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Parlamentarios británicos investigan si se margina a cristianos

Comisión escucha denuncias

 

Parlamentarios británicos investigan si se margina a cristianos

El Parlamento de Westminster

Gary Streeter, presidente de la investigación, habla de evitar la “humillación pública” de los cristianos.

17 DE NOVIEMBRE DE 2011, LONDON

Durante todo este mes de noviembre, diferentes parlamentarios de todo el arco político británico están planteándose si las leyes del Reino Unido están facilitando la “marginación” de la opinión de los ciudadanos cristianos.
La investigación se está dando en una comisión parlamentaria que se ha denominado “Clearing the Ground”  (en castellano, “Despejando el terreno”). La han impulsado miembros del grupo “Christians in Parliament”, una asociación que agrupa a políticos cristianos de diferentes ideologías.
La comisión está escuchando los casos presentados por varias entidades y debate sobre si es correcta la percepción general de muchos cristianos, que se sienten “marginados y desprotegidos” por parte del gobierno y los jueces.
Hasta ahora se han recibido más de 50 quejas formales . En las primeras sesiones presentaron sus casos la Alianza Evangélica Británica, la Premier Christian Radio Group, la Comunidad de Abogados Cristianos, el think-tank CARE, la Iglesia Anglicana, la Iglesia Católica y las representantes de las denominaciones bautista, metodista y reformada.
PREOCUPACIÓN DE PARLAMENTARIOS
Gary Streeter, parlamentario del Partido Conservador y presidente de la comisión de la investigación, ha dejado claro que la iniciativa quiere reducirr el malestar. “Queremos mostrar la distancia que hay entre la percepción y la realidad, y ayudar así a quitar el miedo que hay entre muchos cristianos. Queremos deshacer cualquier mito que se haya creado pero también identificar problemas, y no vamos a avergonzarnos de llamar a que se hagan cambios en la ley si eso es lo necesario ”, ha dicho.
Por su parte, Gavin Shuker, parlamentario del Partido Laborista,  ha opinado: “Demasiadas veces parece como si estuviéramos viviendo en un mundo que no entiende la religión. Espero que esta investigación ayude a todos a entender la religión un poco mejor”.
Una tercera parlamentaria, Fiona Bruce del Partido Conservador , ha explicado su apoyo a la iniciativa porque “ cristianos alrededor de todo el país se sienten cada vez más preocupados a la hora de expresar puntos de vista basados en la Biblia, tanto en su lugar de trabajo como fuera de él ”. Por ello, ha dicho, “esta investigación es un esfuerzo muy necesario por parte de los parlamentarios para escuchar y entender esos temores, y promover acciones para dar soluciones”.
PRESIÓN EN LOS MEDIOS DE COMUNICACIÓN
Algunas opiniones en los medios de comunicación se han mostrado reticentes ante la iniciativa. Es el caso del periodista William Crawley, que en su blog de la BBC ha opinado que las denuncias de supuesta persecución a cristianos eran exageradas utilizando un argumento que parece fuera de lugar: no es comparable con la persecución que los cristianos experimentan en otros países (estaría por ver si aplica esta misma idea a la homofobia, por poner un ejemplo).
Los casos de multas a profesionales cristianos por “ofensas” al expresar opiniones basadas en su fe han sido un tema constante en la prensa británica durante los últimos años.
Dos organizaciones se han dedicado a recoger estas noticias. Por un lado está la organización Christian Concern , que en su web denuncia casos concretos. Otra organización muy centrada en la libertad de expresión y que informa regularmente sobre casos polémicos es The Christian Institute .
CONTRA LA “HUMILLACIÓN PÚBLICA” DE LA FE
“No podemos relajarnos y dejar que los valores cristianos que tanto apreciamos sean erosionados por grupos normalmente minoritarios que exigen sus derechos aunque sea a expensas del bienestar general” , ha concluido Streeter.
“La libertad religiosa es el cimiento histórico en el que se han basado todas nuestras otras libertades, es un afirmación de que la fe de cualquier persona en la sociedad debe ser respetada”.
Por ello, “una visión cristiana de un espacio público verdaderamente libre tiene que apoyar el derecho de las personas a expresar sus puntos de vista con civismo, sin miedo de ser humillados públicamente o ser perseguidos , por muy incómodos que esos puntos de vista puedan ser”.
Fuentes: EAUK, CIP.

© Protestante Digital 2011

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Vaticano entra com ação legal contra propaganda da Benetton

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DA FRANCE PRESSE, NO VATICANO

O Vaticano anunciou nesta quinta-feira que vai buscar ações legais contra a fotomontagem divulgada pela Benetton na qual o papa Bento 16 beija na boca o imã sunita de Al Azhar, anunciou nesta quinta-feira a Secretaria de Estado da Santa Sé.

 

"Encarregamos nossos advogados para que empreendam na Itália e no exterior as oportunas ações legais para impedir a circulação nos meios de comunicação da fotomontagem realizada no âmbito de uma campanha de publicidade da Benetton", anunciou o Vaticano em uma nota oficial.

Na quarta-feira, o grupo italiano Benetton anunciou sua decisão de retirar de circulação uma campanha publicitária mostrando com a fotomontagem.

As relações entre o Papa e o imã de Al Azhar são difíceis, principalmente depois que Bento 16 expressou solidariedade às vítimas do atentado que fez 21 mortos numa igreja de Alexandria, no dia 1º de janeiro passado.

A peça publicitária inclui, também, um beijo trocado entre Hugo Chávez e Barack Obama, em nome da luta "contra o ódio" e uma cena tórrida entre Barack Obama e o presidente chinês, Hu Jintao, colocada primeiramente em um banner diante da catedral de Milão.

Divulgação/Benetton

Papa Bento 16 dá um beijo em Ahmed Mohamed el Tayeb, imã da mesquita de Al Azhar no Cairo

Papa Bento 16 dá um beijo em Ahmed Mohamed el Tayeb, imã da mesquita de Al Azhar no Cairo

Mas a foto de Bento 16 e o imã egípcio, foi considerada a mais polêmica das outras seis montagens nas quais aparecem outros chefes de Estado ou de governo na mesma posição carinhosa, como a troca de beijos calorosos entre Nicolas Sarkozy e Angela Merkel e entre Mahmoud Abbas e Binyamin Netanyahu.

"Lembramos que o sentido desta campanha era exclusivamente combater a cultura do ódio sob todas as formas", comentou, em comunicado, um porta-voz do grupo.

A nova campanha da United Colors of Benetton, chamada "Unhate" ("não ódio"), foi apresentada, oficialmente, no início da tarde de quarta-feira, por Alessandro Benetton, vice-presidente do Benetton Group, em Paris.

O Vaticano reagiu imediatamente à campanha considerando a publicidade "uma falta de respeito grave ao Papa".

O grupo Benetton e seu fotógrafo Oliviero Toscani tornaram-se célebres por suas fotos provocadoras nos anos 90, entre elas a de uma irmã de caridade sedutora, que se apresenta vestida num hábito branco beijando um jovem padre de batina preta.

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Espanha investiga empresa sobre uso de chips para controlar funcionários

 

Anelise Infante

De Madri para a BBC Brasil

BBC

Finalidade do sistema é saber quanto tempo os funcionários ficam parados durante o serviço

O Ministério do Trabalho da Espanha está investigando acusações de que uma empresa estaria usando microchips instalados nos celulares de seus funcionários para saber quanto tempo eles ficam parados durante o serviço.

Segundo a denúncia, apresentada por empregados da companhia de elevadores Schindler-Catalunha e pelo sindicato regional, o chip emite um sinal que dispara um alarme em uma central quando detecta falta de movimento do trabalhador por um período de dez minutos.

O microchip, batizado de "acelerômetro", é acoplado no celular e funciona com um sensor. O telefone deve estar em um bolso, cinto ou em qualquer parte junto ao corpo para identificar os movimentos.

Além de fazer soar um alarme após dez minutos de paralisação, o sistema também informa, graças a um GPS, onde o trabalhador se encontra em tempo real durante as horas de atividade.

O sistema de microchips começou a funcionar em abril passado, mas a queixa foi apresentada oficialmente há algumas semanas pela União Sindical Operária da Catalunha (USOC) e pelo comitê sindical da filial da Schindler ao Ministério do Trabalho e à Secretaria de Trabalho do governo regional.

A secretaria deu razão aos funcionários e ordenou a retirada dos chips, por considerá-los uma forma de controle.

‘Segurança’

A Schindler não emitiu nota à imprensa. A assessoria de comunicação da filial espanhola informou à BBC Brasil que recorreu da ordem da Secretaria de Trabalho do Governo da Catalunha, afirmando que o sistema "é um mecanismo de proteção e não de controle aos trabalhadores".

"O acelerômetro é um mecanismo de segurança. Se um operário de manutenção sofre um desmaio, perda de consciência ou qualquer problema, o alarme atua como grande ajuda para os técnicos", disse o diretor de Relações Trabalhistas da Schindler-Catalunha, Juan Carlos Fernández, à imprensa espanhola.

Mas os funcionários e a USOC não aceitam essa explicação. Em nota à imprensa, o advogado da União Sindical, Luis Méndez, disse que o objetivo da companhia é "controlar os trabalhadores através de um dos piores métodos já vistos, como se estivéssemos em séculos passados".

Segundo o comunicado, a maioria dos trabalhadores que assinaram a denúncia é responsável por inspeções de elevadores e peças nos escritórios e residências dos clientes. Por isso, eles seriam os mais controlados para trabalhar sob pressão e com velocidade.

Isso justificaria também a inclusão do GPS que indica onde está o funcionário em cada instante, na opinião do advogado.

"O dispositivo não é um mecanismo de segurança ou de proteção individual porque não está inserido num plano de avaliação de riscos e resgates de acidentes de trabalho. É um claro exemplo de método de controle e pressão sob os trabalhadores", diz a nota.

A União Sindical afirmou ainda que o Ministério de Trabalho já emitiu uma nota de infração à empresa, pedindo a retirada dos microchips dos celulares.

O ministério confirmou à BBC Brasil a denúncia e a inspeção, mas respondeu que só haverá pronunciamento oficial quando houver resolução do caso.