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Sucesso eleitoral da Assembleia de Deus é maior que o do PT

 

DO VALOR ONLINE

A Assembleia de Deus, maior denominação evangélica pentecostal no Brasil, comemora seu centenário em 2011, e sua bancada, que lidera a Frente Parlamentar Evangélica na Câmara, representa 22,5 milhões de brasileiros.

Antes das eleições de 2010, o deputado federal Ronaldo Fonseca (PR-DF) reuniu-se com José Wellington Bezerra, presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus, para escolher pastores e lideranças da igreja com bom potencial eleitoral. Fecharam a lista em 30 nomes. Conseguiram eleger 22 deles, um percentual assombroso de 73,3% de sucesso.

Não há partido político no Brasil com tamanho êxito: o PT, por exemplo, dono da maior bancada da Câmara, lançou 334 candidatos a deputado federal e elegeu 88 deles (26,3%). Dos 73 deputados que compõem a bancada evangélica, os assembleianos são um terço. Seu presidente, o deputado federal João Campos, é seguidor da igreja.

Com seu eleitorado cativo, os parlamentares ligados à Assembleia de Deus podem se dar ao direito de contrariar a orientação partidária quando convém ao seu grupo. Segundo Fonseca, presidente subdivisão ligada à igreja na Câmara, "temos um acordo com nossos partidos: se o que está em pauta na Casa atentar para alguma questão moral, temos independência. Foi assim que derrubamos o kit gay".

O deputado se refere à suspensão da produção e distribuição do kit anti-homofobia, produzido pelo Ministério da Educação para distribuição nas escolas. À época, os parlamentares chegaram a ameaçar adesão à CPI, movida pela oposição, contra o ex-ministro da Casa Civil Antonio Palocci, acusado de súbito enriquecimento.

Quase toda a bancada evangélica, 63 parlamentares, faz parte de partidos da base do governo da presidente Dilma Rousseff (PT). "Os partidos sabem que não tem como segurar esses deputados. Falou em aborto, descriminalização da maconha ou casamento gay, os evangélicos votam contra. O PSC é base do governo Dilma, mas nem adianta pedir apoio nessas questões", afirmou o vice-presidente do PSC, pastor Everaldo Pereira.

Para o segundo semestre, os evangélicos devem, novamente na esteira de atuação dos adeptos da Assembleia de Deus, encampar duas pautas. Uma é a elaboração de versão "alternativa" ao projeto de Lei 122, sob relatoria da senadora Marta Suplicy (PT -SP), que criminaliza a homofobia.

"Queremos que o empregador possa estabelecer critérios para não contratar alguém. Inclusive por diferenças de religião ou opção sexual", disse Fonseca. "Se você não quiser me contratar por eu ser pastor, tudo bem. Mas quero ter o direito de, caso eu tenha uma empresa só com homens, não contratar gay."

A outra é promover um plebiscito nacional que substitua a aprovação do STF (Supremo Tribunal Federal), que julgou constitucional a união civil entre pessoas do mesmo sexo. A reivindicação dos deputados evangélicos ganhou fôlego e substância após a divulgação, na semana passada, de pesquisa do instituto Ibope Inteligência, que revelou que 55% dos brasileiros são contra a união estável para casais homossexuais. O percentual de contrários sobe para 77% entre evangélicos.

Por ora, os assembleianos se dizem satisfeitos com a presidente Dilma: "Ela não nos ‘peitou’ quando fomos pra cima, no caso do kit gay. Então está bom", disse Fonseca. "Agora, precisa nos receber. Passaram-se seis meses e a gente só conversa com o Gilberto Carvalho [ministro da Secretaria-Geral da Presidência]", destacou o pastor Everaldo.

Rondônia é o Estado que abriga mais parlamentares ligados à Assembleia de Deus, em termos absolutos e proporcionais: três de seus oito deputados federais pertencem à igreja. O PSC, com oito deputados, é o partido preferencial. Na sequência, aparece o PR, com quatro deputados –a sigla tem em suas fileiras muitos evangélicos, mas a maioria é de presbiterianos, como o deputado federal Anthony Garotinho (RJ).

Essencialmente, os parlamentares da Assembleia de Deus recorrem a três estratégias na hora de arrecadar fundos para a campanha eleitoral: doações em quantias menores, vindas de simpatizantes; empenho de recursos próprios; ou doações dos próprios partidos, um recurso para escamotear recursos vindos de empresas.

Um dirigente partidário, sob a condição do anonimato, explicou: "Tem muito preconceito contra o evangélico. Então, as empresas ajudam, mas preferem não serem vinculadas diretamente ao candidato. Doam para o partido e a gente repassa".

Destaca-se entre os recebedores de pequenas quantias o deputado federal Paulo Freire (PR-SP), filho do pastor José Wellington: das 350 doações que recebeu na campanha de 2010, 304 eram em valores de até R$ 400, segundo sua prestação de contas ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Zé Vieira (PR-MA) foi quem mais empenhou dinheiro do próprio bolso, nada menos que R$ 310 mil dos R$ 333 mil de sua receita. O campeão em recebimento de repasses partidários foi o deputado federal Filipe Pereira (PSC-RJ).

Dos R$ 3,2 milhões que recebeu, R$ 9.000 foram doados pelo presidente regional do PMDB no Rio, Jorge Picciani. O resto veio do PSC. Foi também o maior arrecadador do grupo, cuja média de receita nas eleições foi de R$ 575,2 mil.

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John Stott: Líderes Cristãos Evangélicos Pagam Tributo

 

Por Katherine T. Phan|Christian Post Reporter

Líderes evangélicos cristãos de todo o mundo estão de luto pela morte da figura evangélica, John Stott, que morreu na quarta-feira aos 90 anos de idade.

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(Foto: Langham Partnership International)

Pregador Evangélico influente e autor John Stott morre aos 90 anos em 27 de julho de 2011.

Stott, conhecido por moldar o evangelicalismo do século 20 através de seus escritos e pregações, morreu às 3:15h da tarde em sua casa de repouso em St. Barnabas College, localizada a 30 quilômetros de distância de Londres.Ele estava cercado por seu antigo secretário Frances Whitehead e amigos próximos que liam as Escrituras e ouviam "Messiah” de Handel, quando ele faleceu.

Um teólogo anglicano do Reino Unido, Stott foi o arquiteto-chefe do Pacto de Lausanne 1974 e autor de mais de 50 livros cristãos de complexa Teologia e explicou isso de uma forma que os leigos poderiam entender.Um de seus livros mais populares o Cristianismo Básico (Basic Christianity) (1958), que foi traduzido em mais de 60 línguas, segundo a editora de livros cristãos InterVarsity Press.Ele também influenciou milhões de Cristãos através de outros títulos bem conhecidos, incluindo Cristo o Polemista (Christ the Controversialist) (1970), Problemas Enfrentados por Cristãos de hoje (Issues Facing Christians Today) (1984) e aquele que ele sempre considerou seu melhor: A Cruz de Cristo (The Cross of Christ) (1986).

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Em 2005, Stott foi destaque na revista TIME como uma das "100 pessoas mais influentes" do mundo.

Apesar de sua influência ampla na fé evangélica, muitos o conheciam carinhosamente como "Tio João".

Quando a notícia de sua morte veio à tona, líderes evangélicos imediatamente postaram declarações de lamento e honra a Stott como querido mentor e um dos maiores pensadores evangélicos de seu tempo.

"O mundo evangélico perdeu um dos seus maiores porta-vozes", disse o famoso evangelista dos EUA Billy Graham em um comunicado.

"Eu perdi um dos meus amigos pessoal e conselheiro. Estou ansioso para vê-lo novamente quando eu for para o céu."

Graham ajudou a organizar o encontro internacional que revelou o Pacto de Lausanne, um documento histórico que serviu como um manifesto para todo o evangelismo cristão no mundo.Quando soube da morte de Stott desde seu assistente, Graham se derramou em lágrimas e ficou sem fala, segundo disse seu neto Tullian Tchividjian via Twitter.

O pastor da mega-igreja da California, Rick Warren, chamou Stott um dos seus "mentores mais próximos."

"Eu recentemente voei para o Reino Unido apenas para orar por ele e sentar-me junto à sua cama. Que gigante!" tuitou o Pastor da Igreja Saddleback.Continuar »

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Na web, mulheres querem amizade. Namoro é coisa de homem

 namoroApesar de 80% desejarem relacionamento sério; número de mulheres dizendo buscar “apenas amizade” é maior que o de homens, 23% delas contra 17%.

Uma pesquisa realizada pelo site de relacionamentos focado no público evangélico Divino Amor revela um dado inusitado: apesar de 80% dos cadastrados desejarem um relacionamento sério; o número de mulheres dizendo buscar “apenas amizade” é maior que o de homens, 23% delas contra 17% deles.

De acordo com a pesquisa, realizada com os mais de 1,5 milhão de usuários, tanto faz o tipo físico da pretendente: loiras e morenas são igualmente desejadas – apenas as mulheres grisalhas e de cabelos brancos estão em baixa e levam menos de 1% da preferência. As mulheres se mostram igualmente flexíveis e mais de 60% dizem não se importar nem com cor de cabelos nem de olhos. O curioso é que o gosto por loiros e grisalhos se equivale e supera a preferência por ruivos.

Outro dado interessante é que metade afirma sair de uma a quatro vezes por semana, contrariando o estereótipo de público mais reservado que não curte badalação. Como é de se esperar, no topo das atividades mais praticadas pelo público masculino estão futebol, caminhada e musculação e no feminino: caminhada, ginástica e natação.

“O site é formado por pessoas com a mesma fé e a mesma intenção: encontrar o seu divino amor. Os usuários podem realizar buscas personalizadas no perfil, especificando, por exemplo, a qual denominação evangélica pertencem. A política de publicação de fotos e frases também é diferenciada e palavras ofensivas ou imagens que contradizem os princípios da religião são vetadas”, explica Claudio Gandelman, presidente do Match Latam.

Fonte: NC