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Mulher israelense ignora ultraortodoxos e se nega a sentar atrás em ônibus

 

Guila Flint

De Tel Aviv para a BBC Brasil

Tanya Rosenblit. | Foto: Arquivo pessoal Tanya Rosenblit

História da engenheira levou discussão sobre segregação de mulheres ao gabinete israelense

Uma mulher israelense negou-se a ceder às imposições de ultraortodoxos que queriam obrigá-la a ficar na parte traseira de um ônibus e tornou-se símbolo da luta contra a segregação das mulheres em áreas religiosas do país.

Na última sexta-feira, a engenheira Tanya Rosenblit, 28 anos, tomou um ônibus em sua cidade, Ashdod (sul de Israel), com destino a Jerusalém.

Como sabia que o ônibus passava por bairros religiosos, ela diz ter tomado a precaução de vestir-se de "maneira modesta", para não irritar os demais passageiros.

Tanya diz que, logo depois de sentar-se atrás do motorista, vários homens ultraortodoxos começaram a xingá-la, mandando-a se deslocar para a parte traseira.

"Disse a eles que não estava fazendo nenhuma provocação, e que, se tratando de um ônibus público, todos os cidadãos têm o direito de viajar nele", afirmou Rosenblit.

"Também lhes disse que comprei minha passagem exatamente como eles e que não tinham o direito de me dizer onde sentar."

Os homens afirmavam, segundo a engenheira, que "não poderiam sentar atrás de mulheres" no veículo.

Em Israel, existem 70 linhas de ônibus, predominantemente utilizadas por ultraortodoxos, nas quais é praticada a separação entre homens, que ficam na parte dianteira, e mulheres, que ficam na parte de trás do veículo.

Apesar de protestos de grupos feministas e de grupos de direitos humanos, o fenômeno tornou-se comum em várias regiões do país.

Intervenção policial

Devido à resistência de Rosenblit, os homens impediram o ônibus de prosseguir sua viagem.

O motorista acabou chamando a polícia, que também tentou convencer a mulher a se deslocar para a parte traseira.

Após a discussão, os policiais instruíram o motorista a prosseguir e disseram que quem não concordasse com a decisão "poderia descer do ônibus". Vários dos passageiros ultraortodoxos saíram do veículo, e o ônibus finalmente partiu para Jerusalém.

Homens ultraortodoxos tentam impedir o ônibus de seguir viagem em Israel. | Foto: Arquivo pessoal Tanya Rosenblit

Fotos do incidente no ônibus foram divulgadas pela engenheira no Facebook e na imprensa

Depois que a engenheira divulgou a história no Facebook, o incidente rapidamente virou notícia nos principais veículos de comunicação no país.

A imprensa comparou Tanya à ativista americana Rosa Parks, que, em 1955, negou-se a ceder seu lugar no ônibus a um branco, episódio que virou símbolo da luta contra a segregação racial nos Estados Unidos.

A história de Tanya ocorre em meio a uma polêmica crescente em Israel, causada pela exclusão das mulheres de espaços públicos, imposta por ultraortodoxos.

Em Jerusalém, onde grande parte da população é religiosa, não se vê mulheres em outdoors, nem mesmo em propagandas de roupas femininas.

Várias estações de rádio religiosas não transmitem vozes femininas cantando, pois, segundo os preceitos ultraortodoxos, a mulher tem uma voz "obscena", podendo cantar apenas dentro de sua própria casa.

Algumas estações de rádio também pararam de transmitir vozes de mulheres falando.

Na semana passada, homens ultraortodoxos impediram mulheres de participar em uma eleição de lideranças comunitárias, no bairro religioso de Mea Shearim.

Depois que a história de Tanya Rosenblit chegou à mídia, a questão da segregação das mulheres foi discutida na reunião semanal do gabinete israelense.

O primeiro ministro, Binyamin Netanyahu, declarou que "o espaço público deve permanecer aberto e seguro para todos os cidadãos".

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Uma cidade chamada “Feliz Natal”

‘Povo é alegre nos 365 dias do ano’, diz Noel de Feliz Natal, em MT

História de moradores confunde-se com a da própria cidade de Feliz Natal.
Cidade surgiu após viajantes passarem Natal em estrada na década de 70.

Leandro J. NascimentoDo G1 MT

 

Feliz Natal_mãe_filha (Foto: Leandro J. Nascimento/G1)Família Silva mora em cidade do interior de MT que tem 15 anos de emancipação
(Foto: Leandro J. Nascimento/G1)

Aparecida Clarice da Silva, de 58 anos, e a filha Sandy Eliza da Silva, de 15, moram em uma cidade onde o clima natalino está presente em todos os dias do ano ao menos no nome: Feliz Natal. A cidade está localizada a 538 quilômetros de Cuiabá e tem apenas 15 anos de emancipação. Foi em 1995 que o então distrito desvinculou-se da cidade de Vera, a 486 km da capital, para ganhar vida própria.

A família Silva começou a se preparar para o Natal ainda em novembro, quando mãe e filha adquiriram os primeiros enfeites natalinos. A tradicional árvore foi montada em um canto da sala da casa. Sandy, que tem o mesmo tempo de vida de Feliz Natal, considera-se feliz-natalense de coração, embora seu parto tenha sido realizado em outra cidade. “É bom viver aqui, pois eu cresci, passei minha infância e quero permanecer aqui. Pretendo estudar, me formar na faculdade. Gosto de viver nesse clima”, contou a adolescente, que juntamente com a mãe recebeu a equipe de reportagem do G1 na residência da família.

Enfeites ajudam a dar o clima de fim de ano em cidade de Mato Grosso (Foto: Leandro J. Nascimento/G1)Enfeites ajudam a dar o clima de fim de ano
(Foto: Leandro J. Nascimento/G1)

O nome Feliz Natal faz referência ao episódio curioso ocorrido na década de 70 e que contribuiu para originar o nome da cidade. As chuvas e o grande volume de lama, associado ao córrego que transbordou, impediram que um grupo de pessoas seguisse viagem para comemorar as festas com as famílias em municípios da região. Isolados, eles passaram o Natal às margens do córrego das Garças e começaram a chamá-lo de Feliz Natal. Em um pedaço de madeira, fizeram uma placa onde escreveram o nome da futura cidade. Alguns anos depois, nas proximidades do rio, surgiu um povoado. Era o começo da comunidade de Feliz Natal.

A mãe de Sandy, Clarice, conta que muita coisa mudou nesse tempo em Feliz Natal. “Era muito difícil. Aqui não tinha nada, nenhuma opção, só trabalho. Eu me considero parte daqui”, diz

O clima interiorano predomina na cidade, que de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), tem 10.933 habitantes. Nos fins de tarde, as rodas de chimarrão ainda são vistas em diferentes partes do município. Aos finais de semana, pais aproveitam para levar os filhos à praça central, onde se divertem em brinquedos. Foi inclusive nesta praça onde uma árvore de Natal com 14 metros de altura foi montada para compor a decoração natalina na cidade.

O córrego era no meio do mato, bonito. De vez em quando, pulávamos lá"

Odemir Passador, 59 anos.

Em Feliz Natal, a história de muitos moradores confunde-se com a da própria cidade. As famílias Passador e Caldeira são consideradas pioneiras e têm boas memórias do tempo em que chegaram à comunidade, ainda na década de 80, e contam ter encontrado traços de quem passou pelo local em anos anteriores. “Eles pegaram um pedaço de tábua, um facão. Escreveram com um lápis de estaca o nome Feliz Natal. Quando chegamos aqui, no ano de 1981, lá ainda estava a madeira com a escrita”, contou Lauro Caldeira, 69 anos.

Já Natalin Passador, 81 anos, e a esposa Tereza, 80 anos, que chegaram a Feliz Natal em 1982, lembram com saudosismo das mudanças ocorridas desde que estão no local. “Cheguei a ver a placa com o nome de Feliz Natal. Nos lembramos das coisas do passado. Aqui era puro mato e o rio era fundo”, disse, ao G1, às margens do córrego onde tudo começou.

Da esquerda para direita, Natalin, o filho Odemir e a esposa Tereza. (Foto: Leandro J. Nascimento/G1)Da esquerda para direita, Natalin, o filho Odemir e a
esposa Tereza. (Foto: Leandro J. Nascimento/G1)

Odemir Passador, 59 anos, filho do casal, cresceu e também constituiu família em Feliz Natal. “O córrego era no meio do mato, era bonito. De vez em quando, pulávamos lá dentro. Onça, tinha por todos os lugares”, brincou. Em função do assoreamento, o córrego hoje transformou-se em uma área alagada.

1º Papai Noel
Antônio Debastiane, hoje com 65 anos, é colonizador em Feliz Natal e também o primeiro Papai Noel que a cidade teve. Ele comemora a emancipação no ano de 1995. Quinze anos depois, quatro gestões foram exercidas na prefeitura. Somente de Debastiane foram três. Na história eleitoral da cidade, ele foi o primeiro, segundo e quarto prefeito a comandar o Poder Executivo.

“Eu me orgulho em viver aqui e hoje somos conhecidos por esse nome. O povo aqui é alegre não só no Natal, mas como deve ser nos 365 dias do ano”.

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Quatro bebês correm risco de serem sacrificados em religiões afro-brasileiras no Rio

 

Julio Severo

Uma menina grávida de 10 anos e outra de 12 foram levadas por suas mães para centros de religiões afro-brasileiras no Rio de Janeiro, onde permanecem “internadas” aguardando o momento de sacrificarem seus bebês aos demônios, conforme denúncia de minha amiga católica Doris Hipólito, que tem um centro de atenção e cuidado a gestantes que precisam de ajuda.

Ambas as meninas estão grávidas de gêmeos. Contudo, as práticas religiosas afro-brasileiras de suas mães prevaleceram sobre os esforços de Doris, que procurou com todas as forças impedir que as meninas fossem internadas.

Doris denunciou a intenção de sacrifício num programa católico da Rádio Catedral no dia 12 de dezembro ao meio dia. Ela também denunciou à polícia e às autoridades da Igreja Católica, mas não houve resposta.

Depois das denúncias, ela recebeu dois telefonemas ameaçadores, para que ela não intervisse no caso das meninas.

Ele pede o envolvimento do público. Ela disse: “Estou falando de crianças assassinadas despedaçadas oferecidas aos demônios. Em vinte anos de trabalho [com gestantes], só consegui retirar uma gestante que estava internada numa macumba de Anchieta para fazer aborto”.

Para ajudá-la a libertar as duas meninas gestantes, escreva para o email dela:[email protected]

Fonte: www.juliosevero.com