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Igreja proíbe mulheres de usar “roupas de baixo” durante o culto

Ensinamento não vale para homens Algumas igrejas neopentecostais africanas experimentaram um crescimento explosivo nas duas últimas décadas, mas não sem…

por Jarbas Aragão

  • gospelprime

 

Igreja proíbe mulheres de usar “roupas de baixo” durante o culto
Igreja proíbe mulheres de usar “roupas de baixo” durante o culto
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Ensinamento não vale para homens

Algumas igrejas neopentecostais africanas experimentaram um crescimento explosivo nas duas últimas décadas, mas não sem promover uma série de ensinamentos “pouco ortodoxos”.

Mesmo assim, o estranho pedido feito pelo pastor Njohi, do ministério Igreja Redenção do Senhor, sediado em Nairobi, capital do Quênia, tornou-se manchete de diferente jornais ao redor do mundo.

Ele vem ensinando que as mulheres que frequentam a sua igreja não devem usar lingerie para que possam “sentir-se mais perto de Deus”. Com isso, as fiéis passaram a não usar mais sutiãs e calcinhas durante os cultos, o que teria causado um alvoroço na congregação.

Para Njohi, as adoradoras precisam sentir-se livre de “mente e corpo” quando estão na presença de Deus. O pastor acrescentou que haveria “graves consequências” para quem não aderisse à nova regra. Contudo, parte da congregação está questionando por que isso não vale para os homens.

A prática inusitada lembra os ensinamentos do pastor Daniel Lesego, líder do Ministério Centro Raboni, em Garankuwa, ao norte de Pretória, uma das capitais da África do Sul. No início do ano ele também foi notícia dos jornais após fazer sua congregação comer grama alegando que desta maneira eles estariam “mais perto de Deus”.

Com informações de Metro e Kenyan Post

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Americanos fazem petição para investigar Edir Macedo, depois de reportagem da Forbes

 

PorAmanda Gigliotti | Repórter do The Christian Post

Depois da publicação da lista dos pastores mais ricos do Brasil, encabeçada pelo líder da Igreja Universal, Edir Macedo, pela Forbes, os americanos estão divulgando uma petição para exigir uma investigação sobre o líder brasileiro.

  • Edir Macedo

    (Foto: Divulgação/TV Record)

    Edir Macedo defende que ser crente não é garantia de salvação ou prosperidade

 

“Exigimos que o governo dos EUA lance uma investigação sobre o fundador Edir Macedo da Igreja Universal do Reino de Deus”, lê-se na petição enviada na página da Casa Branca dos Estados Unidos.

Veja também: Pastores mais ricos do Brasil incluem Edir Macedo, Valdemiro Santiago, Silas Malafaia

O texto da petição aponta que a religião nos ramos evangélicos tem sido um “comércio lucrativo” nos Estados Unidos, apontando outros evangelistas como Joel Osteen, Pat Robertson, Creflo Dollar, entre outros, como promovedores desse comércio. A petição ressalta, entretanto, que ela é focada no brasileiro Edir Macedo, que possui também igrejas nos Estados Unidos.

“A petição é focada no ‘bispo’ Edir Macedo, o fundador da Igreja Universal do Reino de Deus. Macedo tem igrejas no Brasil e nos Estados Unidos. Relatórios em meio à controvérsia apontam que Macedo é o pastor evangélico mais rico no Brasil e seu patrimônio financeiro é próximo a bilhões de dólares. O pastor Macedo está frequentemente envolvido em escândalos supostamente lavando dinheiro especificamente baseado para a caridade”, diz o texto.

O texto também se refere às diversas controvérsias em que Edir Macedo esteve envolvido desde a criação da igreja. Ele foi preso em 1992 por 15 dias sob a acusação de charlatanismo, curandeirismo e envolvimento com tráfico de drogas.

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Desde essa época, a Igreja Universal do Reino de Deus foi constantemente alvo de investigações sobre desvio de dinheiro, importação ilegal, sonegação fiscal e até discriminação religiosa.

Entretanto, Edir Macedo negou a informação da Forbes, que afirmou que o patrimônio financeiro do líder é de US$ 950 milhões (cerca de 1.9 bilhões de Reais), através de uma nota oficial em nome da Igreja Universal e publicada pelo seu próprio veículo de comunicação, a R7.

A nota afirma que a Record é o único bem do qual o Bispo Macedo é proprietário e do qual ele não recebe salários e nem retirada de lucros. Segundo o texto da nota, Macedo vive do seu próprio trabalho como pastor evangélico.

Além disso, a igreja acusa a publicação de utilizar um “apanhado de velhas mentiras publicadas na Imprensa e repetidas por aqueles que fazem do PRECONCEITO contra a fé o motor de sua cobiça sem fim pelo poder, sempre tentando manipular a opinião pública.”

“Esclarecemos ainda que a Igreja Universal não foi sequer procurada pelo autor da reportagem para confirmar se as informações eram corretas, o que demonstra o desprezo que o jornalista teve pela verdade”, declarou a IURD.

Veja também: Pastor Silas Malafaia promete processar a Forbes por lista dos pastores mais ricos

Como consequência da reportagem da Forbes, outro pastor também listado no artigo afirmou que vai processar a publicação pela informação supostamente enganosa.

O pastor Silas Malafaia, apontado como terceiro pastor mais rico do Brasil, com cerca de R$300 milhões, afirmou ter um patrimônio financeiro de menos que a metade, de R$ 45 milhões.

O pastor Silas Malafaia, bem como outros líderes evangélicos, como o Dr. Uziel da Associação Brasileira dos Juristas Evangélicos (ANAJURE) alegam que a publicação fez uma afronta ao Ministério Público do Brasil, a União e a Polícia Federal, dizendo que obteve dados das mesmas.

“Dizer que a informação da minha renda foi dada pelo Ministério Público do Brasil e pela Polícia Federal é uma afronta a essas instituições sérias, porque eles não tem autoridade legal para fornecer nenhum tipo de informação como esta", afirmou Silas Malafaia, em declarações anteriores.

“Independentemente do mérito da questão, é grave o fato de que possivelmente houve violação de dados protegidos por sigilo bancário e fiscal. Isso é tão violento, quanto fazer mercancia da fé, enganando os que têm menor discernimento da realidade. Certamente, dois abusos a serem coibidos, inclusive penalmente. Certamente, dois ilícitos que mitigam princípios basilares do Estado Democrático de Direito. Com a palavra, a Polícia Federal e o Ministério Público”, disse o Dr. Uziel, em um comunicado compartilhado com o The Christian Post, em 18 de janeiro.

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Igrejas neopentecostais são como o Mcdonald’s, afirma sociólogo

 

Crítica à "McDonaldização" da fé Cristã

PorDaniel Hamer | Correspondente do The Christian Post

O sociólogo e escritor Eduardo Guilherme de Moura Paegle diz em entrevista a revista Carta Capitalque as igrejas neopentecostais se parecem com as redes de Fast Food, o que ele descreve como “McDonaldização da fé Cristã”.

  • drive thru universal

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Paegle foi um dos estudiosos escolhidos pela Carta Capital para compor a reportagem sobre “ a avalanche evangélica”, divulgada recentemente pelo IBGE e usou aIgreja Universal do Reino de Deus (IURD) para o seu exemplo.

Explicando sobre o que seria esse processo de “McDonaldização”, Moura Peagle diz que não importa em que cidade do mundo você está, se entrar em uma Igreja Universal do Reino de Deus vai receber os mesmos cultos e ensinamentos.

“É como pedir um lanche Big Mac”, disse ele que é doutorando pela Universidade Federal de Santa Catarina. Ele aponta ainda que, tanto os cultos quanto a estrutura administrativa da IURD é exatamente a mesma, com poucas variações.

Os horários de culto também são comparados com a facilidade do Mcdonald’s. “Se o fiel dispõe de pouco tempo, é possível dar ao menos uma passadinha no Drive-Thru da Oração,” comenta o sociólogo que se refere ao método existente em algumas cidades brasileiras, onde o fiel entra com seu carro em uma área específica no estacionamento da igreja e recebe uma oração instantânea.

Recentemente, o bispo Guaracy Santos, da IURD do Brás, também comparou o crescimento do ministério da IURD, da qual ele faz parte, com o Mcdonald’s, citando a quantidade de igrejas que a Igreja Universal possui ao redor do mundo com a quantidade de restaurantes do Mcdonald’s.

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“O Mcdonald’s está em 125 países, a Igreja Universal está em 190. Ou seja, a gente chegou aonde o Mcdonald’s não chegou”, disse ele durante um programa da IURD TV.

O sociólogo reflete no seu Blog “Livres Pensadores” sobre um modelo “slow food” da qual ele parece sugerir que deveria ser o estilo de vida cristã com maior interação entre as pessoas, passando maior tempo em comunhão.

Uma outra observação do autor com relação à esse tipo de igreja, seria que os fiéis estariam sendo afetados por um consumismo desenfreado.

Paegle também fez uma resenha do livro entitulado Jesus vai ao Mcdonald’s, que segue essa visão crítica da mcdonaldização da sociedade.