httpv//www.youtube.com/watch?v=zj6Y4kcFNKE&feature=youtu.be
Autor: Ângelo Medrado
Pr. Batista, Avivado, Bacharel em Teologia, PhDr. Pedagogo Holístico docente Restaurador, Reverendo pela International Minystry of Restoration - USA - Autor dos Livros: A Maçonaria e o Cristianismo, O Cristão e a Maçonaria, A Religião do Anticristo, Vendas Alto Nível com Análise Transacional, Comportamento Gerencial.
Casado, 4 filhos, 6 netos, 2 bisnetos.
Papa afirma que cachorros vão para o céu
Declaração gera divergência entre teólogos Após ter feito declarações que agradaram aos gays, aos casais não casados e os defensores…
por Jarbas Aragão

Após ter feito declarações que agradaram aos gays, aos casais não casados e os defensores da teoria do Big Bang, o papa Francisco hoje conquistou os donos de cachorros e defensores dos direitos dos animais do mundo todo.
Durante uma aparição pública na Praça de São Pedro, o pontífice tentou consolar um menino que estava triste pela morte de seu cachorro. Francisco que ” um dia veremos nossos animais de novo na eternidade de Cristo. O Paraíso está aberto a todas as criaturas de Deus”. Isso implica que ele concorda que os cães (e outros animais) vão para o céu.
Assim que divulgada, a declaração foram elogiadas por organizações como a Humane Society e a ONG Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais (PETA), que comemorou a “mudança” na teologia católica, que historicamente ensina que animais não podem ir para o céu porque não têm alma.
Christine Gutleben, diretora de contato com religiões da Humane Society, maior organização de proteção aos animais nos Estados Unidos, estava surpresa. “Minha caixa de e-mails lotou. Quase imediatamente, todo mundo começou a falar no assunto”, conta. Ela acredita que a declaração terá enormes consequências. “Se o papa quis dizer que todos os animais vão para o céu, a implicação é a de que os animais têm alma”, afirmou. “Se isso é verdade, então deveríamos começar a refletir seriamente sobre como os tratamos. Precisamos admitir que eles são seres conscientes, e que significam algo para Deus”.
Sarah Withrow King, diretora para relacionamento com organizações cristãs da PETA, conhecida por campanhas contra o abate de animais, enfatizou que as declarações papais confirmavam o relato bíblico do paraíso como lugar pacífico e amoroso. Isso “poderia influenciar os hábitos alimentares, afastando os católicos do consumo de carne”, comemora.
Já Charles Camosy, escritor e professor de ética cristã na Universidade Fordham acredita que isso irá causar um amplo debate entre os teólogos, mas seria bom lembrar que Franciso falou “em linguagem pastoral, e não de forma a ser dissecado pelos acadêmicos”.
Alguns comentaristas lembram que Jorge Bergoglio, um bispo jesuíta argentino, escolheu seu nome pontifical para homenagear São Francisco de Assis, chamado de “santo padroeiro dos animais”.
Teólogos ligados ao Vaticano já se pronunciaram, explicando que Francisco não fez uma afirmação de doutrina. O debate sobre se os animais poderiam ir para o céu é bastante antigo. O papa Pio IX (1846 a 1878), criador da doutrina da infalibilidade papal (em 1854), argumentava que cachorros e outros animais não têm consciência. Por isso, tentou impedir a fundação de uma divisão italiana da Sociedade pela Prevenção da Crueldade contra os Animais.
Na década de 1990, o papa João Paulo II proclamou que os animais têm almas e “estão tão perto de Deus quanto o homem”. Seu substituto, Bento 16, rejeitou essa visão em um sermão de 2008, quando afirmou que quando um animal morre, “isso significa o fim de sua existência na terra”. Assim, Francisco contraria seu antecessor mais uma vez, retomando o argumento de 20 anos atrás, mostrando como o Vaticano pode mudar de opinião com o passar do tempo.
Com informações de The New York Times
Computador simula dinâmicas de vento e movimento do mar Segundo o jornal The Washington Post, um dos eventos mais famosos…
por Jarbas Aragão

Computador simula dinâmicas de vento e movimento do mar
Segundo o jornal The Washington Post, um dos eventos mais famosos da Bíblia, a divisão do Mar Vermelho por Moisés, pode ter uma explicação científica. A estreia do filme Êxodo: Deuses e Reis, esta semana, tem contribuído para um amplo debate sobre o assunto.
Ao longo da história, a maioria dos cristãos aceita a narrativa como um milagre. Porém, Carl Drews, engenheiro do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica dos EUA (NCAR), defende que pode comprovar como ocorreu a salvação dos judeus no episódio mais conhecido do Êxodo.
Drews, que se define como “um dos muitos cristãos que aceitam a teoria científica da evolução”, apresentou um estudo, mostrando com simulações em computador, como a divisão do Mar Vermelho pode ter sido um fenômeno meteorológico. As simulações no computador indicam que um forte vento vindo do leste poderia fazer a água retroceder até duas bacias antigas, formando uma espécie de curva ao longo do Mediterrâneo. Isso criou uma “ponte de terra” medindo cerca de 4 km de comprimento por 5 km de largura. Espaço suficiente para o povo liderado por Moisés passar. “As simulações encaixam bem com o que está relatado em Êxodo”, esclarece o pesquisador. Segundo ele, Moisés teve cerca de 4 horas para conduzir o povo até o outro lado.
Não é de hoje que Drews estuda o tema. Em 2010, sua tese de mestrado para o curso de Ciências Atmosféricas e Oceânicas da Universidade do Colorado em Boulder, já propunha essa explicação. Atualmente, ele trabalha para o Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica, um dos principais institutos de pesquisa dos Estados Unidos.
No centro da proposta de Drews está a reconstrução da geografia do local na época do Êxodo. Ele aponta a maior probabilidade que um vento de 100 km por hora, soprando por 12 horas, poderia “encanar” numa faixa com pouco mais de dois metros de profundidade. Tudo baseado na “dinâmica de fluídos”, área de física essencial nos estudos sobre furacões. Assim que o vento parasse de soprar, as águas rapidamente voltariam a seu estado original.
Um aspecto levantado por ele e aceito amplamente pelos eruditos bíblicos é que a travessia não foi no Mar Vermelho que conhecemos, mas no Mar dos Juncos, situado mais ao norte. Mudanças radicais foram feitas pelo homem naquela região nos últimos séculos. Ele e sua equipe montaram um modelo que reproduz a dinâmica dos ventos na região do canal de Suez e no Delta Oriental do rio Nilo. Isso não mudou tanto com o passar do tempo. Há um relato de um fenômeno similar no ano de 1882, na mesma região.
Ao mesmo tempo, ele segue o relato do texto bíblico de Êxodo 14:21 “Então Moisés estendeu a mão sobre o mar, e o Senhor afastou o mar e o tornou em terra seca, com um forte vento oriental que soprou toda aquela noite. Sua intenção não é negar a intervenção divina, mas tentar explicar como ela aconteceu.
O professor Drews compilou todo seu estudo no livro Between Migdol and the Sea: Crossing the Red Sea with Faith and Science [Entre Migdol e o mar: A travessia do Mar Vermelho com Fé e Ciência]. Para o pesquisador, “Fé e ciência pode ser compatíveis, se você estiver disposto a considerar outras interpretações do texto, outras ideias de como as coisas poderiam ter acontecido”.
