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“Nada a Perder”: Igreja Universal estaria comprando livros do bispo Macedo e distribuindo a fiéis, diz jornalista

Profile photo of Tiago ChagasPublicado por Tiago Chagas -gnoticias.com – em 27 de novembro de 2014

 Edir Macedo estaria usando um expediente não muito convencional para alavancar as vendas do terceiro livro da trilogia Nada a Perder, que conta de forma não cronológica sua história de ascensão na vida pessoal, ministerial e empresarial.

Os três livros foram lançados pela editora Planeta, e escritos pelo jornalista Douglas Tavolaro, que é um dos responsáveis pelo setor de jornalismo da TV Record.

De acordo com o jornalista Lauro Jardim, colunista da revista Veja, o bispo Edir Macedo e seus assessores da Igreja Universal do Reino de Deus estariam comprando exemplares do livro e distribuindo a fiéis. Essa estratégia visaria garantir que o bispo se tornasse o maior vendedor de livros no Brasil atualmente.

“Nos lançamentos do bispo, sempre aparece um representante da Igreja Universal horas antes que acerta com a livraria a compra de determinada quantidade de livros; e, depois, distribui para os fiéis que são transportados para o local em ônibus. Toda semana o livro é lançado em alguma cidade brasileira”, informou Lauro Jardim.

Polêmica

Se comprovada, a história se assemelharia à polêmica protagonizada pelo pastor Mark Driscoll nos Estados Unidos. O fundador da megaigreja Mars Hill confessou que ordenava que os tesoureiros da denominação fizessem a compra de seus livros assim que lançados, a fim de fazê-los chegar ao topo da lista dos mais vendidos.

O resultado de toda a história foi a demissão de Driscoll do cargo de pastor da igreja que ele mesmo fundou, e um desmembramento das filiais da igreja. Em alguns casos, essas congregações anunciaram falência por falta de recursos para arcar com as dívidas.

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OAB quer proibir sacrifícios de animais em rituais religiosos

O projeto é visto por representantes do candomblé como preconceito religioso

por Leiliane Roberta Lopes

  • gospelprime

 

OAB quer proibir sacrifícios de animais em rituais religiosos
OAB quer proibir sacrifícios de animais em rituais religiosos

A Comissão de Proteção e Defesa dos Animais da Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro (AOB-RJ), presidida por Reynaldo Velloso, quer proibir os rituais religiosos com sacrifícios de animais.

A decisão foi anunciada durante a  XXII Conferência Nacional dos Advogados no Rio de Janeiro quando Velloso comentou sobre o assunto, gerando muitas críticas de representantes do candomblé que afirmam que tentar impedir os sacrifícios é perseguição religiosa.

“Os animais têm que ser defendidos, mas as pessoas têm que entender os limites da nossa tradição da sacralização do alimento”, disse o babalorixá Ivanir dos Santos que é presidente da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa também do Rio de Janeiro.

Mas para quem alega se tratar de uma tradição, Velloso tem uma resposta ríspida: “Tradição tem que ser na África, não no Brasil”. Sua fala gerou muitas críticas e apesar de ele não ter ligação nenhuma com os evangélicos, ele foi chamado de oportunista e de estar em concordância com eles.

“Isso é perseguição de grupos evangélicos, e ele está querendo usar isso como forma de se notabilizar”,  disse Santos que é totalmente contra a proibição dos sacrifícios de animais.

Mas para o presidente da Comissão de Proteção e Defesa dos Animais da OAB a matança dos animais precisa parar. “Só o candomblé e mais religiões de poucos adeptos cometem essa prática. Tem que prevalecer a vontade da maioria. Onde já se viu matar um ser indefeso para uma entidade evoluir? Isso só existe na cabeça das pessoas”, disse.

Para o advogado a religião deve ser limitada pela lei que já proíbe os maus tratos aos animais. “A religiosidade tem que se submeter a todas as regras da vida. Você não tem direito de matar um marginal se ele invadir sua casa.”

Quem concorda com Velloso é a veterinária Andrea Lambert, da Associação Nacional de Implementação dos Direitos dos Animais que pede para que a prática seja combatida e proibida.

“O animal é morto por pessoas que não conhecem a técnica correta para fazer um abate humanitário. Liberdade religiosa não é praticar um crime. Se fosse assim, poderiam matar até um ser humano com esse mesmo argumento”, argumentou ela para o jornal O Dia.