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Julian Assange, fundador do Wikileaks, diz que o “Google é mais poderoso do que Igreja jamais foi”

 por Tiago Chagas – gnoticias.com

Julian Assange, fundador do Wikileaks, diz que o “Google é mais poderoso do que Igreja jamais foi”Julian Assange, fundador do site Wikileaks – especializado em “vazar” documentos secretos de diversas nações do mundo – fez uma analogia entre o Google e a Igreja Católica e afirmou que a multinacional de tecnologia tem muito mais poder do que o Vaticano já teve algum dia na história.

A comparação, inusitada, surgiu durante a coletiva de lançamento do livro “Quando o Google encontrou o Wikileaks”, escrito por Assange. A entrevista, feita por videoconferência, expressou a preocupação do autor sobre o domínio da empresa sobre o conhecimento e informação.

“O Google quer invadir todos os cantos do mundo. Saber tudo o que todas as pessoas estão fazendo […] É o maior golpe de espionagem que alguma vez aconteceu e as pessoas estão voluntariamente a contribuir para isso”, disse Assange, segundo informações do jornal Público, de Portugal.

Segundo Assange, “o Google é mais poderoso do que a Igreja jamais foi, e é mais centralizado”, pois ao contrário da denominação romana, que por séculos influenciou a sociedade e os governos, a empresa não tem filiais: “Inclusive em seu momento de máximo poder, a Igreja tinha o Vaticano, mas nem tudo passava por lá“, acrescentou.

“O domínio [da Igreja] se expressava através de franquias locais e não era fácil que o centro controlasse a periferia, tudo tinha que ser filtrado através de muitas pessoas e de muitos interesses. Não é assim com o Google, onde tudo passa pelo mesmo centro de controle, é como se somente existisse o Vaticano com apenas um confessionário“, comparou Julian Assange, concluindo sua ilustração sobre o tamanho da influência que a multinacional exerce sobre a sociedade.

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Manuscritos antigos sugerem que Jesus teria viajado ao Japão e se tornado cultivador de arroz

 por Tiago Chagas – gnoticias.com –

Manuscritos antigos sugerem que Jesus teria viajado ao Japão e se tornado cultivador de arroz

Suposto túmulo de Jesus em Shingo, Japão

A figura de Jesus Cristo é vista pelos historiadores como uma fonte inesgotável de pesquisas, e também serve para a difusão das mais variadas hipóteses, mesmo que essas sejam difíceis ou impossíveis de comprovar. Uma das especulações mais curiosas envolve o Japão.

O país asiático milenar teria sido o destino de uma viagem feita por Jesus aos 21 anos, de acordo com antigos manuscritos chamados “Documentos de Takenouchi”. Nas linhas desses manuscritos, Jesus nunca teria sido o Cristo.

Segundo a versão dos “Documentos de Takenouchi”, Jesus teria vivido no Japão por 12 anos, antes de retornar a Israel aos 33, quando um suposto irmão caçula dele, Isukiri, teria sido crucificado em seu lugar.

Depois de ver o irmão mais novo sendo assassinado, Jesus teria retornado ao Japão e casado com uma japonesa, ao lado de quem se dedicou ao cultivo do arroz e morreu aos 106 anos de idade.

A lenda dos “Documentos de Takenouchi” não pode ser comprovada pois os manuscritos foram destruídos durante a Segunda Guerra Mundial. Porém, a falta de comprovação não impede que milhares de pessoas de todas as partes do mundo se dirijam à cidade de Shingo, no Japão, para visitar os supostos túmulos de Jesus e Isukiri, segundo o site do History Channel.

Jesus casado

Recentemente, outra teoria que envolve um suposto casamento de Jesus foi “ressuscitada” com o lançamento do livro “Evangelho Perdido”.

Essa mesma teoria foi usada pelo escritor Dan Brown, quando ele usou o argumento na publicação de seu livro de ficção “O Código da Vinci”. A sugestão de que Jesus e Maria Madalena haviam se casado e tido filhos, e a descendência da família viveria na França causou alvoroço na Igreja Católica, que protestou.

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Ministério Público censura cartilha distribuída a professores com visão cristã da sexualidade

Profile photo of Tiago ChagasPublicado por Tiago Chagas– Gnoticias.com – em 1 de dezembro de 2014

Ministério Público censura cartilha distribuída a professores com visão cristã da sexualidadeO Ministério Público do Rio de Janeiro determinou a suspensão da distribuição de uma cartilha com conteúdo sobre sexualidade por considerá-la “homofóbica”.

O material produzido pela fundação católica Jérôme Lejeune e Comissão Nacional da Pastoral Familiar da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), vinha sendo distribuído a professores estaduais.

O pedido de retirada da cartilha foi feito por um grupo denominado Ilè Obà Òyó, que trabalha com pesquisas sobre diversidade para o programa de pós-graduação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

De acordo com informações do jornal O Globo, a cartilha chamada “Chaves para a bioética” defende preceitos que contrariam a “teoria de gênero”, seguindo a linha de pensamento adotada pela Igreja Católica, que define a homossexualidade como pecado e repudia a ideia de que o gênero (masculino ou feminino) deve ser autodeterminado pelo indivíduo a partir de sua orientação sexual (hetero, homossexual, bissexual, transgênero, etc.).

A censura do MP à cartilha se deu porque um dos textos anexo afirma que “a teoria de gênero subestima a realidade biológica do ser humano. Reducionista, supervaloriza a construção sociocultural da identidade sexual, opondo-a à natureza”.

Os pesquisadores do Ilè Obà Òyó que denunciaram a cartilha se queixaram de supostas ironias em algumas ilustrações sobre orientação sexual que existem no material.

O Ministério Público disse que a censura da cartilha visa “neutralizar qualquer conteúdo eminentemente religioso” nos materiais distribuídos na rede pública de ensino. A 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Proteção à Educação da Capital considerou “o conteúdo discriminatório (homofóbico e machista)” e determinou que seja feita uma campanha de esclarecimento sobre o assunto em toda a rede estadual, visando frisar “a necessidade de respeito a todos modelos familiares e orientações sexuais”.