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“A Igreja está se transformando em um supermercado”, afirma pastor na 38ª Conferência da Sepal

9 / maio / 2011 – 22:47

Hernandes D. Lopes durante Congresso critica seminários e teologia

“A Igreja está se transformando em um supermercado”, afirma pastor na 38ª Conferência da Sepal

“Há diferença em pregar a palavra e sobre a palavra. O pregador não tem autoridade para criar a palavra. Ela é mensagem de Deus. Precisamos de uma nova reforma, voltar às escrituras.” Estas foram às primeiras palavras do reverendo Hernandes Dias Lopes durante sua palestra sobre Pregação Expositiva no 38ª Conferência da Sepal, em Águas de Lindóia (SP).

Em uma platéia formada por pastores e líderes de todas as regiões do Brasil, o pastor presbiteriano citou que a Pregação Expositiva é a melhor forma para uma Igreja em crise. Segundo este modelo evita dois extemos: Corrige a Numerolatria e Numerofobia. “O pastor prágmatico não pergunte se é certo. Ele pergunta se dá certo. Muda-se a verdade em busca de resultados.”

Para ele a Igreja está se transformando em um supermercado. ”Os bancos determinam o que o púlpito vai pregar. O evangelho não é um produto de marketing. Deus não quer fã, quer discipulos. O papel do pregador não é agradar o auditório. A verdade nem sempre é popular.”

Ele enumerou ainda as vantagens da Pregação Expositiva. “Ela evita quatro perigos:Liberalismo Teológico, Sincretismo Religioso, Ortodoxia morta, Superfialidade“A maioria dos seminários estão recheados de professores com liberalismo teológico. As igrejas históricas se casaram com liberalismo teológico.” Ele encerrou com uma orientação: O sermão precsa criar uma ponte entre Deus e o Povo.Se quiser alimentar sua igreja estude.”

Fonte: CREIO

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Juristas e Igreja contestam a decisão do STF sobre união homoafetiva

 

Para o arcebispo do Rio, definição de família ‘não nasce do voto ou da opinião de um grupo’; para procurador, não é matéria de jurisdição

05 de maio de 2011 | 21h 16

Alexandre Gonçalves, Fernanda Bassette e Felipe Recondo, de O Estado de S. Paulo

A Igreja Católica e juristas contestaram nesta quinta-feira, 5, a decisão favorável à união estável homoafetiva, que dá aos homossexuais os mesmos direitos de casais heterossexuais, anunciado pela maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

"A definição do que é uma família não nasce do voto ou da opinião de um grupo majoritário. É algo de direito natural, está inscrito na própria condição humana", afirmou d. Orani João Tempesta, arcebispo do Rio.

D. Orani ressaltou que a Igreja Católica não é contrária aos "legítimos direitos das pessoas". Como exemplo, afirmou que recebem apoio da Igreja leis relacionadas à partilha de bens de pessoas do mesmo sexo que construíram um patrimônio juntas. Contudo, não seria possível admitir a equiparação legal com o casamento heterossexual, com o consequente reconhecimento dos direitos associados a uma família tradicional.

Crítico do ativismo judicial do Supremo, o jurista Ives Gandra Martins, de 76 anos, ex-professor titular de Direito Constitucional da Universidade Mackenzie, defende a mesma opinião. "Pessoalmente sou contra o casamento entre homossexuais, não contra a união. A união pode ser feita e tem outros tipos de garantias, como as patrimoniais. Minha posição doutrinária, sem nenhum preconceito contra os homossexuais, é que o casamento e a constituição de família só pode acontecer entre homem e mulher. Mas o Supremo é que manda e sou só um advogado."

Para Martins, o STF assumiu o papel do Congresso Nacional ao decidir sobre o tema. "Sempre fui contra o ativismo judiciário. O que a Constituição escreveu é o que tem que prevalecer. É evidente que não estou de acordo com os fundamentos da decisão. Entendo que o STF não pode se transformar num constituinte."

Lenio Streck, procurador de Justiça do Rio Grande do Sul, concorda com Martins e diz que a decisão sobre as uniões homoafetivas cabe ao Congresso. "Isso é o espaço para discussão do legislador, como se fez na Espanha e em Portugal. Lá esse assunto foi discutido pelo Parlamento. O Judiciário nesse ponto não pode substituir o legislador."

A partir de agora, a decisão vai prevalecer em todo o País. "Com advogado tenho que reconhecer que, indiscutivelmente, todos os julgadores terão que decidir de acordo com a decisão do STF", diz Martins.

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O cristianismo como objeto de consumo .

 

Imagem do avatarPor Luis Cappeletti (perfil no G+ Social) em 6 de maio de 2011

O cristianismo como objeto de consumo .

Segundo uma pesquisa, mostra que o brasileiro está tratando a religião como objeto de consumo: adere a uma igreja segundo necessidades de momento, podendo mudar de crença de acordo com suas contingências.

Há dos fatores que devem ser levados em conta aqui. Uma é o tipo de oração que fazemos hoje. Cada vez mais oramos por motivos egoístas e consumistas e, não, por virtudes e vitória sobre a tentação. Embora o problema venha desde os tempos apostólicos, todos estão enxergando a generalização e o agravamento da questão. Pregadores de grandes auditórios e uma boa quantidade de livros estimulam essa prática, enquanto Tiago afirma categoricamente: “Quando [vocês] pedem, não recebem porque pedem mal, pedem coisas para usá-las para os seus próprios prazeres” (Tg 4.3). Nunca se orou tanto como hoje, inclusive no Brasil. Todavia uma boa parte dessas orações são como as orações dos pagãos a seus deuses. Não pedimos a Deus coisas que nos fariam luz do mundo e sal da terra, como amor, paciência, espírito de perdão, sabedoria, humildade, pureza, ousadia, generosidade, mansidão, fé e poder espiritual. Essas são, na verdade, as nossas maiores necessidades. E, além do lucro pessoal, essas virtudes ajudam a trazer o reino de Deus a terra.

O outro fator é a assustadora evidência da paganização do cristianismo e a busca de “santuários poderosos”. Se num centro espírita consigo me comunicar com os mortos e se ali obtenho cura para minha enfermidade, nada me impede de trocar o catolicismo pelo espiritismo. Se em Aparecida consigo uma graça mui desejada e até hoje negada em outros lugares de peregrinação, daqui para frente irei sempre a Aparecida.
Se numa igreja carismática pentecostal me livro de meus pesares, por que não deixar a igreja tradicional?
Se na Igreja Neopentecostal há mais milagres do que na Igreja Pentecostal, por que não me transferir para lá?
E se a Igreja Pentecostal tornar-se mais poderosa que a Igreja Neopentecostal, o que me impede de voltar para a lá?
A igreja que oferece mais será a minha igreja — argumentam muitos novos e alguns velhos cristãos hoje em dia.
É o cristianismo como objeto de consumo !

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Por Luis Cappeletti (perfil no G+ Social)

Nasci em P.Alegre,estudei eletrotecnica Escoal Parobé,Trabalhei nas Lojas Renner,JH SAntos,Arapuã,Bom Lar,Banco Sulbrasileiro,Livraria Concordia,Livraria Juerp,Livraria Luz e Vida. Ordenado pastor em 1998, Igreja Biblia Aberta. Atualmente Pastor titular da Igreja do Nazareno em Jardim Algarve e editor do Jornal Emanuel