Categorias
Artigos

Na América do Sul, jesuítas já aderiram à… luta armada! O confronto é tema de um poema épico

Reinaldo Azevedo

13/03/2013

 

Calma, leitores! A Companhia de Jesus na América Latina foi, sim, infiltrada por esquerdistas, mas estou aqui a tratar de outro assunto. No primeiro post que escrevi sobre o papa Francisco I, lembrei que a Companhia de Jesus, ao longo da história, entrou em confronto com a cúpula da Igreja Católica e com os colonizadores da América, tanto portugueses como espanhóis. O assunto gerou um dos dois poemas épicos escritos por brasileiros: “O Uraguai”, de Basílio da Gama — o outro é “Caramuru”, de Santa Rita Durão.

Vocês certamente conhecem os chamados Povos das Missões, comunidades indígenas fundadas por jesuítas espanhóis no Rio Grande do Sul. Ao todo, eram sete “reduções” (comunidades indígenas): São Francisco de Borja, São Nicolau, São Miguel Arcanjo, São Lourenço Mártir, São João Batista, São Luiz Gonzaga e Santo Ângelo Custódio. Cada uma delas abrigava mais ou menos uns 2 mil índios, sob o comando dos jesuítas. São Lourenço Mártir chegou a contar com 6.500 habitantes.

As ruínas estão lá até hoje. Em 1750, Portugal e Espanha celebram o Tratado de Madri. Ficou acertado, entre muitos outros pontos, que os sete povoados, sob o comando dos jesuítas espanhóis, seriam entregues ao controle português, e a comunidade de Sacramento (hoje Colônia do Sacramento), que era portuguesa e ficava no Uruguai, passaria para a gestão espanhola.

Os índios, sob a inspiração dos jesuítas, se rebelam e tentam impedir o trabalho de demarcação. Portugal e Espanha, que viviam às turras por causa das fronteiras, impõem o Tratado de Madri literalmente a ferro e fogo. Tropas conjuntas atacam os povoados, até liquidá-los. É provável que tenha sido o conflito em solo brasileiro que mais tenha feito vítimas. Os confrontos são conhecidos como “Guerras Guaraníticas”. Só na Batalha de Caiboaté, estima-se que morreram de 1.200 a 1.500 índios, incluindo o líder Sepé Tiaraju.

O poema
O mineiro Basílio da Gama, ele próprio um jesuíta que acabou abandonando a ordem, narrou o cerco das tropas de Portugal e Espanha às missões no poema “O Uraguai”. É um texto interessante, de que eu gostava especialmente de tratar quando professor.

Por quê? O poema é dedicado ao irmão do Marquês de Pombal, inimigo dos jesuítas, como se sabe. Assim, tem um inegável aspecto áulico. Mas há sutilezas que transcendem também as limitações de um tempo.

São três os heróis da narrativa: Gomes Freire de Andrade (importante para a história do Rio de Janeiro – pesquisem), e os índios Cacambo e Sepé. Andrade representa a Coroa e o poder do estado. Tenta convencer os índios de que eles são, na verdade, escravos dos jesuítas. Cacambo aponta a crueldade dos brancos, mas acredita na possibilidade de um acordo. É a ponderação. Sepé, ao contrário, coloca-se como a voz dos índios que defendem o seu direito à terra, sem condicionantes. Expostas as visões de mundo, inconciliáveis, não resta outro caminho que não a guerra.

No poema, Basílio da Gama livra a cara dos portugueses (estão cumprindo a sua missão) e dos índios (são homens bons, porem enganados) e trata com extrema severidade os jesuítas, vistos como uma ordem de conspiradores.

Segue abaixo um trecho do Canto Dois, que narra justamente a morte de Sepé. Havendo algum leitor que tenha sido meu aluno, há de se lembrar que era um dos trechos de que eu costumava tratar em sala. Observem que, embora Basílio da Gama considere que os índios estão do lado errado da batalha, são tratados como heróis, como valentes guerreiros (prestem atenção aos negritos).

(…)
Nem resistem mais tempo às espingardas.
Vale-lhe a costumada ligeireza,
Debaixo lhe desaparece a terra
E voam, que o temor aos pés põe asas,
Clamando ao céu e encomendando a vida
Às orações dos padres. Desta sorte
Talvez, em outro clima, quando soltam
A branca neve eterna os velhos Alpes,
Arrebata a corrente impetuosa
Co’as choupanas o gado. Aflito e triste
Se salva o lavrador nos altos ramos,
E vê levar-lhe a cheia os bois e o arado.
Poucos índios no campo mais famosos,
Servindo de reparo aos fugitivos,
Sustentam todo o peso da batalha,
Apesar da fortuna. De uma parte
Tatu-Guaçu mais forte na desgraça
Já banhado em seu sangue pertendia
Por seu braço ele só pôr termo à guerra.
Caitutu de outra parte altivo e forte
Opunha o peito à fúria do inimigo,
E servia de muro à sua gente.
Fez proezas Sepé naquele dia.
Conhecido de todos, no perigo
Mostrava descoberto o rosto e o peito
Forçando os seus co’ exemplo e co’as palavras.
Já tinha despejado a aljava toda,

E destro em atirar, e irado e forte
Quantas setas da mão voar fazia
Tantas na nossa gente ensanguentava.
Setas de novo agora recebia,
Para dar outra vez princípio à guerra.
Quando o ilustre espanhol que governava
Montevidio, alegre, airoso e pronto
As rédeas volta ao rápido cavalo
E por cima de mortos e feridos,
Que lutavam co’a morte, o índio afronta.
Sepé, que o viu, tinha tomado a lança
E atrás deitando a um tempo o corpo e o braço
A despediu. Por entre o braço e o corpo
Ao ligeiro espanhol o ferro passa:
Rompe, sem fazer dano, a terra dura
E treme fora muito tempo a hástea.
Mas de um golpe a Sepé na testa e peito
Fere o governador, e as rédeas corta
Ao cavalo feroz. Foge o cavalo,
E leva involuntário e ardendo em ira
Por todo o campo a seu senhor; e ou fosse
Que regada de sangue aos pés cedia
A terra, ou que pusesse as mãos em falso,
Rodou sobre si mesmo, e na caída
Lançou longe a Sepé. Rende-te, ou morre,
Grita o governador; e o tape altivo,
Sem responder, encurva o arco, e a seta
Despede, e nela lhe prepara a morte.
Enganou-se esta vez. A seta um pouco
Declina, e açouta o rosto a leve pluma.
Não quis deixar o vencimento incerto
Por mais tempo o espanhol, e arrebatado
Com a pistola lhe fez tiro aos peitos.
Era pequeno o espaço, e fez o tiro
No corpo desarmado estrago horrendo.
Viam-se dentro pelas rotas costas
Palpitar as entranhas. Quis três vezes
Levantar-se do chão: caiu três vezes,
E os olhos já nadando em fria morte
Lhe cobriu sombra escura e férreo sono.
Morto o grande Sepé, já não resistem
As tímidas esquadras. Não conhece
Leis o temor. Debalde está diante,
E anima os seus o rápido Cacambo.
Tinha-se retirado da peleja
Caitutu mal ferido; e do seu corpo
Deixa Tatu-Guaçu por onde passa
Rios de sangue. Os outros mais valentes
Ou eram mortos, ou feridos. Pende
O ferro vencedor sobre os vencidos.
Ao número, ao valor cede Cacambo:
Salva os índios que pode, e se retira.

No Canto Cinco, o autor não faz por menos e demoniza os jesuítas, vistos como conspiradores. No suposto templo que abrigaria os religiosos, ele enxerga o que seriam todas as conspirações da Companhia de Jesus em escala… mundial! Estaria tudo desenhado na abóbada. Leiam trecho. Volto em seguida.

Na vasta e curva abóbada pintara
A destra mão de artífice famoso,
Em breve espaço, e Vilas, e Cidades,
E Províncias e Reinos. No alto sólio
Estava dando leis ao mundo inteiro
A Companhia. Os Cetros, e as Coroas,
E as Tiaras, e as Púrpuras em torno
Semeadas no chão. Tinha de um lado
Dádivas corruptoras: do outro lado
Sobre os brancos altares suspendidos
Agudos ferros, que gotejam sangue.
Por esta mão ao pé dos altos muros
Um dos Henriques perde a vida e o reino.
E cai por esta mão, oh céus! Debalde
Rodeado dos seus o outro Henrique,
Delícia do seu povo e dos humanos.
Príncipes, o seu sangue é vossa ofensa.
Novos crimes prepara o horrendo monstro.
Armai o braço vingador: descreva
Seus tortos sucos o luzente arado
Sobre o seu trono; nem aos tardos netos
O lugar, em que foi, mostrar-se possa.
Viam-se ao longe errantes e espalhados
Pelo mundo os seus filhos ir lançando
Os fundamentos do esperado Império
De dous em dous: ou sobre os coroados
Montes do Tejo; ou nas remotas praias,
Que habitam as pintadas Amazonas,
Por onde o rei das águas escumando
Foge da estreita terra e insulta os mares.
Ou no Ganges sagrado; ou nas escuras
Nunca de humanos pés trilhadas serras
Aonde o Nilo tem, se é que tem, fonte.
Com um gesto inocente aos pés do trono
Via-se a Liberdade Americana
Que arrastando enormíssimas cadeias
Suspira, e os olhos e a inclinada testa
Nem levanta, de humilde e de medrosa.
Tem diante riquíssimo tributo,
Brilhante pedraria, e prata, e ouro,
Funesto preço por que compra os ferros.
Ao longe o mar azul e as brancas velas
Com estranhas divisas nas bandeiras
Denotam que aspirava ao senhorio,
E da navegação e do comércio.
Outro tempo, outro clima, outros costumes.
Mais além tão diversa de si mesma,
Vestida em larga roupa flutuante
Que distinguem barbáricos lavores,
Respira no ar chinês o mole fasto
De asiática pompa; e grave e lenta
Permite aos bonzos, apesar de Roma,
Do seu Legislador o indigno culto.
Aqui entrando no Japão fomenta
Domésticas discórdias. Lá passeia
No meio dos estragos, ostentando
Orvalhadas de sangue as negras roupas.
Cá desterrada enfim dos ricos portos,
(…)

Voltei
O poema é formidavelmente rico em referências. Dou aqui umas pinceladas rápidas. Vejam naquele trecho em negrito. A “Companhia” (de Jesus) a tudo dominaria: cidades, reinos, províncias e também “os centros, as coroas e as tiaras” — vale dizer, o papado estaria sob o seu jugo. Basílio da Gama atribui aos jesuítas a morte de dois reis franceses — Henrique III e IV – e fala de sua presença em todo o mundo — China, Japão, Índia… Onde quer que esteja presente, a ordem aparece levando a discórdia e a morte…

Não foram poucos os inimigos que a Companhia de Jesus fez ao longo de quase 500 anos. Mas sobrevive como a maior ordem da Igreja Católica, com quase 20 mil membros espalhados em todos os continentes.

Um jesuíta da América Latina, a terra onde a Companhia de Jesus organizou uma luta armada, chega ao Trono de Pedro. Quem disse que a Igreja, em seus dois mil anos, é refratária a mudanças, hein? Depois de quase 500, já aceita o comando de um jesuíta.

Por Reinaldo Azevedo

Categorias
Artigos

O papa e o pastor. Jornalismo ou linchamento?

 

Eu não vou parar de tratar de determinados temas, não! Também não deixarei que prospere em silêncio o linchamento desse ou daquele, concorde eu com eles ou não. Ontem, numa TV a cabo — não sou mais específico porque não quero fulanizar; não por enquanto; vai depender da campanha — um repórter, referindo-se ao tumulto promovido por militantes na Comissão de Direitos Humanos da Câmara, afirmou sobre o deputado Marco Feliciano (PSC-SP): “ [ele) fez declarações contra negros e homossexuais”.

A reportagem foi repetida umas 200 vezes. Lamento! Isso é mentira! Dito desse modo, é mentira. Pergunto: é licito mentir sobre uma pessoa de quem discordamos? É lícito ser genérico, impreciso, em tom condenatório, contra uma pessoa com a qual não concordamos?

O pastor é contra o casamento gay. Eu, por exemplo, sou a favor. O papa também é contra.  O repórter passará agora a se referir a Francisco como aquele que faz “declarações contra gays”? Ser contra o casamento gay — isto é, igualar os estatutos das uniões — é ser contra gays? Não é! É só uma opinião. Casamento não é um direito divino ou um direito natural. É um acordo social. Assim como sou a favor, há os que são contra. Com todo o direito de sê-lo.

Já as declarações “contra os negros”… Vamos fazer jornalismo ou linchar pessoas? O pastor em questão é negro — segundo os critério das própria militância. Duvido que algum juiz nestepaiz vá tomar por racismo aquela sua tolice sobre o descendente de Noé. Já expliquei o caso aqui.

Acontece que uma mesma cadeia de difamação pode atingir o papa ou o pastor. E com a mesma pauta militante. Com a mesma imprecisão.

Jornalismo ou linchamento? Jornalismo ou adesão a causas, sem dar ao outro o direito de defesa?

Por Reinaldo Azevedo

Categorias
Estudos

A FORÇA DO ABISMO SOBRE OS ÍMPIOS.

Por Leandro Borges

“Depois que o quinto anjo tocou a sua trombeta, eu vi a chave do abismo como uma estrela que veio do céu caindo sobre a terra. E eis que esta chave arrancou a tampa deste abismo, e eis que daquele abismo saia muita fumaça que se encontrava sobre o abismo que possuía uma grande fornalha com fogo e enxofre. E eis que a fumaça que saia daquele abismo era tão extensa e atormentadora, que o tanto o sol como também o ar ficaram bem escuros como se fossem trevas. E eis que um grande volume de gafanhotos saíam daquela fumaça que descia sobre a terra, onde estes mesmos gafanhotos eram tão venenosos como escorpiões. E eis que aqueles gafanhotos receberam a ordem de não estragarem nenhum tipo de planta ou erva nas quais se encontravam sobre as árvores e sobre as plantações, pois a missão dos gafanhotos era a de ferir pessoas que não tivessem a marca de Deus sobre a testa. E eis que estas pessoas foram completamente torturadas por um período de cinco meses. A dor que estes gafanhotos causavam sobre aqueles que não tinham a marca de Deus, era semelhante a dor da picada de um escorpião. E devido a este ataque atormentador as pessoas procuravam a morte, mas não á encontravam em nenhum lugar do mundo, pois a morte não estava sobre o alcance daquelas pessoas que estavam sofrendo com a tortura causada pelo poder dos gafanhotos. E eis que aqueles gafanhotos pareciam cavalos prontos para batalha. Na cabeça deles havia um objeto idêntico á uma coroa de ouro, onde o seus rostos também eram idênticos á face de um ser humano. Os seus cabelos eram idênticos aos cabelos de uma mulher, e os seus dentes eram idênticos aos dentes de um leão. As suas couraças eram idênticas ao ferro, e o barulho das suas asas eram idênticas á vários carros sendo puxados por muitos cavalos quando correm. E eis que estes gafanhotos possuíam um anjo que os governava, onde este anjo governador era o mesmo que tomava conta do abismo. E eis que este anjo governador se chamava Abadom ou Apolião: “O Anjo Destruidor”. (Apocalipse cap.9 vers.1,2,3,4,5,6,7,8,9,11).

Quando o livro de Apocalipse fala sobre as trombetas do fim, é importante saber que este João as classifica como se fossem “Trombetas do Juízo de Deus Sobre os Ímpios em Resposta as Orações dos Santos”. Mas antes de tudo é importante saber que os juízos realizados através destas trombetas não são finais, pois a função delas é a de visarem o arrependimento, pois até no momento da Sua ira, Deus se lembra perfeitamente da Sua misericórdia infinita.

As 4 primeiras trombetas significam os juízos atuais nos quais que atingem todo o planeta, ou seja, atingem a natureza, o mar, os rios, o sol, a lua, entre outros astros, onde todos estes acontecimentos catastróficos estão ao nosso alcance pela TV, pelo rádio, pela Internet, pelo celular, e por outros meios de comunicação acessíveis á qualquer ser humano do mundo.

No Velho Testamento, quando avaliamos os livros de Gênesis, Deuteronômio, Isaías, Amós, Zacarias, Jeremias, Salmos, 1ª Reis, 2ª Reis, Juízes, Levítico, e Êxodo, podemos chagar á conclusão de que muito antes de Satanás bater de frente com Eva, ou seja, á partir do momento de sua caída devido a sua traição e orgulho soberbo nos quais podemos encontrar até hoje sobre a sociedade carnal, podemos chegar á conclusão de que não somente após Eva pecar, mas sim após o momento da caída de Lúcifer, os tempos do fim tiveram início.

O primeiro pecado que aconteceu partir do mundo sobrenatural, ou seja, á partir do momento em que Lúcifer teve seu primeiro pensamento psicológico em querer ser igual e até mesmo superior á seu próprio Criador, portanto, o primeiro pecado foi aquele pecado psicológico que partiu por parte de Lúcifer, no qual podemos classificar como Traição ou Pensando em Trair. Portanto, o primeiro pecado apareceu de forma sobrenatural e psicológica muito antes da criação do ser humano, ou seja, pensamentos de traição e planejamentos de traição que partiram da mente de Lúcifer. Agora, após a criação do mundo, através da desobediência de Eva foi gerado o “Primeiro Pecado Carnal Após a Criação do Mundo”. Por favor, vejam abaixo uma explicação mais resumida que eu e o meu Pai vamos fazer para vocês:

1ª) Lúcifer: Foi a autor da primeira atitude pecaminosa na qual foi cometida de forma sobrenatural classificada como“Orgulho, Desejo, e Planejamento de Traição”, mesmo partindo de seu psicológico. A traição é considerada um pecado mesmo que ela seja planejada e cometida psicologicamente !!!

2ª) Eva: Foi a autora da segunda atitude pecaminosa que foi cometida de forma física carnal (primeira atitude carnal pecaminosa) realizada através da “Desobediência e Desejo de Poder Superior”, já que Satanás conseguiu seduzir Eva com a mentira de que Ela seria igual e até mesmo superior á Deus caso ela degustasse o fruto daquela árvore na qual Deus já havia proibido Eva de chegar perto.

Resumindo: A primeira atitude pecaminosa partiu da mente de Lúcifer muito andas da criação da terra, quando ele ainda era anjo. (pensamento de um planejamento de traição contra Deus) !!!

As últimas trombetas trazem juízos mais severos nos quais atingem diretamente todas as pessoas ímpias. Já a quinta trombeta fala de um tormento imposto aos homens que não possuem a marca de Deus. Observe que nos (vers.4,5) João diz que os gafanhotos estavam por todas as partes torturando estas pessoas: “pois a missão dos gafanhotos era a de ferir pessoas que não tivessem a marca de Deus sobre a testa …A dor que estes gafanhotos causavam sobre aqueles que não tinham a marca de Deus, era semelhante a dor da picada de um escorpião.” … A quinta trombeta é responsável por trazer as inquietações do mundo, pois as pessoas não conseguem terem paz. É por isso que por todo mundo muitas pessoas buscam nas religiões, nas bebidas, na violência, nas relações sexuais, nas experiências sexuais, no adultério, nas imoralidades, no homossexualismo, na troca de casais, na prostituição, nas drogas, na fama, na música, no desemprego, e principalmente no dinheiro, mas na verdade nada disso adianta e sim piora mais ainda, pois na verdade estas atitudes fazem com que o vazio interior do ser humano aumente ainda mais e de uma forma ainda mais expressa, devido ás suas atitudes pecaminosas que resultam na condenação na morte e na condenação da alma sobre tormento.

Para uma sociedade mundial onde muitos rejeitam á Deus, a maldição é receber o que elas mesmas desejam, ou seja, o tormento trazido pelos agentes que saíram do abismo sobre aqueles que não possuem a marca de Deus. Um mundo sem Deus somente pode existir como um mundo em que penetra o satanismo. Deus dá aos homens o que eles querem, e é nisso que está a maior ruína deles. Deus pode perfeitamente usar uma obra de Satanás como se fosse um castigo e uma admoestação as pessoas más que não possuem a Sua marca, tanto é que (Romanos cap.9 vers.20) diz que: “Mas quem é você para querer discutir com Deus ?…”. Deus não deve nenhum tipo de satisfação á nenhuma de Suas criações, pelo contrário, são as Suas criações que Lhe devem satisfações. A criação jamais poderá ter domínio sobre o seu próprio Criador !!!

Ao avaliar com atenção todo o contexto de (Apocalipse cap.9) pode-se chegar á conclusão de que a limitada autoridade de Satanás é dividida em 3 aspectos:

1ª) ELE PRECISA RECEBER AUTORIDADE PARA ABRIR O POÇO DO ABISMO: Satanás não possui á chave do poço do abismo, portanto, ela precisará ser entregue por alguém, e esse alguém é o próprio Jesus Cristo, pois as chaves do inferno estão sobre os Seus cuidados especiais.

Existem dois tipos de demônios, (mas demônios são demônios):

A) Aqueles que estão presos e algemados aguardando julgamento !!! (Uma parte da terça parte)

B) E aqueles que se encontram em plena atividade sob comando de Satanás que se encontra sobre uma outra esfera !!! (uma outra parte da terça parte)

É importante saber que parte dos demônios que ainda se encontram presos também serão liberados conforme nos mostra (2 Pedro cap.2 vers.4) que diz: “Pois Deus não deixou escapar os anjos que pecaram, mas sim os jogou no inferno e os deixou presos e acorrentados sobre a escuridão, aguardando o Dia do Julgamento.”

Satanás precisa receber permissão para que seus agentes possam sair e perturbar os homens.

2ª) A SUA AUTORIDADE E AS SUAS AÇÕES SÃO TOTALMENTE LIMITADAS E SUPERVISIONADAS: Os gafanhotos são insetos capazes de destruir vegetações inteiras. Deus não permite que eles causem danos á erva da terra, portanto eles não possuem autoridade para matar os seres humanos, mas sim para atormentar aqueles que não possuem a marca de Deus. Observe que é exatamente isso que o (vers.4,5) também nos mostra que: “… a missão dos gafanhotos era a de ferir pessoas que não tivessem a marca de Deus sobre a testa …A dor que estes gafanhotos causavam sobre aqueles que não tinham a marca de Deus, era semelhante a dor da picada de um escorpião.”

3ª) A SUA AUTORIDADE É LIMITADA QUANTO AO SEU TEMPO DE AÇÃO: Observe que no (vers.5,6) João diz que o tempo de ação é de 5 meses: “… E eis que estas pessoas foram completamente torturadas por um período de cinco meses. A dor que estes gafanhotos causavam sobre aqueles que não tinham a marca de Deus, era semelhante a dor da picada de um escorpião. E devido a este ataque atormentador as pessoas procuravam a morte, mas não á encontravam em nenhum lugar do mundo, pois a morte não estava sobre o alcance daquelas pessoas que estavam sofrendo com a tortura causada pelo poder dos gafanhotos.”

Nos (vers.5,6), o período de 5 meses não devem ser entendidos como uma espécie tempo literal. Na verdade, estes 5 meses representam a duração da vida de cada gafanhoto, desde á larva até à sua plenitude em ação. Nenhum demônio possui poder para agir á todo tempo, pois todos estão limitados em suas ações realizadas durante o tempo de cada gafanhoto.

Os (vers.4,5) nos mostram que a principal missão destes gafanhotos não era a de matar, mas sim de atormentar os seres humanos que não possuíam a marca de Deus: “E eis que aqueles gafanhotos receberam a ordem de não estragarem nenhum tipo de planta ou erva nas quais se encontravam sobre as árvores e sobre as plantações, pois a missão dos gafanhotos era a de ferir pessoas que não tivessem a marca de Deus sobre a testa. E eis que estas pessoas foram completamente torturadas por um período de cinco meses. A dor que estes gafanhotos causavam sobre aqueles que não tinham a marca de Deus, era semelhante a dor da picada de um escorpião.” João vê que após a tampa do abismo ser arrancada, imediatamente subiram fortes e escuras colunas de fumaça semelhantes á de uma enorme fornalha com temperatura incontrolável.

Ao avaliarmos tanto a fornalha como também a fumaça que saia de dentro dela juntamente com seus gafanhotos, se juntarmos a Bíblia Sagrada com nossos dias atuais, podemos chegar á conclusão de que não somente a fumaça mas também os gafanhotos nos quais João viu saindo da fornalha, podem ser simbolizadas como resultados dos erros, dos vícios, das violências, das decepções, dos adultérios, das traições, das degradações morais, entre diversos outros tipos de pecados que surgem através da má conduta dos seres humanos tanto sobre a sociedade como também sobre a desobediência á Palavra de Deus.

Observe que (Apocalipse cap.12 vers.12) fala de uma estrela caída na qual João classifica como um grande Dragão, ou seja, o Diabo: “… o Diabo desceu furiosamente até vocês, porque ele sabe que o seu tempo de ação está chegando ao fim.”.

Em (Apocalipse cap.12), João fala de uma invasão de forças malignas sobre a terra, e também sobre um cerco realizado por demônios em vota da terra, ou seja, as pessoas que não possuírem a marca de Deus estarão cercadas pelos gafanhotos do inferno, fazendo com que a vida destas pessoas seja de verdadeiros pesadelos e tormentos em geral, tornando a vida humana em uma verdadeira dor e angústias infernais decorrentes ao veneno do escorpiões. Estes escorpiões eram feito cobras venenosas que simbolizam as forças espirituais malignas que atormentam aqueles que não possuem a marca de Deus. É importante saber que o sofrimento que estes gafanhotos causam, não pode ser considerada como imaginária, mas sim real, pois não se tratam apenas de perturbações e sofrimentos espirituais, mas também físicos e psicológicos. Não é apenas um sofrimento escatológico, mas sim um sofrimento histórico e presente.

O tormento causado por esses gafanhotos é tão grande, que todos aqueles que não possuem a marca de Deus, buscarão a morte a fim de encontrar alívio para a agonia que sentem, só que nem mesmo a morte lhes dará alívio, e muito menos os tirarão da humilhação e da condenação. O sofrimento é de uma proporção tão grande, que a morte seria preferível á todos eles. Mas (Apocalipse cap.9) mostra que nem mesmo a morte poderá livrá-los deste grande sofrimento.

Satanás e seus demônios conhecem perfeitamente todos aqueles que são de Deus, é exatamente por isso que ele não consegue tocar em nenhum deles. Quando a pessoa pertence à família de Deus, ela se torna conhecida tanto na terra, como também no céu, e até mesmo no inferno. Quem é nascido de Deus não pode ser tocado nem por Satanás e nem muito menos por um de seus gafanhotos com ferrões de escorpião, pois Aquele que está em nós é muito maior daqueles que estão sobre o mundo, portanto, nenhum tipo de arma forjada contra nós irá prosperar, porque Deus é por nós, e nenhum gafanhoto poderá nos destruir, pois em (João cap.10 vers.28,29,30) o próprio Jesus Cristo diz que: “Eu lhes dou a vida eterna, e por isso ninguém morrerá. Jamais alguém será capaz de arrancar vidas das minhas mãos salvadoras. O poder que o Pai me deu é muito maior do que tudo, e jamais alguém poderá tirar este poder de nossas mãos. Pois Eu e o Pai somos um.”

O povo de Deus é distinguido dos ímpios pelo selo de Deus. A igreja é o povo selado de Deus. Aqueles que receberam o selo de Deus, serão completamente protegidos do ataque dos gafanhotos.

O selo de Deus é o Espírito Santo que recebemos quando verdadeiramente cremos e acreditamos Nele. O Espírito Santo não significa apenas o selo da salvação, mas também significa o tesouro da redenção.

A) Eu e você somos propriedades exclusivas de Deus;

B) Eu e você fazemos parte do povo genuíno de Deus;

C) Eu e você somos invioláveis;

D) Nenhum gafanhoto pode nos tocar;

Todos aqueles que se encontram selados pelo Espírito Santo, estão livres dos tormentos. Aqueles que estão debaixo do abrigo do sangue do Cordeiro não estão debaixo do tormento dos gafanhotos.

“E eis que é pelo poder de Deus que todos os demônios serão expulsos. E isso é uma prova de que o Reino de Deus já chegou até vocês.” (Mateus cap.12 vers.28).

“A maldição do Senhor habita na casa do perverso, porém, a morada dos justos Ele abençoa com paz e prosperidade.” (Provérbios cap.3 vers.33).

QUE DEUS TE ABENÇOE…

Ministério de Aperfeiçoamento á Pastores e Líderes.