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RENE TERRA NOVA CONTRA JÔ SOARES

 

Pastor faz campanha por retração sobre Bíblia em atração global

Evangélicos pedem para assinar uma petição, a qual tem o objetivo pedir uma retratação do programa do Jô Soares, que em entrevista do dia 17/11 a Bíblia foi motivo de zombaria, na forma que usaram as paginas para fumar maconha.

Após reclamar pelo Twitter a respeito da entrevista feita pelo apresentador Jô Soares com os músicos Moraes Moreira e Tom Zé, quando foram mostradas cenas do DVD “Filhos de João: o admirável mundo novo baiano”, onde um dos entrevistados no filme afirma ter fumado maconha com a bíblia, o pastor Renê Terra Nova declarou que ele foram “infelizes ao afirmarem que a Bíblia tem mil e uma utilidades”.

“Queremos uma retratação”, pede o pastor aos envolvidos no episódio, e aos cristãos, pediu que assinem uma petição pública cobrando essa retratação. Confira o texto da petição:

Nós, abaixo-assinados, repudiamos as declarações apresentadas no Programa do Jô, veiculado no dia 17 de Novembro de 2011, sobre o fato de fumar maconha com as páginas da Bíblia. A Bíblia é o Livro Sagrado da Nação Brasileira para todos os cristãos.

Reivindicamos a retratação dos senhores Jô Soares, Moraes Moreira, Tom Zé e Henrique Dantas que zombaram da situação e menosprezaram o valor inenarrável da Bíblia Sagrada.

Este é um ato que deve ser compartilhado por todos os que temem a Deus e zelam pela Sua Palavra.

O Pastor e Deputado Marco Feliciano usou a tribuna da Câmara dos Deputados para “manifestar a indignação” a respeito do caso. Classificando o “Programa do Jô” como “o maior talk-show da televisão brasileira”, Feliciano afirma que o que “causa estranheza é, tais “artistas” usarem do espaço concedido, pela maior e mais assistida rede de televisão brasileira, mostrando vilipêndio ao maior símbolo da humanidade em amplitude Universal, que é a bíblia, nosso livro sagrado e muito bem colocado pelo grande líder evangélico e meu amigo, Apóstolo René Terra Nova, em seu twiter, nossa Carta Magna, pois esse termo que significa livro maior de tão importante, que tal título também denomina nossa Constituição Política”.

Cobrando retratação, o Deputado afirma que a emissora deveria se manifestar sobre o caso: “Sabemos que a prestigiosa Rede Globo, não compactua com ato tão profano, mas poderia em nota se retratar em nome da grande maioria de seus componentes que professam nossa fé cristã”.

Encerrando seu discurso, o Pastor revela que irá tomar medidas para que os fatos sejam apurados: “Enviarei ofício a Policia Federal, solicitando se necessário e possível, por entendimento da autoridade policial a instauração de Inquérito Policial, para apurar os fatos que reputo como gravíssimos”.

Data: 2/12/2011 08:48:32
Fonte: Adiberj

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O HOMEM DO MUNDO.

 

Por Leandro Borges

“De fato, consumirei todas as coisas sobre a face da terra, diz o Senhor. Consumirei os homens e os animais, consumirei as aves do céu, e os peixes do mar, e as ofensas com os perversos; e exterminarei os homens de sobre a face da terra. os que deixam de seguir ao SENHOR e os que não buscam o SENHOR, nem perguntam por ele. Castigarei também, naquele dia, todos aqueles que sobem o pedestal dos ídolos e enchem de violência e engano a casa dos seus senhores. Naquele tempo, esquadrinharei a Jerusalém com lanternas e castigarei os homens que estão apegados à borra do vinho e dizem no seu coração: O SENHOR não faz bem, nem faz mal. Por isso, serão saqueados os seus bens e assoladas as suas casas; e edificarão casas, mas não habitarão nelas, plantarão vinhas, porém não lhes beberão o vinho. Cala-te diante do SENHOR Deus, porque o Dia do SENHOR está perto, pois o SENHOR preparou o sacrifício e santificou os seus convidados. Está perto o grande Dia do SENHOR; está perto e muito se apressa. Atenção! O Dia do SENHOR é amargo, e nele clama até o homem poderoso. Aquele dia é dia de indignação, dia de angustia e dia de alvoroso e desolação, dia de escuridade e negrume, dia de nuvens e densas trevas. (Sofonias cap.1 vers.2,3,6,9,12,13,7,14,15).

O cidadão ideal para o mundo é uma pessoa de dinheiro,  poder e de uma personalidade fascinante. Ele é orgulho e arrogante. A cobiça e a disputa não lhe são estranhas. Em sua determinação para enriquecer-se, ele se torna intolerante a qualquer rival ou competidor. Quando o assunto é ganhar dinheiro, a integridade é deixada de lado; fica disposto a fazer negócios de formas antiéticas. Ele vive para satisfazer seus apetites naturais; nessa área, festas e outros tipos de ajuntamentos são inúteis a menos que tenham muitas bebidas. Debaixo de seu terno imaculado pode existir uma vida de impureza. Ele tem uma esposa em casa e uma amante em outro lugar. Sua mente é poluída e sua moral está corrompida. Sua fala está mesclada com profanação e linguagem obscena. Outras pessoas só têm valor para ele se puderem  “ser usadas”. Quanto ao temperamento, têm “pavio curto”. Para se confessar uma falha é fraqueza e perdoar os outros é algo totalmente estranho. Em suma, ele é dominado pela carne e pelos impulsos.

O homem do mundo anda pelo que vê, e não pela fé. Precisa ver para crer. Julga aos outros pela aparência. Considera a beleza o que o ser humano tem de mais valioso.

Nos Estados Unidos, o médico e palestrante norte americano, Dr. James Dobson, faz uma seguinte observação: “a beleza física é o atributo pessoal mais valorizado em nossa cultura… Portanto uma criança bonita é mais favorecida pelos adultos do que uma criança normal. Os professores têm a tendência de dar melhores notas para crianças bonitas. Estas crianças recebem menos disciplina do que as outras. Crianças mais simples são mais sujeitas a serem repreendidas por mau comportamento. E esta forma de discriminação  continua pela adolescência até a vida adulta”.

CHICO XAVIER.

Não temos nenhuma dúvida da bondade de Chico Xavier, que foi uma pessoa caridosa, fez muito bem pelas pessoas, e dedicou praticamente toda a sua vida em ajudar o próximo.

Isso não significa que nós temos que aceitar que Chico Xavier estava certo em relação á aquelas mensagens psicografadas e ao espiritísmo. Porque mesmo ele sendo uma pessoa boa que viveu entre nós, a bíblia não apóia o espiritismo.

Deus ama qualquer tipo de pessoa. A bíblia menciona o amor de Deus por todas as pessoas. Não é uma religião ou nenhuma filosofia que vai determinar se uma pessoa é ou não amada por Deus.

Mas nós cristãos não podemos negar o seguinte fato: DEUS NÃO APÓIA O ESPIRITÍSMO. Deus ama o povo Espírita – mas Ele não ama o espiritísmo.

Observe que em (Isaías cap.8 vers.19,20) diz o seguinte: “Quando vos disserem: Consultai os necromantes e os adivinhos, que chilreiam e murmuram, acaso, não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos se consultarão os mortos? À lei ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva”.

Também observe que em (Deuteronômio cap.18 vers.9 á 14), são mencionadas algumas práticas que Deus odeia, e entre estas práticas que Deus odeia, está á “consulta a os mortos”. Observem: “Quando entrares na terra que o SENHOR, teu Deus, te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos. Não se achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; nem encantador, nem necromante, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR, teu Deus, os lança de diante de ti. Perfeito serás para com o SENHOR, teu Deus. Porque estas nações que hás de possuir ouvem os prognosticadores; porém a ti o SENHOR, teu Deus, não permitiu tal coisa”.

Vejam que em (2 Coríntios cap.11 vers.14,15), Satanás é capaz de se transformar até mesmo em anjo de luz, observem: “E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus próprios ministros se transformem em ministros de justiça; e o fim deles será conforme as suas obras”.

Uma outra observação também pode ser encontrada em (Gênesis cap.3 vers.1), que mostra Satanás encorporado em uma serpente, observem: “Mas a serpente, mais sagaz que todos os animais selváticos que o SENHOR Deus tinha feito, disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?

Vemos que a Bíblia é muito clara em dizer que Deus abomina a prática de consulta a mortos, e se Deus abomina este tipo de prática, é porque alguma coisa tem de errado com os espíritos de mortos, não é mesmo ???

Não há nenhuma dúvida de que estes espíritos de mortos que conversam com as pessoas, são demônios personificados. É uma terça parte dos anjos do céu que foram expulsos, porque não quiseram estar sob o governo de Deus. Estes demônios possuem o poder da personificação. Eles personificam o corpo, a vóz, e até mesmo o cheiro do perfume da pessoa morta.

Nós não devemos ser contra a pessoa de Chico Xavier que foi uma pessoa bondosa, e muito menos contra o povo espírita, pois eles são um exemplo de boa conduta na sociedade.

Mas nós cristãos que acreditamos na verdadeira Palavra de Deus, não podemos aceitar o espiritismo em sí, porque nesta matéria de mensagem e estudo, vocé pode aprender que a consulta a mortos é considerada uma prática totalmente diabólica.

Deus tem coisas bem melhores e bem mais bonitas para você, do que uma doutrina espírita pode oferecer.

QUE DEUS TE ABENÇOE.

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PASTORES MAÇONS – A MAÇONARIA NA IGREJA

 

 

pastores-maçonsInfelizmente a maçonaria está se tornando algo cada vez mais comum dentro das igrejas. Como podem pastores que deveriam instruir o povo no caminho de Cristo fazerem parte de uma organização totalmente anti-cristã e idólatra? O que devemos fazer em relação a isso?

“Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios. Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios. Ou irritaremos o Senhor? Somos nós mais fortes do que ele?” (1Co 10.20-22).

“Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis. Pois que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que consenso há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Pois vós sois o santuário do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Pelo que saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor. Não toqueis nada imundo, e eu vos receberei” (2Co 6.14-17).

Por Marcelo Barros – Revista Cristianismo Hoje

A Maçonaria costuma causar nos crentes um misto de espanto e rejeição. Pudera – com origens que se perdem nos séculos e um conjunto de ritos que misturam elementos ocultos, boa dose de mistério e uma espécie de panaceia religiosa que faz da figura de Deus um mero arquiteto do universo, ela é normalmente repudiada pelos evangélicos. Contudo, é impossível negar que a história maçônica caminha de mãos dadas com a do protestantismo. Os redatores do primeiro estatuto da entidade foram o pastor presbiteriano James Anderson, em Londres, na Inglaterra, em 1723, e Jean Desaguliers, um cristão francês. Devido às suas crenças, eles naturalmente introduziram princípios religiosos na nova organização, principalmente devido ao fim a que ela se destinava: a filantropia. O movimento rapidamente encontrou espaço para crescer em nações de tradição protestante, como o Reino Unido e a Alemanha, e mais tarde nos Estados Unidos, com a colonização britânica. Essa relação, contudo, jamais foi escancarada. Muito pelo contrário – para a maior parte dos evangélicos, a maçonaria é vista como uma entidade esotérica, idólatra e carregada de simbologias pagãs.

Isso tem mudado nos últimos tempos. Devido a um movimento de abertura que atinge a maçonaria em todo o mundo, a instituição tem se tornado mais conhecida e perde, pouco a pouco, seu aspecto enigmático. Não-iniciados podem participar de suas reuniões e cada vez mais membros da irmandade assumem a filiação, deixando para trás antigos temores – nunca suficientemente comprovados, diga-se – que garantiam que os desertores pagavam a ousadia com a vida. A abertura traz à tona a uma antiga discussão: afinal, pode um crente ser maçom?

maconaria-juramento

Na intenção de manter fidelidade à irmandade que abraçaram, missionários, diáconos e até pastores ligados à maçonaria normalmente optam pelo silêncio. Só que crentes maçons estão fazendo questão de dar as caras, o que tem provocado rebuliço. A Primeira Igreja Batista de Niterói, uma das mais antigas do Estado do Rio de Janeiro, vive uma crise interna por conta da presença de maçons em sua liderança. A congregação já estuda até uma mudança em seus estatutos, proibindo que membros da sociedade ocupem qualquer cargo eclesiástico.

Procurada pela reportagem, a Direção da congregação preferiu não comentar o assunto, alegando questões internas. Contudo, vários dos oficiais da igreja são maçons há décadas: “Sou diácono desta igreja há 28 anos e maçom há mais de trinta. Não vejo nenhuma contradição nisso”, diz o policial rodoviário aposentado Adilair Lopes da Silveira, de 58 anos, mestre da Loja Maçônica Silva Jardim, no município de mesmo nome, a 180 quilômetros da capital fluminense. Adilair afirma que há maçons nas igrejas evangélicas de todo Brasil, dezenas deles entre os membros de sua própria congregação e dezesseis entre os 54 membros da loja que frequenta: “Por tradição, a maioria deles é ligada às igrejas Batista ou Presbiteriana. Essas são as duas denominações em que há mais a presença histórica maçônica”, informa.

Um dos poucos crentes maçons que se dispuseram a ser identificados entre os 17 procurados pela reportagem, o ex-policial acredita que a sociedade em geral, e os religiosos em particular, nada têm a perder se deixarem “imagens distorcidas” acerca da instituição de lado. “Há preconceito por que há desconhecimento. Alguns maçons, que queriam criar uma aura de ocultismo sobre eles no passado, acabaram forjando essa coisa de mistério”, avalia. “Já ouvi até histórias de que lidamos com bodes ou imagens de animais. Isso não acontece”, garante. Segundo Adilair, o único mistério que existe de fato diz respeito a determinados toques de mão, palavras e sinais com os quais os maçons se identificam entre si – mas, segundo ele, tudo não passa de zelo pelas ricas tradições do movimento, que, segundo determinadas correntes maçônicas, remontam aos tempos do rei hebreu, Salomão. E, também, para relembrar tempos difíceis. “São práticas que remontam ao passado, já que nós, maçons, fomos muito perseguidos ao longo da história”.

Adilair adianta que não aceitaria uma mudança nos estatutos da igreja para banir maçons da sua liderança. Tanto, que ele e seus colegas de diaconato que pertencem ao grupo preparam-se para, se for o caso, ingressar na Justiça, o que poderia desencadear uma disputa que tende a expor as duas partes em demanda. Eles decidiram encaminhar uma cópia da proposta do regimento ao presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Luiz Zveiter. “Haverá uma enxurrada de ações na Justiça se isso for adiante, não tenho dúvidas”, afirma o diácono. A polêmica em torno da adesão de evangélicos à maçonaria já provocou até racha numa das maiores denominações do país, a Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB), no início do século passado (ver abaixo).

O pastor presbiteriano Wilson Ferreira de Souza Neto, de 43 anos, revela que já fez várias entrevistas com o intuito de ser aceito numa loja maçônica do município de Santo André, região metropolitana de São Paulo. O processo está em andamento e ele apenas aguarda reunir recursos para custear a taxa de adesão, importância que é usada na manutenção da loja e nas obras de filantropia: “Ainda não pude disponibilizar uma verba para a cerimônia de iniciação, que pode variar de R$ 1 mil a cinco mil reais e para a mensalidade. No meu caso, o que ainda impede o ingresso na maçonaria é uma questão financeira, e não ideológica” diz Wilson, que é mestre em ciências da religião pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e estuda o tema há mais de uma década.

“Pessoas próximas sabem que sou maçom e isso inclui vários membros de minha igreja”, continua o religioso. “Alguns já me questionaram sobre isso, mas após várias conversas nas quais eu os esclareci, tudo foi resolvido”. Na mesma linha vai outro colega de ministério que prefere não revelar o nome e que está na maçonaria há sete anos. “Tenho 26 anos de igreja, seis de pastorado e posso garantir que não há nenhuma incompatibilidade de ser maçom e professar a fé salvadora em Cristo Jesus nosso Senhor e Salvador”, afirma. Ele ocupa o posto de mestre em processo dos graus filosóficos e diz que foi indicado por um pastor amigo. “Só se pode entrar na maçonaria por indicação e, não raro, os pastores se indicam”. Para o pastor, boa parte da intolerância dos crentes em relação à maçonaria provém de informações equivocadas transmitidas por quem não conhece suficientemente o grupo.

“Sem caça às bruxas”

Procurados com insistência pela reportagem, os pastores Roberto Brasileiro e Ludgero Bonilha, respectivamente presidente e secretário-geral do Supremo Concílio da IPB, não retornaram os pedidos de entrevista para falar do envolvimento de pastores da denominação com a maçonaria. Mas o pastor e jornalista André Mello, atualmente à frente da Igreja Presbiteriana de Copacabana, no Rio, concordou em atender CRISTIANISMO HOJE em seu próprio nome. Segundo ele, o assunto é recorrente no seio da denominação. “O último Supremo Concílio decidiu que os maçons devem ser orientados, através do Espírito Santo, sem uso de coerção ou força, para que deixem a maçonaria”, conta Mello, referindo-se ao Documento CIV SC-IPB-2006, que trata do assunto. O texto, em determinado trecho, considera a maçonaria como uma religião de fato e diz que a divindade venerada ali, o Grande Arquiteto do Universo, é uma entidade “vaga”, sem identificação com o Deus soberano, triúno e único dos cristãos.

O pastor, que exerce ainda o cargo de secretário de Mocidade do Presbitério do Rio, lembra que, assim como as diferentes confissões evangélicas têm liturgias variadas e suas áreas de conflito, as lojas maçônicas não podem ser vistas em bloco – e, por isso mesmo, defende moderação no trato da questão. “Vejo algum exagero na perseguição aos maçons, pois estamos tratando de um problema de cem anos atrás, deixando de lado outros problemas reais da atualidade, como a maneira correta de lidar com o homossexualismo”. O pastor diz que há mais presbíteros do que pastores maçons – caso de seu pai, que era diácono e também ligado à associação. “Eu nunca fui maçom, mas descobri coisas curiosas, como por exemplo, o fato de haver líderes maçons de várias igrejas, inclusive daquelas que atacam mais violentamente a maçonaria. “Não acredito que promover caça às bruxas faça bem a nenhum grupo religioso”, encerra o ministro. “Melhor do que aprovar uma declaração contra alguém é procurá-lo, orar por ele, conversar, até ganhar um irmão.”

O presidente do Centro Apologética Cristão de Pesquisa (CACP), pastor João Flávio Martinez, por sua vez, não deixa de fazer sérios questionamentos à presença de evangélicos entre os maçons. “O fato é que, quando falamos em maçonaria, estamos falando de outra religião, que é totalmente diferente do cristianismo. Portanto, é um absurdo sequer admitir que as duas correntes possam andar juntas”. Lembrando que as origens do movimento estão ligadas às crenças misteriosas do passado, Martinez lembra o princípio bíblico de que não se pode seguir a dois senhores. “Estou convencido de que essa entidade contraria elementos básicos do cristianismo. Ela se faz uma religião à medida que adota ritos, símbolos e dogmas, emprestados, muitos deles, do judaísmo e do paganismo”, concorda o pastor batista Irland Pereira de Azevedo.

Aos 76 anos de idade e um dos nomes mais respeitados de denominação no país, Irland estuda o assunto há mais de três décadas e admite que vários pastores de sua geração têm ou já tiveram ligação com a maçonaria. Mas não tem dúvidas acerca de seu caráter espiritual: “Essa instituição contraria os mandamentos divinos ao denominar Deus como grande arquiteto, e não como Criador, conforme as Escrituras”. Embora considere a maçonaria uma entidade séria e com excelentes serviços prestados ao ser humano ao longo da história, ele a desqualifica do ponto de vista teológico e bíblico. “No meu ponto de vista, ela não deve merecer a lealdade de um verdadeiro cristão evangélico. Entendo que em Jesus Cristo e em sua Igreja tenho tudo de que preciso como pessoa: uma doutrina sólida, uma família solidária e razão para viver e servir. Não sou maçom porque minha lealdade a Jesus Cristo e sua igreja é indivisível, exclusiva e inegociável.”

Ligações perigosas
Crentes reunidos à porta de templo da IPI nos anos 1930: denominação surgiu por dissidência em relação à maçonaria.

As relações entre algumas denominações históricas e a maçonaria no Brasil são antigas. Os primeiros missionários americanos que chegaram ao país se estabeleceram em Santa Bárbara (SP), em 1871. Três anos depois, parte desses pioneiros, entre eles o pastor Robert Porter Thomas, fundou também a Loja Maçônica George Washington naquela cidade. O espaço abrigou, em 1880, a reunião de avaliação para aprovação ao ministério de Antônio Teixeira de Albuquerque, o primeiro pastor batista brasileiro. Tanto ele quanto o pastor que o consagrou eram maçons.

Quando o missionário americano Ashbel Green Simonton (1833-1867) chegou ao Brasil, em 12 de agosto de 1859, encontrou, na então província de São Paulo, cerca de 700 alemães protestantes. Sem ter onde reuni-los, Simonton – que mais tarde lançaria as bases da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) – aceitou a oferta de maçons locais que insistiram para que ele usasse sua loja, gratuitamente, para os trabalhos religiosos. A denominação, que abrigava diversos maçons, sofreu uma cisão em 31 de julho de 1903. Um grupo de sete pastores e 11 presbíteros entrou em conflito com o Sínodo da IPB porque a denominação não se opunha a que seus membros e ministros fossem maçons. Foi então fundada a Igreja Presbiteriana Independente do Brasil (IPI).

Ultimamente, a IPB vem reiteradamente confirmando a decisão de impedir que maçons exerçam não só o pastorado, como também cargos eclesiásticos como presbíteros e diáconos. As últimas resoluções do Supremo Concílio sobre o assunto mostram o quanto a maçonaria incomoda a denominação. Na última reunião, ficou estabelecida a incompatibilidade entre algumas doutrinas maçons e a fé cristã. Ficou proibida a aceitação como membros à comunhão da igreja de pessoas oriundas da maçonaria “sem que antes renunciem à confraria” e a eleição, ao oficialato, de candidatos ainda ligados àquela entidade.