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PT pede à PF para apurar panfleto contra Plano de Direitos Humanos (PNDH-3), Saiba o que é isso.

 

Estrela PT

Laryssa Borges

O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), José Eduardo Dutra, informou nesta quinta-feira (7) que pediu à Polícia Federal a abertura de um inquérito para apurar a autoria de um panfleto distribuído nesta quarta durante encontro do tucano José Serra com aliados, em Brasília, que traz mensagens afirmando que o Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), assinado no governo Lula, é “um decreto preparatório para um regime ditatorial” e pede que o eleitorado tome conhecimento do teor do projeto antes de pensar em votar na petista Dilma Rousseff.

“Pedimos abertura de inquérito na Polícia Federal para apurar a origem de um panfleto que teria circulado da reunião de ontem do PSDB. Queremos apurar a responsabilidade pelo panfleto e queremos a responsabilização criminal por parte daqueles que tenham confeccionado o panfleto”, disse o dirigente do PT, após reunião da Executiva Nacional, em Brasília.

“Você sabe o que é o PNDH-3? Se você é uma pessoa que pensa em votar na Dilma, conheça bem esse projeto antes de votar”, diz o panfleto, que informa que o PNDH-3 tem por objetivo “legalizar o aborto, acabar com o direito da propriedade privada, limitar a liberdade religiosa, perseguir os cristãos, legalizar a prostituição, manipular e controlar os meios de comunicação, acabar com a liberdade de imprensa, taxar fortunas”.

O folheto diz que o eleitor poderá “mudar radicalmente o campo de batalha” contra o projeto, sendo que “tudo vai depender de como se comporá o novo Congresso Nacional depois do resultado das urnas”.

Ao final, a mensagem aponta para um site na internet — identificado como pertencente ao IPCO (Instituto Plínio Corrêa de Oliveira) — e pede a divulgação da informação através das redes sociais da internet. O site indicado no folheto seria do Instituto Plínio Corrêa de Oliveira, antigo líder da organização católica ultraconservadora Tradição, Família e Propriedade, a TFP. O IPCO é descrito como “associação de direito privado fundado em 2006 por um grupo de discípulos do saudoso líder católico brasileiro”.

O PNDH-3 é o Plano Nacional de Direitos Humanos, criado por meio de decreto presidencial, no final do ano passado. O texto é um protocolo de intenções, sem força de lei. E a polêmica em torno do plano levou o governo a mudar a redação final referente ao aborto.

O texto que falava em “apoiar a aprovação do projeto de lei que descriminaliza o aborto, considerando a autonomia das mulheres para decidir sobre seus corpos”, passou a ser “considerar o aborto como tema de saúde pública, com garantia do acesso aos serviços de saúde”.

Fonte: Terra Notícias

Divulgação: www.juliosevero.com

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Bancada evangélica na Câmara cresce quase 50%

 

Com o ataque à descriminalização do aborto e ao casamento gay como bandeiras, a bancada evangélica aumentou sua participação no Congresso Nacional em quase 50%. A bancada de bispos, pastores e integrantes das igrejas evangélicas saiu das eleições de domingo com mesmo número de parlamentares do PSDB. Só perde agora para as bancadas do PT e do PMDB, partidos com o maior número de representantes no Congresso.

Levantamento feito pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap)registra a reeleição de 32 dos 45 parlamentares da bancada e a eleição de mais 34 integrantes de igrejas evangélicas. Com Assembleia de Deus à frente na contabilidade, a bancada tem agora 63 deputados e 3 senadores.

Os números mostram que a bancada evangélica reverteu o desfalque sofrido nas eleições de quatro anos atrás – e que interrompeu um crescimento iniciado nos anos 80.

A bancada minguou na eleição de 2006 em decorrência do envolvimento de parte de seus integrantes nos escândalos do mensalão e da máfia dos sanguessugas. Esse último flagrou parlamentares no esquema da compra de ambulâncias por preços superfaturados.

A lista de novatos no Congresso inclui o ex-governador Anthony Garotinho (PR-RJ) – que disputou a eleição graças a uma liminar obtida na Justiça – e a cantora gospel Lauriete Rodrigues (PSC-ES).

Outro novato na Câmara, o diácono da Assembleia de Deus Erivelton Santana (PSC-BA), disse ontem que a prioridade no mandato será se opor aos projetos que "não se identificam com princípios bíblicos", como a descriminalização do aborto.

Santana afirmou que também foi eleito para defender interesses institucionais das igrejas evangélicas, como evitar a cobrança de impostos sobre contribuições e dízimos dos fiéis.

O presidente da Frente Parlamentar Evangélica, deputado João Campos (PSDB-GO), um dos reeleitos, já apostava no crescimento da bancada. Segundo ele, o aumento foi movido pelo combate a propostas de lei "consideradas nocivas à sociedade".

Prioridades. O blog da Frente Parlamentar Evangélica registra as prioridades para a legislatura que começa em fevereiro de 2011. A página enumera os temas que são objeto de luta para não aprovação pelos parlamentares evangélicos.

O texto cita como prioritários "projetos como legalização do aborto, casamento entre pessoas do mesmo sexo, mudança do conceito de família, Plano Nacional de Direitos Humanos e projetos homofóbicos que criminalizam pastores e demais que ousarem protestar contra o pecado da homossexualidade".

O Plano Nacional de Direitos Humanos, lançado pelo governo Lula no fim do ano passado, foi alvo de campanha da frente no mês de março. Na Carta de Brasília, divulgada pela bancada, os líderes evangélicos se insurgiram contra o apoio do plano, em sua versão original, à descriminalização do aborto e à união civil de pessoas do mesmo sexo.

O documento também investiu contra o homossexualismo ao defender que é "dever do Estado disponibilizar meios para indivíduos resgatarem sua condição original de gênero".

Os evangélicos também trabalharam neste ano contra o projeto que torna crime a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero, que fica sujeita a pena de multa e reclusão, da mesma forma como a discriminação por raça, cor, etnia, religião, sexo e gênero.

O grupo fez campanha a favor do "Estatuto do Nascituro", projeto de lei que aumenta punições a condutas ligadas ao aborto e tenta garantir a vida de bebês concebidos em estupros, uma das hipóteses em que a legislação já permite o aborto.

A bancada evangélica é uma das maiores bancadas suprapartidárias com atuação no Congresso Nacional, ao lado da bancada ruralista. O PSC é o partido com o maior número de parlamentares no grupo, que reúne integrantes da base de apoio do governo do presidente Lula e também da oposição.

Data: 8/10/2010 08:16:49
Fonte: Estadão

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Serra ganha os votos de Marina Silva

ELEIÇÕES

 

Uma pesquisa nacional encomendada pelo Bradesco e fechada ontem constatou que 47% dos votos de Marina Silva migraram para José Serra e 22% para Dilma Rousseff – pelo menos neste primeiro momento, claro.

Na disputa entre Serra e Dilma, segundo a pesquisa recebida ontem pelo Bradesco, ele teria 45% dos votos válidos e a petista, 55%.

Data: 8/10/2010 08:22:19
Fonte: Radar – Lauro Jardim

Da redação PIV – Em Brasilia lideres  cristãos  fecham acordo para cristãos votarem em Seraa e não votarem no PT no DF