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Considerada ‘pé-frio’, estátua de santa desaparece de estádio na Argentina

 

Vladimir Hernández

BBC Mundo na Argentina

Atualizado em  4 de novembro, 2011 – 13:37 (Brasília) 15:37 GMT

Virgem de Guadalupe/AFP

ironicamente, o Colón de Santa Fé deixou de perder após sumiço de estátua

O desaparecimento da estátua de uma santa acusada de trazer azar a um time de futebol na Argentina vem causando polêmica no país.

A estátua da Virgem de Guadalupe, de dois metros de altura, ficava posicionada de frente ao campo do estádio do Colón de Santa Fé. Ela desapareceu em agosto, após uma sequência de oito derrotas em 13 jogos.

A última derrota antes do desaparecimento da estátua foi para o rival local Unión de Santa Fé, em partida válida para o atual campeonato.

Após o sumiço, o time empatou quatro partidas, venceu três e perdeu uma, e se encontra no quarto lugar da tabela, com condições matemáticas de brigar pelo título.

Feiticeiro

A estátua foi presenteada ao clube há dez anos pelo então técnico da equipe, o uruguaio Jorge Fossati.

Após a derrota no clássico, Gómez diz que "os jogadores procuraram um feiticeiro", cego, que teria perguntado após caminhar pelo estádio se no local "havia uma virgem".

Segundo o jornalista, o episódio seria a confirmação das suspeitas de alguns jogadores, de que a estátua trazia azar. Dias depois, ela sumiu.

O desaparecimento gerou protestos de religiosos, inclusive do arcebispo de Santa Fé e a polícia investiga uma denúncia de roubo.

Inicialmente os jogadores negaram envolvimento com o caso, mas depois o capitão Ariel Garcé contou outra versão.

Ele disse que a estátua precisava de reparos, foi levada a um restaurador, mas no caminho, ela sofreu um acidente que a danificou irremediavelmente.

O clube e os atletas afirmaram que vão encomendar uma nova estátua, parecida com a original, para acalmar os que se ofenderam com o desaparecimento.

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Igreja Católica Faz Fortuna com Publicações Pornô?

 

Por Ana Araújo|Repórter do The Christian Post

A revista alemã Buchreport divulgou em sua última edição que a maior empresa de mídia do país, Weltbild, pertencente à igreja católica, possui em seu catálogo mais de 2.500 títulos com temas pornográficos.

A compra da editora, cuja sede fica em Augsburg, foi realizada há 30 anos. Entre os livros, DVDs e CDs de seu catálogo, muitos são de conteúdo adulto, incluindo títulos famosos como os do selo Pantera Azul.

Há mais de dez anos, católicos indignados vêm realizando manifestações contra estes materiais considerados ofensivos por eles. Em 2008, eles redigiram um documento de 70 páginas sobre estes materiais e distribuíram entre os bispos cujas dioceses recebem parte do lucro da Weltbild.

Em entrevista, o cardeal Reinhard Marx afirmou que a empresa usa um filtro para tentar “coibir” tais “abusos”, e que quando descobrem algo de conteúdo duvidoso, cancelam. Mas os fiéis não acreditam que um número tão grande de documentos tenham escapado do controle.

A desconfiança é maior devido ao alto valor de dinheiro que supostamente a editora movimenta, enviando para a igreja cerca de 182 milhões de euros por ano. A empresa emprega hoje 6.400 pessoas, e tem um volume de negócios de 1,7 bilhões de euros anualmente, o que a torna líder de mercado na região, perdendo somente para a Amazon.

A revista Weltbild lembrou ainda que esta não é a única editora com este tipo de conteúdo controlada pela igreja católica. Ela também possui 50% da Droemer Knaur. Esta distribui ainda livros de outras religiões, como budistas. Os fiéis católicos estão questionando qual é o real valor para a igreja católica, o dinheiro ou a moral.

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Exército do País Atinge Cristãos em Meio a Guerra Contra Insurgentes

 

Por Portas Abertas|

Mianmar – Soldados birmaneses atacaram recentemente cristãos e templos da Igreja, no Estado de Kachin. O ocorrido mostrou que os cristãos, que eram somente civis, foram alvos da ofensiva militar por serem considerados como insurgentes contra o governo.

“Segmentar os cristãos não é incomum nas zonas de conflito da Birmânia”, disse o editor-chefe do Grupo de Notícias Kachim, Nawdin Lahpai, à Compass, referindo-se ao dia 16 de outubro, quando militares atacaram uma igreja e prenderam um padre e quatro fiéis, queimando em seguida a propriedade da igreja.

“Esse incidente que ocasionou a prisão do padre e alguns fiéis mostrou aquilo que o governo de Mianmar faz há muito tempo em nosso país. O governo é de maioria budista, o que mostra por que os cristãos são discriminados.”

Cerca de 90 % dos 56 milhões de habitantes de Mianmar são budistas. A maioria da população é dividida em diversas etnias, que têm formado grupos armados e desarmados para lutar pela independência ou autonomia do país.

Intensos combates entre o exército de Mianmar e a Organização da Independência de Kachin (KIO) começaram em junho, mas não são apenas os grupos armados e revolucionários que são os alvos das tropas birmanesas, disse um editor cristão à Compass.

“A política do governo birmanês de iniciar um domínio budista sobre as outras minorias do país começou com o primeiro-ministro U Nu”, disse o editor. O governo de U Nu fez com que o budismo fosse a religião oficial do país a partir de 1981, mesmo ano em que foi formada a KIO.

A maioria dos cristãos pertence à etnia Kachin e deseja a independência do estado birmanês, para se tornar um estado absoluto. De 2000 a 2009, as autoridades birmanesas proibiram as comunidades Kachin.

Fonte: Compass Direct