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Cientistas criam faca que corta água

 

Pesquisadores da Universidade Estadual do Arizona, nos Estados Unidos, desenvolveram lâmina especial que consegue partir gota ao meio. Resultado pode ajudar no estudo de estruturas celulares

Faca corta gota d'água ao meio

Faca corta gota d’água ao meio: estudo em nível molecular (Reprodução)

Pesquisadores da Universidade do Estado do Arizona (Estados Unidos) conseguiram fabricar uma faca especial capaz de cortar uma gota d’água ao meio. As lâminas da faca foram feitas de zinco e cobre. Elas foram limpas com acetona e etanol e, posteriormente, secas com nitrogênio. Por último, as lâminas foram submergidas numa solução de nitrato de prata e colocadas para secar, resultando num revestimento altamente hidrofóbico — termo utilizado para substâncias que não se misturam com a água. Como resultado, um corte lento e preciso permitiu dividir uma gota em duas partes iguais (assista ao vídeo abaixo), sem fazer com que houvesse qualquer mistura de substância ou que ela se dissolvesse em várias outras gotículas. O procedimento ocorreu sobre uma superfície, também hidrofóbica, de teflon.

CONHEÇA A PESQUISA
Título original: Cutting a Drop of Water Pinned by Wire Loops Using a Superhydrophobic Surface and Knife
Onde foi divulgada: revista PLOS One
Quem fez: Ryan Yanashima, Antonio A. García, James Aldridge, Noah Weiss, Mark A. Hayes, James H. Andrews
Instituição: Universidade do Estado do Arizona
Dados de amostragem: Lâminas feitas de zinco e cobre, limpas com acetona e etanol, secas com nitrogênio e submergidas numa solução de nitrato de prata e colocadas para secar, resultando num revestimento altamente hidrofóbico 
Resultado: o estudo conseguiu desenvolver um método de corte altamente preciso, como se o material líquido manipulado fosse sólido.

O resultado foi publicado na revista científica PLOS One. De acordo com um dos autores, Antonio García, integrante do departamento de Engenharia Biológica e de Sistemas de Saúde da universidade, o estudo conseguiu desenvolver um método de corte altamente preciso, como se o material manipulado fosse sólido. "Ao criar duas gotículas de uma única gota, em condições extremamente controladas, podemos utilizar uma variedade de técnicas de micro ou nanotecnologia para estudar a composição da gota. Ou ainda produzir pequenas amostras de uma rara estrutura molecular ou biológica", disse o cientista ao site de VEJA.

"Por exemplo, na biomedicina há razões para isolar uma célula rara (como uma sob suspeita de ser cancerígena) e realizar análises para detectar o que a faz diferente de outras", afirmou.

O corte das gotas também pode permitir uma análise mais rápida e eficiente dos seus componentes. "Cientistas normalmente tentam entender como é o funcionamento das células no nível molecular. O trabalho pode ser mais eficiente quando se pode operar numa única gota com a amostra", disse o cientista.

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Igreja de Jerusalém é pichada com frases de insulto a Jesus

 

PorLuana Santiago | Correspondente do The Christian Post

Nesta terça-feira um grupo de pessoas picharam um conhecido Convento Franciscano em Jerusalém. As pichações feitas nas portas insultavam a figura de Jesus.

  • Igreja em Jerusalém

    (Foto:Divulgação)

    Igreja em Jerusalém é pichada por vandalos

Não é a primeira vez este ano que este tipo de vandalismo ocorre. Há apenas um mês, um outro mosteiro na Terra Santa também foi profanado com pichações, informou a polícia israelense, segundo publicação EFE.

"Ainda é cedo para saber quem são os autores, mas a investigação vai na mesma linha da que abrimos há meses após casos similares", confirmou à Agência Efe Miki Rosenfeld, porta-voz da polícia israelense.

De acordo com as autoridades as inscrições parecem identificar grupos radicais de colonos judeus, que nos últimos meses atacaram palestinos e centros de culto islâmicos em represália por ações do Exército ou do governo israelense contra eles.

Em setembro, vândalos atearam fogo à porta de entrada do Mosteiro Latrun e picharam com spray palavras de ordem contra a religião cristã em suas paredes, incluindo palavras como "Jesus é um macaco."

A agência de notícias EFE ainda publicou que o presidente israelense, Shimon Peres, condenou este novo ato de vandalismo e afirmou que "vai contra os princípios do judaísmo". Para o negociador palestino Saeb Erekat, "após 45 anos de ocupação israelense, a cultura do ódio e do racismo se transformou na corrente central entre os israelenses".

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De acordo com publicação YnetNews, dezenas de rabinos proeminentes de Israel e da Europa, incluindo antigos e atuais rabinos-chefes, também repudiaram o incidente enviando uma carta de condenação e pedido de desculpa para os líderes do Mosteiro Latrun.

"Nós gostaríamos de expressar nosso choque em função dos atos de vandalismo direcionadas ao seu mosteiro, o tipo de que foram dirigidas nos últimos meses contra outras igrejas e mesquitas em todo o país", escreveram eles.

"Lamentamos profundamente o desrespeito que foram apresentados por membros de nossa religião e as pessoas."