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Mugabe chama Cameron de satânico por defender direitos dos gays

 

 

DE SÃO PAULO

O ditador do Zimbábue, Robert Mugabe, classificou de "satânicas" ações do premiê britânico, David Cameron, pelo Reino Unido defender que os países recebendo ajuda financeira britânica deveriam respeitar os direitos dos homossexuais, de acordo com o jornal sul-africano "Times Live".

"Isso se torna pior e satânico quando você tem um primeiro-ministro como Cameron dizendo que os países que desejam ajuda britânica devem aceitar a homossexualidade", disse o zimbabuano em discurso na quarta-feira.

Mugabe afirmou ainda que a declaração de Cameron era uma "sugestão diabólica", que tornava a oferta de ajuda financeira "estúpida", de acordo com o jornal estatal local "Herald".

Ao fim de uma cúpula de líderes da Comunidade Britânica (Commonwealth) em Perth, na Áustrália, o premiê do Reino Unido disse que países recebendo ajuda financeira britânica deveriam respeitar os direitos humanos, incluindo os direitos dos homossexuais, em outubro.

O assunto voltou à tona em um momento em que o Zimbábue discute uma nova Constituição, debatendo se deve ou não seguir o modelo sul-africano e incluir os direitos de homossexuais em suas leis.

Grant Lee Neuenburg/Reuters

Robert Mugabe, ditador zimbabuano, em foto de arquivo de janeiro de 2010, durante visita a Moçambique

Robert Mugabe, ditador zimbabuano, em foto de arquivo de janeiro de 2010, durante visita a Moçambique

Mugabe há décadas discursa contra os gays e, em seu discurso mais recente, ameaçou puni-los. "Não se sinta tentado por aquilo [homossexualidade]. Se vocês forem para essa direção, nós vamos puni-los severamente", afirmou.

"Isso é condenado pela natureza. É condenado pelos insetos, e por isso digo que os gays são piores que porcos e cachorros", disse, citado pelo "Herald".

O primeiro-ministro zimbabuano, Morgan Tsvangirai, que formou um governo de unidade com Mugabe em 2009, disse que apoia os direitos dos homossexuais, mas que eles devem fazer "suas coisas na privacidade".

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Cientistas testam lentes de contato com projeção holográfica

 

DA BBC BRASIL

Uma nova geração de lentes de contato capazes de projetar imagens para o usuário está a um passo mais perto da realidade, depois que cientistas testaram com sucesso o aparelho em animais.

A tecnologia permitiria a leitura de textos, como e-mails, através de projeções holográficas, assim como o aperfeiçoamento da visão por meio de imagens geradas por computador.

BBC

Lente de contato capaz de projetar imagens permitira que usuário lesse mensagens de texto diretamente em seu olho

Lente de contato capaz de projetar imagens permitira que usuário lesse mensagens de texto diretamente em seu olho

Os pesquisadores das Universidades de Washington, nos EUA, e de Aalto, na Finlândia, responsáveis por desenvolver a lente biônica, dizem que os primeiros testes, realizados com coelhos, não registraram efeitos adversos evidentes da invenção.

Incrementada através da implantação de centenas de pixels (o menor elemento de uma imagem digital), a lente poderia ser usada por motoristas para ver mapas na realidade virtual, ou checar a velocidade do seu carro projetada no para-brisa.

Na mesma linha, as lentes poderiam elevar o mundo virtual de um vídeo game a um nível totalmente novo.

Em outro tipo de uso, os instrumentos podem ser conectados a biossensores no corpo do usuário e prover informações, por exemplo, sobre o nível de açúcar no sangue.

DESENVOLVIMENTO

O produto final ainda precisa ser aperfeiçoado em relação ao protótipo, como a questão de uma fonte de energia confiável. Atualmente, a lente só funciona em um raio de poucos centímetros da bateria sem fio.

Além disso, os microcircuitos do equipamento possibilitam apenas um diodo emissor de luz (LED, na sigla em inglês), o tipo de tecnologia usada em computadores que transforma energia elétrica em luz.

Apesar das limitações, os cientistas reforçaram seu otimismo em relação ao experimento em um artigo na revista científica "Journal of Micromechanics and Microengineering".

O coordenador das pesquisas, professor Babak Praviz, disse que o grupo já conseguiu superar um importante obstáculo, o de adaptar a lente para permitir o olho humano focalizar um objeto gerado na sua superfície.

Normalmente, conseguimos ver com clareza apenas os objetos localizados a vários centímetros de distância.

"O próximo passo é acrescentar textos predeterminados nas lentes de contato", disse o cientista.

MATERIAL DELICADO

Segundo os pesquisadores, um dos maiores desafios na fabricação da lente foi trabalhar com os materiais adequados.

Enquanto os materiais usados em uma lente tradicional são delicados, a fabricação de circuitos elétricos envolve materiais inorgânicos, altas temperaturas e produtos químicos tóxicos.

Os circuitos deste protótipo foram feitos com uma camada de metal da espessura de apenas alguns nanômetros –cerca de um milésimo do cabelo humano–, com LEDs medindo apenas um terço de milímetro.

Babak Praviz diz que equipe não é a única a desenvolver esse tipo de tecnologia.

A companhia suíça Sensimed já pôs no mercado lentes de contato inteligentes que usam tecnologia de informática para monitorar a pressão dentro do olho a fim de identificar condições para glaucoma.

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Estudo identifica astros com mais chances de abrigar vida extraterrestre

 

DA BBC BRASIL

A lua de Saturno Titã e o exoplaneta Gliese 581g estão entre os corpos celestes mais propensos à existência de vida extraterrestre, diz um artigo científico publicado por pesquisadores americanos.

O estudo da Universidade de Washington criou um ranking que ordena os planetas e satélites de acordo com a semelhança com a Terra e as condições para abrigar outras formas de vida.

Veja galeria de fotos

JPL/ STSI/Nasa

O exoplaneta Gliese 581g (em primeiro plano) foi considerado o mais parecido com a Terra; veja galeria de fotos

O exoplaneta Gliese 581g (em primeiro plano) foi considerado o mais parecido com a Terra; veja galeria de fotos

Segundo os resultados publicados na revista acadêmica "Astrobiology", a maior semelhança com a Terra foi demonstrada por Gliese 581g, um exoplaneta –ou seja, localizado fora do Sistema Solar–, cuja existência muitos astrônomos duvidam.

Em seguida, no mesmo critério, vem o Gliese 581d, que é parte do mesmo sistema. O sistema Gliese 581 é formado por quatro –e possivelmente cinco– planetas orbitando a mesma estrela anã a mais de 20 anos-luz da Terra, na constelação de Libra.

CONDIÇÕES FAVORÁVEIS

Um dos autores do estudo, Dirk Schulze-Makuch explica que os rankings foram elaborados com base em dois indicadores.

O ESI (sigla em inglês de Índice de Similaridade com a Terra) ordenou os astros conforme a sua similaridade com o nosso planeta, levando em conta fatores como o tamanho, a densidade e a distância de sua estrela-mãe.

Já o PHI (sigla de Índice de Habitabilidade Planetária) analisou fatores como a existência de uma superfície rochosa ou congelada, de uma atmosfera ou de um campo magnético.

Também foi avaliada a energia à disposição de organismos, seja através da luz de uma estrela-mãe ou de um processo chamado de aceleração de maré, no qual um planeta ou lua é aquecido internamente ao interagir gravitacionalmente com um satélite.

Por fim, o PHI leva em consideração a química dos planetas, como a presença ou ausência de elementos orgânicos, e se solventes líquidos estão disponíveis para reações químicas.

HABITÁVEIS

No critério de habitabilidade, a lua Titã, que orbita ao redor de Saturno, ficou em primeiro lugar, seguida da lua Europa, que orbita Júpiter.

Os cientistas acreditam que Europa contenha um oceano aquático subterrâneo aquecido por aceleração de maré.

O estudo contribuirá para iniciativas que, nos últimos tempos, têm reforçado a busca por vida extraterrestre.

Desde que foi lançado em órbita em 2009, o telescópio espacial Kepler, da Nasa (agência espacial americana), já encontrou mais de mil planetas com potencial para abrigar formas de vida.

No futuro, os cientistas creem que os telescópios sejam capazes de identificar os chamados "bioindicadores" –indicadores da vida, como presença de clorofila, pigmento presente nas plantas– na luz emitida por planetas distantes.