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Grécia causa revolta ao colocar pedofilia na lista de “deficiências físicas”

 

Peter Sprigg

17 de janeiro de 2012 (FRCblog.com) — Esta semana trouxe ainda outro daqueles casos que fazem qualquer um dizer: “Você só pode estar brincando!”

A Associated Press noticiou que o governo gregoexpandiu sua lista de “deficiências físicas” oficialmente reconhecidas para incluir os pedófilos (e também os que gostam de exibir os órgãos sexuais, os cleptomaníacos e os piromaníacos [indivíduos que têm impulso doentio de provocar incêndios]).

Isso significa que os pedófilos na Grécia estão agora em condições de receber salários por deficiência física totalmente pagos pelo governo. Eles vão receber nãoapesar da pedofilia, mas por causa dela.

Presumo que a classificação de “deficiência física” tenha origem nas iniciativas que identificam a pedofilia como doença mental. Mas nem toda “doença” é uma “deficiência física”. A Wikipédia oferece várias definições de “deficiência física”, mas um conceito central é a existência de uma “restrição na capacidade de realizar uma atividade normal da vida diária”. Os pedófilos não têm uma “restrição na capacidade de realizar uma atividade normal”. Eles têm uma inclinação de realizar uma atividade anormal. Isso não é deficiência física.

Remover a pedofilia da esfera da condenação moral e colocá-la na esfera da saúde mental é um passo a mais para normalizá-la. Alguns defensores da pedofilia, como aqueles que participaram de umaconferência de Baltimore no ano passado, gostariam de ir muito mais longe, removendo a pedofilia totalmente da lista de desordens mentais. Agora a Grécia esta a beira de efetivamente financiá-la.

Levada ao extremo, a atitude do governo grego corre o risco de criar um incentivo realmente pervertido — para que indivíduos saudáveis se tornem (ou finjam ser) pedófilos meramente para obter os pagamentos de assistência do governo.

Felizmente, os que defendem os deficientes físicos na Grécia estão condenando a atitude governamental como “incompreensível”. Yannis Vardakastanis, que é cega, disse: “Não é realmente certo dar aos predadores sexuais uma proporção de 20 a 30 por cento, e só 10 por cento aos diabéticos”.

Considerando a crise econômica que vem confrontando a Grécia em anos recentes, é de assustar que eles chegariam ao ponto de considerar dar pagamentos para pedófilos.

Publicado com permissão de FRCblog.com

Tradução: www.juliosevero.com

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Russos católicos mergulham em meio à neve para comemorar o dia da Epifania (Fotos)

 

PorAna Araújo | Repórter do The Christian Post

=Na virada entre os dias 18 e 19 de janeiro, os cristãos ortodoxos celebram um dos mais importantes feriados religiosos, o dia da Epifania. Em Moscou, na Rússia, a tradição de tomar banho gelado para lavar os pecados foi mantida, ao ar livre, mesmo em meio à neve.

A data é uma menção à quando Jesus Cristo entrou na água do Rio Jordão para ser batizado, há quase dois mil anos atrás. Muitos acreditam que toda água na Terra vira santa, no dia da Epifania, e os fieis tomam banho para purificar a alma.

No entanto, na Rússia, a data ocorre em pleno inverno, e para ter acesso à agua os praticantes devem cavar um buraco no gelo que se forma na superfície dos lagos e rios. Estes buracos geralmente são feitos em forma de cruz.

Na noite do feriado, a temperatura na capital russa era de 10 graus negativos. Médicos e equipes de resgate permanecem em serviço perto de reservatórios de água, onde o ritual acontece. Sacerdotes também se fazem presente para abençoar o líquido.

Segundo publicado pela Federação Russa, a prática não apresenta risco de saúde caso a pessoa esteja saudável, pelo contrário, pode causar sensação de rejuvenescimento.

No entanto, se a pessoa não estiver em plenas condições físicas, o estresse causado no corpo, como restrição imediata dos vasos sanguíneos, principalmente na cabeça, pode conduzir a uma parada cardíaca.

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Segundo o site, uma preparação começando dias antes de enfrentar este desafio é fundamental. Entre as mais indicadas estão tomar banho de contraste regularmente; despejar água fria sobre si mesmo todos os dias, duas vezes ao dia; fazer exercícios físicos regularmente e passar tanto tempo quanto possível fora.

Na noite de Epifania, o ideal é aquecer o corpo com exercícios até se sentir quente e então se despir e pular na água. Pode mergulhar na água até três vezes e sair rapidamente para secar com uma toalha seca, se vestir e ir à um ambiente quente.

O alerta mostra ainda quem não deve participar em hipótese nenhuma da tradição. A lista inclui pessoas com doenças cardiovasculares; hipertensão; doença cerebrovascular; epilepsia; espasmofilia; doenças renais e respiratórias; doenças da glândula tiroide e doenças infecciosas.

Confira as fotos que mostram o ambiente gelado em que a tradição foi feita:

Epifania

(Foto: REUTERS/Thomas Peter)

Dia da Epifania

Dia da Epifania

(Foto: REUTERS/Gleb Garanich)

Dia da Epifania

Dia da Epifaniav

(Foto: REUTERS/Shamil Zhumatov)

Dia da Epifania

Dia da Epifania

(Foto: REUTERS/Denis Sinyakov)

Dia da Epifania

Dia da Epifania

(Foto: REUTERS/Vasily Fedosenko)

Dia da Epifania

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Criacionista, diz-me com quem andas

Dupla criacionista distribui material de campanha num congresso político em Washington

Caros leitores. Vou confessar uma coisa. Estou preocupado com ocriacionismo. De verdade. Até pouco tempo, eu costumava considerar esse movimento ideológico como um fenômeno anglo-americano com poucos reflexos no Brasil. Achava que, sobretudo, era algo que não representava ameaça à educação científica no país. Talvez eu esteja errado.
Confesso, me surpreendi com um “tuitaço” que conseguiu colocar a etiqueta #criacionismo entre os tópicos líderes no Twitter nesta sexta-feira. Não acho que o Ministério da Educação jamais será louco o suficiente para a incluir pregação religiosa nas aulas de ciência por causa disso.

O sucesso do criacionismo em se disseminar no Brasil, porém, é um sintoma do fracasso das escolas em ensinar biologia adequadamente. A propaganda criacionista brasileira, reconheçamos, soube aproveitar uma brecha para seduzir boa fatia do público com uma idéia errada.

Quem acha que eu vou usar esse espaço para escrever um libelo ateu, porém, está enganado. O que os criacionistas sempre tentam esconder, na verdade, é uma constatação filosófica que torna suas idéias incoerentes: a teoria da evolução de Darwin é, sim, compatível com a hipótese da existência de Deus.

Aquilo que Darwin abalou foi uma interpretação literal das narrativas da Bíblia. Alguns teólogos, mesmo antes do século 18, já vinham lendo as escrituras sagradas de maneira diferente, realçando o valor mítico e metafórico dos textos, sem tentar convencer a todos que os dinossauros se extinguiram porque não cabiam na Arca de Noé.

Uma leitura mais inteligente e aberta da Bíblia permite hoje que muitos teístas tenham uma visão de Deus que não requer o descarte de uma das teorias mais sólidas e comprovadas da história da ciência, a origem das espécies por meio da seleção natural.

Hoje, quem está aderindo ao criacionismo por motivo de fé religiosa possivelmente não leva em conta que esse movimento não é invenção dos apóstolos de Jesus, mas sim de um ultraconservadorismo político puritano tentando agregar poder nos EUA e na Inglaterra.

Demarcar território nas escolas fazendo lavagem cerebral com crianças em idade de aprender biologia básica foi uma das formas que esse grupo encontrou para espalhar sua palavra em meados do século 20.

É difícil enxergar esse contexto no Brasil, um país onde o criacionismo chegou como chiclete com banana, uma idéia meio fora de lugar. Na década de 1990, o ateísmo militante é quem começou a pronunciar o nome do problema. Na época, ao insistir na exibição de provas para a “inexistência” de Deus, autores como Richard Dawkins perderam o respeito de filósofos e, suspeito, contribuíram mais para disseminar o criacionismo em terras sulamericanas do que para erradicá-lo.

Aqui nos EUA, porém, o programa ideológico criacionista ainda é bem claro, e não deixa lugar para dúvidas. Recentemente testemunhei isso de maneira viva, e consigo até perdoar Dawkins por ter tanto ódio no coração.

Alguns meses atrás, a sorte do ofício me levou a um evento patrocinado por simpatizantes do Partido Republicano americano em Washington. Batizado de “Values Voter Summit”, o encontro tinha a finalidade de reunir eleitores que buscam candidatos em sintonia com seus valores morais.

Chegando lá, levei menos de um minuto para descobrir de que se tratava a convenção: um desfile de idéias ultraconservadoras, preconceitos e propostas autoritárias defendidas pela direita da direita dos EUA. Lotando um dos saguões do hotel, diversos expositores distribuíam material de campanha contra o planejamento familiar, pedindo a proibição do casamento gay, defendendo leis anti-imigração, atacando o direito ao aborto, sugerindo mais guerras contra países islâmicos, querendo menos controle para o porte de armas e até criticando o direito de se falar línguas estrangeiras em solo americano.

Não poderiam faltar a uma festa dessas, claro, os criacionistas.

Em uma das mesas expositoras, dois simpáticos senhores abordavam os curiosos que passavam à deriva para pedir contribuições. Estavam arrecadando fundos para sustentar uma “bolsa de estudos” criacionista em Pittsburgh, Pensilvânia, um dos quartéis-generais do movimento. O “Values Voter” era também, claro, uma ótima oportunidade de atrair voluntários que desejassem se tornar “educadores” criacionistas.

Para quem chegasse ao evento com a idéia de que o criacionismo é um movimento espontâneo sem interesses políticos, porém, os expositores já deixavam seu recado. Exibiam broches com o logotipo de campanha deRick Santorum, pré-candidato a presidente que é o novo queridinho da extrema direita republicana dos EUA.

Não tenho a intenção de discutir aqui se as idéias defendidas em círculos ultra-reacionários americanos estão certas ou erradas. Só queria mostrar que é esse o pacote ideológico onde o criacionismo prosperou e se encontrou. Ele foi moldado para se encaixar ali. Acho justo que os simpatizantes desse movimento exportado para o Brasil saibam o que estão comprando.

Escrito por Rafael Garcia

folha.com

06-06-16 013

Rev. Ângelo Medrado, Bacharel em Teologia, Doutor em Novo Testamento, referendado pela International Ministry Of Restoration-USA e Multiuniversidade Cristocêntrica é presidente do site Primeira Igreja Virtual do Brasil e da Igreja Batista da Restauração de Vidas em Brasília DF., ex-maçon, autor de diversos livros entre eles: Maçonaria e Cristianismo, O cristão e a Maçonaria,A Religião do antiCristo, Vendas alto nível, com análise transacional e Comportamento Gerencial.