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Bento XVI Mostra Preocupação com Crescimento de Evangélicos

 

Por Jussara Teixeira|Correspondente do The Christian Post

O papa Bento XVI expressou nesta sexta-feira sua preocupação pelo crescimento das igrejas evangélicas na América Latina e África.

Bneto XVI conversou com jornalistas a bordo do avião que o levou à capital do Benin, Cotonou. Ele falou que a igreja católica tem hoje o desafio de de levar uma mensagem simples, profunda e compreensível, que as igrejas evangélicas utilizam.

Segundo o pontífice, os evangélicos têm uma liturgia mais participativa que, em suma, seria um sincretismo de religiões.

Na sua visão, isso garantiria “um êxito, mas também resulta em pouca estabilidade". Bento XVI destacou que é muito importante que o Cristianismo não se conceba como um sistema difícil, e tenha uma mensagem universal, de acordo com a agência Efe.

O Papa analisou que muitos fieis estariam voltando à Igreja Católica ou adotando outras igrejas pentecostais. Para que isso não aconteça, defende uma Papa Bento VXImensagem "simples, profunda e compreensível".

Ele também pediu reconciliação, justiça e paz nas guerras que ainda existem na África. "Muitas vezes, as palavras foram maiores que as intenções, que a vontade de realizar esses acordos", declarou, se referindo a políticos e pessoas em geral para que enxerguem além do egoísmo.

"A África é um grande pulmão espiritual para uma humanidade em crise de fé e esperança". Bento XVI lembrou a maioria dos países africanos tiveram que enfrentar processos muito rápidos de mudança.

"A humanidade se encontra em processo cada vez mais rápido de transformação, e para os povos africanos é um processo difícil, que exige a colaboração de todos", ressaltou.

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Especialistas dão dicas para perder peso para o verão em 30 dias

 

G1 perguntou a especialistas o que é possível fazer em um mês.
Proximidade da estação mais quente traz à tona a ‘síndrome de outubro’.

Mário BarraDo G1, em São Paulo

 

Com a proximidade do verão, que começa oficialmente no dia 22 de dezembro, a preocupação com o corpo faz as pessoas pensarem sobre como perder peso. A fórmula clássica para emagrecer é até simples: gastar mais calorias do que aquelas que entram no organismo durante as refeições. Mas ainda que todo mundo entenda essa lógica, poucos são os que sabem o que fazer para chegar ao verão com as medidas desejadas.

Para ajudar a esclarecer como perder peso a tempo para o início da estação mais quente do ano, o G1 perguntou a um nutricionista e a um preparador físico como é possível adaptar a rotina de uma pessoa sedentária que deseja perder até, no máximo, 3 quilos dentro de um período de 30 dias.

30 dias para o verão vale este (Foto: Arte/G1)

A arte da caminhada
Para quem não tem tempo de caminhar durante uma hora no parque ou na academia, talvez a meta de deixar o corpo mais definido e perder muitos quilos fique um pouco distante, mas é possível pelo menos obter alguns benefícios à saúde.

“A ideia para quem é sedentário é simplesmente aumentar o nível de atividade física", explica Mauro Guiselini, professor de educação física das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), em São Paulo.

A média de perda saudável em um período de 30 dias com atividade física é de até 2,5 quilos."

Mauro Guiselini, professor de educação física

Quem está parado há muito tempo pode fazer algumas tarefas a pé, como ir ao mercado, subir de dois a três lances de escada até o escritório ou usar menos o e-mail para passar recados a pessoas próximas.

“É claro que esse tipo de atividade física nunca vai ser suficiente para garantir a modelação do corpo”, alerta Guiselini. “Mas já serve para dar alguma melhora na qualidade de vida, especialmente para os sedentários.”

Se a pessoa quiser realmente perder peso, uma nova alimentação e uma rotina de exercícios aeróbicos – como corrida, natação e ciclismo – são indispensáveis. "O ideal é que o indivíduo faça uma média de 40 minutos diários de exercício", indica o preparador físico.

No caso, a atividade sugerida por Guiselini é a caminhada. "Alguém que é sedentário não vai aguentar fazer corrida, mas pode, aos poucos, começar a aumentar o ritmo."

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Com o tempo, a pessoa poderá sentir os efeitos da atividade, como diminuição da ansiedade, melhora no humor e na capacidade de respiração e, claro, a redução da cintura.

"A média de perda saudável em um período de 30 dias com atividade física é de até 2,5 quilos", explica Guiselini, usando como base recomendações de instituições norte-americanas ligadas à medicina do esporte.

"Uma perda saudável significa reduzir a massa de gordura corporal. Muitas vezes, se a pessoa faz somente dieta, pode acabar perdendo também a massa magra (musculatura), e esse emagrecimento não é saudável", destaca.

“Síndrome de outubro”
Com a chegada do verão, os nutricionistas identificam um fenômeno periódico: a chamada “síndrome de outubro”, época em que as pessoas correm para perder o peso acumulado durante um inverno de alimentação desregrada.

“Muita gente faz dieta, alcança o objetivo e depois abandona – não incorpora o que aprendeu. O mesmo vale para o exercício físico", diz Ivan Mourthe de Oliveira, nutricionista e membro do Conselho Federal de Nutrição.

Ainda que a dieta seja parte fundamental na perda de peso, a influência de uma alimentação balanceada leva tempo.

“As pessoas querem milagre. Para uma dieta ter impacto real nas características físicas, é preciso um período de seis meses”, diz o especialista. “Se o indivíduo começar em outubro, infelizmente já está atrasado.”

Atrasado ou não, quem deseja perder peso deve aumentar o consumo de saladas (como folhas verdes) e diminuir as porções de arroz, feijão, pães e massas, que são fontes ricas de carboidratos.

"Sempre dá para se ajeitar. A pessoa pode começar a comer uma fruta no café da manhã, levar uma saladinha picada para o trabalho, carregar cenoura ou uvas passas na bolsa", lembra Mourthe.

Comer de três em três horas também pode ajudar a diminuir a fome durante as refeições principais. "Se você faz um lanchinho às 10 horas, não vai chegar mordendo o pé da mesa durante o almoço", brinca o nutricionista.

Para quem quiser começar a caminhar, a alimentação também deve ser adaptada. "Se você começa a se movimentar, será preciso tomar mais líquidos, especialmente sucos, que podem servir como fontes instantâneas de energia", indica.

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Genética da obesidade e atividade física

 


A obesidade vem aumentando significativamente desde a década de 80. Ninguém tem dúvidas a respeito. Esse fenômeno tem sido atribuído principalmente a fatores ambientais: estilo de vida e ingestão de alimentos. Entretanto, estudos de gêmeos sugerem que o acúmulo de gordura corporal em resposta ao ambiente poderia ter influência genética. Em 2007, identificou-se a variante de um gene, denominado FTO (do inglês “fat-obesity” ou gordura e obesidade) que poderia aumentar a probabilidade em 20 a 30%  de uma pessoa tornar-se obesa.

Essa variante seria comum nas populações européias e de ascendência africana (em média 75%) e menos frequente nas de origem asiática (28 a 44%). Alguns estudos sugerem que o efeito desse gene poderia ser atenuado em pessoas fisicamente ativas, enquanto outras pesquisas não conseguiram confirmar essa observação. Para tirar isso a limpo, um grupo de pesquisadores liderados por Ruth Loos, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, realizou um estudo com uma amostra gigantesca: 218.166 adultos e 19.268 crianças. A pesquisa acaba de ser publicada na revista Plos Medicine (novembro de 2011).

Qual foi o efeito da atividade física?

Em crianças não se observou uma associação entre obesidade e atividade física. Entretanto,  em adultos, o risco de obesidade teve uma redução de cerca de 30% naqueles fisicamente ativos. Os autores do estudo ressaltam que os resultados dessas pesquisas mostram que a atividade física é um meio de controlar a obesidade nos indivíduos geneticamente predispostos e vai contra aqueles que têm uma visão determinística  da genética: “Não tenho culpa de ser gordo. São meus genes.”

A futilidade da triagem de genes de obesidade

Baseado nesse resultado, o pesquisador australiano J. Lennert Veerman escreve um artigo na mesma revista (Plos Medicine, novembro 2011) criticando os testes comerciais que estão sendo oferecidos para saber se uma pessoa possui genes de predisposição à obesidade. Concordo plenamente com ele. Já escrevi sobre isso e há também um capítulo em meu livro GenÉTICA, que chamei de genes fúteis. Segundo o Dr. Veerman, testar-se para a existência de genes de predisposição à obesidade não tem relevância clínica ou pode até ser prejudicial. Primeiro porque  a  presença ou não desses genes tem um poder preditivo baixo. Além disso,  estudos anteriores já mostraram que os resultados dos testes genéticos não influenciam o comportamento das pessoas. Quando li pela primeira vez que esses testes estavam sendo oferecidos comercialmente a minha primeira pergunta foi: será que preciso fazer um teste genético para saber se tenho ou não tendência para engordar?

E quem não tem a variante de predisposição a obesidade?

E se você fizer o teste e descobrir que não possui o gene “gordo” o que vai fazer com essa informação? Se você já tiver excesso de peso, vai concluir que o teste não serve para nada ou que realmente a culpa é dos seus hábitos alimentares e físicos. Mas e se você for magro? Será que algum médico irá recomendar para você deixar de comer alimentos saudáveis e permanecer inativo?

Por Mayana Zatz

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