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Jesus do alto, Jesus de baixo

 

LUIZ FELIPE PONDÉ
COLUNISTA DA FOLHA

Afinal, quem foi Jesus? A pergunta é um clichê, mas movimenta rios de dinheiro e ideias. A figura do jovem herege judeu morto pelos romanos é peça-chave de nossa cultura e de nosso imaginário.

Qualquer iniciante sabe que heróis como esses são em parte uma "construção" histórica, no sentido de que muita gente e muita coisa se unem pra constituir a face (se é que existe "uma" face neste caso) do personagem. No caso deste judeu herege, o caso é mais sério porque muita gente crê que ele seja também Deus, além de homem.

O problema central acerca de Jesus é justamente sua "pessoa divina" e não apenas sua "pessoa histórica". Muito já foi escrito sobre isso. A partir do século 19, porém, o material se tornou mais "científico", no sentido de se buscar, afinal de contas, quem teria sido o Jesus histórico.

HEREGE JUDEU

Antes de tudo, por que eu me refiro a ele como um herege judeu? Porque o cristianismo nasceu uma heresia judaica e seu líder, ainda que nunca tenha dito (não há fonte documental que prove isso) que ele fosse o messias (salvador esperado pelos judeus até hoje), é um herege, visto como tal pela aristocracia religiosa judaica de sua época, por ter "criado" uma seita com seus seguidores.

Mais tarde, os seguidores diretos de Jesus passaram a pregar seu messianismo para comunidades judaicas "assimiladas" aos modos romanos ou gregos de viver (e que viviam em colônias romanas). A partir daí, a pequena heresia judaica se transformou no cristianismo que conhecemos.

O encontro com a erudita cultura greco-romana pagã deu à jovem heresia judaica sua cor filosófica e teológica, pela assimilação da filosofia de então –platonismo e estoicismo, basicamente. Em meio às discussões acerca da doutrina em nascimento, uma das questões centrais era saber quem era Jesus, no sentido teológico.

Muitos o consideravam "apenas" mais um profeta israelita, com vocação para falar aos pobres e oprimidos pela casta do templo judaico e pela ocupação romana. A fala de Jesus, ainda que não beligerante, tem a marca do profetismo hebraico do Velho Testamento (para os judeus "bíblia hebraica").

PROFETAS

E o que vem a ser esse profetismo? Basicamente uma crítica social, política e moral. Os profetas de Israel criticavam os "poderosos" por seus abusos e o povo por seu "relaxamento" moral. E a todos por viverem uma religião vazia e puramente (nos termos do rabino e filósofo judeu do século 20, Avraham Joshua Heschel) "behaviorista".

Dito de outra forma, uma prática religiosa sem coração ou conteúdo, apenas "exterior". Essa controvérsia será conhecida na tradição do cristianismo primitivo paulino como a oposição entre a lei e a intenção do coração no cumprimento da lei. Portanto, o cristianismo nasce sim com uma vocação de crítica do poder e dos costumes estabelecidos.

Outros afirmavam que Jesus era "apenas" um espírito, e seu corpo teria sido, em termos atuais, mero "holograma". Jesus não tinha, portanto, propriamente um corpo de carne e osso.
A vitória final (se é que se pode falar em vitória final nesse assunto) foi daqueles que defendiam que Jesus era homem e Deus ao mesmo tempo, tendo, portanto, duas substâncias, a humana e a divina, sem confusão entre elas.

RATZINGER

Um temor presente (ainda que de certa forma velado) nos estudos da cristologia levados a cabo por Joseph Ratzinger (Bento 16) em seus dois livros sobre Jesus é o risco de "revisão histórica" dessa vitória da hipótese de que Jesus seja homem e Deus.

"Jesus of Nazareth" [trad. Adrian J. Walker, Doubleday, 372 págs., R$ 55,70], publicado no Vaticano em 2007, traz uma extensa introdução metodológica acerca dos riscos de uma revisão histórica da pessoa divina de Jesus por conta das "modas metodológicas" contemporâneas em estudos bíblicos.

Afora essa introdução, o livro se ocupa basicamente dos primeiros anos públicos de Jesus e de sua "autoapresentação" como salvador único, e representante do Deus dos judeus.

"Jesus de Nazaré – Da Entrada em Jerusalém até a Ressurreição" [trad. Bruno Bastos Lins, Planeta, 272 págs., R$ 29,90] de 2011, se ocupa dos últimos dias de sua vida no mundo, e é inferior em comparação ao primeiro volume de sua cristologia.

Portanto, a empreitada de Ratzinger, além de ser uma busca pessoal da pessoa de Jesus, deve ser vista, em suas próprias palavras, como um esforço de entrada no debate cristológico contemporâneo por parte de um dos teólogos católicos vivos mais consistentes.

CRÍTICA LIBERAL

Qual seria esse debate e qual seria o risco implícito nele (ou, às vezes, quase resvalando numa "moda metodológica"), pelo menos aos olhos do papa teólogo? O risco de revisão histórica seria fruto de um movimento, que em si nunca teve intenção de revisão da divindade de Cristo, conhecido como crítica bíblica liberal, identificada com o protestantismo liberal alemão do século 19.

A intenção do movimento, muito pautada pelo caldo cultural do iluminismo, com vocação clara para declarar todo conhecimento não científico como vago e sem valor, era fazer um estudo histórico e documental da Bíblia e, dentro dele, da pessoa de Jesus de Nazaré.

Não se pode dizer que tenha sido apenas "culpa" dos alemães protestantes, pois católicos como o francês Renan também estavam à caça do "Jesus histórico".

Ainda em 1914, o filósofo judeu alemão Franz Rosenzweig, em sua "Teologia Ateia" (sem tradução em português), chamava a atenção para o mesmo risco que alimenta, veladamente, a busca de Ratzinger.

Para Rosenzweig, o protestantismo liberal alemão poderia concluir que Jesus era apenas um grande homem, pois as intenções inconscientes da crítica bíblica de então davam mais atenção ao que Jesus teria de humano e atenuavam seus aspectos "irracionais", a saber, sua suposta divindade.

Nos termos que Ratzinger usa em seu segundo volume sobre Jesus (e concordando de certa forma com parte do que a crítica especializada diz de sua obra sobre Jesus), sua cristologia pode ser vista como uma cristologia "do alto" em oposição a uma cristologia "de baixo" (ainda que ele recuse ser apenas um teólogo "do alto").

A diferença entre ambas é que a primeira daria maior atenção ao fato que Jesus é, antes de tudo, Deus intervindo na história, e a segunda optaria pelo caráter humano e histórico (portanto, político e social) de Cristo.

RECONSTRUÇÃO

A tendência da crítica bíblica liberal ao buscar a pessoa do Jesus histórico seria deslizar suavemente para privilegiar o personagem que habitou a Palestina em detrimento do que foi "construído" em cima dele por teólogos posteriores –lembremos que nos textos evangélicos em nenhum momento Jesus se diz Deus.

Assim sendo, a divindade de Jesus poderia sair arranhada, na medida em que estaria "fora" da reconstrução histórica possível.

O argumento metodológico de Ratzinger é que nada há de grandioso a ser "reconstruído" historicamente acerca de Jesus (sua arqueologia seria menor do que sua teologia), e que por isso o resultado seria apenas a projeção sobre o personagem histórico de Jesus dos preconceitos ou preferências dos próprios pesquisadores.

Essas preferências seriam basicamente a de "modernizá-lo" a ponto de torná-lo mais palatável a um mundo que tende a diminuir a divindade de Jesus em favor de um Jesus líder político e não Deus. O que inclusive facilitaria o diálogo inter-religioso contemporâneo.

Para Ratzinger, o Jesus que importa é o que nos fala diretamente de sua fonte primeira, os evangelhos, e não o dos "historiadores".

Outro lançamento é "Jesus – Uma Biografia de Jesus para o Século 21" [trad. Alexandre Martins, Nova Fronteira, 208 págs., R$ 39], do historiador "generalista" Paul Johnson.

O livro também segue a tendência de uma "teologia do alto", sem grandes diálogos com a crítica histórica, mas acaba sendo demasiadamente vago e confessional. Em nada acrescenta ao debate do século 21 sobre Jesus.

O de Ratzinger é melhor.

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Historiador israelense defende que povo judeu é invenção do sionismo

 

 

FABIO VICTOR
DE SÃO PAULO

Na carteira de identidade do historiador israelense Shlomo Sand, no lugar reservado à nacionalidade está escrito que ele é judeu.

Sand, 64, solicitou ao governo que seja identificado de outro modo, como israelense, porque acredita que não existe nem um povo nem uma nação judeus.

Seus motivos estão expostos em "A Invenção do Povo Judeu". Best-seller em Israel, traduzido para 21 idiomas e incensado pelo historiador Eric Hobsbawm, o livro chega agora ao Brasil (Benvirá).

O autor defende que não há uma origem única entre os judeus espalhados pelo mundo. A versão de que um povo hebreu foi expulso da Palestina há 2.000 anos e que os judeus de hoje são seus descendentes é, segundo Sand, um mito criado por historiadores no século 19 e desde então difundido pelo sionismo.

"Por que o sionismo define o judaísmo como um povo, uma nação, e não como uma religião? Acho que insistem em ser um povo para terem o direito sobre a terra. Povos têm direitos sobre terra, religiões não", diz à Folha, por telefone, de Paris.

Olivia Grabowski-West/Divulgação

O historiador israelense Shlomo Sand, autor de "A Invenção do Povo Judeu", lançado no Brasil pelo selo Benvirá

O historiador israelense Shlomo Sand, autor de "A Invenção do Povo Judeu", lançado no Brasil pelo selo Benvirá

"Na Idade Média a palavra povo se aplicava a religiões: o povo cristão, o povo de Deus. Hoje, aplicamos o termo a grupos humanos que têm uma cultura secular -língua, comida, música etc. Dizemos povo brasileiro, povo argentino, mas não povo cristão, povo muçulmano. Por que, então, povo judeu?"

Valendo-se de fontes e documentos históricos, a tese de Sand, ele mesmo admite no livro, não é em si nova (cita predecessores como Boaz Evron e Uri Ram). "Sintetizei, combinei evidências e testamentos que outros não fizeram, pus de outro modo."

Ele compara: até meados do século 20, "a maioria dos franceses achava que era descendente direto dos gauleses, os alemães dos teutões e os italianos, do império de Júlio César". "São todos mitos", afirma, "que ajudaram a criar nações no século 19".

Neste século 21, sustenta, não há mais lugar para isso.

"Não só o Brasil é uma grande mistura. A França, a Itália, a Inglaterra são. Somos todos misturados. Infelizmente há muitos judeus que se acham descendentes dos hebreus. Não me sinto assim. Gosto de ser uma mistura."

Filho de judeus, nascido num campo de refugiados na Áustria, o autor lutou do lado israelense contra os árabes na Guerra dos Seis Dias, em 67, quando o país ocupou Cisjordânia e faixa de Gaza.

Em seguida virou militante de extrema esquerda e passou a defender um Estado palestino junto ao de Israel.

Professor na Universidade de Tel Aviv e na França, onde passa parte do ano, o historiador avalia que as hostilidades entre israelenses e palestinos, reavivadas nas últimas semanas, continuarão por tempo indeterminado.

"Enquanto o Estado palestino não for reconhecido nas fronteiras de 67, acho que a violência não vai parar."

Já foi encontrado o local de sepultamento de algum personagem da Bíblia?

Fonte Christian Answers,net

Peregrinos do Domingo de Palma
Peregrinos do Domingo de Palma dentro da Igreja do Santo Sepulcro

This article is also available in English: Have the burial sites of any people in the Bible been found?English Answer

Por toda a extensão do território bíblico existem diversas tumbas “tradicionalmente” atribuídas a vários personagens bíblicos, às vezes muitas para um único indivíduo! Em diversos casos, não há evidência histórica ou arqueológica para validar a identificação. No entanto, existem pelo menos sete ocasiões onde há fortes, senão conclusivas, evidências sobre a localização do local de sepultamento de uma pessoa, ou pessoas, descritas na Bíblia.

Jesus

Igreja do Santo Sepulcro, Israel

Igreja do Santo Sepulcro, Jerusalém

Na atual Jerusalém existem dois locais declarados como a tumba de Jesus: a Igreja do Santo Sepulcro e a Tumba do Jardim. Esta última foi identificada como a tumba de Jesus apenas no final do século XIX e carece de credibilidade histórica. Uma longa tradição, datada do primeiro século, atribui a tumba de Jesus ao local da Igreja do Santo Sepulcro na Antiga Cidade de Jerusalém. No século IV Constantino localizou o local da tumba abaixo de um templo romano do século II e construiu a igreja sobre o local. Esta igreja foi repetidamente restaurada e mantida pelos séculos desde então e é compartilhada por seis credos: Católico Romano, Ortodoxo Grego, Armênios, Sírios, Coptas e Etíopes.

Caifás o Sumo Sacerdote

Ossuário de Caifás o Sumo Sacerdote

Ossuário de Caifás o Sumo Sacerdote

Caifás foi o sumo sacerdote por 18 anos, A.D. 18-36. Aparentemente, obteve esta posição através do casamento com a filha de Anás, chefe de um poderoso clã de sumo-sacerdotes ( João 18:13 ). Caifás é considerado vil por ter sido o líder na conspiração que culminou na crucificação de Jesus. Em uma reunião de líderes religiosos, Caifás declarou que “vos convém que morra um só homem pelo povo, e que não pereça a nação toda” ( João 11:50 ). Ele se referia à possível intervenção de autoridades romanas caso os ensinamentos de Jesus gerassem uma insurreição. Suas palavras foram proféticas no sentido em que Jesus morreu pelas pessoas, por todas elas do mundo, como sacrifício de expiação dos pecados.

Após ter sido preso, Jesus foi levado à casa de Caifás e ali detido pela noite. Os guardas zombavam dele e feriam-no ( Lucas 22:63-65 ). Na manhã seguinte Ele foi interrogado e novamente agredido. Caifás lhe perguntou “És tu o Cristo (Messias), o Filho do Deus bendito?” “Eu sou”, Jesus respondeu ( Marcos 14:61-62 ). Caifás então entregou Jesus a Pilatos para ser julgado.

Após a crucificação de Jesus, Caifás continuou a perseguir a igreja primitiva, levando os apóstolos a líderes religiosos e dizendo-lhes: “Não vos admoestamos expressamente que não ensinásseis nesse nome? E eis que enchestes Jerusalém dessa vossa doutrina e quereis lançar sobre nós o sangue desse homem (Jesus).” Pedro e os outros apóstolos responderam: “Importa antes obedecer a Deus que aos homens” ( Atos 5:28-29 ).

A tumba da família de Caifás foi acidentalmente descoberta por operários que construíam uma estrada em um parque ao sul da Antiga Jerusalém. Os arqueologistas foram então ao local em regime de urgência e encontraram 12 ossuários (caixas para ossos feitas de calcáreo) ao examinar o local contendo os restos mortais de 63 indivíduos. O ossuário mais ornamentado tinha a inscrição de nome “José filho de (ou da família de) Caifás.” Este era o nome completo do sumo sacerdote que prendeu Jesus, documentado como Josephus (Antiguidades 18: 2, 2; 4, 3). No seu interior existiam os restos de um homem de 60 anos, que quase certamente pertenciam ao mesmo Caifás do Novo Testamento. Este memorável achado provê, pela primeira vez, os restos físicos de um indivíduo descrito na Bíblia.

César Augusto

Um grande político e administrador, Augusto reinou sobre o Império Romano de 27 A.C. a A.D. 14. Foi justamente Augusto que decretou o censo que levou José e Maria a Belém, onde Jesus nasceu ( Lucas 2:1-7 ). Augusto construiu para si mesmo um grande mausoléu em Roma, nas margens orientais do Rio Tibre, um quarto de milha a noroeste do Fórum Romano. Os restos mortais estão atualmente localizados no centro do Piazza Augusto Imperatore. O mausoléu possuía 285 pés de diâmetro e 143 pés de altura e tinha uma estátua do imperador em seu topo. Suas cinzas estavam em uma urna ao centro, enquanto as cinzas dos membros da dinastia foram colocadas em urnas em um corredor que circundava o salão. Embora algumas urnas tenham sido encontradas por excavações, as cinzas já haviam desaparecido há muito tempo.

Tumba dos Patriarcas

A Bíblia relata que Sara, Abraão, Isaque, Rebeca, Lia e Jacó foram enterrados em Hebrom, numa caverna denominada a Cova de Macpela, adquirida por Abraão ( Gênesis 23 ). Segundo a tradição, esta caverna está localizada abaixo de Haram el-Khalil (“recinto sagrado do amigo do Deus Único Misericordioso”) em Hebrom, e é atualmente uma mesquita muçulmana. Algumas referências datadas do período Helênico (segundo século D.C) atestam que este é o local autêntico de sepultamento dos Patriarcas. A caverna foi explorada pelos Cânons Agostinianos em 1119, sendo declarada a descoberta dos ossos dos Patriarcas nesta data.

 

Tumbas de Davi e Salomão

Por todo o período dos reinados, os reis de Judá foram enterrados na cidade de Davi. Na divisa sul da Cidade de Davi, ao sul da Antiga Cidade de Jerusalém, existem duas tumbas monumentais compostas de túneis que estudiosos acreditam ser as tumbas de Davi e Salomão. Infelizmente, estas tumbas foram danificadas por guerras posteriores de modo que nenhuma inscrição que poderia identificá-las permaneceu. Na mesma área existem diversas tumbas da Idade do Ferro, possivelmente pertencentes a outros reis de Judá.

Tumbas de Túneis

Tumbas de Túneis

O sepultamento de Uzias foi uma exceção aos costumes da época. Considerando que ele foi um leproso, não foi sepultado com os outros reis, mas ” no campo de sepultura que era dos reis; pois disseram: ele é leproso” ( 2 Crônicas 26:23 ). Surpreendentemente, uma inscrição foi encontrada no Monte das Oliveiras em 1931, datada do primeiro século D.C que diz: “Aqui foram trazidos os ossos de Uzias, rei de Judá – não abra.” Evidentemente, devido à sua lepra, os ossos de Uzias foram removidos do campo que pertencia aos reis e transferido para um local mais distante.

 

Ciro o Grande

Ciro reinou no Império Persa de 559-530 A.C. Este rei é muito conhecido pela sua captura de Babilônia em 539 A.C. Já no século VIII A.C. Isaías previu esta derrota ( Isaías 45:1-3 ), e complementou dizendo que Ciro iria “libertar os meus cativos” (Isaías 45:13 ). A libertação dos exilados judeus na Babilônia por Ciro não está documentada na Bíblia ( 2 Crônicas 36:22-23 ; Esdras 1:2-4 ), porém também está implícita no Cilindro de Ciro da mesma época. Este antigo registro relata que “Eu (Ciro) reuni todos os habitantes originais e lhes devolvi suas habitações.”

Tumba de CiroCiro foi sepultado em uma simples tumba de pedra na periferia de sua capital Pasárgada, no moderno Irã. De acordo com o historiador Estrabo, sua inscrição já deteve os dizeres: “Oh homem, eu sou Ciro, o filho de Cambises, que fundou o Império da Pérsia, e rei da Ásia. Que este monumento não me cause rancores.” (Geografia xv.3.7).

 

Dario I o Grande

Dario I foi rei do Império Persa de 522 a 486 A.C. Este rei concedeu permissão para reiniciar a reconstrução do Templo ( Esdras 6:1-12 ), que foi anteriormente adiada por 10 anos. É de sua propriedade a primeira das três monumentais tumbas esculpidas no rochedo próximo à capital persa Persépolis, no Irã. A inscrição na sua tumba diz:

    Rei Dario declara: Oh Rei, quem quer que sejas Tu, que venha a surgir após mim, proteja-se bem das mentiras. Não confie no homem que profere mentiras… Creia nisto e diga sempre a verdade às pessoas. Não o escondas. Se estas palavras não forem escondidas, mas se disser a verdade ao povo, que Ahura Mayda o proteja…

Existem outras três tumbas no local, que acredita-se serem dos reis persas Xerxes (485-465 A.C.), Artaxerxes I (465-424 A.C.) e Dario II (423-405 A.C.). Não há, no entanto, inscrições nestas tumbas que permitiriam ter certeza sobre suas identificações. Xerxes é o Assuero do livro de Ester , o rei que Ester se desposou. Esdras foi um escriba ( Esdras 7:6 ) e Neemias um mordomo ( Neemias 2:1 ) servindo a Artaxerxes I. Este autorizou tanto a Esdras quanto a Neemias a retornarem a Jerusalém: Esdras iria assumir assuntos religiosos e judiciais ( Esdras 7:12-26 ), e Neemias iria reconstruir os muros da cidade ( Neemias 2:1-9 ). Dario II pode ser o Dario mencionado em Neemias 12:22 , porém isto é ainda um pouco duvidoso.

20-06-16 034

Rev. Ângelo Medrado, Bacharel em Teologia, Doutor em Novo Testamento, referendado pela International Ministry Of Restoration-USA e Multiuniversidade Cristocêntrica é presidente do site Primeira Igreja Virtual do Brasil e da Igreja Batista da Restauração de Vidas em Brasília DF., ex-maçon, autor de diversos livros entre eles: Maçonaria e Cristianismo, O cristão e a Maçonaria, A Religião do antiCristo, Vendas alto nível, com análise transacional e Comportamento Gerencial.