Igreja Católica alemã compara teste in vitro com massacre bíblico de crianças

9/12/2010 – 10h05

 

 

DA EFE

A Igreja Católica alemã comparou os testes genéticos em embriões fecundados in vitro com o Dia dos Santos Inocentes, massacre bíblico de crianças supostamente ordenado pelo rei Herodes.

O arcebispo de Colônia, Joachim Meisner, declarou em seu sermão que tanto a decisão do monarca da Judeia como o experimento científico, que gerou uma grande polêmica na Alemanha, empregam "critérios muito específicos de seleção".

Meisner, 77, disse que os critérios de Herodes foram o lugar de nascimento, a idade e o sexo, baseando-se nos conhecimentos que tinha de sua ameaça –o suposto nascimento de um novo rei. E que o teste de embriões antes de sua implantação no útero materno baseia-se na ciência para detectar doenças hereditárias e evitar assim abortos e nascimento de bebês com deficiências.

"Em qualquer caso: essa decisão é errada", concluiu Meisner. Ele acrescentou: "A dignidade humana é independente de doenças e incapacidades."

Os testes genéticos em embriões fecundados in vitro foram objetos de debates por meses na Alemanha. O partido da chanceler Angela Merkel, de linha democrata-cristão, decidiu recentemente sua proibição após uma acirrada discussão no Congresso Nacional.

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AMEAÇA À LIBERDADE É LEMBRADA

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Para 34% ameaça a Liberdade Religiosa foi pior momento de 2010

      Projetos como PLC 122/06, Lei Geral das Religiões e outros que ferem a liberdade de culto foram, para 34% dos evangélicos o pior momento para Igreja Brasileira no ano de 2010. O assunto foi tema de uma enquete promovida pelo CREIO. A briga de Silas Malafaia com Edir Macedo, e o Voto Evangélico nas eleições 2010, obtiveram 28% e 22,5% respectivamente dos votos.

De fato ameaça à liberdade de expressão e culto foram bem recorrentes no ano de 2010. Quem não se lembra do Acordo Brasil Vaticano que gerou protestos, já no final de 2009, por Batistas que escreveram um manifesto ao presidente Lula. A mesma atitude, já em 2010, foi seguida também pelos presbiterianos.

Um dos casos mais polêmicos foi o projeto de lei PLC 122/06 que cria uma espécie de ditadura gay. A Assembleia de Deus, por exemplo, pediu para pastores barrarem os senadores que votaram a favor em suas Igrejas. Lideres rejeitaram o projeto, entre eles Silas Malafaia que declarou no SBT, que homossexualidade é comportamental. “Ninguém nasce homossexual. Homossexualismo é comportamental. È um retrocesso, uma mordaça. Esta lei criminaliza a opinião. Ela tem aberrações, é uma vergonha. A lei deveria se chamar  Lei do Privilégio”,

Qual foi o pior momento para a igreja evangélica em 2010?

Data: 28/12/2010

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Advogado que defendeu teoria da evolução era defensor do comunismo

 

Dr. Paul Kengor

Nota: O Dr. Paul Kengor é professor de ciência política na Faculdade Grove City e diretor executivo do Centro de Visão e Valores (The Center for Vision & Values)

22 de dezembro de 2010 (Notícias Pró-Família) — Não, este artigo não vai tratar do “Anjo Clarence” do filme “It’s a Wonderful Life” (A felicidade não se compra). O Clarence mencionado neste artigo é muito menos inspirador — um verdadeiro embusteiro. Vou falar de Clarence Darrow, defensor dogmático dos ateus.

À medida que os cristãos nesta época do ano vão engolindo outra avalanche de ataques covardes contra o santo dia reverenciado (25 de dezembro) por eles, eles poderiam pausar para se lembrar de Darrow. Clarence Darrow (1857-1938) foi o advogado sarcástico e agressivo que enfrentou William Jennings Bryan no “Scopes Monkey Trials*” (Julgamentos sobre a Teoria do Macaco do Professor Scopes), uma batalha épica por causa da fé na esfera pública. Bryan havia sido, por três vezes, candidato presidencial pelo Partido Democrático. Ele era da velha escola, quando os políticos do Partido Democrata eram muito mais conservadores. A rechaçada que Darrow deu em Bryan no tribunal ficou imortalizada no filme nojento “Inherit the Wind” (O Vento Será Tua Herança), que retrata Bryan como um idiota e Darrow como um brilhante defensor das liberdades civis, “tolerância” e “razão”.

Esses são os motivos por que os esquerdistas seculares sustentam Clarence Darrow como seu herói vitorioso. Esses esquerdistas estão muito distantes dos primeiros cristãos progressistas como Bryan, Woodrow Wilson, Dorothy Day e Jane Addams, entre muitos outros. Os progressistas de hoje adoram Darrow.

Isso é fato consumado. O que é novo para mim, porém, foi descobrir que os elementos mais radicais da esquerda política — isto é, os comunistas americanos — adoravam Darrow da mesma forma. Isso foi um choque, uma surpresa absoluta, quando encontrei o nome de Darrow citado repetidas vezes nos Arquivos Soviéticos da Comintern sobre o Partido Comunista dos EUA (PCEUA).

Por que os comunistas adoram Darrow? Uma das possibilidades é que eles apreciavam muito o que ele havia feito nos Julgamentos sobre a Teoria da Evolução. Não havia inimigos mais furiosos do Cristianismo do que os comunistas. Darrow era o centro das atenções do movimento pelo trabalho independente dele em contestar as “superstições” idiotas de Bryan e seu bando alegre de evangélicos “sem cérebro” que criam totalmente nas Escrituras Sagradas.

Mas há mais revelações importantes. Outro motivo por que os comunistas reverenciavam Darrow é um fato que não é ensinado nas escolas: Antes de Darrow defender a teoria de que o homem veio dos macacos, ele havia defendido os comunistas e seu líder Ben Gitlow, começando com uma série de incidentes e casos dramáticos que ocorreram de 1919 até a década de 1920, quando eles estavam sendo perseguidos por advogarem a revolução armada e a derrubada do sistema dos EUA, o qual eles queriam substituir por uma “república americana soviética”. (Para ver alguns desses documentos, clique aqui.) Eles estavam sendo desafiados nos tribunais por Alexander Mitchell Palmer, ministro da Justiça do presidente Woodrow Wilson, por sua atividades descaradamente subversivas, antiamericanas e pró-bolchevistas.

O que é muito importante é que Darrow foi um dos primeiros membros da ACLU**, fundada em 1920 pelo colega ateu dele, Roger Baldwin, que, naquela época exata, era um comunista defensor da União Soviética. Conforme escrevi aqui anteriormente, uma parte imensa do trabalho inicial da ACLU era defender os comunistas dos EUA. Os membros da ACLU e os membros do Partido Comunista se agrupavam uns com os outros, e o elo comum entre eles era o ateísmo.

Quanto a Darrow, ele adotou inflexivelmente as normas políticas da ACLU e do Partido Comunista Americano, argumentando que os EUA estavam ficando obcecados com uma histeria anticomunista. Isso ocorreu décadas antes de Joe McCarthy.

Mas a defesa de Clarence Darrow aos comunistas americanos nos tribunais foi mais tosca do que isso. Darrow insistia em que os comunistas americanos não eram leais à URSS, apesar dos pôsteres fixados nos prédios do Partido Comunista (clique aqui). Ele também declarava que os comunistas americanos personificavam a Revolução Americana e os fundadores da República dos Estados Unidos. “Um homem ter medo de revolução nos EUA”, argumentou Darrow, “seria uma vergonha para sua própria mãe!”

“Revolução?”, debochou Darrow. O que era mais intrinsecamente americano? Esses marxistas-leninistas dos EUA eram a encarnação de Madison e Jefferson.

Se isso não fosse ofensivo o suficiente, o campeão dos ateus invocou o Deus todo-poderoso em favor dessa sublime revolução: “Devemos recordar algumas revoluções que ocorreram no passado e dar graças a Deus por aqueles que se revoltaram e venceram. Seria totalmente desonesto não fazer isso”.

De acordo com a descrição dele, os vilões não eram os comunistas; não, os vilões eram as pessoas que faziam cruzadas contra o comunismo.

Por defender fortemente tais absurdos, os comunistas dos EUA foram eternamente gratos a Clarence Darrow.

Em conclusão, é indispensável compreender que os comunistas adotaram Darrow porque Darrow se opunha a figuras do Partido Democrático como Woodrow Wilson e Franklin Delano Roosevelt, os quais os comunistas desprezavam. Aliás, foram as críticas de Darrow ao New Deal*** que o trouxeram à minha atenção — na verdade, à minha tela de microfichas — nos Arquivos do Comintern. A linha de raciocínio era que Roosevelt era um “fascista”, determinado a fazer uma “guerra mundial”, buscando impor “trabalhos forçados”. (Clique aqui para ver exemplos.) Darrow condenou fortemente o New Deal, o que encantou seus camaradas.

Naturalmente, nossas escolas não ensinam esses fatos. As referências das enciclopédias a Darrow ignoram as ligações dele com os comunistas. Uma busca no Google sobre Darrow em primeiro lugar traz a biografia dele na Wikipédia, que, na época da redação deste artigo, não continha uma só menção desses fatos, e a palavra “comunista” nunca aparece.

Ai, ai, Clarence Darrow, herói do Julgamento da Teoria da Evolução — e muito mais. Não espere aprender esses fatos nas aulas de ciências sociais das escolas. Aliás, nas escolas, em vez de ouvir as palavras de Darrow defendendo ardorosamente os comunistas, você só terá a chance de ouvir as palavras horrendas dele contra os que acreditam que Deus criou o mundo.

Uma versão mais longa deste artigo apareceu pela primeira vez na revista American Spectator.

Notas do tradutor:

* “Scopes Monkey Trials”: julgamento do professor John Scopes em 1925 por ensinar para crianças — que eram na vasta maioria cristãs — de uma escola pública que o homem veio do macaco, violando as leis do estado do Tennessee da época. Ele foi condenado e posteriormente absolvido com a ajuda do ateu e comunista enrustido Clarence Darrow.

** ACLU: sigla de “American Civil Liberties Union” (União das Liberdades Civis Americanas), organização esquerdista americana supostamente de defesa dos direitos do indivíduo, mas que nunca perde oportunidade de atacar os cristãos e seus valores.

*** New Deal: política econômica (de natureza socialista) implementada, em 1933, pelo presidente americano Franklin D. Roosevelt.

Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com