Israelenses e palestinos se unem para exploração do mar Morto

 

DA ASSOCIATED PRESS

A lama e o sedimento do mar Morto podem estar escondendo objetos com 500 mil anos de idade e de grande valor arqueológico e geológico –alguns dos quais forneceriam novas abordagens sobre a mudança climática contemporânea.

O projeto de investigação, conduzido pelos cientistas israelenses Zvi Ben-Avraham e Mordechai Stein, recebeu aprovação para ser levado adiante somente neste ano.

Apresentado uma década atrás, o projeto foi adiado vários vezes devido ao conflito político entre Israel e a Palestina, que agora formam parceria com outros quatro países –incluindo a Jordânia– para tornar o estudo científico viável.

Oded Balilty/AP

Exploração do mar Morto envolve seis países; lama e sedimentos serão analisados por universidade alemã

Exploração do mar Morto envolve seis países; lama e sedimentos serão analisados por universidade alemã

A maior parte dos sedimentos do mar Morto permanece intacta. Isso ocorre porque o rio Jordão é o único a despejar suas águas e nenhum outro desemboca no local. Essas características permitem aos cientistas analisar e determinar a época e o tipo de clima predominante em certos períodos da história.

As camadas também podem mostrar possíveis ocorrências de terremotos descritos em textos bíblicos e elucidar os fluxos migratórios humanos.

Com custo estimado em US$ 2,5 milhões, o projeto deve se estender por 40 dias. Os trabalhadores vão participar das escavações, revezando-se em escalas de 12 horas contínuas.

Posteriormente, camadas do solo serão retiradas e enviadas para a Universidade de Bremen, na Alemanha, para serem refrigeradas e preparadas para estudos posteriores.

Museu exibe escultura artística de mamute com 35 mil anos de idade

9/11/2010 – 13h40

 

DA FRANCE PRESSE

O Museu de Neandertal de Mettmann, cidade a oeste da Alemanha, abriu uma mostra temática sobre mamutes nesta sexta-feira.

Entre os objetos expostos, há uma escultura artística do animal feita em marfim, com data aproximada de 35 mil anos, considerada uma das mais antigas do mundo.

O artefato foi encontrado a sudoeste da Alemanha.

Martin Meissner/AP

Funcionária do Museu de Neandertal, na Alemanha, exibe peça de marfim que reproduz um mamute

Funcionária do Museu de Neandertal, na Alemanha, exibe peça de marfim que reproduz um mamute

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Seca no Amazonas revela gravuras com "caretinhas" de 5.000 anos de idade

17/11/2010 – 08h44

KÁTIA BRASIL
DE MANAUS

A seca recorde na bacia central do Amazonas permitiu a descoberta de gravuras rupestres de rostos, feitas em baixo relevo, em rochas que estavam submersas.

O conjunto de rochas fica na margem esquerda do encontro das águas dos rios Negro e Solimões, em Manaus.

Arqueólogos e geólogos dizem que as gravuras podem ter sido feitas há 5.000 anos por populações indígenas que habitavam a região.

Seis pescadores descobriram as gravuras em 25 de outubro, segundo o engenheiro florestal Akira Tanaka, subgerente do Cepeam (Centro de Projetos e Estudos Ambientais do Amazonas).

Editoria de Arte/Folhapress

Um dia antes, o Negro havia atingido o nível de 13,63 m, o mais baixo desde 1902.

"São mais de dez carinhas desenhadas nas pedras", disse o engenheiro, que fotografou as gravuras.

Eduardo Góes Neves, arqueólogo da USP que desde os anos 1990 faz pesquisas na Amazônia, analisou as fotos. "Não sabemos o significado das "caretas". Mas suspeitamos que tenham sido feitas numa época em que chovia menos na Amazônia", disse Neves.

Já existe um sítio arqueológico na área. Em 2001, Neves retirou de lá uma urna funerária de 1.200 anos -até então, o artefato mais antigo no encontro das águas.

A comprovação de que as gravuras são mais antigas do que a urna funerária atestaria que existiu uma ocupação contínua naquela região.

De acordo com Neves, gravuras de "caretas" também foram achadas em rochas que ficam submersas nas margens dos rios Urubu (AM) e Trombetas (PA), mas os desenhos têm padrão diferente dos encontrados em Manaus.

O arqueólogo defende que seja feito um estudo subaquático sobre as obras.