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Ataques entre Iurd e Impd passam dos limites em prol de audiência

 

A guerra entre as igrejas Universal e Mundial ganhou novos capítulos, com denúncias feitas por um ex-pastor e um ex-tecladista da igreja do apóstolo Valdemiro Santiago.

O espaço dado pela Universal para essas pessoas foi grande e os vídeos da conversa entre o bispo Romualdo Panceiro e os denunciantes foram postados no Youtube.

No primeiro caso, o ex-pastor da Mundial afirma que existem casos de líderes da igreja que usam drogas, se prostituem e se envolvem até em casos de homossexualismo. O tecladista, por sua vez, afirmou que o pastor da filial da Mundial que ele frequentava roubava valores dos dízimos e ofertas e que em sua passagem por uma Igreja Assembleia de Deus, foi levado a participar de manifestações do “cair no espírito”.

O ex-pastor, identificado apenas como Joaquim, conta que foi pastor na Igreja Mundial do Poder de Deus: “o negócio é forte”, afirma. “Só quem está lá dentro sabe como é, bispo. Dentro da igreja, vivem uma coisa, que mostram na televisão, mas quando estão fora, vivem prostituição, drogas… Histórias que doem, machucam, só de ouvir. Tá na hora de ser revelado”.

Joaquim então revela que houveram circunstâncias em que ficou sabendo de bispos que ofereciam igrejas com alta quantidade de membros e arrecadação: “Caso de bispos que ofereciam ‘você quer uma igreja de tanto? então me dá sua filha e sua esposa para eu ter relação com elas na sua frente’”.

Identificado como Batista, o músico afirmou em sua denúncia que saiu da IURD por “teimosia” e que sua esposa o alertava sobre as práticas na Igreja Mundial: “Minha esposa sabia que naquela igreja só tinham pessoas caídas da fé”.

O tecladista afirma que abandonou a Mundial porque o pastor estaria embolsando parte dos dízimos e ofertas e não estaria pagando seus salários. “Ele começou a atrasar meu salário então eu saí e voltei para a Universal”, afirmou Batista, que frisou ter ficado assustado com o que viu na denominação: “Lá na Igreja Mundial eu vi muito pastor, obreiro, muita gente que mostrava ser uma coisa no altar, mas fora do altar era um lobão, um bandido na verdade, (essa é a) palavra certa”.

Ao final da conversa, apresentou sinais de uma suposta possessão demoníaca e aparece rodando, em uma imitação das manifestações do fenômeno “cair no espírito” e das línguas estranhas, um dos dons do Espírito Santo, muito valorizado pelas igrejas pentecostais.

Data: 18/1/2012 08:27:11
Fonte: G+

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Bancada evangélica vai à PGR contra Haddad

 

 

Por Eduardo Bresciani | Agência Estado – 10 horas atrás

Pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, o ministro da Educação, Fernando Haddad, teve hoje sua conduta questionada junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) por deputados da frente parlamentar evangélica. Eles reclamam que o ministro não respondeu a perguntas sobre a distribuição de preservativos em escolas públicas e dão a tônica de debates que o ministro terá de enfrentar com núcleos religiosos durante sua campanha. A reportagem entrou em contato com a assessoria do Ministério da Educação, mas não obteve resposta.

“Nossa iniciativa não tem esse objetivo eleitoral, mas é provável que algum adversário dele na campanha em São Paulo possa exigir essas explicações porque parece que ele sempre está escondendo informações sobre estes assuntos. No outro caso nós tivemos até de apelar diretamente à presidente Dilma Rousseff”, disse o tucano João Campos (PSDB-GO), um dos autores da representação, coordenador da bancada evangélica.

A representação junto à procuradoria foi protocolada por Campos e pelo deputado Paulo Freire (PR-SP), também da frente parlamentar evangélica.

Entre as perguntas dos parlamentares estão dúvidas sobre a faixa etária dos alunos que terão acesso à máquina, se haverá consulta aos pais e qual o objetivo do governo com o programa. Fazem questões ainda sobre os custos para a implantação do programa.

Embate

O ministro Fernando Haddad já teve outros conflitos com a bancada evangélica. O maior deles aconteceu no ano passado, quando o ministério preparava um material de combate à homofobia para ser distribuído nas escolas do País.

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Religiões afro produzem vídeo como direito de resposta contra TV Record

 

FOTO - RELIGIÕES AFRO

Religiões afro-brasileiras produziram um vídeo como direito de resposta coletiva contra a Rede Record por discriminação às suas práticas religiosas.

O Programa das entidades afro poderá ser exibido em breve pela emissora da IURD (Igreja Universal do Reino de Deus). O grupo de comunicação que foi comprado pelo bispo Edir Macedo, vem sendo alvo de protestos há algum tempo. No final do ano passado, católicos acusaram a emissora de perseguição, mostrando reportagens que “atacavam o catolicismo”. Surgiu assim, um movimento chamado “Brasil Sem TV Record” no dia 16 de dezembro. Segundo a emissora, a iniciativa não obteve êxito.

Além dos católicos, a mesma reclamação também veio de um grupo de evangélicos petencostais, por causa de uma reportagem exibida durante o ‘Domingo Espetacular’ sobre a prática de “cair no Espírito”, que já é discutida entre os cristãos tradicionais e petencostais há mais de 20 anos. Logo em seguida, vários pastores e ministérios se demostraram descontentes com a abordagem da Record, em especial o pastor Silas Malafaia, que chamou o programa de “palhaçada de Edir Macedo contra os petencostais”.

As entidades afro-brasileiras abriram um processo contra o canal de TV por ‘discriminação’. O Ministério Público, em uma decisão inédita, autorizou as entidades a produzirem um vídeo com “direito de resposta” que deveria ser exibido gratuitamente pela Rede Record no final de 2011, mas a emissora recorreu da ação e conseguiu adiar sua transmissão pelo menos, por enquanto.

Logo na abertura, o telespectador é informado de que se trata de “direito de resposta concedido pela Justiça Federal ao Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT), ao Instituto Nacional da Tradição e Cultura Afro-Brasileira (INTECAB) e ao Ministério Público Federal, autores da ação contra o enfoque negativo e discriminatório das religiões afro-brasileiras”.

O vídeo tem duração de quase uma hora e foi produzido pela TV PUC e diversos representantes de entidades afro-brasileiras, católicas, budistas e muçulmanas, além de profissionais de comunicação e artistas participaram da gravação.

Intitulado “Diálogo das Religiões”, o vídeo é basicamente um apelo pela convivência harmônica entre as diferentes vertentes religiosas do país. Apesar de provocar indignação em diversos segmentos religiosos, somente os seguidores afro entraram na justiça e ganharam o direito de resposta. Daniel Teixeira, coordenador do CEERT, diz que ainda não há muitas informações a respeito.

A Record não se pronunciou sobre o assunto. Provavelmente, o caso ainda terá desdobramentos nos tribunais e a emissora da IURD terá que transmitir o vídeo na íntegra.