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Novela da TV Globo é postada em plataformas de pornografia

A emissora armou uma operação de “guerra virtual”

Monique Mello
Cena de Verdades Secretas 2 Foto: Reprodução/Globoplay

Cenas de sexo em Verdades Secretas 2 têm sido constantemente encontradas em sites de conteúdo pornográfico. A novela de Walcyr Carrasco está disponível no Globoplay, serviço de streaming da TV Globo. No entanto, plataformas como XVídeos, PornHub e RedTube têm funcionado como “alternativas” a quem não tem acesso ao serviço

A TV Globo decidiu armar uma operação de guerra virtual para combater a pirataria de sua primeira novela produzida para o streaming.

De acordo com as informações do colunista Gabriel Perline, do portal IG, a emissora faz uma varredura constante na web, para evitar a pirataria de seus conteúdos audiovisuais, e seus “robôs” apontam rapidamente as páginas que os reproduzem, solicitando imediatamente a exclusão do material pirateado.

A cena de sexo protagonizada pelas personagens Angel (Camila Queiroz) e Giovana (Agatha Moreira), por exemplo, não ficou mais de 24 horas no ar nesses sites, sendo logo deletada. A cena de sexo lésbico tem a duração de 10 minutos.

– A Globo tem o constante compromisso de defesa dos direitos autorais. Participamos ativamente de ações de combate à pirataria e utilizamos diversas ferramentas tecnológicas e estratégias de proteção ao nosso conteúdo, além de fazermos campanhas de esclarecimento e compreensão sobre a ilegalidade e riscos de sua utilização – disse a assessoria de imprensa da emissora em nota enviada à coluna de Perline.

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China proíbe toda forma de pregação online por estrangeiros

Os novos regulamentos proíbem o trabalho missionário virtual, educação religiosa e conteúdo de pregação.
FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DE ANADOLU AGENCY
Presidente da China, Xi Jinping. (Foto: Foreign, Commonwealth & Development Office/Flickr)
Presidente da China, Xi Jinping. (Foto: Foreign, Commonwealth & Development Office/Flickr)

A China lançou novas diretrizes para regulamentar o que chama de “serviço de informação religiosa online” por estrangeiros, proibindo-os de qualquer forma de pregação online.

A informação foi dada pela mídia local na terça-feira (21), especificando que as medidas entrarão em vigor a partir de 1º de março de 2022. O relatório que especifica as novas regras foi redigido por cinco departamentos chineses, alegando que o objetivo é “garantir a liberdade de crença religiosa”.

Mas, de acordo com o diário Global Times, indivíduos e organizações estrangeiras não estão autorizados a compartilhar informações religiosas online na China.

Sobre  as novas diretrizes

As novas diretrizes foram formuladas pela Administração Nacional de Assuntos Religiosos, Administração do Ciberespaço da China, Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação, Ministério da Segurança Pública e Ministério da Segurança do Estado.

Conforme as novas regras, qualquer organização ou indivíduo chinês deve enviar uma inscrição aos departamentos de assuntos religiosos das províncias, e a pregação online deve ser conduzida por grupos religiosos, templos e igrejas com uma licença específica.

Antes, eles podiam pregar online por meio de seus próprios sites especializados na Internet, aplicativos ou fóruns aprovados por lei, agora são obrigados a se registrar com seus próprios nomes.

Além disso, as novas medidas proíbem organizações ou indivíduos de fazer trabalho missionário online ou de oferecer educação religiosa, treinamento ou publicação de conteúdo de pregação.

A transmissão ao vivo ou a gravação online de uma cerimônia religiosa é proibida, e indivíduos e organizações não estão autorizados a arrecadar fundos para fins religiosos de forma online.

Como os cristãos vivem na China

O maior país da Ásia Oriental e o mais populoso do mundo — representando praticamente um quinto da população mundial — tem se apresentado cada vez mais hostil aos cristãos.

O Partido Comunista defende sua identidade cultural para se manter no poder. Tudo o que é percebido como uma ameaça pelos líderes ditadores é combatido com firmeza e, muitas vezes, com violência. Faz parte desse cenário as restrições na internet, nas mídias sociais e nas organizações não governamentais.

Ocupando o 17º lugar na Lista Mundial da Perseguição da Portas Abertas, a China tem combatido o cristianismo de forma declarada, embora sempre debaixo de um discurso baseado na “liberdade religiosa”.

Em apenas três anos, o país subiu 26 posições na lista que analisa os países que mais perseguem cristãos no mundo. Ou seja, está ficando cada vez mais difícil para a Igreja na China tentar se alinhar à ideologia oficial.

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Militares plantam minas terrestres para impedir acesso a igrejas em Mianmar

O exército birmanês bombardeou e saqueou os templos em Chin, um estado de maioria cristã.
FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DE INTERNACIONAL CHRISTIAN CONCERN E CHINDWINATUALIZADO: TERÇA-FEIRA, 14 DE DEZEMBRO DE 2021 12:00
O exército birmanês bombardeou e saqueou igrejas em Chin. (Foto: Wikimedia Commons/KMK from Myanmar).
O exército birmanês bombardeou e saqueou igrejas em Chin. (Foto: Wikimedia Commons/KMK from Myanmar).

Após bombardear e saquear várias igrejas em Chin, um estado de maioria cristã no Mianmar, o exército birmanês plantou minas terrestres para impedir que as pessoas retornem aos templos.

De acordo com o jornal The Chindwin, uma fonte local, que permaneceu anônima por razões de segurança, relatou que em 11 de dezembro as tropas militares destruíram quatro igrejas e plantaram minas nos complexos dos templos, no sul de Chin.

Segundo a fonte, os prédios ficaram muito danificados e minas foram colocadas nos arredores da Igreja Católica Romana e da Igreja do Evangelho, impedindo o acesso aos locais.

Entre as 18 igrejas da cidade, a fonte confirmou que quatro igrejas tiveram todas as suas propriedades saqueadas e levadas para o acampamento base do exército birmanês e acrescentou: “Não apenas nas nossas igrejas, bombas foram plantadas em frente às nossas casas e agora em toda a cidade”.

O morador local disse ainda que os soldados também estão saqueando as residências e ameaçando incendiar as casas se os moradores não retornarem à cidade. Segundo o The Chindwin, quase toda a população, de quase 11 mil, está deixando a cidade e procurando abrigo em vilas próximas.

Enquanto foquem para salvar suas vidas, os moradores lutam para pagar aluguel e comida, necessitando de ajuda humanitária.

Igrejas e cristãos atingidos

Desde a tomada do poder pelo exército em fevereiro deste ano, os ataques a cristãos, que representam cerca de 6% da população de maioria budista, aumentaram. A repressão que está acontecendo deixou as minorias religiosas étnicas em Chin e outros estados ainda mais vulneráveis.

Em junho, líderes da igreja no leste do estado de Karenni relataram ataques militares em pelo menos oito igrejas. Em setembro, uma igreja batista, no estado de Chin foi atingida por disparos da artilharia militar, na tentativa de conter a resistência no país.

Durante o ataque, um pastor batista acabou sendo atingido. Ele estava ajudando a apagar o incêndio em uma das casas, conforme relatou o International Christian Concern (ICC).

O ataque dos militares a edifícios de igrejas, propriedades e casas de civis é um insulto à religião e aos crentes”, disse a Convenção Batista Chin, em comunicado, no dia 19 de setembro.