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Tentáculos do islamismo aos poucos envolvendo a Europa?

 

 

Dale Hurd

Embora a ideia de muçulmanos dominando Roma, conforme foi profetizado pelo profeta Maomé, possa parecer exagerada, a capital historicamente cristã da Itália é agora o local da maior mesquita da Europa. (Veja o vídeo da mesquita aqui:http://www.youtube.com/watch?v=4lx-6Yl0zx4)

Moschea di Roma, ou a Grande Mesquita de Roma, tem capacidade de acomodar 12 mil adoradores e é um símbolo poderoso da população muçulmana que não para de crescer na Itália.

Grandes mesquitas foram construídas ou estão em fase de planejamento para construção em praticamente todas as grandes cidades da Europa.

Durante séculos, os céus da cidade de Colônia, Alemanha, eram dominados por sua famosa catedral, a maior igreja gótica do norte da Europa. Mas logo essa elevada igreja terá nos céus da cidade a companhia dos elevados minaretes de 46 m de altura da mesquita de Colônia, que está sob construção.

O prédio muçulmano de adoração, que está sendo financiado pelo governo da Turquia, está sofrendo a oposição de grupos que o veem como parte do território da Turquia no coração da Alemanha.

“Esta mesquita é um símbolo de poder político. É um símbolo da islamização no centro da Europa, e principalmente esta mesquita na região de Colônia-Ehrenfeld”, Manfred Rouhs, organizador do Pro-Köln, disse para o noticiário televisivo CBN News.

Aliás, muitos dos grandes projetos de mesquitas na Europa são financiados pelo governo turco. Algumas mesquitas estão sendo financiadas pela Arábia Saudita e algumas, como a mesquita que está sendo planejada para a cidade de Copenhague, estão sendo construídas com o dinheiro da Guarda Revolucionária do Irã.

“Não é realmente uma mesquita”, Lars Hedegaard, dinamarquês especialista em assuntos islâmicos, disse acerca da mesquita de Copenhague. “Parece-se mais com um quartel militar. Vai ser uma instituição que aterrorizará não somente os dinamarqueses, mas também os iranianos não obedientes”.

Em Londres, um plano para se construir a maior mesquita da Europa entrou em choque com uma forte oposição pública e foi reduzido em tamanho.

Mas em Colônia e outras cidades, grupos e indivíduos esquerdistas estão se mostrando muito a favor das mesquitas e às vezes fazem demonstrações violentas contra aqueles que se opõem às mesquitas.

A Grande Mesquita de Roma e o número crescente de mesquitas gigantes em toda a Europa estão mudando não somente o panorama físico, mas também, conforme dizem alguns especialistas, provavelmente mudarão o panorama político.

Traduzido por Julio Severo:www.juliosevero.com

Fonte: CBN

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Estudo com pássaros traz novos dados sobre infidelidade feminina

14/06/2011 07h00 – Atualizado em 14/06/2011 07h00

 

Fêmea de mandarim troca de parceiro sem benefício aparente.
Cientistas apontam origem genética para comportamento sexual.

Tadeu MeniconiDo G1, em São Paulo

 

Uma nova pesquisa aumenta a dúvida dos cientistas em relação ao comportamento sexual dos animais. A teoria mais aceita diz que todas as ações podem ser explicadas por alguma razão biológica. Tudo que um animal faz tem o objetivo implícito de obter alguma vantagem.

No entanto, uma outra corrente duvida dessa hipótese e diz que a explicação para o comportamento pode ser genética, sem ter relação direta com a necessidade da preservação das espécies. Um estudo liderado por Wolfgang Forstmeier, pesquisador de ornitologia do Instituto Max Planck, da Alemanha, publicado pela revista científica “PNAS”, dá força a essa teoria.

Pesquisa foi feita com pássaros mandarins na Alemanha. (Foto: Karen Hull / Flickr - Creative Commons 2.0 genérico)

Pesquisa foi feita com mandarins na Alemanha. (Foto: Karen Hull / Flickr – Creative Commons 2.0 genérico)

A equipe de Forstmeier acompanhou um grupo de mais de 1,5 mil mandarins em cativeiro durante oito anos. O mandarim é um pássaro de hábitos monogâmicos que na grande maioria das vezes estabelece laços de casal de longa duração. Contudo, apesar dos laços aparentes, as relações extraconjugais são comuns.

Segundo Forstmeier, que conversou com oG1, a explicação para a traição dos machos é “óbvia”. “Os machos querem ter o maior número possível de descendentes”, disse o pesquisador. No entanto, as fêmeas também têm esse comportamento, e os cientistas não encontram nenhuma explicação lógica para isso.

A pesquisa alemã mostrou que as fêmeas que copulam com vários parceiros são filhas de machos que também faziam o mesmo. “Podemos perceber este comportamento como consequência dos genes”, constatou Forstmeier. “O comportamento pode existir mesmo se não houver benefício”, completou o cientista.

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Fim do Atlântico já pode ter começado no litoral do Sudeste

Fonte: folha.com

SALVADOR NOGUEIRA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Diz a lenda que o continente de Atlântida afundou no mar e sumiu sem deixar vestígios, milhares de anos atrás. Pura cascata. Mas uma coisa é verdade: o próprio oceano Atlântico deve desaparecer no futuro — a começar pelo litoral dos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

Calma, não há razão para desespero. Como todos os fenômenos geológicos, esse demorará para se desenrolar.

"Estamos falando de um processo de 50 milhões, 100 milhões de anos", diz Marcelo Assumpção, pesquisador da USP e coautor de um estudo com participação russa e liderado pelo geólogo português Fernando Marques, da Universidade de Lisboa.

CADÊ O SUMIÇO?

Uma primeira olhada sobre a posição dos continentes não parece sugerir nada que se assemelhe ao sumiço do Atlântico.

Afinal, desde a última grande deriva continental, iniciada cerca de 250 milhões de anos atrás, a América do Sul e a África têm só se afastado, num processo que segue em andamento.

Para compreender a conclusão dos cientistas, é preciso saber o que está acontecendo debaixo da terra e dos oceanos do planeta.

Com a abertura crescente do Atlântico, a chamada placa Sul-Americana (uma espécie de "balsa" que transporta o continente e se confronta com a placa de Nazca, no oceano Pacífico) vai se esticando e, com isso, afinando. Com isso, fica mais fria e, por consequência, mais pesada.

Ao peso aumentado se soma o fluxo de material que vem do continente e é levado pelos rios até o mar. A fragilização da placa somada ao peso adicional eventualmente fará com que ela afunde e comece a deslizar por baixo da placa Africana. "De repente o negócio afunda e aparece uma nova zona de subducção", explica Assumpção.

Editoria de Arte/Folhapress

A GRANDE QUESTÃO

Até aí, praticamente todos os geólogos do mundo concordam. A novidade do estudo liderado por Marques consiste na análise matemática de dados sobre a espessura da placa em várias regiões do Atlântico, tanto do norte como do sul.

Os resultados sugerem que a região mais provável para o início do surgimento dessa zona de subducção é o Sudeste do Brasil. "De todo o Atlântico, a primeira região que ficaria instável é o litoral na área de Santos e do Estado do Rio de Janeiro", afirma Assumpção. E a cereja no bolo: haveria sinais de que esse processo já teria começado. Mas isso ainda é controverso.

"Há alguns sinais, mas faltam medidas, e tem alguns dados que poderiam ser interpretados como início de afundamento, mas também poderiam ser outras coisas", diz ele.

O estudo já foi submetido a um periódico científico de alto impacto, embora a equipe siga procurando sinais que confirmem a hipótese.

"Realmente, conhecemos muito pouco sobre as regiões mais profundas da crosta no Brasil", diz Reinhardt Fuck, pesquisador da UnB (Universidade de Brasília) que coordenou recentemente um grande esforço de mapeamento da crosta na província Borborema, no Nordeste brasileiro, mas não teve envolvimento com o trabalho de Marques e seus colegas. "Se a conclusão for confirmada, é um resultado espetacular."

Afinal, não é todo dia que se vê o início de um grande evento geológico em pleno andamento. "É muito legal. E ninguém nessas regiões precisa se preocupar. Não tem impacto direto para elas, porque é um processo muito lento, que demora milhões de anos", diz Assumpção.

No futuro longínquo, contudo, é certo que cidades como Santos e Rio de Janeiro terão exatamente o mesmo destino que a lendária Atlântida.