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Autoridade Palestina aceita proposta de conferência

 

Organização vai a Paris, em julho, para tentar reviver as negociações de paz com Israel; governo israelense ainda não respondeu ao convite

04 de junho de 2011 | 15h 13

Agência Estado

A Autoridade Palestina aceitou neste sábado, sem condições, o convite feito pela França para comparecer a uma conferência em Paris, em julho, para tentar reviver as negociações de paz com Israel. O governo israelense ainda não respondeu ao convite.

Nabil Abu Rdeneh, assessor do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, disse que os palestinos estão preparados para enviar representantes à conferência de Paris e estão à espera das reações dos governos de Israel e dos EUA. O convite foi feito na última quinta-feira pelo ministro das Relações Exteriores da França, Alain Juppé, durante visita ao Oriente Médio.

A Autoridade Palestina tem se recusado a retomar conversações com Israel devido à insistência do governo israelense em continuar a promover a construção de assentamentos exclusivamente para judeus em terras palestinas. Ao mesmo tempo, os palestinos vêm se preparando para pedir que a Assembleia Geral da ONU, que se reúne em setembro, reconheça um Estado palestino mesmo que nenhum acordo de paz com Israel tenha sido alcançado.

Há duas semanas, o presidente dos EUA, Barack Obama, tentou atrair os palestinos de volta às conversações com Israel ao propor que as fronteiras de Israel anteriores à Guerra dos Seis Dias, de 1967, deveriam servir de base para futuras negociações para o estabelecimento de um Estado palestino. Embora essas sejam as fronteiras reconhecidas pela ONU e também tenham sido a base de todas as conversações de paz realizadas até agora, o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, rejeitou qualquer possibilidade de aceitar a proposta de Obama. As informações são da Associated Press.



Tópicos: Autoridade Palestina, Proposta, Conferência, França, Internacional, Geral

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Egito julgará 48 pessoas por confrontos em igreja

04/06/2011 – 17h18

 

Fonte: Folha.com

DA REUTERS, NO CAIRO

A promotoria pública do Egito informou que encaminhou 48 muçulmanos e cristãos para a corte criminal neste sábado, por sua participação em violência sectária que resultou no incêndio de uma igreja no bairro de Imbaba, no Cairo, em 7 de maio.

O conflito, no qual 12 pessoas foram mortas e 52 ficaram feridas, foi desencadeado por rumores de que cristãos haviam sequestrado uma mulher, Abeer Fakhry, que se convertera ao islamismo.

Entre as acusações formuladas pela promotoria se incluem incitar à violência sectária, assassinato premeditado, terrorismo e provocação de incêndio.

Esse tipo de confronto representa um desafio para o novo governo militar do Egito, que está sob pressão para impor segurança ao país e reavivar a debilitada economia, ao mesmo tempo que evita adotar duras medidas contra grupos islamistas, como as impostas pelo ex-presidente Hosmi Mubarak.

O porta-voz da promotoria, Adel Said, disse que antes dos confrontos um grupo de muçulmanos se havia concentrado diante de uma mesquita em Imbaba para incitar a população a revistar edificações próximas a uma igreja, em busca da mulher.

Enquanto isso, boatos entre os cristãos do bairro indicavam que a multidão de muçulmanos planejava atacar a igreja. Os cristãos formaram, então, grupos para proteger o templo e algumas pessoas atiraram contra a multidão de muçulmanos, disse o porta-voz.

Alguns muçulmanos também portavam armas e responderam aos disparos. Um outro boato, de que um clérigo muçulmano havia sido morto, levou depois um grupo a incendiar a igreja, acrescentou.

O promotor disse que 22 dos acusados estão detidos e foram dadas ordens de captura dos outros 26. Ainda não foi marcada a data do início das audiências.

Conflitos religiosos são motivo frequente de tensão no Egito, onde os cristãos representam cerca de 10% dos 80 milhões de habitantes.

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Vulcão entra em erupção no Chile; moradores são retirados

04/06/2011 – 18h09

DA REUTERS, EM SANTIAGO

Um complexo vulcânico entrou em erupção no sul do Chile, neste sábado, em meio a uma elevada atividade sísmica. Uma névoa de cinzas de vários quilômetros se espalhou pela região, em direção à Argentina, o que levou o governo chileno a remover cerca de 600 pessoas das áreas próximas.

A erupção no complexo vulcânico de Puyehue-Cordón Caulle, situado no sul do país, a 920 quilômetros da capital chilena, levou as autoridades a fecharem o posto fronteiriço de Cardenal Samore, o segundo de maior tráfego entre o Chile e a Argentina.

"O processo de remoção das pessoas está em andamento e foi fechada a passagem fronteiriça de Cardenal Samore até amanhã [pelo menos]", disse o chefe do governo da região sulista de Los Lagos, Juan Sebastián Montes.

Antes da erupção, o governo havia ativado um plano de retirada preventiva de cerca de 600 pessoas num raio de 8 quilômetros ao redor do maciço.

Durante a manhã deste sábado foram registrados mais de 60 tremores de magnitude mediana nas imediações da cidade de Puerto Montt, localizada nas proximidades do complexo vulcânico.

O vice-presidente do Chile, Rodrigo Hinzpeter, disse que com essas medidas estão sendo "evitados os riscos, no caso de se produzir uma desgraça maior".

O Chile possui a segunda maior cadeia vulcânica e de maior atividade no mundo, depois da Indonésia.

Em 2008, outro vulcão do sul do Chile, o Chaitén, entrou em erupção e desencadeou uma nuvem de cinzas que alcançou até mesmo a Patagônia argentina, provocando a retirada de milhares de pessoas das cidades próximas.