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Carro de pastor da Igreja Universal pega fogo com R$ 100 mil

CASO DE POLICIA

 

  No dia 1º de julho um carro pegou fogo Via Dutra, em Barra Mansa, no Sul do estado do Rio de Janeiro. Dentro desse carro, que foi abandonado pelo dono, havia um saco de dinheiro com mais de R$100 mil escondidos no motor.A polícia passou a investigar o caso e conseguiu identificar o dono, José Rodrigo da Costa, pastor da Igreja Universal do Reino de Deus. Era dele o veículo Mitsubishi Airtreck que foi comprado a vista.

  O vendedor Emerson Pereira foi até a delegacia prestar depoimento, já que pela placa a Polícia conseguiu chegar na revendedora de veículos localizada no bairro da Freguesia do Ó, em São Paulo.O jovem de 32 anos comentou com o radialista Tico Balanço, da Rádio Sul Fluminense, que vendeu o veículo para José Rodrigo da Costa no dia 30 de junho e que durante a compra o pastor teria comentado que estava indo para o Rio de Janeiro para montar uma igreja com o dinheiro dos dízimos dos fiéis.

  Os R$100 mil que estavam escondidos no carro fizeram com que a polícia suspeitasse que o dono do carro fosse um traficante, já que a maioria das notas era de R$2, R$5 e R$50, mas ao encontrar o comerciante a identidade do verdadeiro dono foi revelada.O carro comprado à vista foi encontrado na altura do km 276 em chamas, a Concessionária Nova Dutra chamou os bombeiros que ao chegarem avistaram duas pessoas tentando conter as chamas, essas pessoas fugiram em um carro que estava parado na pista sentido Rio. A polícia agora tenta encontrar o pastor e assim tentar descobrir porque o dinheiro estava escondido e porque o pastor teria abandonado o carro.

Data: 10/7/2012 09:47:29
Fonte: O Globo

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Russomanno volta a tentar distanciar sua imagem da Universal

 

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DE SÃO PAULO

O candidato do PRB à Prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, refutou ontem o título de "candidato dos evangélicos" e voltou a tentar desvincular a imagem de sua campanha da Igreja Universal, instituição à qual o seu partido é ligado.

Questionado em entrevista à Record News se representava os evangélicos na eleição, respondeu: "Sou católico". Afirmou, no entanto, receber com "muita gratidão" esse apoio.

Russomanno classificou ainda como "absurda" a ideia de que tem apoio da TV Record –que pertence a Edir Macedo, fundador da Universal. Ele apresentava um quadro na emissora até o fim de junho.

O tucano José Serra foi convidado para debater com Russomanno, mas não compareceu. Outros candidatos serão entrevistados pelo canal, também em duplas, nesta semana.

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Igreja Mundial é seita?

Ensinamentos e práticas preocupam líderes evangélicos

PorAmanda Gigliotti | Repórter do The Christian Post

No censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 2010 divulgado na última sexta-feira, a Igreja Mundial do Poder de Deus (IMPD) foi uma das igrejas apontadas como de grande expansão no Brasil, com 135 mil fiéis e também ultrapassando as fronteiras, estando presente em 18 países.

  • Valdomiro-santiago

    (Foto: Igreja Mundial do Poder de Deus)

    Concentração realizada pelo apóstolo Valdemiro Santiago em Sorocaba, em 29 de janeiro de 2011.

‘Crescimento da Mundial estremeceu bases da Universal’, diz pastor Didini

Apesar da grande expansão, líderes religiosos e fiéis se preocupam quanto aos ensinamentos e práticas da igreja. No conceito de alguns líderes de algumas das principais denominações históricas e pentecostais, a Igreja Mundial pode ser considerada seita ou que pelo menos próxima dessa classificação.

A Igreja Presbiteriana já considerou em seu Supremo Concílio a (IMPD) uma seita, assim como considerou também a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD).

Em entrevista ao The Christian Post, o rev. Augustus Nicodemus, pastor presbiteriano, afirmou a IMPD está enquadrada em uma linha próxima a das seitas. Segundo ele, tal linha tem como mensagem central a teologia da prosperidade, apesar de concordar com a divindade de Jesus, a autoridade das Escrituras e a Trindade.

Dentro da teologia da prosperidade eles tomam um aspecto do Cristianismo que é a “promessa de Deus de abençoar os que confiam nEle inclusive com bênçãos materiais” e tornam este aspecto como um ponto de partida para uma releitura completa do Evangelho, explica ele.

“Ao final, o que você tem não é o Evangelho puro e simples das Escrituras, ensinado por Jesus e pelos apóstolos, mas uma religião voltada para a solução dos problemas imediatos das pessoas e que relega a plano secundário – quando não esquece totalmente – aquilo que é central no Cristianismo: a reconciliação com Deus, de ricos e pobres, mediante o arrependimento dos pecados e fé na obra completa de Jesus Cristo”, afirmou Nicodemus ao CP.

Além disso, o teólogo e pastor presbiteriano apontou para a ausência de discipulado, atendimento pastoral e acompanhamento da vida dos membros nessa igreja, “girando tudo em torno dos templos, na arrecadação financeira e nas promessas de prosperidade”.

“Portanto, igrejas desta linha estão mais próximas das seitas do que de igrejas protestantes.”

Já para o apologista Jonnhy Bernardo, fundador e pesquisador do Instituto de Pesquisas Religiosas (INPR), ainda é cedo para rotular a IMPD como seita ou herética, mas confirma que a igreja segue práticas e crenças que fogem ao Protestantismo.

“A IMPD, até o presente momento, segue por um caminho próprio. É um movimento protestante no sentido de que professa elementos básicos do Protestantismo, mas não segue fielmente características peculiares do Protestantismo – há forte ênfase em cura, exorcismos, teologia de prosperidade, distorções na cobrança de dízimos e ofertas etc.”

Jonnhy também aponta para a ausência de discipulado bíblico e diz que as pessoas que recorrem às reuniões da IMPD estão em busca de cura e soluções de problemas sociais, sem um real compromisso com o Evangelho.

Consequências

Para o líder presbiteriano, as consequências de muitos seguirem tal doutrina é a produção de uma grande quantidade de desigrejados, uma “multidão de pessoas desiludidas com o Cristianismo protestante”.

O reverendo apontou que a pesquisa do IBGE sobre religiões mostrou que o número de pessoas que se dizem protestantes mas que não mais frequentam igrejas passou de 4% do total de evangélicos para 14% nos últimos anos.

“A grande maioria deste contingente é oriundo destas igrejas de ‘prosperidade’. Elas terão muita dificuldade em retornar a igrejas evangélicas em vista da primeira experiência fracassada.”

Modismos, utilização de pontos de contato, são também problemas graves que o apologista Jonnhy aponta. Segundo ele, isso pode ter um grande impacto nos crentes ou na população em geral, sendo passíveis de confusão no discernimento do que é bíblico do que é “modismo pentecostal” (ou neopentecostal).

Eles aconselha que aqueles que decidem seguir a Jesus, que busquem uma igreja evangélica pura, ou seja, livre de modismos típicos de igrejas neopentecostais ou mesmo de algumas igrejas "pentecostais” ou “onde o interesse da liderança é com sua vida, seu relacionamento com Deus e não com seu talão de cheques.”