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Medalha entregue a Silas Malafaia na Câmara revolta Jean Wyllys

DEPUTADO GAY CONTESTA HOMENAGEM

FOTO - SILAS MALAFAIA RECEBE HOMENAGEM

O deputado federal Jean Wyllys (Psol-RJ) se opôs à decisão de Câmara de homenagear o pastor Silas Malafaia, entregando lhe a Medalha do Mérito Legislativo. Para o deputado, que é gay e defensor da causa, o pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo não é merecedor dessa honraria por “perseguir” minorias por sua orientação sexual.

“Essa homenagem mais parece uma medalha do fundamentalismo cristão. Fico escandalizado que a Câmara possa conceder uma homenagem desse porte a pessoas que violam os direitos humanos, no caso os direitos da população LGBT”, disse Jean ao Congresso em Foco.

A homenagem ao pastor foi uma indicação feita pelo deputado Lourival Mendes (PTdoB-MA), que defende o direito de o líder evangélico expressar o que pensa. A condecoração acontecerá na tarde desta quinta-feira, 1º de dezembro.

Para o deputado do Psol para a Câmara condecorar alguém precisa avaliar alguns critérios como o não envolvimento em escândalos de corrupção, a não violação de direitos constitucionais e a não perseguição a minorias “vulneráveis”.

Ele acredita que a indicação de pastores é reflexo do crescimento das igrejas neopentecostais no país. “Essa homenagem significa que essas igrejas estão cada vez mais ricas e mais influentes no Parlamento brasileiro, financiando deputados e exigindo depois”, disse ele.

O deputado Lourival Mendes garante que o pastor Silas Malafaia merece ser homenageado com o prêmio. “O pastor tem um trabalho muito relevante para a sociedade cristã e toda a bancada cristã na Câmara aprovou a sua indicação. Ele será muito bem recebido hoje”.

A medalha de Mérito Legislativo é entregue anualmente pela Câmara a personalidades brasileiras ou estrangeiras que realizam serviços de relevância para a sociedade. Os deputados indicam os agraciados que recebem a medalha das mãos do presidente da Casa e do segundo-secretário.

Data: 2/12/2011 08:53:56
Fonte: Correio do Brasil

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Governo do Irã confisca Bíblias e destrói igrejas declarando guerra ao cristianismo

 

Por Dan Martins em 1 de dezembro de 2011

 

Mais de 6.500 Bíblias foram confiscadas, sites foram fechados e igrejas foram destruídas por autoridades iranianas em uma ofensiva do governo contra o crescimento do cristianismo no país.

Segundo a agência oficial de notícias Mehr, a ação se justifica por que “os missionários cristãos têm feito uma campanha milionária, com publicidade enganosa para que a opinião pública e a juventude se afastem dos ensinamentos do Islã”.

O aiatolá Hadi Jahangosha manifestou sua preocupação com a “expansão do cristianismo entre os jovens”, e culpou os meios eletrônicos de comunicação e a facilidade de acesso a literatura cristão pela expansão: “É responsabilidade de todos os cidadãos do Irã que façam algo sobre isso e cumpram seu papel na difusão do Islã puro, lutando contra as culturas falsas e distorcidas do Ocidente” disse o líder islâmico.

Segundo a agência cristã iraniana Mohabat News, um assessor do comitê de assuntos sociais do Parlamento do Irã confirmou que a maioria das milhares de Bíblias confiscadas veio das cidades de Zanjan e Abhar, Estado de Zanjan.

“O importante neste assunto é que a polícia, os juízes e os líderes religiosos devem estar cientes que os cristãos estão se fortalecendo para enfrentar o Islã, caso contrário, qual o sentido de terem produzido este grande número de Bíblias?” disse um representante do governo sobre as Bíblias confiscadas, que segundo ele “foram produzidas com uma melhor qualidade de papel, em tamanho de livro de bolso.”

Além do confisco de Bíblias o temor dos líderes cristãos no país é de que o governo destrua igrejas no país como aconteceu na cidade de Kerman onde uma das principais igrejas foi destruída por autoridades locais.

Além do confisco de Bíblias, o que preocupa a liderança cristã no país é a destruição de igrejas, como aconteceu na cidade de Kerman, onde uma das principais igrejas da cidade foi destruída por autoridades islâmicas locais. A liderança afirma também que o governo Mahmoud Ahmadinejad está preocupado com o grande número de muçulmanos que estão se convertendo ao cristianismo. Segundo eles o país já tem pelo menos 100.000 cristãos.

Outro alvo de ataque do regime iraniano são os sites em língua persa com conteúdo cristão, entre eles a agência Mohabat News. Muitos sites foram tirados do ar com ataques que sobrecarregam os servidores, um tipo de ataque cibernético, conhecido como DDoS, que está se tornando muito comum para retirar sites do ar.

E o governo não se preocupa em esconder seus atos, o Ministério da Segurança do Irã anuncia ter eliminado uma rede de Internet que, segundo as autoridades, “fazia propaganda antirreligiosa no ciberespaço”. O ministério anunciou também a prisão de várias pessoas envolvidas com esses sites e criou um comitê regulatório para monitorar os usuários de internet no país.

Fonte: Gospel+

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