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Papa visita San Marino e diz se preocupar com a crise e os jovens

 

Ele celebrou missa de duas horas para 22 mil pessoas neste domingo (19).
Bento XVI fez um apelo para que refugiados tenham uma vida mais digna.

Da France Presse

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O Papa Bento XVI demonstrou neste domingo (19) preocupação com os efeitos da "crise" e a situação "precária" das famílias, em particular dos jovens, durante sua primeira visita a San Marino, pequena república localizada na Itália.

O Papa Bento XVI visita San Marino neste domingo (19) (Foto: AP/Marco Vasini)O Papa Bento XVI visita San Marino neste domingo (19) (Foto: AP/Marco Vasini)

Vinte e nove anos após a vinda de seu predecessor, João Paulo II, o papa fez um apelo para não "esquecer a crise atravessada por numerosas famílias" e "as dificuldades dos educadores na formação dos jovens", atingidos pela "precariedade em seu papel social e em sua possibilidade de encontrar trabalho".

Sob o sol forte, o papa celebrou missa de mais de duas horas para 22 mil pessoas, que lotaram o estádio de Serravalle, cidade situada aos pés da fortaleza de San Marino, constatou a AFP. As pessoas agitavam bandeirosas e usavam camisas ou bonés com as cores do Vaticano (branco e ouro).

O Papa Bento XVI visita San Marino neste domingo (19) (Foto: AP/Marco Vasini)O Papa Bento XVI visita San Marino neste domingo (19) (Foto: AP/Marco Vasini)

O papa advertiu a população de San Marino contra o "hedonismo e a avidez de poder", estimando que, na pequena república, como em outros locais, "os modelos hedonistas obscuressem o espírito e as pessoas envolvidas correm o risco de perder toda a moralidade".

Após a prece do ngelus, o papa demonstrou "alegria" com a beatificação, que deve acontecer no próximo domingo, na França, da irmã Marguerite Rutan. Esta religiosa da Lorrena, irmã da Ordem de São Vicente de Paulo, dirigia o hospital de Dax (sudoeste da França) na segunda metade do século 18 e foi guilhotinada por causa da fé católica, durante a Revolução, em 1794.

Também fez um apelo, por ocasião do dia mundial do refugiado, a ser celebrado nesta segunda-feira (20), a "garantir acolhida e condições de vida dignas aos refugiados, até que possam voltar para casa livremente e em segurança".

Proveniente do Vaticano de helicóptero, Bento XVI foi recebido ao chegar, às 07H15 GMT, ao heliporto de Torraccia por dois capitães-regentes da República – Maria Luisa Berti e Filippo Tamagnini, assim como pelo bispo de San Marino/Montefeltro, Monsenhor Luigi Negri.

A parte oficial da visita a San Marino prevê, à tarde, um encontro com os dois capitães-regentes e, à noite, preces junto com 4 mil jovens na cidade italiana de Pennabilli.

A república de San Marino, com 61 km², é o terceiro menor Estado da Europa, atrás do Vaticano e do principado de Mônaco. Constituída em 8 de outubro de 1600, é a mais velha das repúblicas europeias. Encravada entre as regiões italianas de Emilia Romagna e Marche, ela conta com 30.000 habitantes.

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Juiz de GO anula união gay e caso volta ao STF

 

Iniciativa de magistrado vai obrigar Supremo a ratificar decisão sobre união estável; juiz ataca Corte e é criticado por presidente em exercício da OAB

20 de junho de 2011 | 0h 00

Leandro Colon e Andrea Jubé Vianna – O Estado de S.Paulo

A ordem de um juiz de primeira instância de Goiânia vai obrigar o Supremo Tribunal Federal (STF) a ratificar a decisão que deu aos casais homossexuais os mesmos direitos e deveres que a legislação brasileira prevê para os heterossexuais, incluindo o reconhecimento da união estável.

O juiz Jeronymo Pedro Villas Boas, da 1.ª Vara de Fazenda Pública Municipal de Goiânia, anulou na sexta-feira o contrato de união estável celebrado pelo casal Liorcino Mendes e Odílio Torres num cartório da cidade no dia 9 de maio. Ele agiu por ofício, sem ser provocado.

Villas Boas determinou ainda que todos os cartórios de Goiânia se recusem a escriturar contratos de união entre gays sem que haja uma sentença judicial. Para o juiz, reconhecer este tipo de direito a homossexuais é o "mesmo que admitir que um determinado vocalista de banda de rock fizesse a exposição de seus órgãos íntimos em público".

Ministros do STF ouvidos ontem pelo Estado disseram que já esperavam que isso fosse ocorrer. Agora, aguardam que o casal prejudicado entre com uma reclamação diretamente no STF contra a decisão de Goiânia.

Léo Mendes, como Leorcino é conhecido, confirmou que tomará essa iniciativa. "Tenho medo do ambiente de insegurança jurídica que decisões como essa causam no País", afirmou.

O STF terá de julgar essa reclamação para ratificar a decisão que tomou em 5 de maio, o que poderá inibir outros juízes de proibir a união estável entre homossexuais. "É para confirmar a nossa decisão", disse um ministro do Supremo, que pediu para não ser identificado porque estaria antecipado o voto de um novo julgamento.

Terceiro sexo. O juiz Villas Boas decidiu agir de ofício, ou seja, sem ser provocado por um pedido. Em sua decisão, ele disse que soube pela imprensa da união entre Liorcino e Odílio.

Para Villas Boas, o STF mudou a Constituição sem ter poderes para tanto. Ele se apega ao artigo 226 da Carta que fala da união estável entre homem e mulher. O Supremo, segundo ele, teria criado um "terceiro sexo".

"A ideia de um terceiro sexo (decorrente do comportamento social ou cultural do indivíduo), portanto, quando confrontada com a realidade natural e perante a Constituição Material da Sociedade (Constituição da Comunidade Política) não passa de uma ficção jurídica, incompatível com o que se encontra sistematizado no Ordenamento Jurídico Constitucional", escreveu.

Ao tomar a decisão de reconhecer a união estável entre casais homossexuais, o STF baseou-se, entre outras coisas, no artigo 5.º da Constituição, que diz que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza.

Como até hoje o Congresso não aprovou uma legislação específica para regular a união entre pessoas do mesmo sexo, o STF teria de garantir a essa minoria direitos considerados fundamentais.

Em nota, o presidente em exercício da OAB, Miguel Cançado, afirmou que a decisão do juiz de Goiânia é "um retrocesso moralista".

"As relações homoafetivas compõem uma realidade social que merece a proteção legal", afirmou Cançado.