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Igrejas Neopentecostais: Crédito ou Débito?

 

Por Amanda Gigliotti|Repórter do The Christian Post

Os templos neopentecostais estão sendo comparados com grandes empreendimentos de geração de capital.

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Replica do templo de Salomão, nova Catedral da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD).

Um artigo recente publicado na Revistaideais fala sobre a problemática dos templos neopentecostais referindo-se a eles como “Templo é Dinheiro”. Ele começa com a pergunta “Crédito ou débito?” que refere-se ao pastor da Igreja Internacional da Graça de Deus ao recolher o dízimo.

A jornalista Sarah Corazza com seu fotógrafo Félix Leal foram fazer uma sondagem nos templos de Curitiba, região sul do Brasil a fim de testemunhar “o fenômeno de religiosidade que arrasta milhões e transforma as novas igrejas em eficientes centros de arrecadação de fundos”, assim como ela acredita.

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Corazza compara as farmácias que eram conhecidas por ocupar um lugar em cada esquina da cidade, com as igrejas neopentecostais agora. “Hoje, além das farmácias Curitiba tem muitos templos em cada esquina. é uma das cidades do Brasil em que as novas igrejas pentecostais mais prosperam”.

A jornalista questiona o sucesso dessas igrejas que ela aponta que não é apenas de público mas também de “bilheteria”. Segundo ela, é incalculável o que arrecadam diariamente, sendo suficiente para abrir mais templos e financiar horário televisivo e radiofônico.

Mas nem todas as igrejas pentecostais ou neopentecostais são apenas “balcões de negócios”, ela reconhece. “Vamos separar o joio do trigo… E nem todas as seitas e correntes do tipo são protestantes”.

Entretanto, empreendimentos monstruosos causam dúvidas e críticas para quem não é fiel. Um desses exemplos, a jornalista aponta, é a construção da réplica do templo de Salomão do tamanho de um estádio de futebol e com custo em torno de R$ 200 milhões.

Para a construção é necessário arrecadar fundos a partir do dízimo seguido de um discurso do tipo: “Se você for tocado pelo Espírito Santo a colaborar, então, por favor, use a seguinte conta bancária para fazer sua doação em nome da Igreja Universal do Reino de Deus e entregue o recibo de depósito numa IURD”, apontou Corazza.

O sociólogo Ricardo Marinho, Autor de “Neopentecostais – Sociologia do Novo Pentecostalismo no Brasil”,aponta que a “preocupação dos neopentecostais é com esta vida. O que interessa é o aqui e o agora”.

Outras análises indicam uma falta de hermenêutica sadia como a causa da maioria das crenças e práticas impuras praticadas pela liderança da IURD. Marinho confirma que há superficialidde na fé e no conhecimento das Escrituras em “Pontos Discutíveis do Movimento Neopentecostal”.

O apologista Johnny T. Bernardo vê como o maior problema relacionado às igrejas neopentecostais, citando a IURD como o principal exemplo, a ausência da ética cristã.

“A ética cristã pressupõe defesa dos bons costumes, da moral e de uma vida pautada nas Escrituras Sagradas… a IURD deixou de ver a vida como elemento máximo das decisões humanas, para transformá-la em uma oportunidade de negócio.

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Bispo da Universal manda fiéis ignorarem "A Fazenda 4"

 

RICARDO FELTRIN
EDITOR e COLUNISTA DO F5

A direção da Record está sob ataque de bispos da Igreja Universal. Segundo esta coluna apurou, o bispo Romualdo Panceiro, rival de Honorilton Gonçalves (vice da Record), está aconselhando fiéis da igreja a não assistir "A Fazenda 4". Panceiro também estaria fazendo a cabeça de Edir Macedo, para que ele proíba uma quinta edição do programa.

Dentro da Universal, o grupo de Panceiro é rival declarado do grupo de Gonçalves. A pressão de Panceiro pode ser a causa primordial que levou Edir Macedo a anunciar que os fiéis deveriam fazer um "jejum de informação", que começou anteontem e vai durar até o dia 21. Os fiéis devem se abster de ter contato com qualquer tipo de mídia (TV, rádio, jornal e internet).

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Panceiro tem abertamente dito a fiéis que o programa "jamais deveria ir ao ar", e que (ele) "vai contra tudo o que a gente prega e ensina". Ele chama os participantes de "ignorantes indecentes". Panceiro se recusa a falar com jornalistas. Ele é hoje o segundo em hierarquia na Universal e foi apontado por Macedo em sua biografia como seu "herdeiro espiritual". É ele também quem cuida da relação econômica entre igreja e emissora (leia-se: quem assina o cheque)

Sob ataque, a direção da Record, por sua vez ataca a direção de "A Fazenda", exigindo saber o porquê de o ibope estar decepcionante. Nesta semana, o custoso reality show da emissora caiu para a média de 11 pontos, acendendo o alerta. Cada ponto vale por 58 mil domicílios sintonizados.

A Record não revela quanto custa a produção de cada edição do reality.

A primeira edição do programa marcou 14 pontos de média. A segunda desabou para 10. A terceira foi a de maior sucesso, com média de 15 pontos. Já "A Fazenda 4" marca 12 pontos de média até o episódio de ontem.

Cobrados pela cúpula da emissora, os responsáveis pela escolha de elenco se eximiram, dizendo que não havia outras alternativas.

Folhapress/Divulgação

Os bispos da Igreja Universal do Reino de Deus Edir Macedo (esq.) e Romualdo Panceiro

Os bispos da Igreja Universal do Reino de Deus Edir Macedo (esq.) e Romualdo Panceiro

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Casal entra na justiça contra a Igreja Universal

DANOS MORAIS

 

Uma família de Nova Ponte, no Triângulo Mineiro, entrou na justiça contra a igreja Universal. Ela se diz enganada com a promessa da cura do filho, que tem vários problemas de saúde.

Um casal da cidade tem um filho de cinco anos. A criança nasceu prematura e aos dois meses teve hidrocefalia, uma doença no cérebro. Depois ele contraiu meningite cinco vezes e acabou com paralisia cerebral.

Segundo o pai da criança, o operador de máquina Wederson Reis da Silva, a doença não tem cura. “Só Deus mesmo”, comenta.

Em 2009, quando o filho tinha três anos de idade, os pais acreditavam em uma cura divina, baseada na fé. O incentivo teria vindo de um pastor de uma igreja Universal do Reino de Deus, em Nova Ponte. “Na época eles pediram que a gente participasse da fogueira santa”, lembra Wederson.

Mas para participar da fogueira santa, os pais teriam que doar bens materiais e dinheiro à igreja. “Teríamos de doar nossos bens mais valiosos como carro, jóias. Demos R$800 em dinheiro”, conta o pai da criança.

Só que a cura prometida não veio. O filho do casal continua do mesmo jeito e ainda com prejuízos materiais. Sem carro e sem dinheiro, a situação da família ficou ainda mais difícil. A mãe, Paola Amália Souza, diz que não tem como levar o filho ao médico porque não tinha carro e também não tinha dinheiro para pagar o aluguel. “Me sinto enganada”, desabafa.

O pastor que teria supostamente enganado a família com promessas milagrosas de cura e cobrado por isso já não mora mais na cidade. Mesmo assim, chateados, os pais ainda em 2009 contrataram um advogado e entraram na justiça.

Nesta quinta-feira, 28, foi realizada no fórum de Nova Ponte, a primeira audiência entre a família e representantes da igreja Universal. O advogado da família, João Paulo Nunes, disse que vai pedir indenização por danos morais e a devolução dos bens doados à igreja.

A igreja Universal mandou uma representante e um advogado de Belo Horizonte, mas nenhum deles quis gravar entrevista. A audiência durou quase duas horas. Testemunhas dois lados foram ouvidas.