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NEM TUDO QUE É EVANGÉLICO É BÍBLICO

MENSAGEM

Preletor: Juarez Lima

A pregação da vez é da prosperidade. É bíblica só que não da forma como é exposta

     Dia 31 de outubro, comemoramos o Dia da Reforma Protestante. Em várias partes do país e do mundo haverá manifestações para lembrar Lutero, o grande reformador.

     Se Lutero estivesse entre nós, qual seria o seu grau de satisfação com a atual reforma protestante? Penso e não exagero! Ele suscitaria outro movimento com as mesmas reclamações da época, e até um pouco mais contundente. Talvez não só 95 teses, mas 200, 300, sei lá.
     A verdade é que hoje nem tudo que é evangélico é bíblico.
    Tenho visto os últimos acontecimentos, nos quesito religião. Fico feliz, porque vejo que a Palavra de Deus se cumpre na íntegra. O comportamento de alguns reformados me deixam, totalmente, transtornado.
     Desde que se instalou um movimento em nosso país, chamado "gospel" empurrado para nós como a grande renovação do evangelho para este país. Que me desculpem os precursores deste movimento, que de neo-petencostal agora já está sendo chamado na roda dos teólogos de pseudo-neo-petencostal.
     Alguns dirão, eu concordarei, que tivemos avanço na evangelização através da mídia, isto é fato. Hoje toda igreja tem emissora de rádio, tv, internet e muito mais, então ficou mais fácil atingir aos "necessitados". Mas me preocupa o que está sendo vendido a estes "telespectadores" que compram sonhos.
     Infelizmente, o interesse de quem está na mídia gospel brasileira em destaque, só é um: "Promoção ministerial-pessoal e venda de produtos que são a "última moda" em solução para problemas, descobertas incríveis de que para receber tem que dar, e se não for para o ministério dele, não receberá as bençãos que ele anuncia.
     Que fé mais frágil esta nossa, em que para ser abençoado eu preciso de um homem que está "acima do bem e do mal" e que só ele tem a verdade (na maioria das vezes contrária aos princípios bíblicose) que para ter comunhão com Deus, é necessário passar pelo ministério dele.
     E o que é pior, nós a elite-pensante da igreja atual, vemos tudo isso passar e não fazemos nada. Não protestamos, não abrimos nossas bocas para gritar com este tipo de "extorsão da fé". O mesmo que se faz em Aparecida estão se fazendo em alguns lugares: "Só neste altar você recebe a salvação". Alguns testemunham dizendo "Depois que conheci a igreja"; "o missionário" minha vida mudou". E onde entra o sacrifício de Cristo na Cruz, nesta história, é anulado totalmente. Vai ver se o "missionário" quer morrer em uma cruz por você?. Não critico qui o trabalho de homens sinceros, mas sim protesto contra os charlatões. Para que a carapuça servir, faça bom proveito.
     Protestar, quem protesta neste país. Os nossos sindicatos estão "amordaçados", tinhamos os sindicalistas como símbolo de luta, de briga pelos nossos direitos, hoje temos apenas um MST que, verdade seja dita, financiado pelo governo, tem em seus quadros homens que estão colocando os pés pelas mãos e saqueando fazendas, destruindo propriedades. É muito, mas não é meu, não tenho direito. E a política de reforma agrária que não saí do papel. A imprensa, corajosa, destemida, com a verdade na mão. O que faz em muitos casos "manipula a informação", omite fatos importantes e forma opiniões errôneas, faz a gente enxergar o que eles querem.
     Tenho ouvido falar em Balada Gospel. Um bailão onde nossos hinos de adoração a Deus, são deturpados em "hittings" de fazer qualquer peão dançar a noite inteira. Dando prazer e vazão para liberdades sensuais entre nossos jovens. Pergunto, o que isso tem de bíblico, nada, de evangélico, pode ser. Alguns hinos são chamados de evangélicos, mas na verdade são apenas mensagens vazias que parecem mas não é. Tem muita mistura neste meio.
     É o cantor secular que da noite pro dia descobre que se ele "criar algumas músicas gospel" e colocar na sua vóz vai manter a vendagem de seus discos, e até faturar um cachê dos pastores. Com o intuíto de evangelizar, cantores populares "gospel" levam nossos hinos, que segundo eles foram feitos para a adorar a DEus, para as festas de peões e exposições por este Brasil afora. Alguns deixando testemunho ridículos junto as nossas autoridades. O importante é agradar gregos e troianos.
     Sermões recheados de mensagens de alto estima, nada de estima do alto, e alguns, são tão sagazes em seus discursos que enredam a fé de ingênuos, falando que Deus disse, quando Deus não está dizendo nada.
     Distribuição de "santa ceia", que é o nosso símbolo de comunhão e lembrança do sacríficio de Cristo à pessoas que discaradamente vivem em pecado, vivem porque já se acostumaram a ele. Fazem isso apenas por ritual. E tem coisa que é evangélica, mas não é bíblica. Um homem me disse, fui a igreja num domingo pela manhã com um maço de cigarros no bolso. O pregador desafiou minha fé e disse que se eu me batizasse ficaria liberto. Não titubiei, me batizei, de lá pra cá fumava um maço, agora fumo dois, e não perco a reunião de domingo. Que absurdo!
     Eu não acredito em evangelho sem mudança radical. Esse negócio de venha como está e fique como quiser, não nos dá garantias de céu. evangelho é renúncia de muita coisa.
     Pregadores que não tem coragem e até não têm interesse de tematizar seus sermões com a mensagem da volta de Cristo. Porque Jesus tem que voltar logo agora, que comprei minha BMW, consegui muinha loja no Shopping e terminei de construir a casa dos meus sonhos.
     A pregação da vez é a da prosperidade. Ela é bíblica só que não da forma como é exposta.
     Não protestamos quando vemos a corrupção nos bombardeando de todos os lados. Na moral, na política, na religião.
     Outro perigo que estamos correndo. Basta acontecer algum fato de comoção nacional, as religiões se unem, num verdadeiro sincretismo religioso, e cada um em nome do seu Deus, fazem suas preces com palavras vazias e evasivas, apregoando que todos os caminhos levam a Deus.
     Pastores pedindo perdão ao papa por terem se desviado da fé católica. E isso é só o começo.
     Tem gente misturando o santo com o profano.
     Imagine o que faria Lutero se estivesse vivendo em nossos dias. E Paulo, o apóstolo, e o Senhor Jesus. Qual seria atitude deles?
     Pense!O que você faria se Deus te levantasse como o Lutero do século XXI. Suas 95 teses já estão prontas para serem conhecidas pelo mundo?

Data: 16/11/2010 09:09:33

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Paul Washer: Como você sabe que é salvo

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MACKENZIE – Universidade Presbiteriana responde a acusações de homofobia

Com os supostos ataques homofóbicos a três rapazes, na avenida Paulista, São Paulo, na madrugada de domingo, e após um estudante ter sido baleado porque estaria namorando durante a Parada Gay no Rio, também no domingo, um texto do chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie, publicado na semana passada no site da instituição, está correndo a internet, com comentários de indignação e revolta dirigidos à universidade.

Intitulado “Manifesto Presbiteriano sobre a Lei da Homofobia”, trata-se de uma carta aberta em que o reverendo Augustus Nicodemus Gomes Lopes expõe os motivos religiosos que o fazem ser contra a aprovação da lei, atualmente em tramitação no Senado.

"O pronunciamento afirma por um lado o respeito devido a todas as pessoas, independentemente de suas escolhas sexuais; por outro, afirma o direito da livre expressão, garantido pela Constituição", diz a carta em um trecho.

O parágrafo mais taxativo afirma que: "A Igreja Presbiteriana do Brasil MANIFESTA-SE [com letras maiúsculas mesmo] contra a aprovação da chamada lei da homofobia, por entender que ensinar e pregar contra a prática do homossexualismo não é homofobia, por entender que uma lei dessa natureza maximiza direitos a um determinado grupo de cidadãos, ao mesmo tempo em que minimiza, atrofia e falece direitos e princípios já determinados principalmente pela Carta Magna e pela Declaração Universal de Direitos Humanos."

A assessoria do Mackenzie explica que, basicamente, o que ele quer dizer é que todo mundo tem direito de expressar sua opinião, desde que se mantenha o respeito. E que se a liturgia religiosa for contrária a práticas homossexuais, ela não pode ser chamada de homofóbica por pregar isso a seus fiéis.

O chanceler representa o Instituto Presbiteriano Mackenzie perante à universidade. “Ele é a voz da Igreja, não necessariamente a voz da universidade”, explica a assessoria de imprensa. No entanto, Gomes Lopes endossa no texto que o centro universitário se pauta pelos valores presbiterianos propagados pelo instituto.

O texto foi retirado da seção de artigos do chanceler, mas a assessoria confirmou sua autoria, mesmo sem saber o motivo da remoção. O Mackenzie não aceitou entrevista com Gomes Lopes ou outra autoridade do instituto ou da universidade, limitando-se a expressar-se por uma nota oficial:

"O pronunciamento sobre o PL 122 é da Igreja Presbiteriana do Brasil, Associada Vitalícia do Mackenzie, feito em 2007, e se encontra em seu site. O Mackenzie se posiciona contra qualquer tipo de violência e descriminação (sic) feitas ao ser humano, como também se posiciona contra qualquer tentativa de se tolher a liberdade de consciência e de expressão garantidas pela Constituição."

Leia a carta aberta do chanceler, na íntegra:

"Manifesto Presbiteriano sobre a Lei da Homofobia

Leitura: Salmo

O Salmo 1, juntamente com outras passagens da Bíblia, mostra que a ética da tradição judaico-cristã distingue entre comportamentos aceitáveis e não aceitáveis para o cristão. A nossa cultura está mais e mais permeada pelo relativismo moral e cada vez mais distante de referenciais que mostram o certo e o errado. Todavia, os cristãos se guiam pelos referenciais morais da Bíblia e não pelas mudanças de valores que ocorrem em todas as culturas.

Uma das questões que tem chamado a atenção do povo brasileiro é o projeto de lei em tramitação na Câmara que pretende tornar crime manifestações contrárias à homossexualidade. A Igreja Presbiteriana do Brasil, a Associada Vitalícia do Mackenzie, pronunciou-se recentemente sobre esse assunto. O pronunciamento afirma por um lado o respeito devido a todas as pessoas, independentemente de suas escolhas sexuais; por outro, afirma o direito da livre expressão, garantido pela Constituição, direito esse que será tolhido caso a chamada lei da homofobia seja aprovada.

A Universidade Presbiteriana Mackenzie, sendo de natureza confessional, cristã e reformada, guia-se em sua ética pelos valores presbiterianos. O manifesto presbiteriano sobre a homofobia, reproduzido abaixo, serve de orientação à comunidade acadêmica, quanto ao que pensa a Associada Vitalícia sobre esse assunto:

"Quanto à chamada LEI DA HOMOFOBIA, que parte do princípio que toda manifestação contrária ao homossexualismo é homofóbica, e que caracteriza como crime todas essas manifestações, a Igreja Presbiteriana do Brasil repudia a caracterização da expressão do ensino bíblico sobre o homossexualismo como sendo homofobia, ao mesmo tempo em que repudia qualquer forma de violência contra o ser humano criado à imagem de Deus, o que inclui homossexuais e quaisquer outros cidadãos.

Visto que: (1) a promulgação da nossa Carta Magna em 1988 já previa direitos e garantias individuais para todos os cidadãos brasileiros; (2) as medidas legais que surgiram visando beneficiar homossexuais, como o reconhecimento da sua união estável, a adoção por homossexuais, o direito patrimonial e a previsão de benefícios por parte do INSS foram tomadas buscando resolver casos concretos sem, contudo, observar o interesse público, o bem comum e a legislação pátria vigente; (3) a liberdade religiosa assegura a todo cidadão brasileiro a exposição de sua fé sem a interferência do Estado, sendo a este vedada a interferência nas formas de culto, na subvenção de quaisquer cultos e ainda na própria opção pela inexistência de fé e culto; (4) a liberdade de expressão, como direito individual e coletivo, corrobora com a mãe das liberdades, a liberdade de consciência, mantendo o Estado eqüidistante das manifestações cúlticas em todas as culturas e expressões religiosas do nosso País; (5) as Escrituras Sagradas, sobre as quais a Igreja Presbiteriana do Brasil firma suas crenças e práticas, ensinam que Deus criou a humanidade com uma diferenciação sexual (homem e mulher) e com propósitos heterossexuais específicos que envolvem o casamento, a unidade sexual e a procriação; e que Jesus Cristo ratificou esse entendimento ao dizer, ". . . desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher" (Marcos 10.6); e que os apóstolos de Cristo entendiam que a prática homossexual era pecaminosa e contrária aos planos originais de Deus (Romanos 1.24-27; 1Coríntios 6:9-11).

A Igreja Presbiteriana do Brasil MANIFESTA-SE contra a aprovação da chamada lei da homofobia, por entender que ensinar e pregar contra a prática do homossexualismo não é homofobia, por entender que uma lei dessa natureza maximiza direitos a um determinado grupo de cidadãos, ao mesmo tempo em que minimiza, atrofia e falece direitos e princípios já determinados principalmente pela Carta Magna e pela Declaração Universal de Direitos Humanos; e por entender que tal lei interfere diretamente na liberdade e na missão das igrejas de todas orientações de falarem, pregarem e ensinarem sobre a conduta e o comportamento ético de todos, inclusive dos homossexuais.

Portanto, a Igreja Presbiteriana do Brasil reafirma seu direito de expressar-se, em público e em privado, sobre todo e qualquer comportamento humano, no cumprimento de sua missão de anunciar o Evangelho, conclamando a todos ao arrependimento e à fé em Jesus Cristo".

Rev. Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes

Chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie"

Data: 18/11/2010 08:28:20
Fonte: Guia do Estudante