Categorias
Noticias

‘Tenho de rezar para Dirceu ser absolvido’, diz Roberto Jefferson

 

Denunciante do mensalão acredita que seu destino, no julgamento do STF, está diretamente ligado ao do ex-ministro

10 de julho de 2011 | 23h 00

Alfredo Junqueira / RIO – O Estado de S.Paulo

Denunciante do mensalão, o deputado cassado Roberto Jefferson (PTB-RJ) diz que teme "decisão salomônica" do Supremo Tribunal Federal (STF) e que o seu destino está atrelado ao do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu. "Se ele for condenado eu também sou. Tenho que rezar a Deus para que ele seja absolvido."

Veja também:
link Procurador-geral livra Gushiken, mas pede condenação de réus do mensalão
link Para governistas, parecer é ‘só uma etapa do processo’
link Mensalão feriu democracia, diz Gurgel

Para Jefferson, no entanto, a situação de Dirceu é "processualmente muito difícil". Ele ainda afirma que a participação do então presidente do PT José Genoino no esquema era "de menor importância".

O senhor já fez uma avaliação sobre as alegações finais que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, apresentou ao STF?

É difícil eu avaliar. O meu advogado (Luiz Francisco Corrêa Barbosa) acha que são muito fortes as possibilidades de absolvição. Eu não tenho nenhum vínculo com o processo do mensalão.

O senhor diz em seu blog que teme sair da condição de denunciante para a de condenado…

Eu não sou o fermento. Estou fora. Eu já havia advertido ao governo um ano antes. E todo mundo que foi a STF disse isso. O Miro (Teixeira), o Ciro Gomes, o Walfrido (dos Mares Guia), o Aldo Rebelo. A única preocupação que eu tenho é de o Supremo tomar uma decisão salomônica e, se condenar o José Dirceu me condena junto, para não ficar mal com o PT.

Categorias
Noticias

Austrália quer que muçulmanas removam véu do rosto

 

10 de julho de 2011 | 13h 54

AE – Agência Estado

As mulheres muçulmanas terão que remover seus véus e mostrar seus rostos para a polícia se forem requisitadas ou poderão ir para a prisão, de acordo com proposta de nova lei do estado mais populoso da Austrália, Nova Gales do Sul. Um intenso debate cultural iniciado pelo projeto de lei reflete o crescente fluxo de migrantes muçulmanos e o desconforto que os sinais visíveis do Islã estão provocando nos habitantes predominantemente católicos da Austrália.

O novo projeto de lei de Nova Gales do Sul, onde está localizada a capital Sydney, prevê que se uma mulher se recusar a remover o véu facial poderá receber uma sentença de um ano na prisão e multa de US$ 5.900. A lei – que deve ser votada pelo parlamento estadual em agosto – foi vista por civis libertários e por muitos muçulmanos como uma reação exacerbada para um caso de trânsito envolvendo uma mulher muçulmana que estava dirigindo o veículo usando o véu que deixa apenas os olhos à mostra.

O governo diz que a lei requer que motoristas e suspeitos criminais removam qualquer cobertura de suas cabeças para que a polícia possa identificá-los. Críticos afirmam que a lei tem uma tendência antimuçulmana à medida que poucas mulheres na Austrália usam burcas, a vestimenta feminina muçulmana que cobre a mulher dos pés à cabeça. Em uma população de 23 milhões de habitantes, apenas cerca de 400 mil australianos são muçulmanos, dos quais estima-se que menos de 2 mil mulheres usam véus faciais e é provável que uma fatia ainda menor dirija. As informações são da Associated Press.

Categorias
Noticias

Igrejas têm cada vez mais exigências para oficializar o ‘sim’

 

JULIANA COISSI
DE RIBEIRÃO PRETO

Para se casar hoje em uma Igreja Católica, não basta dizer o "sim". Há casos em que é preciso ir a 12 missas ou pagar multa por atraso. Por respeito à religião ou para coibir excessos, padres das igrejas mais procuradas para casamentos criaram restrições na cerimônia.

A Folha consultou 16 paróquias de SP, RJ e MG. Constatou que as normas incluem medidas contra atrasos, decotes e músicas. Ao menos três igrejas exigem dinheiro dos noivos. Caso sejam pontuais, o valor é devolvido.

É o caso do Mosteiro de São Bento, no centro da capital, e, em Ribeirão Preto (SP), da catedral e da paróquia Nossa Senhora de Fátima.

Há regras também para preservar prédios históricos. "Tivemos decorador que usou pregos nos bancos centenários para fixar arranjos", diz Alessandra Paciullo, cerimonialista do mosteiro.

Na Cruz Torta, no Alto de Pinheiros, o padre Renato Cangianelli proibiu a canção "Also Sprach Zarathustra", do filme "2001: Uma Odisseia no Espaço". "Sempre coloco a música aos noivos e pergunto do que se lembram. Todos dizem: macacos. Isso não condiz com a celebração."

Na Nossa Senhora do Brasil, a cruzada do padre Michelino Roberto é contra os decotes. Para cobrir as mais ousadas, ele tem xales para emprestar. Gabriela Chodravi, 25, que vai casar ali, deu o recado do padre às madrinhas.

O banho de arroz foi vetado em várias igrejas. "Além de superstição, é jogar alimento no chão", disse André de Oliveira, padre do Mosteiro de Nossa Senhora do Divino Espírito Santo, em Claraval (MG). Na Candelária, no Rio, o arroz foi proibido após uma funcionária escorregar e se ferir.

Editoria de Arte/Folhapress

Colaborou LUIZA SOUTO, do Rio