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Católica, Marlene Mattos passa a frequentar igreja evangélica

 

PorAna Araújo | Repórter do The Christian Post

Vídeos na internet com a ex-empresária de Xuxa, Marlene Mattos, participando de uma missa evangélica ministrada pelo ex-pagodeiro Waguinho, no final de 2011, levantou suspeitas da sua possível conversão. Apesar dela negar o fato, ainda hoje os vídeos são muito acessados.

  • Marlene Mattos

    (Foto: Reprodução)

    Marlene Mattos participa de igreja evangélica

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“Eu faço oração, sempre. Eu tenho um grupo de oração. Sempre fiz e confio em Deus, senão não estava viva. Eu tenho uma amiga que é dessa igreja, ela me convidou e fui”, explicou ela que é católica em entrevista nesta quarta-feira, 29, para o site O Fuxico.

Mesmo afirmando não ser praticante, muitos desconfiam que na verdade ela não queira assumir a sua fé pela forma como ela se envolve nos cultos.

No vídeo, pode-se ver com clareza Marlene cantando louvores, fazendo orações e participando de momentos importantes.

Ela mesma não nega sua identificação com a Assembleia de Deus, na mesma entrevista, afirmou que depois da primeira visita acabou se envolvendo com os projetos do templo.

“Gostei muito do que o pastor faz lá: ele ajuda quase 200 pessoas de rua e tenta salvar almas. Já fui lá algumas vezes e gosto. Não me converti ainda para a igreja, mas talvez um dia aconteça.”

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A empresária está ministrando cursos de capacitação para pessoas de rua e angariando fundos e apoio para a criação de empresas que os empregue.

“Estou procurando ações para ministrar cursos de padaria, carpintaria e costura para as mulheres. Essas pessoas precisam de ajuda para poderem se sentir motivadas a fazerem alguma coisa, para não voltarem para as drogas e para as ruas”.

Além de se envolver com os projetos sociais, ela revelou que gosta do ambiente e que se sente bem durante os cultos: “De vez em quando eu vou à igreja porque gostei e saí de lá muito bem.”

Apesar de frequentar a Assembleia de Deus dos Últimos Dias, ela afirma que sua religião continua sendo o catolicismo.

“Sou católica. Frequento e tudo. Sempre acreditei. Os amigos e amigas que me levaram à igreja evangélica fizeram isso sem nenhuma promessa. Eu já voltei umas cinco vezes, primeiro por conta do trabalho voluntário, já que preciso dar respostas, e depois para assistir aos cultos. Isso não impede de não ir à igreja católica”, concluiu.

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Juiz recorre à Bíblia para negar indenização por espera em banco

 

LUIZ CARLOS DA CRUZ
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE CASCAVEL (PR)

O juiz Rosaldo Elias Pacagnan, do 1º Juizado Especial Cível da Comarca de Cascavel (PR), recorreu à Bíblia e a um personagem de histórias em quadrinhos para rejeitar uma ação movida por um advogado que pretendia ser indenizado pelo banco Bradesco por esperar 38 minutos na fila de atendimento.

"Tudo tem seu tempo determinado", sentenciou o juiz, citando o texto bíblico de Eclesiastes. "Há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de colher o que se plantou". Na sentença, o magistrado emendou: "Há tempo de ficar na fila, conforme-se com isso".

Para Pacagnan, "o dano moral não está posto para ser parametrizado pelos dengosos ou hipersensíveis". Ele afirmou isso porque o autor colocou na petição que qualquer ser humano com capacidade de sentir emoção "conseguirá perceber que não estamos diante de mero dissabor do cotidiano" ao se referir à demora do atendimento.

O magistrado reconheceu que a demora causou estresse, perda de tempo, angústia e até ausência para a realização de necessidades básicas, mas afirmou que desde que ele –o próprio juiz– se "conhece por gente", se considera bem humano e não tem redoma de vidro para protegê-lo. "Aliás, o único sujeito que conheço que anda com essa tal redoma de vidro é o Astronauta, personagem das histórias em quadrinhos do Maurício de Souza; ele sim, não pega fila, pois vive mais no espaço sideral do que na Terra", diz a sentença.

As filas, segundo o juiz, integram o cotidiano e são indesejáveis, porém, toleráveis. "Nem tudo pode ser na hora, pra já, imediatamente, tampouco em cinco ou dez minutos! Nem aqui, nem na China", escreveu.

Pacagnan disse ainda, na sentença, que o Poder Judiciário está sendo entupido "com a mania de judicializar as pequenas banalidades".

LEGISLAÇÃO

No Paraná, a Lei Estadual 13.400/2001 estabelece um limite máximo de 20 minutos para o atendimento em agências bancárias. Nas vésperas e após feriados, o prazo se estende para 30 minutos. A lei também vale para espera em caixas de supermercados.

As denúncias devem ser feitas no Procon e podem render multas que variam de mil a 10 mil UFIRs (Unidade Fiscal de Referência).

O advogado Éden Osmar da Rocha Junior disse que vai recorrer da sentença.

"Apesar de ser um bom juiz, que dá sentenças bem fundamentadas, desta vez ele não foi feliz", disse.

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