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Pode o cristão se casar com uma incrédula?

 

pode-o-cristao-se-casar-com-uma-incredulaAlguém pode pensar que este é um assunto morto. Tanto quanto o defunto mais velho enterrado no cemitério da sua cidade. Porém, isso me parece muito mais uma atitude para se afastar do assunto, rejeitá-lo ou negligenciá-lo, do que propriamente conhecê-lo à luz da Escritura.

Há muitos que consideram normal o casamento misto. Afinal, o marido crente abençoa a mulher não-crente, e vice-versa. Mas esquecem-se de que o contexto para esta afirmação não se encontra antes do casamento, quando um(a) crente poderia casar com uma(um) incrédula(o) e assim obter de mais tempo e empenho para convertê-la(o). Paulo nos diz que isso acontece quando dois incrédulos se casam, e no decorrer do casamento, um deles se converte a Cristo. Como o casamento é indissolúvel, não há porque o recém-convertido se separar da outra parte, a menos que esta não queira viver com ele.

Não há garantias de que um crente, casando-se com uma incrédulo, poderá levá-la a Cristo. Ora, como Paulo disse: "Porque, de onde sabes, ó mulher, se salvarás teu marido? ou, de onde sabes, ó marido, se salvarás tua mulher?" [1Co 7.16]. A salvação é divina, e somente Deus poderá salvar ou não; mas o crente é chamado à obediência; e a Escritura é clara em fazer separação entre o fiel e o infiel. Portanto, considero essa posição [e há pastores, líderes e muitos de nós que a defendem] como um conselho temerário, senão, vejamos:

1) Como crentes, desaprovamos a desobediência a Deus;

2) Segundo os defensores do casamento misto, a desobediência tem um elemento que justifica a rebeldia, ou seja, o altruísmo de se levar o futuro cônjuge a Cristo, valendo-se da piedade por sua alma. Mas isso nada mais é que enganar-se, achando que o erro pode se converter em acerto pelo simples desejo do nosso coração de que assim ele seja.

3) Levando-nos à conclusão de que o crente, mesmo em rebeldia, deve buscar por uma bênção por seus próprios meios e esforços, à parte do preceito divino de que lhe devemos, sobretudo, obediência.

A coisa toda fica pior quando se utiliza do exemplo de Salomão, o qual se entregou aos casamentos mistos, para ratificar esse pecado. É evidente que a Bíblia nos revela os erros de Salomão não para serem seguidos, mas exatamente como um preventivo para que não incorramos neles; ao nos mostrar os efeitos danosos que sobrevieram ao povo de Israel [a idolatria, p. ex.], mas para o próprio Salomão, que também se tornou idólatra, e queimou incenso para outros "deuses", e teve o seu reino dividido, ainda que Deus o poupasse desse desgosto, por amor ao seu pai Davi; mas assegurando-lhe de que sob o reinado do seu filho Roboão, Israel se esfacelaria.

O argumento do casamento misto, nada mais é do que o desejo do desobediente de convencer-se a si mesmo de que existem motivos nobres e piedosos para se aventurar a uma empreitada que significará rebelião e pecado. É isso mesmo! Quem age deliberadamente assim não comente nada além do que pecado! E o pecado é o desprezo ao próprio Deus.

Muitos também alegam que Deus pode abençoar o crente na desobediência. É possível? Sim, claro! O que, contudo, não absolve o crente em sua desobediência, ao rejeitar o princípio tão claramente exposto na Escritura, a separação que Deus estabeleceu para o seu povo. Fato é que o desobediente será disciplinado por isso, caso seja realmente um filho de Deus. Do contrário, a ira do Senhor estará sobre ele, para todo o sempre.

Então, pode-se perguntar: o que o(a) crente deve fazer caso tenha se casado com uma(um) incrédula(o), e reconhece que pecou? Meu conselho é: arrependa-se! E dê o melhor testemunho cristão para que o(a) cônjuge também se arrependa de seus pecados, reconheça Cristo como Senhor e Salvador pessoal, e assim, formem um lar santo, em que a obediência aos preceitos divinos traga frutos de glória para o bom Deus.

Fonte: Kálamos

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PEC da Felicidade – A felicidade por decreto

22/07/2011 – 16h10

PEC da Felicidade aguarda inclusão na pauta do Plenário

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Aguarda inclusão na ordem do dia a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 19/10) que "direciona os direitos sociais à realização da felicidade individual e coletiva". A PEC é do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) e teve como relator na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) o ex-senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), substituído ad hocpelo senador Alvaro Dias (PSDB-PR).

Na última terça-feira (19) a Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou uma resolução que reconhece a busca pela felicidade como "um objetivo humano fundamental" e convida os estados-membros a promover políticas públicas que incluam a importância da felicidade e do bem-estar em sua aposta pelo desenvolvimento. Essencialmente, essa é a justificativa de toda e qualquer política pública.

A resolução da ONU recebeu o título "A Felicidade: para um Enfoque Holístico do Desenvolvimento" e reconhece que a felicidade é "um objetivo e uma aspiração universal" e que também é "a manifestação do espírito dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio" (ODM). Os 193 países-membros da ONU foram convidados para empreenderem "a elaboração de novas medidas que reflitam melhor a importância deste objetivo em suas políticas públicas".

Em sua proposta, Cristovam estabelece que os direitos sociais relacionados na Constituição brasileira são "essenciais à busca da felicidade". Ao justificar a PEC, o senador assinalou que para poder buscar a felicidade individual e coletiva, o Estado tem o dever de, cumprindo corretamente suas obrigações para com a sociedade, prestar bem os serviços sociais previstos na Constituição. O relator observou que era necessário fazer uma correção à redação da ementa da proposição.

– Detecta-se colisão evidente entre essa e a nova prescrição que se quer implantar no art. 6º, vez que a ementa faz constar que a proposição (…) altera o art. 6º da Constituição Federal para incluir o direito à busca da felicidade por cada indivíduo e pela sociedade (…), e a redação proposta ao dispositivo constitucional, em contrário, determina serem os direitos sociais acessórios e instrumentais a essa busca – argumentou.

Para corrigir a discrepância, Arthur Virgílio apresentou uma emenda para modificar apenas o enunciado, que ficou com a seguinte redação: "Altera o art. 6º da Constituição Federal para direcionar os direitos sociais à realização da felicidade individual e coletiva".

Ricardo Icassatti / Agência Senado

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Não consigo ficar em nenhuma igreja. Qual o limite da submissão ao pastor?

 

Imagem do avatarPor Daniel Simoncelos  2 de agosto de 2011

 

Não consigo ficar em nenhuma igreja. Qual o limite da submissão ao pastor?

Parte do email que recebi:

Daniel,

…O líder do louvor tinha uma ideia muito deturpada do que é ser líder. Ele achava que tudo tinha que girar ao redor dele, nada acontece se ele não participar do processo. Começamos a nós desentender e eu fui sincero com ele pois tinhamos muita liberdade eramos amigos. Deus começou a me usar e ele se sentiu ameaçado e começou a me tolir.Tivemos inumeras conversas com os pastores, mas como eu fui transparente a respeito do que eu sentia, fui rotulado como rebelde. Fui “disciplinado” e o líder do louvor continuou na sua função, porque ele é líder. Por várias vezes ele dizia coisas bonitas na frente dos irmãos e quando eu chegava em casa ele me ligava e dizia o contrário. … Sai da igreja. … Hoje não consigo ficar mais em igreja nenhuma, tentei visitar várias, mas para mim são todas iguais. Não sei mais o que fazer.

Tenho muitas dúvidas com relação a liderança. Qual é o limite da submissão a um pastor? Devo me submeter mesmo não concordando ou ele estando errado?

RESPOSTA:

Olá XXX, tudo bem contigo?

Muito obrigado por confiar em mim!! Pelo que entendi, você passou por situações de decepção com a liderança e hoje tem dúvidas sobre se submeter e até onde fazer isto.

Entendo sua situação. Já passei por algo parecido com um pastor que cuidava apenas de si mesmo e dominava o rebanho. Fui tolido e impedido de fazer qualquer coisa na igreja. Porém orei e apenas saí de lá pois eu não era mais útil. Qualquer coisa que eu fizesse serviria de mau exemplo para as pessoas. Então eu saí de lá.

Normalmente pensamos que o problema está sempre fora de nós. Vejo que isto acontece no seu caso. Porém, creio que podem haver questões dentro de você que precisam ser resolvidas. Por que digo isto? Se você sempre for o dono da verdade, e sempre quiser estar à frente, achar que sabe mais que as pessoas, isso sempre te trará problemas.

Isso é muito comum de acontecer e basta ser humano para ter problemas. A maioria das pessoas tem falhas porém não olham para si, apenas para os outros. Como não te conheço, posso falar sem medo, pois não sei como você é. Mas peço que você olhe para si e veja quais são seus principais defeitos. Antes de olhar para os erros da liderança.

Digo isto para que no futuro estas coisas não aconteçam denovo. Pois todos temos problemas e defeitos. Tem um livro que chama Temperamentos Transformados do Tim Lahaye, que é muito bom para você se conhecer um pouco melhor. Tem um vídeo que falo sobre como lidamos com problemas também que pode elucidar um pouco também => http://www.youtube.com/watch?v=Sr2m36e7YUA

Agora, vamos para o problema em si. No caso de submissão, a bíblia é clara em dizer que sejamos submissos à autoridade. Falar mal de uma autoridade espiritual, fará mal para sua alma. Mesmo que ele esteja errado, ele é uma autoridade. Quando Davi não fala mal de Saul e não toca em Saul, ele tinha essa noção.

Quem tem que julgar e tocar é Deus, não você. A sua submissão deve ser até onde a bíblia diz. A partir do momento que a liderança estiver contra a bíblia, você deve sair. Pedro disse: Antes importa obedecer a Deus do que a homens. Então, se se submeter te fizer desobedecer a Deus, então não se submeta. Caso contrário, é bom para sua alma fazer isso.

Davi não se submetia à autoridade de Saul pois ele não estava obedecendo mais a Deus, por isso Davi fugiu. Porém Davi o respeitava. Não falava contra e não desejava a morte dele. Davi lamentou muito quando Saul morreu, mesmo com Saul desejando a morte de Davi.

Creio que você deve sair desta igreja e procurar uma igreja que você confie e acredite. Que seja bíblica e que possa pastorear a sua vida. Que você se submeta e confie neste pastor. Às vezes as diferenças serão por gosto, por jeito, por idéias, e isso é de menos. Se não for a sua, faça do mesmo jeito, porque importa agradar a Deus e não a nós mesmos. E a liderança normalmente tem uma visão mais ampla pois precisa disso e Deus dá.

Por isso, é bom sempre ouvir aqueles que tem mais experiencias que nós. E tê-los como lideres espirituais para nos pastorearem e direcionarem.

Deus é contigo querido e para que você cresça é importante que esteja em uma igreja e seja humilde. Que reconheça que você está bem longe de saber tudo e se dispor a servir. Que seja limpar a igreja, que seja carregar banco. O Senhor te honrará e te fará crescer se seu coração for inteiramente dele.

Procure uma igreja bíblica, com homens que sirvam e não querem ser servidos, que viva o evangelho, que se importe com os pobres, e que pregue o evangelho da cruz e não a prosperidade apenas.

Que Ele te abençoe e te direcione!!! Conte comigo também no que precisar querido!!!!

Abraços,

Daniel