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Justiça prorroga decisão que mantém Rosinha na Prefeitura de Campos

 

DE SÃO PAULO

O TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Rio de Janeiro estendeu mais uma vez a decisão que mantém a prefeita de Campos dos Goytacazes, Rosinha Matheus (PR), no cargo. Ela teve seu mandato cassado pela Justiça Eleitoral.

Ex-governadora do Rio, Rosinha foi condenada por suposto abuso de poder econômico e uso indevido de meios de comunicação na campanha na qual se elegeu, em 2008.

Decisão da Justiça mantém Rosinha na Prefeitura de Campos
Rosinha resiste à cassação e diz que só deixa cargo presa
Irmão de Garotinho assume lugar de Rosinha em prefeitura no Rio
Rosinha resiste à cassação e diz que só deixa cargo presa
Casal Garotinho é condenado por abuso de poder político

O relator do processo, desembargador federal Sergio Schwaitzer, decidiu que a prefeita permanece no cargo até o julgamento do recurso impetrado na Corte contra a cassação.

Sérgio Lima – 28.jun.2010/Folhapress

Rosinha Matheus ao lado do marido, Anthony Garotinho

Rosinha Matheus ao lado do marido, Anthony Garotinho

RENÚNCIA

Antes da liminar, o presidente da Câmara dos Vereadores de Campos dos Goytacazes, vereador Nelson Nahin Matheus de Oliveira (PR), que é irmão de Garotinho, renunciou assim que tomou posse no cargo de prefeito de Campos.

Ele deveria assumir o cargo como interino de sua cunhada, mas passou o cargo ao vereador Rogério Matoso (PPS), vice-presidente da Câmara, que faz oposição a Rosinha. A cerimônia foi marcada por confusão entre partidários e opositores.

No ano passado, Rosinha já passou sete meses fora do cargo pela mesma acusação, mas conseguiu reaver o mandato.

A Folha entrou em contato com a assessoria de imprensa do TRE, que informou que o desembargador não iria falar sobre a decisão.

Colaborou MARIANA LESSA, do Rio

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Senado recua em devolução de passaporte diplomática de R. R. Soares

 

MÁRCIO FALCÃO
DE BRASÍLIA

O Senado informou nesta terça-feira que não poderá pedir de volta os passaportes diplomáticos concedidos a terceiros a pedido da Casa.

Segundo avaliação da Consultoria do Senado, a devolução fica a cargo do Itamaraty, responsável pela concessão do documento.

Senador terá que devolver passaporte diplomático de bispo
Sarney desautoriza senadores a pedirem passaportes ao Itamaraty
Itamaraty renova passaporte diplomático do pastor R. R. Soares
Itamaraty renova superpassaporte de Edir Macedo

Fernando Donasci – 12.set.2007/Folhapress

Missionário R.R. Soares, da Igreja Internacional da Graca de Deus

Missionário R.R. Soares, da Igreja Internacional da Graça de Deus

Hoje, a Mesa Diretora do Senado decidiu que irá publicar uma portaria proibindo os senadores de requisitarem o documento para terceiros.

A avaliação preliminar, repassada pelo primeiro-secretário do Senado, o senador Cícero Lucena (PSDB-PB), era que a medida seria retroativa. A consultoria teve outro entendimento.

Assim, o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) teria que devolver o passaporte diplomático que solicitou para o líder da Igreja Internacional da Graça de Deus, R. R. Soares, e sua mulher Maria Magdalena B. R. Soares.

As regras mantêm previsão para que cada parlamentar solicite esse tipo de passaporte apenas para sua esposa e seus filhos menores de idade.

Os documentos do bispo e sua mulher foram renovados em nome do Senado, mas a pedido de Crivella, que fez o ofício diretamente sem passar pelo aval do comando do Senado.

Crivella disse que tomou a iniciativa para garantir isonomia de tratamento as lideranças religiosas, uma vez que bispos católicos também podem requerer o documento especial. O senador disse que o pedido tem relevância social.

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Talibãs podem ser descendentes de uma das doze tribos de Israel

Dois geneticistas tentarão comprovar pela primeira vez se o principal grupo étnico que forma o movimento talibã, os pashtuns, tem origens bíblicas e se seus membros são possíveis descendentes de uma das tribos perdidas de Israel.
O israelense Karl Skorecki e a indiana Shahnaz Ali tentarão descobrir se existe algum vínculo entre os pashtuns e a tribo bíblica de Efraim, informou nesta terça-feira (12) o jornal israelense “Yedioth Ahronoth”.
Essa tribo era uma das dez que formavam o Reino de Israel, conquistado pelos assírios por volta do ano 722 a.C. e cujos habitantes foram deportados por toda a região.
Antigas crenças indicam que algumas tribos chegaram até a Índia, onde conservaram suas tradições durante centenas de anos, mas acabaram integradas à cultura local.
Por sua vez, os pashtuns, que vivem no leste e no sul do Afeganistão e em diversas áreas do Paquistão, surgiram da região de Uttar Pradesh, no noroeste da Índia, não longe de onde supostamente foram assentados os israelitas deportados.
Entre os pashtuns existem lendas que remontam sua origem ao Egito faraônico, ao sustentar que são descendentes de egípcios que fugiram com Moisés e se integraram entre os israelitas.
Para confirmar a possível relação, Shahnaz vai comparar as provas genéticas que conseguiu no noroeste da Índia com as do israelense Skorecki, subdiretor do Hospital Rambam de Haifa e o maior especialista mundial em “genética judaica”.
Trata-se do primeiro estudo científico para tentar confirmar ou rejeitar essas lendas e tradições, às vezes milenares, mediante a busca de concordâncias genéticas.
A investigação, pedida pelo Ministério de Exterior de Israel, durará de três meses a um ano.
Uma funcionária do hospital Rambam confirmou à Agência EFE a chegada de Ali, mas não forneceu mais informações sobre a investigação porque o diretor da equipe, Skorecki, está no exterior.
Parentesco reconhecido
Em 2005, o Rabinato de Israel reconheceu a origem judaica de outra tribo de origem indiana, Lu-Shi, que se concentra em uma região próxima a Uttar Pradesh.
Seu nome significa literalmente “Dez Tribos”. O Rabinato considerou com base em provas científicas, culturais e religiosas que seus membros são os descendentes da tribo de Menashé/Manassés, o irmão de Efraim.
Os dois foram os únicos descendentes de José, filho favorito do patriarca Jacó/Israel, neto por sua vez de Abraão.
Sem que exista nenhuma prova, o estreito parentesco entre as duas tribos poderia explicar em princípio a proximidade geográfica que seus descendentes eventualmente elegeram para o exílio, ao contrário das outras oito tribos das quais nunca mais se teve notícia.
A Lu-Shi, uma tribo com 750 mil a 1,2 milhão de pessoas radicadas nas regiões de Mizoram e Manipur (nordeste da Índia), foi descoberta em 1979 por um rabino que se surpreendeu com seus rituais judaicos. Eles conservam uma bênção coletiva que declara: “nós, os filhos de Menashé, ainda levamos o legado”.
Graças à decisão do rabinato, mais de mil dos agora chamados “Filhos de Menashé” foram amparados nos últimos anos pela Lei do Retorno ao Estado de Israel, em processo de nacionalização automática para judeus e seus descendentes até a terceira geração.
Carlos Martins
Leonardo C. Santos
Teólogos