas vivamos hoje, de maneira sensata, justa e pia (da maneira de Deus!).

Amém! Trabalhe em mim, Senhor! Deixe a Sua graça agir em mim.

Rubinho Pirola conspira no Genizah