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Lupi mentiu para o Planalto ao negar viagem no King Air

 

Ministro do Trabalho perdeu sobrevida até a reforma de janeiro

A visita do Ministro Carlos Lupi ao município de Grajaú, no Maranhão, num avião que ele havia afirmado não ter usado

A visita do Ministro Carlos Lupi ao município de Grajaú, no Maranhão, num avião que ele havia afirmado não ter usadoTERCEIRO

BRASÍLIA – O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, não mentiu apenas ao Congresso Nacional. Mentiu também para o Palácio do Planalto. Na sexta-feira, quando o governo soube que seria divulgada reportagem na revista "Veja" sobre a viagem de Lupi ao Maranhão, o ministro enviou ao Planalto a informação de que não tinha ligação com o empresário Adair Meira, que comanda uma rede de ONGs conveniadas com o ministério, e negou que tivesse viajado num King Air oferecido pelo dirigente de ONGs.

No sábado, o ministério voltou a dizer em nota oficial que Lupi só utilizou o avião bimotor Sêneca. Mas o ministro foi desmentido pelas imagens. Nas palavras de um interlocutor direto da presidente Dilma Rousseff, a sobrevida dada a Lupi até a reforma ministerial em janeiro já não existe. Avaliação feita nesta terça-feira por integrantes do núcleo do governo foi a de que Lupi deve uma explicação pública convincente. E, se isso não ocorrer, o Planalto espera que o PDT conduza o processo de substituição de Lupi o mais rápido possível.

A expectativa no Palácio do Planalto era que, durante o feriado, a crise política envolvendo Lupi perdesse fôlego. Nesta terça-feira, porém, a constatação foi de que a crise só aumentou com as versões apresentadas sobre o mesmo fato. Para piorar a situação, o site da revista "Veja" divulgou nesta terça-feira vídeo em que Adair aparece nas mesmas imagens em que Lupi é filmado chegando a uma cidade do interior maranhense em dezembro de 2009. Os dois estavam a bordo do King Air, prefixo PT-ONJ, que pousou na cidade maranhense de Grajaú.

Segundo um ministro, Lupi está extremamente fragilizado e só piorou sua situação com declarações polêmicas nos últimos dias. No Planalto, Lupi é chamado de "fanfarrão". Já há avaliação interna de que sua permanência começa a contaminar a agenda do governo.

O constrangimento com Lupi nesse episódio não é só no Planalto, mas na base aliada e até no PDT. Apesar das negativas oficiais, integrantes da cúpula do PDT afirmaram nesta terça-feira ao GLOBO que Lupi não se sustenta mais.

– Lupi falou grosso demais e a realidade está contradizendo a retórica. Agora, acho que ele não teria mais o apoio de antes – avaliou um dirigente pedetista.

PDT do Maranhão não alugou avião

O desconforto também tomou conta dos partidos governistas.

– Desde que surgiram as denúncias, a situação de Lupi só piorou. Peixe morre pela boca. Até agora, ele só se atrapalhou – constatou o líder do PT, deputado Paulo Teixeira (SP).

Nesta terça-feira, o presidente do PDT do Maranhão, Igor Lago, disse ter ficado surpreso com a nota divulgada pelo Ministério do Trabalho, que atribuiu ao diretório regional, ao ex-governador do estado Jackson Lago, já falecido, e ao deputado Weverton Rocha a responsabilidade pelos deslocamentos feitos em 2009 para as agendas no interior do estado. Filho de Jackson, Igor disse que o pai não tinha recursos para bancar fretamento de aviões. Presidente do PDT do Maranhão desde junho deste ano, ele pediu as prestações de contas da legenda à Justiça Eleitoral em 2009. Pedetistas adiantaram que não consta despesa com aluguel de avião naquele ano, o que pode complicar ainda mais a delicada situação de Lupi.

– Envolver o nome do ex-governador, que sempre viveu do salário de médico e professor? Acredito que a nota tenha sido feita às pressas, para justificar a denúncia. Mas como fazer a nota sem checar com o diretório? Vou ver as prestações, mas, pelas informações que tenho dos companheiros, acho muito difícil que o partido tenha arcado com as despesas de fretamento de aeronave, até porque o partido não tem receita para isso – disse Igor

Para o deputado Paulo Rubem Santiago (PDT-PE), os recibos do fretamento da aeronave precisam ser apresentados. Ele lembrou que a bancada do PDT recebeu documentos com as explicações de Lupi sobre as primeiras denúncias, mas que novos fatos vieram à tona:

– Se surgem novas informações e os recibos, a ordem de pagamento, não são apresentados, fica complicado – disse Paulo Rubem.

A oposição vai bater na tecla de que Lupi mentiu no depoimento que deu à Câmara. Nesta quarta-feira, os partidos de oposição tentarão aprovar, na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, a ida à Câmara dos novos personagens da denúncia, como o ex-secretário do ministério Ezequiel Nascimento e Adair Meira. O líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), afirmou que o partido vai pedir que a Mesa Diretora da Câmara abra um procedimento para apurar crime de responsabilidade cometido por Lupi. A assessoria de imprensa de Lupi não se manifestou.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/lupi-mentiu-para-planalto-ao-negar-viagem-no-king-air-3246612#ixzz1dr8iav5N
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Chefe de Quadrilha de corruptos no país critica atos contra corrupção

Dirceu critica ‘luta moralista contra corrupção’

Ele foi homenageado em congresso da Juventude do PT com uma camiseta em que aparece sua imagem e a palavra ‘inocente’

13 de novembro de 2011 | 14h 18

Eduardo Bresciani, do Estadão.com.br

Discursando para uma plateia de centenas de militantes no 2º Congresso da Juventude do PT, em Brasília, o ex-ministro da Casa Civil, deputado cassado e réu no processo do mensalão José Dirceu criticou o que chamou de "luta moralista contra a corrupção". Ele foi homenageado pelos organizadores com uma camiseta em que aparece sua imagem, a frase "contra o golpe das elites" e a palavra "inocente". O julgamento do processo do mensalão pode acontecer no próximo ano.

Veja também:
link Presidente do PT sai em defesa de Lupi e Agnelo

Para criticar os movimentos que tem cobrado combate à corrupção, o ex-ministro afirmou que ações semelhantes levaram às eleições de Jânio Quadros e Fernando Collor para a presidência da República. "Nossa luta tem que remontar o passado. Nas duas vezes em que houve lutas moralistas contra a corrupção deu no Jânio e no Collor, um renunciou e o outro sofreu impeachment".

Para ele, a intenção das denúncias é somente atacar o governo. "Nesse momento o que pretende construir é isso, a pretexto de combater a corrupção". Na visão de Dirceu, a pressão que é feita sobre os ministros não é a mesma em relação a escândalos em São Paulo, onde o PSDB está a frente da administração. "Quando dizem que tem de responsabilizar o ministro e o partido por problemas no ministério, então tem que se responsabilizar o PSDB, o Geraldo Alckmin e o José Serra pelo escândalo das emendas em São Paulo".

Logo no início de sua exposição, de cerca de 30 minutos, Dirceu falou do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está em tratamento de um câncer na laringe. "Vamos enviar energia e força para o companheiro Lula para que ele saiba que estamos ao lado dele e ele está conosco".

O ex-ministro valorizou as ações do governo Dilma Rousseff como a aprovação da Comissão da Verdade e do fim do sigilo eterno de documentos, mas destacou que é preciso avançar nas áreas de transporte público, cultura e educação. "Enquanto professores e professoras ganharem R$ 1,2 mil de salário, alguma coisa está muito errada no Brasil". Segundo ele, as eleições ganhas pelo PT foram "sem o apoio das elites e dos meios de comunicação". Afirmou que cabe ao PT discutir a regulamentação da mídia e as reformas políticas e tributárias. Disse ainda que os que reclamam da política de alianças do governo precisam trabalhar para fortalecer os partidos de esquerda no país.

Já no fim de sua fala, Dirceu fez questão de mencionar o ex-ministro do Esporte Orlando Silva, que deixou a função em meio a denúncias de desvios de recursos na pasta. Enviou uma mensagem de "ânimo, força e afeto" ao ex-ministro que, na visão de Dirceu, representava muito bem a juventude no governo

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Culto da Assembleia de Deus reúne Carvalho, Serra, Alckmin e Kassab

 

 

ANNA VIRGINIA BALLOUSSIER
DE SÃO PAULO

Com um público de 30 mil, abaixo dos 40 mil fiéis esperados, a igreja Assembleia de Deus realizou nesta terça-feira (15) megaculto no estádio do Pacaembu (SP), em comemoração ao centenário daquele que virou o maior grupo pentecostal do Brasil.

O evento contou com a participação de políticos como o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral), o prefeito Gilberto Kassab (PSD), o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o ex-governador José Serra (PSDB). Eles sentaram todos juntos.

Carvalho estava lá para representar a presidente Dilma Rousseff e seu "grande reconhecimento" pela história da Assembleia.

"Presente de Deus": assim o ministro definiu a igreja centenária. Ele comparou "Belém de Judá", terra "do salvador Jesus Cristo", a "Belém do Pará", manjedoura da Assembleia.

Carvalho ressaltou, ainda, que o programa Brasil Sem Miséria conta com o apoio da igreja. Ele fez ainda um pedido ao público: orem pela saúde do ex-presidente Lula, que está com tumor na laringe.

Questionado pela Folha sobre o pastor que liderou o culto, José Wellington Bezerra da Costa, presidente da Convenção-Geral da Assembleia de Deus, que estrelou a campanha de Serra à Presidência, o ministro afirmou que "não podemos olhar a posição eleitoral".

Kassab compartilhou da mesma opinião, ao dizer que "não se mistura religião e política".

Já Alckmin, católico fervoroso, chamou de "semente em terra fértil" a fundação da primeira Assembleia, em 1911, por dois missionários suecos.

Entre cantoria e pregação, o evento no Pacaembu contou com a presença de muitos jovens, além de convidados internacionais, como o pastor americano George Wood, líder do Comitê Mundial das Assembleias de Deus.

A Assembleia de Deus estima que, sob sua aba, estejam 22 milhões de fiéis –11,5% da população brasileira. Na Câmara, o grupo arrebanhou 23 dos 513 deputados.

Rivaldo Gomes/Folhapress

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