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Médicos haviam aconselhado mãe de Susan Boyle a abortá-la

 

Peter J. Smith

EDIMBURGO, Reino Unido, 15 de outubro de 2010 (Notícias Pró-Família) — Susan Boyle, fenômeno internacional da música, revelou numa recente autobiografia que os médicos haviam aconselhado sua mãe a abortá-la, porque achavam que a gravidez era de risco.

Boyle disparou para a fama em abril de 2009 depois de aparecer num programa de televisão da Inglaterra chamado “Britain’s Got Talent”, quando a escocesa de aparência simples chocou as audiências com uma interpretação muito forte de “Sonhei um sonho” da versão musical de “Les Misérables” de Victor Hugo.

Mas Boyle, que tem 49 anos e é natural de Blackburn, uma vila em West Lothian, Escócia, nunca teria sonhado que cantaria em palcos internacionais, se sua mãe tivesse concordado em abortá-la por conselho de médicos.

Em sua autobiografia, “The Woman I Was Born To Be” (A Mulher que Nasci para Ser), Boyle revela que os médicos recomendaram uma “interrupção da gravidez” para Bridget Boyle, que já era mãe de oito filhos, porque temiam complicações físicas.

Boyle revela que sua mãe rejeitou esse conselho como “impensável” já que ela era uma “católica devota”.

Quando Boyle nasceu por parto cesáreo de emergência, os médicos não disseram para sua mãe o costumeiro “Congratulações, Sra. Boyle! Uma bela menina”. Boyle escreveu que os médicos adotaram um modo desdenhoso de ver a vida dela — principalmente quando suspeitaram que ela estivesse sofrendo de danos cerebrais devido à falta de oxigênio.

“Provavelmente, é melhor aceitar o fato de que Susan jamais será alguma coisa”, Boyle recontou os médicos dizendo para sua mãe. “‘Susan jamais virá a ser alguma coisa. Portanto, não espere muito dela’”.

“Tenho certeza de que eles tinham intenções muito boas”, continuou Boyle, “mas não penso que eles deveriam ter dito isso, porque ninguém pode predizer o futuro”.

“O que eles não sabiam era que tenho um pouco de guerreira, e venho me esforçando a minha vida inteira para provar que eles estavam errados”.

Boyle lançou seu primeiro álbum “I Dreamed a Dream” (Sonhei um sonho) em 23 de novembro de 2009, e rapidamente vendeu 9 milhões de CDs em seis semanas, tornando-o o álbum número e mais vendido daquele ano. O Livro Guinness de Recordes Mundiais também reconheceu Boyle como a artista inglesa número 1 com o álbum de estreia que mais vendas teve em pouco tempo.

Em anos recentes, muita gente famosa tem revelado que teve mães que se defrontaram com a escolha de abortar ou dar a luz.

Andrea Bocelli, cantor de opera e música clássica e pop, revelou ao mundo neste ano que os médicos haviam recomendado aborto para sua mãe depois que ela sofreu a experiência de um ataque de apendicite, aumentando a probabilidade de que seu filho nasceria com uma deficiência. Bocelli é completamente cego.

Bocelli disse que esperava que o testemunho de sua corajosa mãe “pudesse animar muitas mães que se acham em situações difíceis naqueles momentos em que a vida é complexa, mas querem salvar a vida de seus bebês”. (Veja aqui a cobertura em inglês)

Nos Estados Unidos, o astro do futebol universitário Tim Tebow (agora zagueiro do time Denver Broncos) revelou que os médicos haviam recomendado aborto para sua mãe depois que ela ficou doente nas Filipinas.

O testemunho de Tebow foi retratado num anúncio televisivo de 30 segundos comprado durante o Super Bowl [campeonato da Liga Nacional de Futebol dos EUA]. De acordo com um estudo, 92.6 milhões de americanos assistiram ao anúncio. Daqueles que se identificaram como apoiadores do aborto, quatro por cento disseram que foram levados a “reconsiderar pessoalmente sua opinião sobre o aborto” depois de assistirem Tebow e sua mãe Pam contarem seu testemunho no anúncio. (Veja a cobertura em português.)

Uma amostra da autobiografia de Boyle “The Woman I Was Born To Be” está disponível em inglês aqui.

Veja a cobertura relacionada de LifeSiteNews.com:

Andrea Bocelli Confirms: He’s Not Merely Anti-Abortion, he’s “For Life”
http://www.lifesitenews.com/ldn/2010/jun/10062109.html

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Os mineiros chilenos, o mico-leão, e o destino de fetos e embriões humanos

 

Heitor De Paola

O aborto é tratado como um direito da mulher ou um problema de saúde pública, o feto que se dane. Só entrou em pauta nos debates eleitorais porque uma das candidatas fingia ser contra a descriminação em nome de princípios religiosos, mas ao invés de se mostrar firme, sugeria um plebiscito.

Recentemente a humanidade inteira foi mobilizada pelo drama com tons de epopéia dos 33 mineiros soterrados em Copiapó. Esforços extraordinários foram empreendidos e grandes somas despendidas para salvá-los. Tecnologias anteriormente impensadas foram desenvolvidas. Houve uma vibração e alívio geral pelo sucesso da operação.

A ninguém ocorreu — ou ao menos ninguém expressou esta idéia — que seria muito mais barato deixá-los morrer por asfixia, fome e sede, ou envenená-los com gás tóxico. Nas últimas décadas parcelas da sociedade mundial começaram a se preocupar com as espécies animais e vegetais em extinção, das quais o mico-leão-dourado está aqui como representante simbólico, como poderiam ser as baleias ou qualquer planta ameaçada.

Mais uma vez fortunas foram levantadas, obras fundamentais embargadas, esforços inauditos despendidos. A cada bichinho ou planta salva a euforia é imensa e generalizada.

Isto para não falar em tribos indígenas selvagens que recentemente conseguiram territórios imensos, maiores que a grande maioria dos países europeus, contemplando uma quantidade irrisória de indivíduos com milhares de hectares sob a desculpa esfarrapada de que sua "cultura" necessita de grandes espaços para sobreviver intacta.

Quando se trata de salvar ou matar embriões e fetos humanos, gerados por seres humanos, hospedados em barrigas humanas e não em confins de matas selvagens ou nas profundezas de uma mina, aí o tom muda radicalmente! O entusiasmo em salvar umas tantas pererecas à custa de obras — hidrelétricas p. ex. — que trariam benefícios para milhares de pessoas é substituído por uma frieza de arrepiar! Enquanto uma baleia, um jacaré ou um mico tem os seus direitos, sujeitando os caçadores a penas de prisão inafiançáveis, os embriões e fetos não têm direito algum e ficam ao sabor de direitos dos outros: da mãe, do pai, da sociedade ou — o que é mais horripilante ainda — dos gastos públicos! Os que advogam por seus direitos são "obscurantistas" ou "fundamentalistas religiosos" — até mesmo aqueles que não professam nenhuma.

O aborto é tratado como um direito da mulher ou um problema de saúde pública, o feto que se dane. Só entrou em pauta nos debates eleitorais porque uma das candidatas fingia ser contra a descriminação em nome de princípios religiosos, mas ao invés de se mostrar firme, sugeria um plebiscito. E isto teria, segundo alguns, roubado milhões de votos dos demais, principalmente da candidata oficial. Aliás, a referida ex-candidata é a mesma que move céus e terras para salvar árvores, índios ou jacarés. Então, no segundo turno, o assunto passou a preponderar como mera moeda de troca de votos. Um dos candidatos, querendo ver-se livre da batata quente, afirma que é problema das religiões! Ora, então as religiões devem legislar sobre direitos dos cidadãos de qualquer idade? Vamos viver sob alguma shari’a, ou várias, uma para cada religião? Não cabe mais ao Estado criar leis que defendam de forma positiva o que é um direito natural inviolável? Ou acreditar em direitos naturais é obscurantismo e medievalismo?

Não temo estar saindo do "obsequioso silêncio" que me impus referente à farsa eleitoral que corre por aí porque ambos os candidatos tratam do assunto com a maior frieza, como não se tratasse de vidas humanas em risco. E não me refiro só ao aborto: o uso "médico" de células-tronco embrionárias já começa a formar uma verdadeira indústria de produção e manipulação de embriões humanos despertando a cobiça e a ganância de milhões e milhões de dólares que renderá este caminho inexorável ao "admirável mundo novo" de produção em série de seres humanos geneticamente manipulados.

Mas a manipulação já começa antes, e a primeira vítima é a verdade. Publica-se como manchete que "a criminalização do aborto causa a morte de milhares de mulheres". Numa típica inversão revolucionária do pensamento — para a qual Olavo de Carvalho não cansa de chamar a atenção — atribui-se aos defensores da vida a responsabilidade pela morte de mulheres que se submetem a abortos clandestinos, como se alguma vez tivéssemos defendido que elas sejam abandonadas até morrerem sangrando, se algo vai mal! Usa-se o mesmo argumento hipócrita que serve para o grotesco "casamento" gay: é a criminalização ou o "preconceito" que causam o sofrimento.

Um Tea Party brasileiro?

Esta safadeza a respeito do aborto pode ter desencadeado um movimento conservador brasileiro, algo impensável nas últimas décadas. Será?

Fonte: Mídia Sem Máscara

Divulgação: www.juliosevero.com

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Campanha de Serra faz ofertas a evangélicos

 

A campanha de José Serra (PSDB) está oferecendo benefícios a igrejas evangélicas e a entidades a elas ligadas em troca de apoio de pastores à candidatura tucana. O mesmo foi feito na campanha do governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin.

O responsável pelo contato com os líderes é Alcides Cantóia Jr., pastor da Assembleia de Deus em São Paulo.

Ele responde pela "coordenadoria de evangélicos" da campanha, criada ainda no primeiro turno exclusivamente para angariar apoios entre evangélicos.

"Disparo entre 150 e 200 telefonemas por dia, mais ou menos", diz Cantóia, que trabalha numa espécie de guichê montado no térreo do edifício Praça da Bandeira (antigo Joelma), quartel-general da campanha de Serra. No local, ele também recebe pastores para "um café".

Os telefonemas são feitos para pastores de várias denominações em todo o Estado de São Paulo, em busca de pedido de voto em Serra entre os fiéis de suas respectivas igrejas.

Segundo Cantóia, entre os argumentos para conquistar o engajamento dos evangélicos, além do discurso relativo a valores, como a posição contrária à descriminalização do aborto, está a promessa de apoio a parcerias entre essas igrejas e entidades assistenciais a elas vinculadas com prefeituras e governo, em caso de vitória tucana.

Como exemplo, cita a possibilidade de, com os tucanos no poder, igrejas poderem oferecer apoio a crianças e adolescentes, complementando o período que elas passam na escola. Assistência a idosos também é citada.

"O objetivo é levar as crianças para dentro da igreja", afirma o pastor. "Esse é um dos argumentos. Seriam igrejas em tempo integral, complementando a atividade da escola."

Cantóia afirma, também, tentar intermediar demandas recebidas de pastores junto a prefeituras. Por exemplo, pedidos para que entidades funcionem como creche ou que virem intermediárias do programa Viva Leite, do governo estadual.

Alcides diz ter sido um dos articuladores que levou os pastores Silas Malafaia, do Rio de Janeiro, e José Wellington Bezerra, de São Paulo, ambos da Assembleia de Deus, a gravarem depoimentos de apoio a Serra, exibidos em sua propaganda na TV.

O Conselho dos Pastores de São Paulo, que reúne representantes de diversas denominações protestantes, estima que cerca de 80 mil pastores em SP apoiem Serra.

Data: 21/10/2010 10:00:04