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Casal entra na justiça contra a Igreja Universal

DANOS MORAIS

 

Uma família de Nova Ponte, no Triângulo Mineiro, entrou na justiça contra a igreja Universal. Ela se diz enganada com a promessa da cura do filho, que tem vários problemas de saúde.

Um casal da cidade tem um filho de cinco anos. A criança nasceu prematura e aos dois meses teve hidrocefalia, uma doença no cérebro. Depois ele contraiu meningite cinco vezes e acabou com paralisia cerebral.

Segundo o pai da criança, o operador de máquina Wederson Reis da Silva, a doença não tem cura. “Só Deus mesmo”, comenta.

Em 2009, quando o filho tinha três anos de idade, os pais acreditavam em uma cura divina, baseada na fé. O incentivo teria vindo de um pastor de uma igreja Universal do Reino de Deus, em Nova Ponte. “Na época eles pediram que a gente participasse da fogueira santa”, lembra Wederson.

Mas para participar da fogueira santa, os pais teriam que doar bens materiais e dinheiro à igreja. “Teríamos de doar nossos bens mais valiosos como carro, jóias. Demos R$800 em dinheiro”, conta o pai da criança.

Só que a cura prometida não veio. O filho do casal continua do mesmo jeito e ainda com prejuízos materiais. Sem carro e sem dinheiro, a situação da família ficou ainda mais difícil. A mãe, Paola Amália Souza, diz que não tem como levar o filho ao médico porque não tinha carro e também não tinha dinheiro para pagar o aluguel. “Me sinto enganada”, desabafa.

O pastor que teria supostamente enganado a família com promessas milagrosas de cura e cobrado por isso já não mora mais na cidade. Mesmo assim, chateados, os pais ainda em 2009 contrataram um advogado e entraram na justiça.

Nesta quinta-feira, 28, foi realizada no fórum de Nova Ponte, a primeira audiência entre a família e representantes da igreja Universal. O advogado da família, João Paulo Nunes, disse que vai pedir indenização por danos morais e a devolução dos bens doados à igreja.

A igreja Universal mandou uma representante e um advogado de Belo Horizonte, mas nenhum deles quis gravar entrevista. A audiência durou quase duas horas. Testemunhas dois lados foram ouvidas.

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Pastor é novamente preso após repressão do governo

PERSEGUIÇÃO NA CHINA

 

O pastor Enhao Shi, vice-presidente da Igreja Chinesa Casa da Aliança (CHCA), foi condenado na cidade de Suqian a 2 anos de reeducação através do trabalho forçado. Durante meses, a China tem começado a implementar uma rigorosa repressão contra as igrejas domésticas.

O pastor Shi foi preso em 31 de março e detido por 12 dias. Ele foi preso novamente em 21 de junho, como “supeito de utilizar a superstição para minar a aplicação da lei”, o que é considerado um crime sério na China. Mas a sentença lhe foi imposta administramente, sem julgamento nem assistência de um advogado.

A CHCA é uma grande “igreja doméstica” na China, com milhares de membros. Nos últimos meses, a segurança pública ordenou que a igreja suspendesse todos os tipos de reuniões e confiscou veículos, equipamentos musicais e quase todos os dízimos. A polícia também ameaçou as três filhas do pastor e seus maridos.

Na China existem mais cristãos protestantes não oficiais (80 milhões) do que membros do Movimento das Três Autonomias (20 milhões). Para que a situação não saia do controle e se torne algo grande demais, há quase quatro anos o governo lançou uma campanha para eliminar as comunidades religiosas clandestinas ou uni-las às comunidades registradas pelo governo.

A série de prisões de cristãos protestantes coincide com uma série de detenções de militantes democráticos e advogados de direitos humanos.

O governo teme que qualquer movimento não controlado pelo partido Comunista possa provocar revoltas semelhantes às que estão acontecendo no Norte da África e no Oriente Médio.

Esse medo aumentou ainda mais pelo fato de muitos ativistas que defendiam os direitos humanos terem se convertido ao cristianismo.

Mosaico de parede de 16 metros é descoberto sob as Termas de Trajano

 

Descoberta é resultado de trabalho desenvolvido desde 1995 em busca de restos sepultados pela erosão

29 de julho de 2011 | 16h 39

Efe

Roma – Um mosaico de parede, de cerca de 16 metros de comprimento e que pode chegar a 10 metros de largura, foi descoberto recentemente sob as Termas de Trajano.

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Massimo PercossiEfe

Massimo PercossiEfe

Acredita-se que o mosaico tenha 10 metros de largura

A descoberta foi apresentada nesta sexta-feira à imprensa pela Superintendência de Bens Culturais da Prefeitura de Roma, que a considera de "um extraordinário valor", já que desvela novas pistas sobre a Roma antiga.

O mosaico foi descoberto graças a trabalhos iniciados em 1995 em uma das sete colinas de Roma com o objetivo de descobrir restos sepultados pela erosão.

Os primeiros resultados desse trabalho apareceram em 1998, com a aparição de um afresco que representava um mapa da Roma antiga.

O mosaico apresentado nesta sexta-feira se estende ao longo de 16 metros de comprimento e se suspeita que possa ter dez metros de largura.

Nele aparecem representados o Deus Apolo e as musas protetoras das artes, o que leva a crer que o edifício possa ter sido um local dedicado a atividades artísticas e culturais.

Umberto Broccoli, superintendente de Bens Culturais de Roma, e o assessor de política cultural da capital italiana, Dino Gasperini, estiveram presentes na cerimônia de apresentação do mosaico.

Broccoli destacou à Agência Efe que a descoberta é muito importante porque nela aparecem "representadas figuras humanas perfeitamente identificáveis que pertencem a um conceito arquitetônico urbano esplêndido".

Por sua vez, Gasperini ressaltou que a antecipação dos fundos para os trabalhos dos arqueólogos é uma prioridade de seu departamento.

"São necessários 200 mil euros para continuarmos avançando", disse.

O edifício é anterior à época do imperador Trajano (98 d.C.-117 d.C.) e os especialistas acreditam que ele tenha sido construído entre 60 d.C. e 109 d.C.

Na data de construção das termas, todos os edifícios nos arredores do complexo urbanístico construídos antes da era do imperador Trajano ficaram sepultados e esquecidos.

Por essa razão, o arquiteto do imperador utilizou estas construções como galerias para suportar os alicerces das termas.