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Record realiza nova reportagem mostrando ‘mansão’ de Valdemiro

 

PorJussara Teixeira | Correspondente do The Christian Post

 

  • Casa em Tamboré, onde mora Valdemiro Santiago e sua esposa

    (Foto: Reprodução You Tube)

    Casa em Tamboré, onde mora Valdemiro Santiago e sua esposa

O Jornal da Record, apresentado por Ana Paula Padrão, fez um reportagem no dia 24 em que realiza novas denúncias sobre o enriquecimento de Valdemiro Santiago.

A matéria mostrou os imóveis adquiridos pelo líder religioso ao longo dos anos, e destaca a casa em que vive no condomínio de Tamboré, em Santana do Paranaíba (SP).

A casa, segundo a reportagem chamada de “mansão”, fica em um dos condomínios mais caros da região, onde os preços variam entre R$ 7 e R$ 10 milhões, de acordo com corretores de imobiliárias ouvidos.

A Record obteve a escritura da casa que possui mais de 1000m2 de área construída e teria sido comprada por Valdemiro no ano passado. Segundo um corretor de uma imobiliária local, a casa vale cerca de R$ 3 milhões. No imóvel moram Valdemiro e sua esposa, a bispa Franciléia de Castro Gomes de Oliveira

Além da casa em que residem, o casal adquiriu outros imóveis: uma casa em Alphaville no valor de R$ 900 mil e um apartamento de cerca de R$ 500 mil.
Fazendas

Na semana passada, a Record iniciou sua série de reportagens denunciando o que chama de enriquecimento ilícito do apóstolo Valdemiro Santiago.

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Um helicóptero da emissora de Edir Macedo sobrevoou regiões do Pantanal mato-grossense e mostrou a existência de várias fazendas que, se somadas, totalizam o valor de R$ 50 milhões e estariam em nome de uma empresa pertencentes a Valdemiro, a WS Music.

A investigação, que obteve documentos no cartório local, mostrou que as várias propriedades foram compradas à vista. O dinheiro para isso seria oriundo da Igreja Mundial e intermediado por esta outra empresa, que é especializada na produção de CDs, DVDs e livros.

Nos últimos dias, Valdemiro tem usado seus programas de TV para se defender das denúncias e dizer que “não tem nenhum bem em seu nome”. Ele chegou a desafiar o bispo Edir Macedo a abrir suas contas para que houvesse uma investigação.

“Toda hora eles querem arrumar problema para mim. Eu desafio Edir Macedo para mostrar sua conta bancária perante a Justiça”, afirmou Santiago.

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Crescimento evangélico e denúncias barram Papa no México

 

Um dos motivos da visita do papa Bento XVI ao México é tentar reunir os fiéis do país, onde, a exemplo do que ocorreu no Brasil, mais e mais pessoas são atraídas para as igrejas protestantes evangélicas.

O pontífice alemão, que também vai a Cuba nesta semana, enfrenta o desafio de provocar o mesmo tipo de fervor gerado por seu antecessor, João Paulo II, que era bastante querido no país, que visitou cinco vezes durante seus 27 anos de pontificado.

Como uma amostra da crescente divisão religiosa no México, uma grande igreja evangélica em León, cidade na região central do país onde o papa iniciou sua visita, organizou um culto com centenas de fiéis na quinta-feira, com cartaz que dizia: "Não somos católicos romanos".

Além da concorrência dentro da cristandade, o Vaticano enfrenta a mancha em sua reputação causada pelas acusações de abuso sexual de crianças e jovens em paróquias de todo o mundo. Algumas delas são dirigidas a um importante líder religioso mexicano, Marcial Maciel, que fundou a proeminente ordem católica Legionários de Cristo. Maciel, que morreu em 2008 aos 87 anos, caiu em desgraça após acusações de abuso sexual e vício em drogas.

Durante a visita papal, o pesquisador da religião Bernardo Barranco lança um novo livro sobre os Legionários, usando documentos do Vaticano que vazaram. Segundo o autor, esses documentos provariam que a Santa Sé sabia dos abusos de Maciel contra menores e de seu uso de morfina por décadas.

"O entusiasmo (sobre a visita do papa) sentido em León não é o mesmo no resto do país. Os abusos do padre Maciel lançaram uma sombra", disse Barranco. Bento XVI já se desculpou no passado pelos abusos, mas não tem planos de se encontrar com vítimas mexicanas.

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Colunista da Veja dispara contra bancada evangélica:“Falta vergonha"

 

O colunista da revista Veja, Augusto Nunes, escreveu em seu blog uma critica à bancada evangélica, pois para ele o moralismo e conservadorismo só alcançam assuntos como kit anti-homofobia, aborto e a venda de bebidas alcoólicas nos estádios durante a copa de 2014, sem atingir temas ligados a corrupção.

O texto foi escrito na quinta-feira, 22, e se refere ao fato dos parlamentares evangélicos terem abortado a votação para a Lei da Copa, pois eles se opõem a venda de bebidas alcoólicas como pede a FIFA.

Além disso, a Frente Parlamentar Evangélica tem feito pressão para diversos assuntos como a legalização do aborto, tanto que quando Eleonora Menicucci assumiu a pasta de Secretaria de Políticas para Mulheres os deputados e senadores tentaram protestar e fazer com que a presidente Dilma demitisse a ministra recém-empossada.

“A extensa lista de pecados só não inclui os cometidos de meia em meia hora pelos congressistas associados ao poder central”, escreve. Augusto Nunes comenta também sobre a compra de votos e outras atitudes que acontecem em Brasília, coisas que “até Deus duvida”, pondera o jornalista.

Leia o texto na íntegra:

A bancada evangélica no Congresso não perde chance de mostrar que é muito mais temente a Deus que qualquer papa. No momento, com o ânimo beligerante de quem se alistou nas hostes do Senhor antes de deixar o berçário, senadores e deputados federais combatem o consumo de bebida alcoólica durante os jogos da Copa de 2014.

Simultaneamente, mantêm sob intenso bombardeio a legalização do aborto, os jogos de azar, os símbolos religiosos e outros sintomas de idolatria, os comerciais de cigarro, o kit gay, o casamento homossexual, o adultério, os decotes ousados e outras perfídias tramadas por Satanás.

A extensa lista de pecados só não inclui os cometidos de meia em meia hora pelos congressistas associados ao poder central.

O assalto aos cofres públicos, a corrupção institucionalizada e impune, a gula das quadrilhas federais, a compra e venda de votos, os contratos de aluguel, as coalizões cafajestes e outras delinquências de que até Deus duvida são contemplados pelos evangélicos governistas com a tolerância dos cúmplices por ação ou omissão. Não é por falta de tempo que jamais combateram a ladroagem. O que falta é vergonha.