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Afinal, Um Presidente Muçulmano

 

Eleições Americanas 2012: Latinos, negros e outros grupos podem estar deixando a base do Presidente Obama, mas os muçulmanos se mantêm firmes.  Aparentemente eles têm um laço especial, surgido de uma convergência de interesses.

Na primeira vez que Barack Hussein Obama tomou posse em janeiro de 2009, tinha 92% de aceitação entre a população negra, 72% entre a latina e 58% entre a branca, de acordo com a Gallup.

Desde então, seu índice mensal de aceitação caiu oito pontos entre os negros, 27 entre os latinos e 25 entre os brancos.

Os negros estão frustrados com o insucesso de Obama em criar empregos durante uma recessão que atingiu mais fortemente os afro-americanos. A discórdia está tão grave que até a bancada negra do Congresso americano está alfinetando o primeiro presidente negro da história.

Enquanto isso, os latinos estão irritados com a falha de Obama em forçar no Congresso a anistia dos imigrantes ilegais.

Pesquisas mostram também que ele perdeu espaço entre os partidários independentes, e os jovens também desanimaram com ele.

Obama vem perdendo boa parte da sua base eleitoral de 2008, com uma exceção notável: os muçulmanos. Eles se mantêm incrivelmente leais ao presidente. Aliás, o entusiasmo deles até aumentou.

No mês passado, o Pew Research Center divulgou uma pesquisa entre muçulmanos americanos que foi quase completamente ignorada. Ela descobriu que os muçulmanos aprovam com larga vantagem a maneira com que Obama vem conduzindo o seu cargo. Mais de três quartos (76%) o aprovam, comparado a apenas 46% do restante da população.

O presidente Bush, por outro lado, juntava meros 15% de aprovação entre os muçulmanos. “Os muçulmanos claramente consideram Obama um aliado”, disse o Pew no relatório.

Obama tomou posse prometendo melhorar as relações com o mundo islâmico, e cumpriu sua promessa com louvor. O Pew descobriu que quase dois terços dos muçulmanos nos EUA dizem que Obama costuma tratá-los bem, e apenas 4% o veem com hostilidade.

E muitos o enxergam como um deles. Um em cada dez diz acreditar que o presidente é muçulmano, enquanto um terço afirma não saber ou não querer responder.

Suas inúmeras concessões a muçulmanos foi outra das razões para torná-lo tão popular na comunidade.

Obama indicou um número recorde de muçulmanos para o seu governo, incluindo pelo menos três agentes da fundamentalista Irmandade Islâmica para cargos na Casa Branca, de acordo com o reformista muçulmano Tarek Fatah. Obama também arquivou inquéritos contra integrantes da Irmandade Islâmica atuando nos EUA, enquanto que lá fora livrou o caminho para que ela implantasse suas teocracias.

Há tantos muçulmanos tomando o lado de Obama também porque ele lhes prometeu mais “serviços sociais” (incluindo “empregos, educação, saúde e direitos civis”) como parte da sua nova política antiterrorista.

Isso é música para seus ouvidos. De acordo com a nova pesquisa, os muçulmanos adoram um Estado grande tanto quanto Obama. A grande maioria afirma preferir um Estado maior, com mais serviços do que um Estado menor, com menos.

De fato, 68% deles afirmam preferir um governo ainda maior e mais atuante do que o dos planos de Obama.

O seu principal eleitorado, afinal, pode ser o de muçulmanos. Parecem estar rezando na mesma cartilha.

Tradução: Luis Gustavo Gentil

Título original: A Muslim President, After All

Fonte em português: www.juliosevero.com

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Grupos Religiosos Querem Vetar Concerto de Rick Martin

 

Por Amanda Gigliotti|Repórter do The Christian Post

rupos religiosos de Honduras pediram ao Ministério do Interior para proibir o concerto que vai mostrar Ricky Martin no próximo dia 16 de outubro no país.

Segundo a publicação El Norte de Castilla, o motivo por trás da atitude do grupo é a homossexualidade aberta do cantor.

Ricky Martin se apresenta com a turnê ‘Música + Alma + Sexo’ da qual ele tem a intenção de mostrar sua posição sexual.

Sandra Ponce, fiscal de Direitos Humanos do país, advertiu que impedir a entrada do cantor em Honduras por causa de sua opção sexual seria um delito grave com consequências penais.

Não foi a primeira vez que Ricky Martin teve problemas por sua homossexualidade aberta em seus shows. A tentativa do cantor de expor sua sexualidade levou uma pastora de Porto Rico a dizer que ele levaria Porto-Rico.

Segundo a pastora falar com tanta abertura sobre a homossexualidade parece fazer ver a heterossexualidade como um pecado.

Pastores e líderes religiosos acreditam e sustentam suas preocupações com os efeitos provocados na estrutura das famílias e nas crianças, pelo fato do cantor expor dessa maneira a sua sexualidade.

Mas o ex-menudo parece não se preocupar com isso e disfruta da família que formou com os gêmeos Valentín e Matteo e o namorado, Carlos González Abella. Ele afirmou em entrevista anterior não ter medo de dar todas as explicações que os filhos desejem.

“Porque se forem fazer muitas perguntas eu tenho todas as respostas”.

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Bancadas Evangélica e Católica Atuam Juntas no Congresso

 

Por Jussara Teixeira|Correspondente do The Christian Post

Deputados e senadores das bancadas evangélica e católica atuam juntos monitorando e interferindo na tramitação de 368 projetos na Câmara e no Senado.

A atuação se dá em propostas como união civil entre homossexuais, criminalização da homofobia, contra osabortos legais e o chamado "divórcio instantâneo" – projeto que permite que esse processo se dê via internet- entre dezenas de outros.

De acordo com o jornal O Globo, os religiosos atuam em duas frentes: para atrasar, retirar de pauta ou rejeitar projetos que contrariam suas ideologias, e, por outro lado, trabalham pela aprovação de propostas de interesse do segmento.

Uma dessas propostas é Estatuto do Nascituro, que prevê o pagamento de um salário mínimo para mulheres que engravidaram após estupro. Essa pensão pode perdurar até a criança completar 18 anos.

Juntos, evangélicos e católicos formam um grupo de cerca de cem parlamentares.

Em entrevista a O Globo, o coordenador da bancada evangélica João Campos (PSDB-GO), disse: “foi-se o tempo em que católicos e evangélicos se estranhavam aqui no Congresso. Principalmente pelas críticas dos católicos aos cultos evangélicos. Esse tempo passou, e hoje trabalhamos juntos na proteção da família e da vida”.

De acordo com o estudo, a Atuação Política Católica e Evangélica no Congresso Nacional, feito pelo consultor legislativo da área de ciência política Márcio Nuno Rabat, “a presença católica e evangélica no Congresso Nacional é uma das facetas de sua presença de sua presença na sociedade brasileira”.

“Com o aumento dos evangélicos entre a população brasileira, não há diferenças tão significativas em temas ligados ao comportamento, como aborto e homossexualismo”, diz o estudo. De acordo com ele, católicos e evangélicos “apresentam pouca distinção, inclusive, nos percentuais dos que são pela proibição total e dos que são pela proibição parcial do aborto”.