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Justiça de Goiás condena a IURD por agressão a idosa

 

INDENIZAÇÃO

 

O Tribunal de Justiça de Goiás condenou um pastor da Igreja Universal do Reino de Deus a indenizar uma idosa que foi agredida durante um culto religioso. O ato violento do pastor teria ocorrido em sessão de "exorcismo".

Em primeiro grau, a sentença proferida pelo juiz de Direito Eduardo Walmory, da comarca de Piracanjuba (GO) julgou improcedente o pedido da autora, que relatara ter "passado por vergonha, revolta, indignação e depressão, em face dos danos físicos a ela causados pelo pastor Rones da Conceição Morais".

Insatisfeita com a sentença, Ana recorreu ao TJ de Goiás alegando ser "idosa, viúva, de origem humilde e de pouca instrução, e que, embora não sendo evangélica, procurou o templo em busca de solução para males de sua vida".

Segundo ela, quando se dirigiu ao altar para ofertar quantia em dinheiro para a igreja, foi sacudida, agredida e arremessada ao chão, sem depois receber sequer auxílio quando se viu machucada.

Referindo-se ao ato do pastor Rones como exorcismo, a autora afirmou que jamais pediu para ser alvo do mesmo, porque não acreditava nem alegou estar possuída por demônios, e, mesmo que assim o fosse, tal não justificaria as agressões.

A Igreja Universal defendeu-se dizendo que "a fiel teve apenas um desmaio, caindo no chão sem dar chance de que se evitasse a queda", e que houve prestação de auxílio.

Para o desembargador Carlos Escher, relator da apelação no TJ-GO, mereceu prevalência o relatório médico feito logo em seguida ao acontecimento, dando conta de que as lesões teriam sido acarretadas por agressão física, o que – corroborado por fotografias – tornou sem sentido as explicações da ré.

Segundo o magistrado, "estando o pastor ciente da fragilidade da saúde da autora, como alegado na contestação, deveria conduzir suas práticas religiosas de modo a assegurar a segurança dos participantes, mesmo tendo eles voluntariamente adentrado ao templo".

O magistrado discorre revelando saber que "nas práticas denominadas de libertação de espíritos malígnos, muitas vezes ocorrem acometimentos de desfalecimentos dos seguidores durante a ministração de seu tratamento espiritual."

Desse modo, entenderam os julgadores do tribunal goiano que a Igreja Universal deve se cercar de cuidados para evitar lesões às pessoas que, nos cultos, são privadas de seus sentidos durante as ministrações, até mesmo porque em caso análogo, de Minas Gerais, uma pessoa chegou a fraturar um membro, vindo a receber indenização da entidade.

Reconhecida a responsabilidade objetiva da Igreja Universal, a quantia reparatória dos danos morais foi, ao final, arbitrada em R$ 8.000,00. Ainda não há trânsito em julgado. Atua em nome da autora a advogada Marilene Vieira Sampaio.

Data: 1/2/2011 10:14:02
Fonte: Bem Paraná

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HOMOFOBIA É A PRIMEIRA DA LISTA

POLÍTICA

 

Na pauta de discussões tema será debatido pelos congressistas

Depois de protagonizar a campanha presidencial, a polêmica sobre o aborto e temas ligados à comunidade gay promete acirrar ânimos no novo Congresso, que toma posse nesta terça-feira.
Arquivado no início de janeiro pelo Senado, o projeto que criminaliza a homofobia vai ser a primeira pauta a causar polêmica no Legislativo. A proposta prevê punição para uma série de discriminações e preconceitos, entre eles pela orientação sexual.
Senadores ligados à causa gay se articulam para recolher as 27 assinaturas necessárias para desarquivá-lo. O texto acabou indo para o arquivo depois de tramitar por duas legislaturas sem ir à votação no plenário –como determina o regimento da Casa.
A senadora eleita Marta Suplicy (PT-SP) lidera o movimento para a retomada da matéria. "Assim que estiver empossada, iniciarei as conversas para obter as assinaturas. A relatoria, desde já, tenho me manifestado em assumir", disse ela.
A principal barreira para a aprovação do texto está na bancada evangélica, que vê a possibilidade de censura às pregações dos pastores.
O presidente da ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), Toni Reis, disse que adotará estratégia mais enérgica em favor do projeto. "Fizemos todas a concessões possíveis."
Reis antevê outra batalha, para o segundo semestre: o projeto que regulamenta o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Até então, o foco vinha sendo a aprovação da união homoafetiva, mas a comunidade gay quer ampliar o debate.
Outra polêmica engatilhada é a legalização do aborto. Uma nova minuta de projeto de lei está em discussão pelas feministas e pode chegar ao Congresso este semestre.
Telia Negrão, secretária-executiva da Rede Feminista de Saúde, esteve com os ministros Alexandre Padilha (Saúde) e Maria do Rosário (Direitos Humanos) este mês para discutir o assunto, entre outros itens da pauta. O movimento de mulheres quer o engajamento do governo na aprovação da proposta.
O outro lado da disputa não está paralisado e se articula para frear as iniciativas. O dia da posse dos novos congressistas, na terça-feira, será festejado com o "Show Vida", evento católico que ocorrerá em Brasília e é articulado por parlamentares ligados à igreja _caso do recém-eleito deputado Eros Biondini (PTB-MG).
"Já fiz outros shows desse. No dia da posse, [o objeto] é fincar uma das nossas bandeiras", afirma o eleito. Biondini promete reapresentar, se necessário, o chamado Estatuto do Nascituro, projeto que garante o direito à vida mesmo antes do nascimento.
Como medida imediata, o grupo "pró-vida" no Congresso vai tentar a revogação da resolução do Conselho Federal de Medicina que confirmou o uso da reprodução assistida por casais gays.

Data: 1/2/2011 08:08:37
Fonte: Folha On Line

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Pastora jornalista avalia como telejornais tratam evangélicos

 

Para a obtenção do mestrado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Juiz de Fora, a jornalista e pastora metodista ex-aluna da FaTeo Hideíde de Brito Torres desenvolveu pesquisa sobre as representações evangélicas encontradas em dois telejornais de grande audiência no país: o Jornal Nacional (da Rede Globo de Televisão) e o Jornal da Record (da Rede Record, vinculada à Igreja Universal do Reino de Deus).

No trabalho intitulado O telejornalismo na construção da identidade religiosa, Hideíde investigou de que modo a televisão participa nos processos de construção das identidades evangélicas e de que maneira essas representações são percebidas por grupos de batistas e metodistas que residem numa cidade do interior de Minas Gerais (município de Cataguases).

Segundo a pesquisa, a percepção dos/as entrevistados/as é que interesses políticos e econômicos, entre outros, determinam a forma pela qual ambos os telejornais abordam os evangélicos. Tal percepção ocorre mesmo em relação à emissora vinculada a uma igreja: “O fato de ter vínculos com uma Igreja evangélica não torna a emissora ou o Jornal da Record imediatamente identificado com os grupos pesquisados”, diz a autora. “Estes evangélicos históricos também demonstraram, em difersos enunciados, não querer se identificar com os evangélicos que percebem na mídia. Têm resistência a ver seus eventos descritos como shows e preocupam-se em querer ser vistos de modo diferenciado”, afirma Hideíde.

Integrante da banca de examinadores, Magali do Nascimento Cunha, professora da FaTeo, destacou a relevância do tema pesquisado: “É muito importante termos um trabalho de qualidade na Área de Comunicação relacionado à religião, que foi além de tratar da produção de programação religiosa/evangélica, temática já bastante desenvolvida, e buscou compreender o lugar da religião no telejornalismo, e mais ainda, como esta abordagem tem sido recebida pela audiência evangélica. É uma importante contribuição que abre novos caminhos de pesquisa na relação mídia-religião”.

Data: 31/1/2011 08:30:52
Fonte: Metodista