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CEM ANOS E SEM BEIJO

FOTO - CEM ANOS E SEM BEIJOS

Para falar de Deus “com boca limpa”, idosa nunca beijou o marido

Centenária diz que segredo da vitalidade é bom humor e boa alimentação. Nympha completa 100 anos nesta terça-feira, 1 de novembro.

“Como posso falar coisas de Deus se a minha boca estiver suja? O beijo contamina”, sustentou.

A verdade é que, mesmo sem beijos, Nympha teve cinco filhos, tem 15 netos, 23 bisnetos e um trineto.

“Sou feliz por tudo que vivi e por tudo que Deus me deu até aqui. Mas deixo claro que ainda é cedo para morrer. Quero viver e muito”, concluiu.

A mato-grossense Nympha Escolástica da Silva comemora 100 anos de idade nesta terça-feira, 1, e demonstra que seu prazer é não ter deixado sua vida ser superada pelo tempo. Data em que a Igreja Católica comemora o Dia de Todos os Santos, a aposentada diz que se sente abençoada pelo calendário, já que, o dia posterior, de Finados, é quando se depara com a solidão. “Meu marido se foi antes de mim, quando íamos completar 55 anos de casados. E os meus amigos, já morreram todos”, conta, com olhos de quem viu uma geração ir embora.

Viúva há mais de 20 anos, Nympha Escolástica afirma que seu marido foi seu grande amor. Ela se lembra do momento em que foi pedida em casamento através de uma carta enviada para sua casa pelo homem que, segundo ela, pagou o preço necessário para tê-la. Porém só se recusou a uma única coisa: beijá-lo. "Deus me livre. Completo 100 anos com minha boca virgem. Ela é sagrada e só a usei para comer e beber. Mais nada. Nunca beijei meu marido e nem namorado”, reforça. Para a vovó, o beijo é algo repugnante e critica quem o faz. “Não sei como uma pessoa consegue fazer isso. Dá nojo. Sempre falo para os meus netos largarem mão disso porque não consigo ver lucro na tal prática”, avalia.

O ato, tão comum nos dias atuais e até mesmo iniciando precocemente na vida de adolescentes, nunca integrou o rol de experiências da vovó. Esse é o grande tabu, que a aposentada confessa ter e garante que vai carregá-lo até a sepultura. Católica fervorosa, a abolição do beijo também é associada por Nympha como ato sagrado já que, segundo ela, é pela boca que proferimos bênção e maldição. “Como posso falar coisas de Deus se minha boca estiver suja? O beijo contamina”, pontua.

Ao contrário do ritmo de vida associado às mulheres daquele período, Nympha garante ter quebrado algumas regras no casamento. Uma delas é quanto aos afazeres das mulheres. “Quando ele quis se casar comigo, eu disse que era feia, pobre e que nunca iria cozinhar e passar as roupas dele. Achei que não ia seguir em frente. Porém, ele aceitou e respondeu que isso não era problema, que mesmo assim eu valia a pena”, enfatizou.

Data: 3/11/2011 09:00:00
Fonte: G1

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EVANGELHO MUÇULMANO

FOTO - EVANGELHO MUÇULMANO

Cristãos de países árabes querem revolução e combate ao governo islã

Para os povos do mundo árabe, a onda de levantes populares na região simboliza suas ambições por democracia e liberdade dos regimes autoritários.

Mas a Primavera Árabe também gera algumas desconfianças por parte da minoria cristã na região, temerosa de que que a ascenção de partidos islamistas poderia colocá-los em risco.

Recentemente, uma conferência internacional realizada no Líbano reuniu mais de 680 políticos, acadêmicos e ativistas cristãos para mostrar amplo apoio às revoluções na região e garantir aos cristãos que o "medo sectário só serve aos governos autoritários".

"Os libaneses cristãos e seus irmãos na região rejeitam qualquer tentativa de vincular a fé cristã ao destino dos regimes opressivos e tirânicos que transformaram o mundo árabe em uma prisão e que, historicamente, só marginalizou seus cidadãos. Nós não aceitaremos ser os executores contra as vítimas (dos regimes)", disse a nota oficial do encontro.

Segundo um dos organizadores do encontro no Líbano, Kamal Yaziji, o evento teve o objetivo de combater a opinião que está sendo disseminada na mídia e regimes autoritários de que os cristãos estão com medo da Primavera Árabe. "Nós não somos uma minoria em perigo, nós queremos dar uma chance à Primavera Árabe, queremos fazer parte dela porque somos protagonistas também. Discutimos planos de ação para os cristãos se integrarem nesta onda de revoluções", disse ele à imprensa árabe.

Eleições

Os protestos que tiraram os presidentes do Egito e da Túnisia, depois de décadas no poder, eram formados por diversos grupos sociais e religiosos. Mas uma vez iniciados os processos políticos, os partidos islâmicos, mais preparados e com amplo eleitorado, saíram na frente como favoritos a terem uma ampla presença nos próximos governos.

Na Túnisia, a eleição parlamentar do dia 23 de outubro confirmou a vitória do partido islâmico moderado Ennahda, que conquistou cerca de 42% dos votos e causou preocupação entre muçulmanos seculares e cristãos sobre o caráter do futuro governo. O partido declarou que governará para todos e que as liberdades e escolhas religiosas serão respeitadas.

No Egito, o favorito para as eleições ao parlamento no dia 28 de novembro é a Irmandade Muçulmana, o maior e mais bem organizado movimento islâmico do mundo árabe e que gera preocupação entre a comunidade da Igreja Cópta – cerca de 10% da população de 80 milhões do país.

Nos últimos meses, alguns incidentes entre cristãos e muçulmanos, acirrou o discurso sectário. Em alguns episódios de violência, muçulmanos defenderam seus conterrâneos cristãos nas ruas e acusaram os islâmicos radicais de "fomentarem a discórdia e traírem os princípios da revolução egípcia".

Segundo o teólogo e historiador brasileiro Roberto Khatlab, há mais de 20 anos radicado no Líbano e autor do livro Árabes Cristãos? (Editora Ave-Maria, 2009), os árabes cristãos somam mais de 20 milhões na região, mas seus números vêm caindo, como já alertaram entidades internacionais de direitos humanos.

Khatlab entende a preocupação de grupos cristãos nos países árabes em função do número cada vez maior de pessoas fugindo de seus países em razão de guerras, perseguições, militâncias políticas e intolerância religiosa, especialmente no Iraque após a invasão dos Estados Unidos, em 2003. "No Iraque, depois da guerra, os cristãos passaram a sofrer perseguições porque foram vistos por militantes como aliados das tropas americanas, igualmente cristãs. Mas eles também são árabes, pessoas da região, com os mesmos hábitos".

Segundo organizações internacionais, cristãos no Iraque somavam mais de 1 milhão nos anos 80, mas, em 2005, o número caiu para 650 a 800 mil. "E por isso, cristãos e outras minorias sofrem de incertezas quanto ao futuro", disse o brasileiro.

No entanto, Khatlab concorda que o discurso sectário não deveria ser usado para amedrontar as minorias. "Os princípios desses protestos populares são únicos e justos. Uma democracia terá mais condições de proteger minorias do que regimes autoritários", salientou ele.

Síria

Enquanto líbios, tunisianos e egípcios conseguiram derrubar seus ditadores, as populações na Síria e Iêmen continuam envolvidas em protestos antigoverno. Na Síria, o governo acusou islamistas de fomentarem os protestos que já duram oito meses e deixou mais de 3 mil pessoas mortas. No entanto, ativistas sírios acusam o regime do presidente Bashar al-Assad de fomentar o discurso sectário para espalhar o medo na população.

Há dois meses, o patriarca da Igreja Maronita do Líbano, Beshara al-Rahi, causou polêmica quando declarou sua preocupação com os cristãos na Síria caso o regime de Assad fosse deposto, pedindo uma chance para que reformas no país fossem implementadas. As declarações do patriarca geraram condenações de políticos, ativistas e jornalistas cristãos e também muçulmanos no Líbano e região. Os governos da França e dos Estados Unidos também condenaram as declarações, incluindo o Papa Benedito 16.

Ativistas acusaram o patriarca de promover mais medo para que os cristãos temam a Primavera Árabe. Respondendo às críticas, al-Rahi declarou que suas palavras foram tiradas de contexto e que não estimulavam o discurso sectário. Mas as explicações não convenceram o público na região.

De acordo com Antoine Kurban, professor na Universidade Saint Joseph, em Beirute, o levante árabe é um levante popular e todos são livres para dar apoio ou não sob o ponto de vista de cidadão. "Nós todos devemos ter a consciência cristã em mente. Um cristão, se levar em conta os valores espirituais, não pode ficar ao lado do opressor que usa de desculpas para oprimir. Sempre toma o lado da vítima, da dignidade e da liberdade individual", opinou.

Data: 3/11/2011 09:00:00
Fonte: Terra

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Estudos

PREDESTINAÇÃO E LIVRE ARBÍTRIO

TEOLOGIA

FOTO - PRESBITERIANO

Rev Nicodemos: Dizer que a predestinação não é bíblica é um erro

Por: Redação Creio

O assunto é polêmico e divide igrejas históricas e pentecostais. Respondendo a seminaristas na Escola de Teologia Charles Spurgeon o reverendo presbiteriano Augusto Nicodemos esclareceu sobre o Livre Arbítrio e a Predestinação. Ao ser questionado o escritor alega que o crente pode ficar confuso ao entender este ponto: “Você pode dizer que não entende a predestinação, mas dizer que ela não é bíblica você está errado”

Durante sua preleção ele apontou que existem duas coleções de versículos que aparentemente parecem contradizer uma a outra defendendo a Teologia da Predestinação e o Livre Arbítrio. “Uma longa lista de versículos dizem que Deus é soberano e determinou tudo o que existe, só que existe na mesma bíblica uma coleção de versículos que parecem atribuir o homem o Livre Arbítrio.Você fica confuso. Você pode dizer que não entende a predestinação, mas dizer que ela não é bíblica está errado. A Bíblia fala sobre predestinação e eleição até o fim falar que não é bíblica é fugir da força destas palavras.”

Citando versículos bíblicos ele faz uma proposta: “Nas Sagradas Escrituras Deus demonstra que não cai um passarinho que não seja a vontade D’ele. Imagine a salvação do pecador? A gente tenta combinar a soberania de Deus com o livro arbítrio e isto é impossível.” E complementa: “Ninguém vai pro céu sob a condição de acreditar na predestinação. Você é predestinado mesmo que não acredite. Pelo menos não diga que não é certo. É bíblica, a gente não sabe direito como resolver.”

Data: 3/11/2011