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Catástrofe petrolífera nos EUA é cumprimento da profecia de Gênesis?

Catástrofe petrolífera nos EUA é cumprimento da profecia de Gênesis?‏

Vídeo sugere ligação bíblica entre explosão em plataforma petrolífera no mar com o modo como os EUA estão tratando Israel

Joe Kovacs

Há uma conexão espiritual e bíblica com relação à catástrofe petrolífera da empresa BP?

Um novo vídeo no YouTube está sugerindo uma possível ligação do desastre com o recente tratamento que os EUA deram para Israel, e pelo menos um conhecido analista da Bíblia, Hal Lindsey, acha que há uma correlação válida.

O vídeo foi produzido e postado hoje por Carl Gallups daIgreja Batista Hickory Hammock em Milton, Fla., e está aqui, em inglês:

http://www.youtube.com/watch?v=tPtaMgqOwL4

“Em 19 de abril, Israel celebra sua independência em 2010”, Gallups diz na narração do vídeo. “Em 19 de abril, o noticiário da Fox News informa que os EUA não mais apoiarão Israel automaticamente na ONU. No dia seguinte, em 20 de abril, a plataforma petrolífera Deepwater Horizon explode. Será coincidência? Ou será a intervenção e juízo de Deus?”

O pastor cita uma promessa antiga que Deus fez a Abraão, o patriarca das 12 tribos de Israel. Dentre essas tribos está a tribo de Judá, da qual os judeus derivam seu nome.

No Livro de Gênesis, Deus lhe disse: “Farei de você um grande povo, e o abençoarei. Tornarei famoso o seu nome, e você será uma bênção. Abençoarei os que o abençoarem e amaldiçoarei os que o amaldiçoarem…” (Gênesis 12:2-3, NVI)

O vídeo mostra a foto de uma reportagem da Fox Newsintitulada: “Obama and Israel: Showdown at the U.N.?” (Obama e Israel: Confronto na ONU?)

Sua primeira sentença diz: “O governo de Obama está dando sinal de outra importante mudança em sua política para com um dos seus mais fiéis aliados, Israel, e essa mudança poderá mudar o modo como os EUA votam no Conselho de Segurança. A mudança significará o fim dos EUA ‘usando seu poder de veto no Conselho de Segurança da ONU quando certas resoluções anti-Israel são introduzidas para votação”.

Para ler o artigo completo em inglês, clique aqui.

Traduzido e editado por Julio Severo:

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Espanhóis criam bunkers para se proteger do ‘fim do mundo’

 

Juanjo Robledo

De Madri para a BBC Mundo

Bunker na montanha (Crédito: GSE 2012)

Os bunkers são subterrâneos e foram construídos como cavernas nas montanhas.

Um grupo de pessoas na Espanha se juntou para construir abrigos em diferentes pontos do país para se proteger do que eles acreditam que será o fim do mundo, na data profetizada pelos maias, 2012.

Não importa se a profecia falhar: eles têm certeza de que diante das mudanças climáticas, dos desastres naturais, da instabilidade das manchas solares e da ameaça nuclear, convém ter um refúgio.

"Não somos apocalípticos, mas queremos evitar os riscos. Um país como a Espanha, que tem centrais nucleares que são alvo da al-Qaeda, não conta com um nível de segurança muito alto diante de uma grande catástrofe", explicou à BBC o presidente do Grupo de Sobrevivência da Espanha 2012 (GSE), Jonatan Bosque.

"Na Suíça, toda nova construção vem com seu bunker. Aqui, quem tem este tipo de refúgio são pessoas endinheiradas. Somos uma organização não-lucrativa e o que queremos é que os bunkers estejam ao alcance de todos", acrescentou.

Três anos em um bunker

O GSE conta com 180 sócios e vários projetos nas serras de Madri, Granada e Aragão. Os bunkers, subterrâneos e construídos como cavernas nas montanhas, estão protegidos por uma capa de 60 centímetros de concreto e contam com filtros de partículas radioativas para evitar a infiltração de resíduos tóxicos ou a passagem de radiação ou bactérias.

Além disso, os refúgios têm geradores elétricos que funcionam a diesel, sistemas de refrigeração e dispensas para mantimentos, sementes e plantas.

"É possível permanecer até três anos em seu interior respirando ar puro, mas tudo depende da capacidade de gestão dos ocupantes, dos alimentos. Você não vai encontrar iogurtes desnatados te esperando", ressaltou Bosque.

"A questão é que se você está diante de uma catástrofe, como a explosão de Chernobyl, você não vai poder sair durante vários anos."

Interior de bunker

Os bunkers têm geradores elétricos e dispensas para mantimentos e plantas.

Preços

O catálogo dos bunkers inclui um inspirado no metrô de Londres, que é vendido nas versões família (54 metros para 24 pessoas) e comunitária (600 metros para 150 pessoas). Os bunkers são projetados para serem cravados na montanha, como se fossem os quartos de um barco que vai enfrentar uma grande inundação.

"Os bunkers grandes podem custar por volta de US$ 150 mil (cerca de R$ 275 mil) e os pequenos por volta de US$ 4 mil (R$ 7,3 mil). Com um montante entre US$1,8 mil (cerca de R$ 3,3 mil) e US$ 3 mil (cerca de R$ 5,5 mil) por pessoa pode-se ser proprietário de um bunker", explicou o responsável do grupo.

"Porém, não é uma casa. Seu uso é para emergências. Para ter acesso aos bunkers é preciso pertencer à cooperativa, assim evitamos especulações com os preços."

Neste sentido, o GSE 2012 planeja arrecadar dinheiro de empresas para que este tipo de refúgio tenha acesso público e seja financiado pelo Estado.

A profecia maia

Depois de ver o filme "2012", sucesso de bilheteria e que foi inspirado nas profecias maias, que mostra um mundo de cidades destruídas e mares revoltos, Bosque saiu convencido de que tinha visto uma comédia.

"É muito exagerado, mas acreditamos que há um aumento dos desastres naturais como consequência da atividade das manchas solares", afirmou.

"A própria Nasa anunciou uma tormenta solar sem precedentes para 2012. Provavelmente ficaremos sem luz e nosso estilo de vida vai entrar em colapso, mas também existem vozes, como a do escritor holandês Patrick Geryl, que falam em uma inversão dos pólos magnéticos da terra, com consequências geológicas drásticas", explicou Bosque.

"Não é para construir um bunker para se sentir seguro. Tem de se desenvolver protocolos de atuação para todo tipo de catástrofe, por mais remotas que elas pareçam, como as tormentas solares."

"Há pouco tempo a província de Gerona, na Catalunha, ficou sem luz por causa de uma nevasca. Eles sabiam que o cabeamento elétrico tinha de ser trocado porque estava obsoleto, mas não o fizeram."