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Hungria pede benção de Deus para a sua nova fase política

 

Por Ana Araújo | Repórter do The Christian Post

A nova constituição da Hungria entrou em vigor no dia primeiro de janeiro e vem chamando a atenção por vários aspectos. Um deles é por trazer, pela primeira vez, uma referência religiosa explícita em sua nova Carta Magna, "Deus abençoe os húngaros".

Muitos outros aspectos foram abordados na Carta Magna vem causando polêmica. Um deles é a decretação que o embrião será considerado como ser humano desde a concepção, o que torna mais difícil a legalização do aborto.

A constituição também estipula do matrimônio somente entre casais heterossexuais, excluindo qualquer possibilidade de reconhecimento de casamentos homossexuais.

Apesar das abordagens que parecem favorecer o lado religioso, não significou sua aprovação por parte destes e nem de outros setores da sociedade. Manifestações e críticas aumentaram com as mudanças que refletem uma transição do modelo de república para o poder nacionalista e confessional.

Críticas são relacionadas também às reformas se referem ao Banco Central, à justiça e à lei eleitoral. A principal medida que caracteriza estas reformas foi suprimir a palavra “república” do nome do país, que a partir de agora, passa a se chamar apenas “Hungria”.

Entre as mudanças na lei eleitoral, destacam-se a permissão dos pais votarem em nome dos filhos menores e do poder passar a ter o direito de nomear os seus comissários políticos para chefiar as forças militares, policiais e de segurança, justiça e comunicação social com mandatos de nove a 12 anos.

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A Constituição também reduziu aproximadamente de 300 para apenas 14 as comunidades que vão se beneficiar de subvenções públicas.

Para agravar a revolta da população, a oposição será silenciada nos meios de comunicação. O regime já anunciou o fechamento da última rádio independente do país, a Klubradio. A licença da estação passará a pertencer a outro grupo, que ainda não foi revelado.

Apesar da greve de fome feita por muitos profissionais em forma de protesto, centenas de jornalistas e outros trabalhadores da mídia já foram demitidos durante o novo regime. Uma cláusula na constituição prevê a aposentadoria de jornalistas que se mostrarem muito críticos.

A nova constituição define o modelo de regime idealizado pelo primeiro-ministro conservador Viktor Orban. Ela foi aprovada por uma maioria de dois terços no Parlamento, e contando com o apoio da extrema direita fascista, que dispõe de milícias organizadas e autorizadas.

As denúncias da oposição de esquerda, ecologistas e representantes da sociedade civil não foram suficientes para evitar que as grandes mudanças no país fossem feitas. Eles caracterizaram o ministro como "autocrata", por ele não ter aceitado as críticas da União Europeia sobre a compatibilidade das novas leis com o direito comunitário.

Fora do país, a nova constituição também vem causando repúdio. O Fundo Monetário Internacional e o governo de Bruxelas suspenderam as negociações com Budapeste sobre um possível auxílio financeiro devido às novas medidas legislativas no país que, segundo eles, não respeita o princípio da independência.

O ex-primeiro-ministro belga e presidente dos Liberais no Parlamento Europeu, Guy Vergofstadt, considerou a nova Constituição o cavalo de Troia. Ele explicou que é o sistema político mais autoritário fundamentado na perpetuação do poder de um único partido.

Apesar das reações negativas, o governo não deu sinais de diminuir a radicalidade das mudanças.

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Cee Lo Green criticado por dar trecho religioso à letra de Imagine (vídeo)

 

PorAna Araújo | Repórter do The Christian Post

O cantor americano Cee Lo Green sofreu repúdio ao dar um tom religioso na música “Imagine”, de John Lennon, durante sua participação nos shows da virada de ano na Time Square, Nova York, transmitido para vários lugares do mundo pela televisão.

  • Cee-Lo-Green

    (Photo: Reuters)

    O cantor americano Cee Lo Green sofreu repúdio ao dar um tom religioso na música “Imagine”, de John Lennon, durante sua participação nos shows da virada de ano na Time Square, Nova York.

A mudança foi simples. Na estrofe “imagine there’s no countries / it isn’t hard to do / nothing to kill or die for / and no religion too”, o músico trocou a última frase “and no religion too” por “and all religion is true”.

Em tradução livre para o português, os trechos trocados foram “nada para morrer ou matar / e sem religiões também”, por “nada para morrer ou matar / e todas as religiões são verdades”.

Em seu Twitter, Cee Lo Green tentou explicar a alteração, dizendo que a intenção não foi desrespeitar a letra, mas sim “celebrar a multiculturalidade religiosa” e que “apenas queria cantar sobre um mundo onde as pessoas pudessem acreditar no que quisessem”.

Apesar da tentativa de retratação, as manifestações desgostosas continuaram entre os usuários do microblog. O usuário @geekysteven, por exemplo, postou “se ‘toda religião é verdadeira’ seria um lugar muito sombrio”.

Outras manifestações chegaram a ser reproduzidas pelo jornal americano The Guardian, como “O John Lennon deve estar às voltas no túmulo neste momento” e “cantaste o ‘Imagine’ vestindo um casaco de pele e joias caras e tornou a letra pró-religião”.

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O cantor, na tentativa de não dar continuidade à polêmica, chegou a apagar as respostas dadas por ele no Twitter.

Assista ao vídeo que mostra a apresentação do cantor:

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=NOC5ufbqdGE

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Pele tirada em circuncisão salva visão de bebê israelense sem pálpebras

 

Cirurgião utilizou a pele do prepúcio para reconstruir as pálpebras do bebê, que nasceu com defeito raro.

Da BBC

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Um enxerto da pele do prepúcio no lugar das pálpebras, realizado no hospital Kaplan, próximo a Tel Aviv, em Israel, salvou a visão de um bebê que havia nascido com um grave defeito nos olhos e corria o risco de ficar cego.

A ideia foi do cirurgião Asher Milstein, especialista em ocuplástica, que decidiu realizar a operação exatamente oito dias após o nascimento do bebê, na data em que, segundo a tradição judaica, é feita a circuncisão em crianças do sexo masculino.

Como o bebê, que havia nascido sem pálpebras, é de familia religiosa, era importante respeitar a tradição.

Em entrevista à BBC Brasil, Milstein explicou que a pele do prepúcio tem textura e espessura ‘idênticas’ à pele das pálpebras e que ambas são as peles mais finas do corpo humano.

Nome do bebê submetido à cirurgia não foi divulgado (Foto: BBC)Nome do bebê submetido à cirurgia não foi divulgado (Foto: BBC)

‘A pele do prepúcio também é altamente adequada para esse tipo de operação, pois cresce de forma compatível ao crescimento do corpo’, acrescentou o cirurgião.

O bebê, cujo nome não foi divulgado, nasceu no hospital Kaplan há cerca de 5 semanas.

Ideia inédita
A ausência de pálpebras, considerada um defeito raro, faz com que seja impossível fechar os olhos, provocando o ressecamento da córnea, que por sua vez leva à cegueira.

Milstein diz que, inicialmente, considerou a possibilidade de enxertar pele retirada da região que fica atrás das orelhas – técnica geralmente utilizada em casos semelhantes.

No entanto, o bebê também apresentou um problema na região do nariz e pode vir a necessitar daquela porção de pele e de cartilagem para uma cirurgia futura.

Por isso, o médico tomou a decisão inédita de utilizar a pele do prepúcio do próprio bebê, que seria retirada na circuncisão.

Milstein disse que consultou a literatura médica e encontrou apenas um precedente de utilização da pele do prepúcio para uma operação na região dos olhos, que ocorreu no Egito, há vários anos.

No Egito, que é um país muçulmano, a circuncisão também é praticada, mas, de acordo com a tradição islâmica, a intervenção pode ser feita até os 10 anos de idade.

Depois da operação, os olhos do bebê israelense ficaram fechados por três semanas. Após a retirada dos curativos, a equipe médica constatou que o bebê enxerga normalmente.

O médico afirmou que o sucesso da operação demonstra que a pele do prepúcio pode ser utilizada amplamente na área da cirurgia plástica, ‘inclusive em casos de homens adultos’.

Segundo Milstein, a manutenção do prepúcio ‘não é necessária’ e em casos de ferimento, essa pele pode ser utilizada para cobrir áreas danificadas no corpo do própro paciente.

‘Devemos ter a mente aberta para ideias novas’, disse.