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Agressores de doméstica evangélica já estão soltos, essa é a justiça brasileira.

 

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Apenas três anos após o crime causar comoção nacional, os rapazes de classe média que espancaram a doméstica Sirlei Dias de Carvalho Pinto, confundida com uma prostituta, estão soltos. Presos desde 2007, quatro dos cinco condenados ganharam a liberdade condicional no ano passado, o que, em tese, os obrigaria a comparecer ao Tribunal de Justiça a cada três meses se três deles não tivessem conseguido este ano um indulto, que extinguiu a pena. Como não poderia deixar de ser, os outros dois estão buscando o mesmo benefício. Um não aparece no levantamento do passo a passo da execução penal, feito pelo GLOBO, simplesmente porque, até hoje, encontra-se foragido, nunca passou pela prisão e, no condomínio onde ainda mora sua família, na Barra da Tijuca, ninguém tem informações sobre seu paradeiro.
Jovens cumpriram, em média, 40% das penas
Felippe de Macedo Nery Neto escapou de ser preso. Logo após os outros irem para a cadeia, alegando que apenas dirigia o veículo onde estava o grupo, ele obteve um habeas corpus do Superior Tribunal de Justiça, em caráter liminar, até que o mérito da decisão fosse analisado. Quando o STJ decidiu que Felippe deveria ser recolhido, ele desapareceu.
— Felippe não cumpriu pena alguma. Há um mandado de prisão contra ele, que é considerado foragido — afirma o promotor de Justiça, André Machado Ricci, da 38ª Vara Criminal, onde correu o processo.
Os agressores cumpriram, em média, 40% da pena, cerca de dois anos de prisão. Recentemente, uma decisão na esfera cível os condenou a pagar uma indenização de R$500 mil a Sirlei. Mas o advogado da vítima, Ricardo Mariz, explica que as famílias devem recorrer, já que têm investido muito na defesa:
— Ora, se apenas dois réus têm bens, qual a razão dos outros terem gasto tanto dinheiro com advogados cíveis, se não dispõem de patrimônio?
Os dados da execução penal falam por si. Rubens Pereira Arruda Bruno, condenado a cinco anos e quatro meses em fevereiro de 2008, pediu logo depois autorização para sair da prisão e trabalhar como controlador de lanchas na Vico Transportes Marítimos e Turismo Ltda. Nem houve tempo de apreciar o pedido porque, em novembro do ano passado, ele obteve a liberdade condicional. Este ano, ganhou o indulto. Quanto à empresa em que trabalharia, o nome Vico não está registrado na Junta Comercial do Rio. O pai de Rubens chama-se Ludovico Ramalho e é empresário náutico. Ele se mudou do antigo endereço e não foi localizado. Na época, Ludovico ficou marcado pela frase “Não é justo que essas crianças fiquem presas”.
Outro que obteve o semiaberto foi Julio Junqueira Ferreira, cuja sentença também foi de cinco anos e quatro meses de prisão. Um ano e cinco meses após ser preso, ele teve permissão para trabalhar como auxiliar de almoxarifado na Transegur, tradicional empresa de segurança da cidade. O aval da Justiça foi dado em novembro de 2008. No ano seguinte, Júlio, além de trabalhar, também cursava uma faculdade particular, mas devia voltar à noite para o presídio. Foram apenas mais quatro meses, porque logo entrou em liberdade condicional. A defesa do rapaz, agora, pede o indulto. Procurada, a Transegur informou que Júlio, de fato, trabalhou lá cerca de oito meses, mas saiu logo após ser libertado.
Rodrigo dos Santos Bassalo da Silva, sem proposta de emprego, saiu na condicional em maio do ano passado e já foi indultado. Leonardo Pereira de Andrade foi libertado seis meses depois, mas ele ainda não teve o indulto.
A promotora da Vara de Execuções Penais (VEP), Gabriela Tabet, observa que, todo ano, o Ministério Público questiona, sem sucesso, o indulto natalino concedido pela Presidência da República. Com caráter genérico, ele beneficia os condenados que atendam a alguns requisitos, como pena inferior a oito anos. Uma fração da pena deve ter sido cumprida e o candidato não pode ter registro de falta grave na unidade prisional.
— O que eu acho é que fica, muitas vezes, uma sensação de impunidade, porque o juiz analisou as provas e imputou uma pena ao cidadão, que teve direito a todas as garantias previstas na lei. Com o indulto, o condenado cumpre muito pouco da sentença e a punição ainda é extinta. A sensação é de que o cumprimento da pena ficou aquém do esperado — analisa a promotora Gabriela Tabet.
Ao falar sobre o destino dos rapazes, a vítima, Sirlei, que ainda aguarda uma cirurgia para se recuperar de uma lesão no braço, causada pelas agressões, surpreende:
— Fico feliz de saber que eles estão trabalhando e estudando, que retomaram a vida. Durante um tempo, que eu não sei qual foi, eles ficaram reclusos, longe do conforto e das coisas boas que tinham. São jovens, e todo ser humano tem direito a uma nova chance. Já chega o fato de que eles estão marcados para sempre. A nossa sociedade aponta muito o dedo. A vergonha que passaram vão sempre lembrar, querendo ou não.
Dos advogados localizados, João Mestieri, que defende Felippe Nery, avisa que vai recorrer da indenização, e Edgard Saboya Filho, de Rubens, não quis comentar o processo.

Em 2008, Sirley foi pré-candidata a vereadora, relembre:

“Não prometo nada”, adianta Sirley Dias, que, assim como a grande massa da população carente de sua região, está desapontada com a política e as promessas de melhorias não cumpridas. Essa insatisfação, atrelada ao histórico de Sirley ter sido vítima da violência e da desigualdade social, levou a diarista espancada por “pitboys” da Barra da Tijuca, em junho do ano passado no Rio, a alcançar vôos mais altos e tentar uma vaga na Câmara dos Vereadores do Rio.

O convite partiu do senador Marcelo Crivella (PRB), partido ligado à Igreja Universal do Reino de Deus. Sensibilizado com o caso e a exposição da diarista que foi espancada por cinco jovens, quando esperava por um ônibus para ir a uma consulta médica em Imbariê, bairro de Duque de Caxias (RJ), o senador convidou Sirley a disputar uma vaga. “Não sou oportunista”, frisa a diarista, que, devido às dores, pode ter de operar o braço direito. O motivo do roubo e da agressão, segundo os jovens, foi que eles haviam confundido Sirley com uma prostituta. Dias depois do caso, ela, que é membro da Igreja Assembléia de Deus, disse que perdoou os jovens e, na entrevista à Enfoque, comentou que a atitude dos filhos é fruto da omissão dos pais.

Apesar de morar em um distrito de Duque de Caxias, o título de eleitor da diarista é do Rio de Janeiro. Por ter tido uma vida difícil, já que teve de vender cachorro-quente para complementar a renda e ajudar a mãe, Sirley não terminou os estudos. O que a pré-candidata não teve em sua vida, quer que o seu próximo tenha: acesso à saúde e educação de qualidade e, é claro, mais direitos para as empregadas domésticas. “Quero usar toda a minha experiência de vida para trabalhar por mais recursos para hospitais e escolas. Sei o que é ir ao posto de saúde atrás de um pediatra e não ter médico”, afirma a empregada, que ainda aguarda definição do partido e que, se eleita, será daquelas parlamentares que colocam “a mão na massa”. “Sei que serei uma formiguinha no meio do oceano.”

Data: 30/8/2010 08:15:26
Fonte: O Globo/Redação Creio

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MARCO FELICIANO tem candidatura impugnada pelo TRE

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O candidato à deputado federal, Marco Feliciano, esté entre os sete candidatos em Ribeirão Preto, Brasil, que foram impugnados pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP).

O motivo pela impugnação foi a falta de documentação necessária por parte dos candidatos.

O Pr. Marco Feliciano que é Pastor da Igreja Catedral do Avivamento candidatou-se pelo PSC, Partido Social Cristão. Ele foi motivado a envolver-se em política alegando que projetos de Leis não condiziam com os conceitos de família, segundo consta em seu site. Essa informação consta em sua declaração explicando por que havia declarado que ele nunca seria um político, em um Congresso em 2004.

“Nunca me rebaixarei a ser política,” disse ele no referido Congresso Gideões Missionários no ano de 2004.

Além disso, Marco Feliciano havia afirmado também que entre os motivos pela sua candidatura incluiu os entraves aos avanços do movimento evangélico brasileiro, em entrevista à Gospel Prime. O pastor comentou na entrevista sobre sua popularidade e influência na sociedade que podiam ajudá-lo a alcançar esse objetivo como deputado federal.

“Sou uma pessoa que, com a ajuda de Jesus Cristo, venceu na vida e ajudou na mudança da vida de milhões de pessoas nas mais de 1.600 cidades brasileiras onde preguei pessoalmente, nos mais de 60 países do mundo que de igual forma ministrei uma palavra e ajudei a erguer do cemitério os sonhos de inumerável quantidade de pessoas,” disse na entrevista.

A sentença não é definitiva e candidatos impugnados podem recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e até ao Supremo Tribunal Federal (STF). Enquanto não forem julgados definitivamente, eles poderão fazer campanha normalmente.

A situação do candidato nos registros do TSE consta como "APTO: indeferido recurso."

Segundo informações do site do órgão máximo de justiça eleitoral, o candidato ainda tem pendente o seu registro de candidatura.

Data: 26/8/2010 08:28:57
Fonte: Christian Post

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Adeus, pregadores intocáveis!

 

J.L. Grady

Deus está sacudindo a igreja removendo os corruptos, mas somos culpados de trazer os charlatães para nossos púlpitos!

Al Capone controlava a cidade de Chicago. O prefeito da cidade comia na mão dele e Capone trazia a polícia sob cabresto, enquanto dominava um império de cassinos, prostituição e contrabando de toda espécie. Durante anos fez uso das armas e vivia acima da lei, a ponto de ganhar o apelido de “intocável”, porque ninguém conseguia levá-lo às barras dos tribunais.

Mas, finalmente preso em 1932 justificou seus crimes, dizendo: “Tudo que fiz foi satisfazer a vontade do povo”. Ele não se preocupava com as consequências de seus crimes porque conhecia os prefeitos, a polícia, os líderes comunitários e os cafetões que o protegiam.

“Não existe como saber quantas pessoas rejeitaram o evangelho porque viram a igreja apoiando esses pregadores que gritam, mentem, enganam, corrompem, roubam e são aplaudidos pela congregação quando pedem dinheiro”.

Detesto ter de comparar qualquer ministro a um gangster, mas a triste verdade é que existem muitos obreiros inescrupulosos que seguem os passos de Al Capone. São enganadores e mestres na arte da manipulação. Encontraram seu espaço nos subterrâneos do movimento carismático e usam sua capacidade hipnótica para controlar um bom número de emissoras de TV. E, como Al Capone seus dias estão contados. A justiça os alcançará!

Esses falsos profetas, possivelmente começaram seus ministérios com um chamamento genuíno de Deus, mas a fama e o sucesso os desviaram e os destruíram. Abandonaram a fé levados pela fama e pelo dinheiro, e quando se deram conta tiveram que criar mecanismos para manter seus ministérios em funcionamento. Agora, Deus os está apertando.

Mas, antes que nos regozijemos crendo que esses impostores estão sendo removidos de nossos púlpitos, apertemos o botão de pausa e pensemos um pouco. O que aconteceu para que tais pregadores adquirissem tal fama? Eles jamais seriam famosos sem nossa ajuda.

Nós somos os culpados. Quando eles dizem: “Deus lhes está prometendo riquezas infindas, desde que hoje você oferte mil reais”, corremos para o telefone e doamos o dinheiro ou parcelamos em nosso cartão de crédito. Deus nos perdoe!

Não soubemos discernir esses lobos. Quando afirmam: “Preciso de sua oferta sacrificial para que eu conserte meu avião particular”, não indagamos por que o servo de Deus não pode viajar numa linha comercial, na classe turística para visitar um país do terceiro mundo.(Eles vêm ao Brasil em jatinhos; e os televangelistas percorrem nossa nação em seus jatos particulares enquanto nós os sustentamos — NT)

Somos os bobos da corte. Ao ficarmos sabendo que viviam na imoralidade, tratando mal suas esposas ou enchendo as cidades com filhos ilegítimos, nunca exigimos que seus líderes se posicionassem e os disciplinassem com seriedade. Perdoa-nos, Deus!

Quando nos pedem dois milhões de reais porque o orçamento deles está apertado, não nos perguntamos por que precisam ficar em hotéis em que uma diária custa dez mil reais! De fato, se questionássemos, algum cristão responderia rapidamente: “Não critique. A Bíblia diz que não podemos tocar nos ungidos de Deus!”. Que Deus nos perdoe!

Tratamos esses charlatães como tratavam Al Capone — como se esses pregadores fossem intocáveis — e, como resultado a corrupção desses homens minou as igrejas carismáticas como uma praga. Nossas igrejas foram consumidas pelo capitalismo, pelo orgulho, engano e pecados sexuais, tudo porque temos medo de chamar esses pregadores de Bozo, porque isso é que são. Inseguros, egoístas e desequilibrados emocionais.

Se tivéssemos nos apoiado com discernimento na Bíblia teríamos nos livrado dessa confusão. Não existe como saber quantas pessoas rejeitaram o evangelho porque viram a igreja apoiando esses falastrões, mentirosos,  enganadores, que se divertem em nossos púlpitos, enquanto nós os aplaudimos e lhes demos muito dinheiro.

Quando os bem-intencionados crentes citam o texto de 1 Crônicas 16.22: “Não toqueis nos meus ungidos, nem maltrateis os meus profetas” para encobrir os corruptos e charlatões, cometem grave engano contra as Escrituras. Nada indica nesta passagem que devemos silenciar quando um líder está abusando do poder para enganar as pessoas.

Bem ao contrário, somos convocados a que confrontemos o pecado numa atitude de amor e de honestidade, e, certamente não demonstramos amor para com a igreja quando permitimos que os Al Capone carismáticos corrompam nossa geração!

Traduzido de: Charisma

Traduzido por João A. de Souza filho

Fonte: Pastor João