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Premiê de Israel se compromete com paz e diz que país terá de ceder terras

 

Netanyahu disse que país está disposto a ‘concessões dolorosas’ na região.
Mas reafirmou que não aceita ceder Jerusalém e voltar à fronteira pré-1967.

Do G1, com agências internacionais

O premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, disse nesta terça-feira (24) diante do Congresso dos EUA que aceita a solução de dois estados no Oriente Médio e que Israel se dispõe a fazer "concessões dolorosas", inclusive de terras, para atingir a paz na região, com a qual se disse profundamente comprometido.

Netahyahu, em um discurso de mais de 40 minutos, afirmou que Israel terá de ceder partes de sua "terra ancestral" aos palestinos para conseguir uma paz duradoura na região.

Ele disse que Israel será "generoso" nessa concessão, mas não fez concessões, reafirmando que uma volta às fronteiras de 1967 é "indefensável" e também que a capital, Jerusalém, não deve ser dividida.

O premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, discursa nesta terça-feira (24) diante do Congresso dos EUA (Foto: AFP)O premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, discursa nesta terça-feira (24) diante do Congresso dos EUA (Foto: AFP)

"Eu estou disposto a fazer concessões dolorosas para chegar a essa paz histórica", disse, a um público que o aplaudiu diversas vezes. "Como líder de Israel, é minha responsabilidade."

Foi a segunda vez que ele discursou às duas câmaras do Congresso americano reunidas.

"Mas isso não é fácil para mim. Não é fácil, porque eu reconheço que, em uma paz genuína, teremos de ceder partes da terra ancestral judaica", disse, em uma referência à Cisjordânia.

Melhores amigos
O israelense começou sua fala, enfática e bem humorada, afirmando que os EUA não têm melhor amigo que Israel e vice-versa.

Netanyahu voltou a agradecer aos EUA e ao presidente Barack Obama pelo apoio "férreo" que dão a Israel na questão da segurança regional e afirmou que o país não vai abrir mão do direito de se defender de agressões.

"O senhor tem sido muito generoso em nos dar as ferramentas que nos permitem defender Israel por nós mesmos", disse, lembrando da situação econômica difícil enfrentada pelos americanos.

Obama lembrou no domingo que a ajuda financeira americana para a defesa de Israel havia alcançado níveis recorde durante sua presidência.

Estabilidade
O premiê afirmou que Israel "é o que há de certo, e não de errado" no Oriente Médio, e afirmou que o país defende a democracia na região e funciona como uma "âncora" de estabilidade e paz

Ele afirmou que o país quer a paz com outras nações da região, como já ocorreu com Egito e Jordânia, e que quer o mesmo com os palestinos.

Netanyahu reafirmou que os israelenses não são "invasores" em seu país, e que ocupam a terra de seus ancestrais, e que negar isso é deturpar a história.

Ele também reafirmou a convicção de que o futuro Estado Palestino deve ser desmilitarizado, mas defendeu que Israel mantenha sua presença militar nas fronteiras.

Hamas
O premiê voltou a criticar o movimento islâmico do Hamas, que atualmente detém o poder na Faixa de Gaza, um dos trechos do futuro estado palestino.

Ele afirmou que o Hamas é terrorista, defende a morte de israelenses e não está comprometido com a paz na região.

Netanyahu disse que, atualmente, Israel está pronto a negociar com a Autoridade Palestina, mas não com o Hamas, a quem acusou de ser uma "versão palestina" da rede terrorista da al-Qaeda, do líder Osama bin Laden.

O premiê pediu ao líder da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, que rompa com o Hamas, recuando de um acordo recentemente firmado pelas principais facções palestinas no Egito.

ONU
Netanyahu também pediu aos palestinos que abandonem os esforços para tentar conquistar unilateralmente o reconhecimento de seu Estado na ONU, o que está previsto para setembro.

"A tentativa palestina de impor um acordo através das Nações Unidas não trará a paz. Deveria ser contestada por todos aqueles que querem ver um fim ao conflito", disse. "A paz não pode ser imposta, deve ser negociada."

Assentamentos de fora
Netanyahu também advertiu que alguns assentamentos judeus ficarão fora das fronteiras de Israel em um futuro acordo.

"O status dos assentamentos será decidido apenas nas negociações, mas também temos que ser honestos. Assim, hoje estou dizendo algo que todos aqueles que são sérios sobre a paz têm que dizer publicamente", disse.

"Em qualquer acordo de paz real, em qualquer acordo de paz que ponha fim ao conflito, alguns assentamentos ficarão fora das fronteiras de Israel."

Irã
Netanyahu pediu aos EUA que mantenham a pressão sobre o Irã, para que o regime de Teerã pense duas vezes antes de desenvolver armas nucleares.

Segundo ele, o país persa precisa saber que "todas as opções estão sobre a mesa" quando se trata da questão nuclear.

Questão das fronteiras
Netanyahu visita Washington alguns dias após discordar publicamente de Obama, sobre as condições do processo de paz.

Na véspera, Netanyahu já havia dito que Israel jamais voltará às fronteiras "indefensáveis" de 1967, durante discurso para um lobby pró-israelense em Washington.

Obama, em um discurso sobre o mundo árabe na semana passada, afirmou que o futuro Estado Palestino deverá ser formado tomando com base as fronteiras anteriores a 1967, posição compartilhada pela ONU e pela União Europeia.

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Tornado deixa ao menos 6 mortos no Kansas e Oklahoma

24/05/2011 – 22h52

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

Uma série de tornados que atingiu os Estados americanos do Kansas e Oklahoma deixou ao menos seis mortos e 60 feridos, informaram as autoridades locais.

Ainda segundo o governo dos dois Estados as tempestades chegaram conforme as previsões e há ainda a perspectiva de que diversos tornados atinjam a região nas próximas horas.

De acordo com a emissora CNN ao menos um tornado já se formava na noite de terça-feira também no Estado do Texas, e alertas foram emitidos pelo Serviço Meteorológico Nacional para a região de Dallas e outros condados do norte do Texas.

No Kansas uma árvore foi lançada contra um carro, matando seus dois ocupantes, na cidade de St. John.

As mortes chegam apenas dois dias depois do tornado que devastou a cidade de Joplin, no Missouri, matando ao menos 122 pessoas.

O crescimento no número de vítimas já faz desse tornado o mais mortífero do país em 60 anos.

Mira Oberman/France Presse

Imagem mostra rastro de destruição na cidade de Joplin, nos EUA; tornado deixou ao menos 117 mortos

Imagem mostra rastro de destruição na cidade de Joplin, nos EUA; tornado deixou ao menos 117 mortos

Tanto as autoridades quanto os bombeiros, no entanto, ainda esperam encontrar sobreviventes entre os escombros.

A revisão do número de vítimas chega no mesmo dia em que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou que visitará a área devastada no próximo domingo (29).

Na casa do embaixador dos EUA em Londres, no momento em que iniciava uma visita de Estado ao Reino Unido, Obama disse que sua promessa aos atingidos pelas tempestades no meio-oeste norte-americano é de que o governo federal os apoiará.

Larry Downing/Reuters

Presidente americano, Barack Obama, fala sobre tornado que matou ao menos 117

Presidente americano, Barack Obama, fala sobre tornado que matou ao menos 117

"Tudo que podemos fazer é fazer com que saibam que toda a América se importa profundamente com eles e que vamos absolutamente tudo que pudermos para garantir que se recuperem", disse.

Obama está em visita de uma semana por quatro países europeus e deve retornar a Washington no sábado (28).

"Como todos americanos, estamos monitorando muito de perto o que tem acontecido e estamos de coração partido com as imagens que vimos", disse Obama a jornalistas.

Editoria de Arte/Folhapress

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Ultimato publica artigo pró-“casamento” gay

 

Quem será o próximo “herói” da revista Ultimato a ser celebrado pelos ativistas gays?

Após dispensar o pr. Ricardo Gondim de seu quadro de colunistas, por causa da defesa que ele fez ao “casamento” gay em entrevista concedida a uma revista esquerdista secular, a direção da revista Ultimato depara-se com outro escândalo igualmente constrangedor. Em 24 de maio o articulista Marcos Botelho publicou em seu blog, que está hospedado dentro do site da revista, posição idêntica a de Gondim. Botelho escreveu:

Hoje, vendo a luta do movimento LGBTT, lendo o PL 122 e pensando no nosso compromisso cristão por uma sociedade para todos com as leis laicas, penso que odireito ao casamento, a herança e outros direitos civis dos homossexuaisdeveriam ser garantidos por lei e defendidos por nós protestantes, pois se sofremos um preconceito no passado por leis baseadas na fé dos “outros” que iam contra os nossos direitos, por que agora que temos voz garantida não vamos lutar pelos outros?

Embora a revista Ultimato há anos tenha colunistas de linha esquerdista, parece que a saída do teólogo Ricardo Gondim foi causada pelo fato de que o excessivo liberalismo dele colocou em perigo o liberalismo “moderado” da Ultimato, criando mau-estar no público evangélico, que não está ainda, de acordo com a mentalidade liberal, “maduro” para aceitar o “casamento” gay.

Líderes evangélicos ligados a Ultimato defendendo o “casamento” gay é a demonstração de que se uma revista passa anos semeando espinhos, não pode esperar colher uvas mais tarde.

Ultimato é uma das mais antigas publicações presbiterianas e evangélicas esquerdistas do Brasil. A essa altura, testemunhando denominações presbiterianas inteiras abraçando a ordenação de pastores homossexuais, a equipe da Ultimato poderia parar para pensar nos espinhos que está semeando. De que adianta depois se surpreender com os resultados?

O site homossexual MixBrasil comemorou o liberalismo desenfreado de Gondim com uma matéria especial intitulada “Pastor pró-gays é expulso de revista evangélica”.  Encerrando a texto, MixBrasil brinda com a frase: “Já ganhamos um herói vindo de onde menos esperávamos”.

Quem será o próximo “herói” da Ultimato a ser celebrado pelos ativistas gays?

Adaptado e ampliado por Julio Severo de texto do blog Holofote

Divulgação: