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Procuradora-geral da República coordenava adoções ilegais da Igreja Universal

 

Procuradora-Geral da República de Portugal, Joana Marques Vidal
  Procuradora-Geral da República de Portugal, Joana Marques Vidal

A Igreja Universal do Reino de Deus está sendo investigada, em Portugal, por um esquema em que pelo menos dez crianças portuguesas foram ilegalmente retiradas dos seus pais e levadas para fora do país por pastores da Igreja Universal (IURD).

Segundo o jornal português Expresso, no momento em que as adoções da IURD foram autorizadas, a atual procuradora-geral da República, Joana Marques Vidal (foto), coordenava a equipe do Ministério Público no Tribunal de Menores de Lisboa.

A PGR garantiu, através de um comunicado, que “nada deixará de ser investigado, o que permitirá apurar todos os fatos e eventuais responsabilidades”.

Entre 1994 e 2002, Joana Marques Vidal “exerceu funções no Tribunal de Família e de Menores de Lisboa”, tendo assumido em parte desse período “a coordenação dos promotores do Ministério Público”, desconhecendo-se, no entanto, o grau de responsabilidade e de intervenção direta da procuradora no processo.

Na nota, a Procuradoria-Geral da República lembrou que “o eventual encaminhamento irregular para adoção de crianças acolhidas num lar da Igreja Universal do Reino de Deus deu origem a um inquérito-crime“, investigação que, diz o Ministério Público, “tem por objeto exatamente a atuação funcional do Ministério Público em todas as suas vertentes, tendo em vista examinar os procedimentos então adotados e analisar todas as intervenções desenvolvidas nos respetivos processos”.

De acordo com a série de reportagens que a TVI exibiu, Edir Macedo, fundador e líder da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), teria montado uma rede de adoção ilegal, a partir da qual roubava crianças de um lar que o movimento religioso mantinha em Lisboa durante os anos 1990.

As crianças eram levadas para o Brasil, onde eram adotadas de forma ilegal, e os netos de Edir Macedo teriam sido adotados dessa forma.

A série investigativa chamada de “O Segredo dos Deuses” revelou que vários menores portugueses, que eram entregues pelas famílias devido às dificuldades financeiras por que passavam, alimentaram a rede internacional liderada pelos dirigentes da IURD.

O Lar Universal integrava a obra a social da IURD e esteve em funcionamento durante a década de 1990 em Lisboa. As crianças eram entregues àquele lar “à margem dos tribunais”. Depois desapareciam e “acabavam no estrangeiro, adotadas de forma irregular, por Bispos e Pastores da igreja“.

A reportagem da TVI identificou ainda várias famílias portuguesas de onde os filhos teriam sido “roubados”. O principal destino das crianças, além do Brasil, seria os EUA, onde a igreja se instalou no fim dos anos 1980 e onde reside atualmente Edir Macedo.

A série, assinada pelas jornalistas Alexandra Borges e Judite França, revela que um “importante membro” desta rede chegou a “roubar um recém-nascido da mãe na maternidade” e o registrou diretamente, como seu filho biológico.

Fonte: ZAP – Portugal / Folha gospel

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Mulher de bispo da Igreja Universal confirma adoções ilegais de crianças

Igreja Universal do Reino de Deus
   Igreja Universal do Reino de Deus

Uma investigação jornalística divulgada, há semanas, pela TVI, uma grande rede de TV em Portugal, atribui à Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) um esquema de adoções ilegais de crianças, praticado durante a década de 90, sob a coordenação do fundador e líder máximo daquela igreja, Edir Macedo.

Testemunhas acusam o bispo de encabeçar a rede internacional de adoções ilegais de crianças e de, inclusive, ter retirado dois de três irmãos de um lar da IURD em Lisboa para entregar a uma de suas filhas, nos Estados Unidos.

O mais novo dos irmãos, que ficou para trás e cresceu até aos cinco anos longe dos outros, acabaria por ser também entregue, no Brasil, ao bispo Romualdo Panceiro, que está à frente a IURD em Portugal e na Europa, e é um dos principais ajudantes de Edir Macedo.

Foi numa carta de 11 páginas manuscritas que a mulher do bispo Romualdo, Márcia Panceiro, confessou ter recebido o mais novo dos três irmãos, Fábio, confirmando o alegado esquema de adoções ilegais.

“Fábio Miguel Tavares foi-me entregue no Brasil no dia oito de abril de 1997 para ser meu filho”, lê-se no documento enviado à TVI, no qual Márcia explica que o esquema teria sido combinado pela cúpula da IURD, no Brasil.

Segundo a mulher do bispo Romualdo, a secretária de Edir Macedo, Alice, que adotou legalmente os três irmãos em Portugal antes de irem ilegalmente para a América, juntava as crianças para as ensinar a mentir no tribunal português, dizendo que viviam juntas.

De acordo com a TVI, numa dessas visitas, Alice não teria devolvido Fábio ao bispo e à mulher, o que originou o desabafo de Márcia, em resposta à investigação chamada “O Segredo dos Deuses”.

Fonte: Jornal de Notícias – Portugal

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Batismo de indígenas por pastores gera ira na esquerda

Imagens renderam muitas demonstrações de intolerância religiosa contra os evangélicos

           Batismo de indígenas gera ira na esquerda

Em setembro do ano passado, o pastor Isac Santos divulgou fotos de um batismo que realizou numa aldeia de índios xavantes que vivem na cidade de Água Boa, no Mato Grosso. As imagens geraram uma avalanche de protestos e ele, por pressão de movimentos de esquerda, ele acabou denunciado ao Ministério Público Federal (MPF), acusado de “genocídio cultural”.

Agora, algo muito parecido está acontecendo com o pastor Samoel Maia, da Igreja Universal. No último dia de 2017, o líder religioso realizou um batismo de indígenas do Barra do Garças, também no Mato Grosso. O caso gerou críticas nas redes de pessoas claramente identificadas com a ideologia esquerdista. A acusação é que essa “prática de doutrinação de indígenas” fere o artigo 231 da Constituição Federal.

As fotos da cerimônia foram divulgadas no Facebook do pastor, que é do Ceará. Na legenda, ele explica que 35 indígenas “se entregaram ao Senhor”. Ele não identifica por nome o pastor que aparece fazendo o batismo. A postagem foi compartilhada mais de 12.500 vezes, recebendo mais de 5 mil comentários

Alguns internautas estão acusando o pastor de “genocídio cultural” e “escravização” dos índios. Há quem prometa que irá denunciar o líder religioso ao Ministério Público.

Um dos comentários que gerou o maior número de reações diz: “Não é essa conduta que o pai pede de nós, forçar o outro a seguir a igreja. Os índios são respeitados por Jesus por serem quem eles realmente são. Sei que fazem essas catequizações por amor, mas isso acaba destruindo os costumes e as crenças de um povo complemente conectado com Deus e com a mãe terra… Eles são os guardiões dessa terra, sabe? Matar a cultura do outro para impor a nossa é um crime. O cristianismo é respeito ao outro, é amor puro… O próprio Jesus não tinha religião alguma. Isso é coisa do homem…”.

Um pequeno número de cristãos tentou argumentar que existe liberdade religiosa no país e lembrar que não há ninguém sem pecado, portanto todos precisam de salvação. Mas foram igualmente atacados no que parece ter sido um movimento orquestrado.

Curiosamente, muitos os usuários acusam o pastor de intolerância com a religião indígena ao mesmo tempo que demonstram desprezo pelo cristianismo. Uma mulher, que se diz “budista, mas neta de indígenas” afirma: “Sua Bíblia, hoje tira a honra de povos ancestrais”.  Entre os adjetivos para o pastor da foto estão “abominável”, “podre” e “colonizador do diabo”.