Categorias
Artigos

Maguila admite ter Mal de Alzheimer e desafia Anderson Silva no boxe

 

Ex-campeão mundial de boxe afirma em entrevista a jornal que não sofre com sintomas da doença e critica MMA: ‘É briga de rua’

Por GLOBOESPORTE.COMSão Paulo

imprimir

Maguila (Foto: Divulgação)

Maguila ainda pratica boxe três vezes por semana 
em academia (Foto: Divulgação)

O ex-campeão mundial de boxe Adílson José Rodrigues, o "Maguila", admitiu sofrer de Mal de Alzheimer e diabetes, mas não perdeu a irreverência. O ex-pugilista disse que não toma remédios, não sente nada e ainda desafiou Anderson Silva, campeão mundial de MMA, a uma luta de boxe.

As revelações foram feitas numa entrevista publicada pelo jornal "Diário de São Paulo" nesta terça-feira. Maguila disse que foi diagnosticado com as doenças há dois anos, por um médico amigo de sua família, mas resiste em seguir o tratamento.

– Acho que é mentira, porque isso (Alzheimer) causa esquecimento e eu não esqueço de nada. O médico me passou remédio, mas eu disse para rasgar tudo. Já estou com 53 anos e não sinto nada. Não desafio nada, mas, se sentir algo, vou me cuidar. Você vai tocando o barco até quando Deus quiser – disse Maguila ao jornal.

A causa da doença envolve fatores ambientais e de hereditariedade, e o ex-pugilista tem histórico de Alzheimer na família – sua mãe, Jolinda Rodrigues dos Santos, morreu aos 89 anos e, segundo Maguila, reconhecia os filhos, "mas, às vezes, demorava um pouco". A perda gradativa de memória é um dos sintomas da doença, que atinge principalmente pessoas acima dos 65 anos e pode inclusive afetar a movimentação física, devido à destruição de comandos cerebrais. De acordo com especialistas, não tem relação com traumas sofridos em lutas de boxe.

Maguila ainda frequenta academia três vezes por semana para praticar a "Nobre Arte". O ex-pugilista disse que ninguém gosta de treinar com ele, por ter a "mão pesada", e que não fugiria de um duelo com Anderson Silva, considerado o melhor lutador de MMA do mundo. Maguila afirmou que não gosta da modalidade, a qual considera "briga de rua", e que o campeão do UFC não teria chances no boxe.

– Se cair para dentro, o coro vai comer. Eu sei bater, a gente perde a agilidade, mas a força não. Quero ver o cara receber 240kg (peso de seu soco com a mão direita) na cara e não sentir nada. Ele não sabe nem "jabear" porque já entra com a direita. Boxe é com a mão esquerda! – explicou Maguila, que apesar das críticas ao MMA, elogiou Anderson e o parabenizou pelo sucesso.

Categorias
Artigos

Pesquisadores dos Estados Unidos desenvolvem ‘nanomotor’

 

Primeiro motor do tamanho de uma única molécula 1 nanômetro de comprimento e é movido a eletricidade

06 de setembro de 2011 | 8h 41

 

Agência Fapesp

SÃO PAULO – Um grupo de pesquisadores da Universidade Tufts, nos Estados Unidos, desenvolveu o primeiro motor do tamanho de uma única molécula movido a eletricidade. A novidade foi publicada no dia 4 na revista Nature Nanotechnology.

Ilustração do funcionamento do nanomotor - Divulgação

Divulgação

Ilustração do funcionamento do nanomotor

Motores microscópicos como esse são considerados de grande potencial para utilização na fabricação de dispositivos para as mais variadas aplicações, da engenharia à medicina.

O novo motor mede apenas 1 nanômetro de comprimento, isto é, seria preciso 1 bilhão deles enfileirados para chegar a 1 metro. Trata-se de um grande feito, pois até então o menor motor do tipo tinha 200 nanômetros de comprimento.

"Tem havido um progresso significativo na construção de motores moleculares movidos a luz e por reações químicas, mas essa é a primeira vez que um motor molecular movido a eletricidade é demonstrado. Fomos capazes de demonstrar que podemos fornecer eletricidade a uma única molécula e conseguir com que ela execute algo que não seja aleatório", disse Charles Sykes, um dos autores do estudo.

O grupo pretende submeter o novo motor aos editores do Guinness World Records.

Sykes e colegas foram controlaram e observaram o motor molecular com eletricidade com a ajuda de um microscópio de tunelamento LM-STM, que opera em baixas temperaturas. O equipamento emprega elétrons no lugar da luz para "ver" moléculas.

O grupo usou a ponta metálica do microscópio para fornecer uma carga elétrica em uma molécula de sulfeto de metil-butila posicionada sobre uma superfície de cobre. A molécula tem átomos de carbono e hidrogênio que formam uma estrutura com dois braços, com quatro carbonos de um lado e um do outro.

Os cientistas verificaram que, ao controlar a temperatura da molécula, controlavam também sua rotação. Temperaturas em torno de 267 ºC negativos se mostraram ideais para observar o funcionamento do motor molecular.

Para o futuro, o desafio será fazer com que o motor molecular opera em temperaturas mais elevadas.

Categorias
Artigos Noticias

ESO pode ter supertelescópio capaz de ‘ver’ outras Terras

 

 

SALVADOR NOGUEIRA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

O supertelescópio E-ELT deve receber o aval para o início de sua construção no fim do ano. "Ele será capaz de visualizar planetas do tamanho da Terra em estrelas próximas. Será o único capaz disso", afirmou Tim de Zeeuw, astrônomo holandês, diretor-geral do ESO (Observatório Europeu do Sul), durante a 36a Reunião Anual da Sociedade Astronômica Brasileira, em Águas de Lindóia (SP).

O E-ELT (sigla inglesa de Telescópio Europeu Extremamente Grande) seria o primeiro do tipo a ter um espelho da ordem de 40 metros.

Atualmente, os maiores telescópios do mundo têm de 8 a 10 metros. Há vários projetos concorrentes, mas a iniciativa europeia tem tudo para ser a primeira a sair do papel.

Swinburne Astronomy Productions/ESO

Concepção artística do supertelescópio; aparelho terá espelho de metros e custará 1 bilhão de euros

Concepção artística do supertelescópio; aparelho terá espelho de metros e custará 1 bilhão de euros

"Esperamos conseguir o sinal verde para a construção em dezembro", afirmou. "É complicado porque precisamos que todos os países-membros do ESO concordem. Todos os países parecem dispostos, mas uma coisa é uma conversa informal, outra é ir à reunião e votar favoravelmente", disse Zeeuw.

O ESO é composto por 14 países-membros (o Brasil será o 15º, e o primeiro não europeu, quando o Congresso Nacional ratificar o acordo assinado pelo governo no fim do ano passado).

Cada país deverá investir 250 milhões de euros ao longo de dez anos de construção. Parte desse dinheiro irá para custos operacionais e outras despesas –só o telescópio custará 1 bilhão de euros.

A importância de captar diretamente a luz de um planeta pequeno é que se pode descobrir sua composição. Presença de oxigênio na atmosfera, por exemplo, seria um forte indicativo de vida.

Hoje, o máximo que se consegue saber sobre planetas como a Terra é a massa e o diâmetro.