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Os críticos e os criticados nas igrejas evangélicas: quem nos salvará?

 

Uma mensagem para os evangélicos em suas crises

Julio Severo

Eu estava ouvindo a pregação de um pastor pentecostal contra os pregadores da prosperidade. As palavras dele, cheias de emoção e indignação, estavam corretíssimas, denunciando “servos de Deus” vivendo no luxo, com carrões, aviões, helicópteros, mansões, etc.

Fui tentado a me perguntar: o pai desse pastor, no passado um famoso televangelista da Assembleia de Deus, virou manchete por um escândalo onde foi flagrado com uma prostituta. Mas meu pensamento foi logo vencido pela lógica cristã de que os filhos não devem pagar pelos pecados dos pais — sem mencionar que a graça de Deus abunda muito mais do que o pecado.

Mas, poucas horas depois, me chegaram informações de que o pastor pentecostal se divorciou duas vezes… Crítico e criticados em barcos furados.

Outro pregador, outrora um ícone da Igreja Presbiteriana do Brasil, ataca tradicionais, pentecostais e neopentecostais, e tem um histórico ainda mais bizarro: traiu a esposa, depois traiu a secretária-amante e mais tarde casou com uma “pastora”. Como amante do PT, ele acabou se envolvendo em grandes escândalos políticos e financeiros. Mesmo assim, ele é um grande criticador — e até eu sou um de seus criticados.

Que mundo louco, não?

Se ficamos então decepcionados com as igrejas pentecostais e neopentecostais, podemos então pensar que a solução é as igrejas tradicionais. Mas aí vem outro problema pós-moderno: as igrejas tradicionais estão correndo como manadas de vacas loucas para apriscos politicamente corretos, onde as ovelhas podem pastar sob a liderança de pastoras lésbicas que se aliam a bruxas!

Grandes denominações evangélicas dos EUA e Europa estão nesses pastos há algum tempo, e se você visitar uma dessas igrejas não estranhe se o pastor gay apresentar seu “marido”.

Aparentemente, as igrejas tradicionais do Brasil ainda não estão nos novos pastos de suas igrejas-mães dos EUA e Europa, mas algumas denominações timidamente ensaiam passos nessa direção. É uma questão de tempo.

O que o pastor pentecostal divorciado duas vezes faz, denunciando a extravagância de pastores neopentecostais, está certo. Mas sua vida está errada.

Da mesma forma, os frequentes ataques de certo blogueiro evangélico tradicional aos neopentecostais não estão totalmente sem razão (por incrível que pareça, ele consegue acertar dez por cento ou menos),embora ele mesmo esteja envolvido em vigarices e tenha uma vida sexual suspeita — além de ser fã de um dos maiores vigaristas evangélicos do Brasil. Outro famoso criticador de neopentecostais, igualmente fã do vigarista evangélico, tenta esconder sua homossexualidade, mas sua paixão por Philip Yancey sugere que ele pode estar preparando o público evangélico para uma triunfante saída evangélica do armário. Um adora o deboche, o outro a malícia. E ambos adoram a mentira.

Quando um famoso televangelista brasileiro apresentou em seu programa de TV pastores americanos pedindo muito dinheiro, ninguém foi obrigado a dar. Eu não dei. Muitos o criticaram, inclusive o blogueiro vigarista e o evangélico homossexual enrustido. E quando em seguida a essa petição de dinheiro, o televangelista comprou um jatinho, as criticas se tornaram “onipresentes” na rádio, televisão, jornais, revistas, blogs, sites, etc.

Contudo, até agora não vi evangélicos usando seus espaços em rádio, televisão, jornais, revistas, blogs e sites para denunciar o maior Ladrão do Brasil. O governo federal, com sua política abusiva de impostos, não precisa chamar americanos para pedir uma oferta de 900 reais. O governo tem roubado literalmente bilhões da população do Brasil, e os ladrões estatais têm investido não só em jatinhos e jatões, mas têm também engordado organizações que estão trabalhando ativamente para destruir as famílias do Brasil, sem que o blogueiro vigarista e o evangélico homossexual enrustido deem um pio de contrariedade.

Os “onipresentes” críticos do televangelista brasileiro também fazem vista grossa ao maior Ladrão do Brasil.

Com esse panorama desanimador, onde críticos e criticados estão em barcos furados, o que fazer?

Um homem jovem, convertido há dois anos, me perguntou o que eu achava das “igrejas caseiras”. Com tanto escândalos nas igrejas tradicionais, pentecostais e neopentecostais, muitos estão recorrendo a igrejas nos lares, achando que essa é a única salvação.

Minha resposta a ele foi:

O problema é o homem. Onde há o homem, há pecado. Daí, qualquer lugar onde há o homem, seja numa igreja grande ou numa reunião caseira, há propensão ao pecado e ao escândalo. Há alguns grupos caseiros que são heréticos. Outros julgam que a heresia está somente nas igrejas e que esses grupos caseiros são a salvação. Eu creio que Jesus Cristo é a única salvação.

Claro que, mesmo indo a uma igreja grande ou pequena, nada deve nos impedir de ter “reuniões caseiras”, isto é, independente dos cultos de domingo, é saudável termos reuniões em nossos lares, para ensinar nossos filhos, louvar a Deus, orar, ler um trecho da Palavra de Deus, etc.

A maioria dos cristãos conseguiria fazer esse tipo de reunião em seus lares, se conseguisse dar o horário nobre para Jesus, não para a telinha…

Então, até mesmo dentro dos nossos lares, enfrentamos desafios, onde muitas vezes deixamos que nosso precioso tempo, que deveria ser dado a Deus, seja desperdiçado em banalidades como a novelinha da Globo. A glória de Deus, que poderia ser experimentada na oração e leitura da Palavra de Deus no ambiente do próprio lar, é trocada por “gloriosas” cenas de nudez e sexo, divórcio, traições, etc.

Onde há ser humano — seja na igreja grande, pequena, na igreja caseira, ou mesmo em nossos lares —, há pecado. Quem poderá nos livrar? Jesus! Ele pode nos salvar dos nossos pecados, dos pecados dos nossos lares, das igrejas tradicionais, das igrejas pentecostais e das neopentecostais.

Se amamos a Jesus, devemos segui-Lo. Se amamos a Jesus, devemos colocar a Palavra dEle acima da nossa palavra e acima da palavra dos pastores, sejam tradicionais, pentecostais e neopentecostais. Do contrário, enfrentaremos ruína.

Minha esposa me conta que a igreja luterana onde ela nasceu, foi batizada e criada ensinava frequentemente contra as manifestações dos dons do Espírito Santo hoje como se fossem meros produtos fabricados pelas igrejas pentecostais ou exclusivamente para as igrejas pentecostais, de forma que os membros estavam vacinados contra a influência “pentecostal”. Mas, ao se deparar com enfermidades ou outros problemas graves, vários membros passaram para o espiritismo em busca de ajuda “sobrenatural”, porque o pastor não costumava pregar contra os perigos do espiritismo. Sua preocupação era o “pentecostalismo”.

Se tivessem medido a palavra do pastor com a Palavra de Deus saberiam que as manifestações sobrenaturais de Deus não pertencem aos pentecostais, que apenas se abrem (ou se abriam) para o que Deus dá, e não precisariam recorrer ao espiritismo.

Portanto, não deixe de ir à igreja, mas tenha a consciência de que você é fraco e também o pastor. Tanto você quanto o pastor precisam de salvação. Tenha a consciência de que, por melhor que seja a igreja ou pastor, nenhum deles salva. Nenhuma igreja salva. Só Jesus Cristo salva, resgata e nos liberta de nossos pecados.

Se frequentar uma igreja tradicional onde o pastor nega ou ignora que Deus atua sobrenaturalmente hoje, fique com a Palavra de Deus. As igrejas que estão de portas fechadas para o Espírito Santo são hoje as mais escancaradas para a ordenação de pastores gays. Portanto, mantenha a porta da sua vida aberta para o Espírito Santo e sua santificação.

Se frequentar uma igreja pentecostal onde o pastor impõe usos e costumes, especialmente o que a mulher deve ou não usar, fique com a Palavra de Deus. Siga o Espírito, não a carnalidade religiosa.

Nenhum pregador pedinte pode obrigar você a dar nada

Se frequentar uma igreja neopentecostal onde o pastor pede dinheiro sem parar, fique com a Palavra de Deus. Lembre-se: por mais “persuasiva” que seja a pregação, você não é obrigado a dar nada. Se o pastor disser que quem der tudo receberá uma bênção especial, não vá na palavra do pastor. Siga o Espírito Santo e o bom senso.

Por mais radical que seja a igreja que pede dinheiro, tudo o que ela pode fazer é pedir. Nós temos sempre a escolha de decidir dar ou não. E nenhum pastor pode nos obrigar a dar tudo ou pouco.

Pena que não tenhamos essas mesmas escolhas diante do chamado Estado “laico” adorador de homossexualismo, aborto e bruxaria como “cultura” sagrada.

Quando o governo “pede” dez por cento do seu salário, você não tem escolha, pois suas leis de impostos não são opcionais, mas obrigatórias.

Quando o governo “pede” vinte por cento do seu salário, prometendo saúde, educação, etc., você é obrigado a obedecer.

Quando o governo “pede” quarenta por cento do seu salário, você até pode dizer (para você mesmo e sua família) que é roubo, mas você está de mãos atadas, pois com governo está a “lei”, que ele faz do jeito que quiser.

Felizmente, o governo não “pede” dez por cento do seu salário. Se pedisse, seria como igreja pedindo dízimo. (O PT não é igreja, mas “pede” um dízimo de seus filiados!)

Felizmente, o governo hoje já não “pede” vinte por cento do seu salário. “Pedia” assim mais de dois séculos atrás, mas então havia no Brasil um Tiradentes para se revoltar contra esse roubo estatal.

Infelizmente, o governo hoje “pede” quarenta por cento do seu salário! E ai de você se tentar imitar Tiradentes contra o roubo estatal!

Se você não der 40% de seu salário, o governo mostrará que você não tem escolha

Você tem toda liberdade de não dar dinheiro para uma igreja que pede muito dinheiro. Mas, acorde: você não tem liberdade nenhuma de não dar quando o governo lhe “pede” muito dinheiro.

No entanto, você tem a liberdade garantida por Deus de colocar a Palavra de Deus acima do roubo estatal justificado por abusivas leis de impostos, que tiram dos cidadãos muito, muito além do que deveriam. Se até Tiradentes, usando o bom senso, pôde se revoltar contra isso, por que é que nós estamos de braços cruzados e boca fechada? Onde fica nosso bom senso e a Palavra de Deus?

Se um dos Dez Mandamentos diz que Deus proíbe roubar, por que ficamos calados e parados enquanto o governo rouba de todos os cidadãos? Só porque os outros cidadãos, dormindo em berços esplêndidos, não se importam com o sistemático roubo estatal, deveríamos imitar sua apatia? Ou será que imaginamos que Deus deu isenção para roubo somente quando praticado pelo Estado, significando que o governo está livre para fazer qualquer lei de imposto e cobrar o tanto que quiser?

As igrejas que são acusadas de “roubar” dos membros não atingem nem 10 por cento da população, ainda que ninguém nunca tenha sido obrigado a dar nada ali, com ou sem força de lei. Mesmo assim, esse “roubo igrejeiro” desperta a ira de certos cristãos, alguns dos quais são notórios por seu caráter vigarista.

Mas quem se ira contra o “onipresente” roubo estatal? Quem escapa do roubo governamental? Quem se ira contra o destino do nosso dinheiro sistematicamente roubado através de impostos tão absurdamente elevados que teriam deixado Tiradentes com revolta dobrada? As vítimas do governo atingem 100 por cento da população. Ninguém escapa das leis de impostos. Até produtos básicos, comprados por pobres, vem taxado pelo maior Ladrão do Brasil.

Essa, na minha opinião, é a maior luta. Por isso, me esforço para que, com todas as suas fraquezas, igrejas tradicionais, pentecostais e neopentecostais se unam contra o inimigo comum, que está usando o governo para destruir todas as bases morais e éticas da família e da sociedade.

Há uma grande revolução do mal ocorrendo, onde a população cristã, que é maioria no Brasil, está sendo involuntariamente cúmplice, através do seu dinheiro pago em impostos, usados pelo governo para financiar a promoção do aborto, do homossexualismo e de outras perversões ideológicas, inclusive da bruxaria como “cultura” sagrada.

Cruzar os braços e manter a boca fechada diante desse mal é confirmar nossa cumplicidade.

Eu não tenho um programa de TV, mas se tivesse, eu faria exatamente o que tenho feito no meu blog há anos: denunciar para todo o Brasil o mesmo ladrão que Tiradentes já denunciava mais de duzentos anos atrás. Mas se Deus quiser, e outros se unirem nesse propósito, um dia ainda poderemos ter um programa de TV para fazer essas denúncias públicas, quer o maior Ladrão goste ou não.

Não roube: o governo detesta competição

Se podemos sempre dizer “não” para os televangelistas que precisam de nosso dinheiro para comprar mansões, jatinhos e helicópteros, por que não podemos dizer “não” para o governo que usa nosso dinheiro para investir no homossexualismo, aborto e outras perversões?

Se temos o direito de não ter nosso bolso sugado por pastores que pedem muito, façamos também uso de nosso direito de não ter nosso bolso sugado pelo governo que exige muito, muito mais do que lhe é devido.

Fonte: www.juliosevero.com

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Dupla homossexual de pais-de-santo estupra criança e Globo, omite os nomes dos criminosos

Julio Severo

No ano passado, o G1 da Globo publicou uma reportagem com o título “Pais de santo são presos por estupro de menina e aborto no RS”.

A Globo reconheceu a dupla como pais-de-santo e homossexuais, mas, numa reverência assustadora às políticas governamentais de proteção às religiões afro-brasileiras, omitiu completamente o nome dos criminosos.

Eu bem entendo essas pressões. Tenho recebido mensagens de pais-de-santo ameaçando acionar o governo federal contra mim e meu blog. Afinal, qualquer crítica às práticas religiosas deles é encarada como ataque a uma cultura e às vezes até classificada de racismo!

Contudo, o comportamento da Globo é pérfido. Quando noticia pedofilia de padres ou pastores, a Globo sempre cita os nomes completos dos criminosos. E raramente a Globo deixar de noticiá-los. Mas quando esse tipo de crime envolve homossexuais ou pais-de-santo, raramente a Globo noticia. E quando noticia, não cita nomes! Sem mencionar que a Globo jamais menciona a pedofilia no mundo televisivo.

Recentemente, publiquei artigos de artistas de Hollywood que hoje confessam que foram estuprados quando eram crianças. Foram estuprados dentro de Hollywood. Foram estuprados por indivíduos poderosos do mundo artístico.

Anos atrás, conversei com um adulto que, quando criança, foi usado sexualmente por um artista brasileiro.

Nesse caso, a Globo mantém silêncio monástico sobre a pedofilia da televisão brasileira pelo simples fato de que esse é o segredo mais bem guardado da televisão brasileira.

Eu, como cristão, não me oponho à atitude da Globo de noticiar pedofilia de pastores e padres. Não me oponho também à atitude da Globo de sempre citar os nomes deles. Eles devem ser expostos e pagar por seus crimes.

Mas seria interessante descobrir qual o canal de TV que mais influenciou esses pastores e padres pedófilos na infância deles. Desgraçadamente, 99% das famílias católicas e evangélicas que conheci eram viciadas nas novelas da Globo. Com esse estímulo global, quem é que não cai em perversões? Na igreja e na Bíblia, essas famílias, e especialmente seus filhos, não eram sexualizados precocemente. Eles aprendiam sexualização precoce na tela global.

O menino então cresce vendo, junto com a família, cenas de sexo em novelas e filmes da Globo e depois, quando se torna pastor ou padre, coloca em prática o que via, e aparece a Globo acusando de pedofilia. E o inspirador desse crime, junto com o patrocinador, fica numa boa. Efetivamente, eles jogam gasolina e álcool na fogueira e depois dizem que não fizeram nada.

Certa vez, ao aguardar numa casa a vinda de pessoas para uma reunião de estudo bíblico, o casal da casa estava com a TV ligada na Globo. Quando apareceu uma cena com dois pelados na cama, pedi aos donos da casa que desligassem o televisor. Já tive de fazer o mesmo pedido em outros lares e lugares evangélicos.

A Globo sexualizou gerações e multidões de crianças de todo o Brasil e agora, para enfrentar a trágica onda de crianças sexualizadas e abusadas, invoca a intervenção do governo, o próprio patrocinador da sexualização televisiva, em suas campanhas de culpabilização das famílias. Nem a Globo nem o governo federal têm a mínima moralidade de combater a pedofilia que tanto promovem.

Oponho-me à atitude da Globo de nunca denunciar crimes de pedofilia no mundo televisivo, inclusive em seu próprio meio.

Oponho-me à atitude da Globo de incitar a pedofilia no Brasil por meio de sua programação imoral patrocinada por empresas estatais como a Petrobras. É o governo federal pagando para pedofilar o Brasil através da Globo. Depois, para pagar pelos crimes deles, usam a família como bode-expiatório, como se a família fosse responsável por todos os crimes sexuais que a Globo e o governo federal estimulam.

Oponho-me à atitude da Globo de rarissimamente denunciar crimes de pedofilia nas religiões afro-brasileiras.

Oponho-me à atitude da Globo de, nos raríssimos casos em que noticia crimes nas religiões afro-brasileiras, omitir os nomes dos pais-de-santo.

A notícia a seguir, com a Globo omitindo os nomes dos pais-de-santo criminosos, é do G1. Aproveite e copie, antes que pais-de-santo apadrinhados pelo governo venham me mandar mensagens ameaçadoras:

Pais de santo são presos por estupro de menina e aborto no RS, diz polícia

Segundo a polícia, crimes ocorreram entre os anos de 2007 e 2009.
Garota teria sido estuprada dos 9 aos 12 anos, em Guaíba (RS).

Glauco Araújo

Dois pais de santo foram presos, nesta quinta-feira (26), por suspeita de estuprar uma menina – hoje com 14 anos – durante três anos e provocar um aborto na vítima, em Guaíba (RS). Os crimes ocorreram dos 9 aos 12 anos da garota, entre os anos de 2007 e 2009. A mãe descobriu o estupro e o aborto e denunciou os crimes à polícia. Eles foram levados para o Presídio Estadual de Osório.

Segundo o delegado Rafael Soares Pereira, de Guaíba, os dois pais de santo seriam homossexuais e moravam juntos em uma casa na cidade, onde também funcionava um terreiro. "Eles usavam a vítima, que era filha de santo, para ficarem excitados e manterem relação sexual entre si, sempre após o estupro da menina."

Ainda de acordo com Pereira, os dois ainda serão julgados pela Justiça de Guaíba pelos estupros cometidos contra a menina. "Eles respondiam pelo crime em liberdade, já que o juiz da cidade não expediu o mandado de prisão que pedimos naquela época."

Um dos pais de santo foi preso no terreiro, em Guaíba, e o outro, a caminho do trabalho, em Canoas (RS). "Eles estavam ameaçando a família da menina e o juiz expediu o mandado de prisão preventiva. A mãe denunciou o aborto que a filha foi obrigada a fazer quando a garota tinha 12 anos. A gravidez foi fruto de um dos estupros cometidos pelos pais de santo", disse a delegada Valquíria Meder, que preside um segundo inquérito contra a dupla de religiosos, que versa sobre aborto.

A mãe da vítima teria dito à polícia que sabia que a menina era "filha de santo" no terreiro dos pais de santo, em Guaíba, de acordo com a delegada. Ela soube dos problemas enfrentados pela filha quando a garota contou o caso para uma amiga da família, que é policial militar, e que depois revelou o caso para ela.

"Ela nos disse que a garota chegou a morar com eles durante um ano, período em que estava se separando do marido e precisou mudar de casa, não tendo condições financeiras pra ficar com a filha. A mãe nos revelou que frequentava o terreiro deles e que tinha confiança nos dois. Quando soube do que estava ocorrendo com a filha, registrou o caso na polícia", disse Valquíria.

A delegada explicou que a vítima teria realizado o aborto em Capão da Canoa (RS), na casa das duas mulheres, que também foram indiciadas pelo crime com os pais de santo. "Elas respondem ao processo de aborto em liberdade, pois não temos registros de que elas estivessem ameaçando a família da vítima", afirmou Valquíria.

"Foi um prazer prender esses dois pais de santo, principalmente por ter sido um trabalho em conjunto entre duas delegacias, mas também pelo fato que agora responderão aos dois inquéritos presos", disse o delegado Pereira.

Fonte: www.juliosevero.com, via G1.

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AMANDO O PRÓPRIO TRABALHO

Preletor: Robert Tamasy

Foque no que é positivo e digno de louvor e vejo o emprego como sacerdócio

Alguns de nós somos afortunados e temos trabalhos que realmente apreciamos. Porém, de acordo com pesquisas, a grande maioria de homens e mulheres no mundo profissional e empresarial não gosta e até mesmo odeia o trabalho que faz. Na melhor das hipóteses, eles toleram o que têm que fazer todos os dias para ganhar a vida. Você é um deles? 

Você gostaria de dizer com sinceridade, “Amo o meu trabalho”? Como seria começar o dia com a expectativa boa de encontrar oportunidades e desafios no seu ambiente de trabalho e não com medo e ansiedade? “Bom, vou ter que mudar de emprego”, diriam muitos, talvez. Mas recentemente ouvi uma história intrigante que parece indicar que não precisa ser necessária uma mudança de emprego para se ter um trabalho que amamos.

Em uma reunião do Grupo de Apoio a Câncer que compareci (minha esposa é uma sobrevivente de câncer), uma mulher estava contando sobre uma pessoa inspiradora que conheceu quando fazia o tratamento. Ele era manobrista do estacionamento do hospital.

“Aquela mulher era surpreendente”, ela disse. “Ela amava o seu trabalho e amava a cada paciente, que chegava todos os dias para consultas. Nunca deixou de exibir um grande sorriso e tinha uma palavra de ânimo para cada um de nós. Ela me deixou impressionada.Ela estava lá todos os dias, no calor mais abrasador ou frio congelante, concentrada em cumprimentar cada paciente e fazer que seu dia fosse um pouco mais luminoso”.

Como administradora de uma fundação, a mulher que contava essa história pensou consigo mesma: “Este é o tipo de pessoa que precisamos contratar como recepcionista”. E ela ofereceu emprego para a manobrista que, com seu sorriso habitual, educadamente recusou. Ela explicou que não poderia deixar seu emprego, não porque fosse bem remunerada, mas porque em sentido bem real, se tornara seu “emprego dos sonhos”. Ela buscava cada dia pela oportunidade de oferecer uma palavra gentil, dar a alguém o sorriso que necessitava ou fazer brilhar a luz da esperança para quem precisasse desesperadamente dela. Numa palavra, ela via seu emprego como sacerdócio.

E se nós adotássemos a mesma atitude, vendo nossos empregos como sacerdócio – oportunidade para servir e auxiliar outras pessoas e não apenas como fonte de recursos ou forma de preencher o tempo entre os finais de semana? Mas como fazer isso, especialmente se nossas circunstâncias estão longe de ser as ideais? Considere os seguintes conselhos da Bíblia:

Mantenha o foco no que é positivo. Certamente existiam aspectos no trabalho daquela manobrista que não eram perfeitos e ela poderia mudar se quisesse. Mas ao invés disso ela se concentrou nas outras pessoas. “Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas” (Filipenses 4.8).

Lembre-se de Quem você realmente serve. Precisamos ver nosso trabalho como parte de algo maior. Séculos atrás, observando um pedreiro, alguém lhe perguntou se ele não ficava cansado do seu trabalho. “Não”, respondeu o pedreiro, “porque estou construindo uma catedral”. “Escravos, obedeçam em tudo a seus senhores terrenos… Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor… É a Cristo, o Senhor, que vocês estão servindo” (Colossenses 3.22-24).