Autor: Pastor Ângelo Medrado
Pr. Batista, Avivado, Bacharel em Teologia, PhDr. Pedagogo Holístico docente Restaurador, Reverendo pela International Minystry of Restoration - USA - Autor dos Livros: A Maçonaria e o Cristianismo, O Cristão e a Maçonaria, A Religião do Anticristo, Vendas Alto Nível com Análise Transacional, Comportamento Gerencial.
Casado, 4 filhos, 6 netos, 1 bisneto.
http://oglobo.globo.com/jornal/Ciencia/110061818.asp
Rio, 11 de setembro de 2003 Versão impressa
Pela primeira vez na História, especialistas conseguiram datar com precisão uma estrutura descrita na Bíblia. Segundo cientistas israelenses, o Túnel Siloam, que passa sob Jerusalém, foi escavado há 2.700 anos, como asseguram os relatos bíblicos.
A passagem de meio quilômetro foi construída por baixo dos antigos muros de Jerusalém. Segundo a Bíblia, o túnel foi escavado pelo rei Ezequias em 700 a. C. para levar água da fonte de Gihon até a cidade, o que garantiria o abastecimento mesmo em tempos de guerra.
Uma equipe de pesquisadores coordenada por Amos Frumpkin, da Universidade Hebraica de Jerusalém, confirmou a data da construção do túnel. O estudo foi publicado na revista “Nature”.
— É muito raro se ter estruturas mencionadas na Bíblia que tenham sido confirmadas por datação independente — afirmou Frumpkin. — Em primeiro lugar porque, normalmente, já é muito difícil encontrar tais estruturas; em segundo, porque é muito difícil identificá-las; e, em terceiro, porque normalmente elas não estão muito bem preservadas.
A equipe examinou indícios de vegetação e estalactites encontrados no túnel com o método de datação do carbono 14 e também com o que mede os níveis de materiais radioativos.
Para os especialistas, a descoberta é importantíssima porque estabelece uma data precisa para um evento bíblico. Com isso, os cientistas não precisam mais se basear em interpretações e cálculos aproximados para situar determinadas passagens históricas.
Eles frisaram, entretanto, que a datação não constitui prova de que uma raça ou comunidade em particular tenha se estabelecido em Jerusalém antes de outra, e não deve ser usada para qualquer tipo de alegação de primazia.
O túnel é apontado como uma grande obra de engenharia e, até hoje, abastece a cidade de água.
Revista Defesa da Fé
Muitas histórias românticas têm dramatizado as minas de Salomão. Presume-se que Salomão tinha minas tão distantes quanto a cadeia do Himalaia, as profundezas da floresta equatorial da África e até mesmo a região inca, no moderno Peru, nos Andes. Especula-se a procedência de parte da madeira usada no Templo.
Qualquer mapa moderno de Israel instruirá até o espetacular vale de Timna. Era ali, naquele território de terras estéreis e ressecadas, entre picos denteados, que os antigos mineiros hebreus extraíam toneladas de cobre. No dizer de Deuteronômio 8.9, Israel foi enviado a uma terra … de cujos montes cavarás o cobre. A habilidade de Salomão, trouxe grandes riquezas ao povo de Israel, em uma época que foi o período áureo da nação.
O livro de Primeiro Reis, capítulo 10.14, dá-nos uma informação de que o peso em ouro que chegava às mãos de Salomão, em um ano, era de 666 talentos de ouro. Isso significava um total aproximado de 114 milhões de reais. Naturalmente importava também especiarias raras e outros artigos de luxo. Vale lembrar que a correlação de valores era bem diferente dos nossos dias. Por exemplo, o quilo de linho fino era comprado por dois quilos de ouro fino.
Portanto, sua reputação de homem rico está bem fundamentada. Famosas são as minas de cobre de Salomão, na Arabá, bem como a refinaria real de cobre, descoberta em Ezion-Geber, moderno Tellel-Kheleifeh. O vale do Timna, não muito distante do extremo norte do mar Vermelho, era um lugar rico em cobre, explorado por Salomão.
O rabino Nelson Glueck, explica Russell Champlin em sua Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia, era um israelita aventureiro que amava o deserto. Explorando o remoto vale do Timna, ele descobriu vários antigos locais de fundição, tendo reunido nódulos de cobre e peças quebradas de cerâmica. Essas peças de cerâmica levaram-no à sua maior descoberta – pertenciam à época de Salomão.