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Justin Bieber Diz que Não Acredita em Papai Noel

Justin Bieber lança novo cd

 

Por Jussara Teixeira|Correspondente do The Christian Post

O cantor Justin Bieber fez uma declaração inesperada: ele nunca acreditou no Papai Noel. A revelação, feita pelo astro teen ao site norte-americano AOL Music.

Segundo Bieber sua mãe sempre o avisou da não-existência da figura natalina do bom velhinho.

"A lógica dela era: se eu acreditasse quando pequeno, depois, quando crescesse e descobrisse que não era real, seria como se ela tivesse mentido para mim", explicou.

Bieber elogiou a mãe Pattie Mallette, por ter sido “honesta o tempo todo”. O cantor contou que em sua família, apesar de não existir a crença no Papai Noel, havia a viva lembrança do espírito natalino. Não dizia nada para os meus amigos, eu era um bom garoto!"

O astro ainda revelou que em sua família existe uma troca de presentes de modo diferente. "Nós fazemos um jogo no dia de Natal, no qual todos têm que levar um presente de menina e outro de menino. é um jogo de dados em que as pessoas podem roubar o presente das outras. Uma vez, queria muito um Game Boy, mas acabei com tachos e panelas, o que foi meio decepcionante. Acho que dei tudo para minha mãe."

O astro vai passar a data no Canadá, com a família de sua mãe. Depois disso, deve ir para a casa de seu pai para ficar com seus irmãos mais novos.

Verdadeiro Sentido do Natal

Uma matéria publicada no jornal Ribeirão Preto aponta que grande parte das pessoas no Brasil desconhecem a real história do Natal.Pesquisas históricas revelam que a festa já fazia parte da vida das populações sob o domínio romano no ano de 336 d.C.

Apesar dos dados históricos, pastores e líderes cristãos reforçam o significado espiritual por trás da data e lembram que foi por meio do nascimento de Jesus que os Cristãos obtiveram a salvação.

Papai Noel, árvore enfeitada e comida. Esses elementos são os únicos lembrados por muitas pessoas nessa época, o líder cristão Ciro Sanches Zibordi, aponta. Além disso, ele afirma que o povo vê Deus como a figura do Papai Noel, tendo a intenção de apenas receber.

Zibordi recorda a história dos magos do Oriente que foram visitar a Jesus depois do seu nascimento para celebrar o verdadeiro Natal de Cristo. Segundo ele, os magos foram oferecer ouro, incenso e mirra a Jesus. “Eles não queriam adorar a estrela. Eles não queriam adorar a mãe do Menino. Eles queriam adorar o Rei dos reis e Senhor dos senhores!”

O pastor salienta que os Cristãos não devem esperar apenas receber mas que sim ofereçam algo ao “nosso Senhor e Salvador”.

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Três padres são condenados por pedofilia no interior de Alagoas

 

Integrantes da Igreja Católica não serão presos por serem réus primários e ainda podem recorrer

19 de dezembro de 2011 | 19h 59

Angela Lacerda – O Estado de S.Paulo

RECIFE – O juiz da 1.ª Vara da Infância e da Juventude de Arapiraca (AL), João Luiz de Azevedo Lessa, condenou nesta segunda-feira, 19, por crime de pedofilia, três religiosos da Igreja Católica: o monsenhor Luiz Marques Barbosa, de 83 anos, a 21 anos de prisão; e o monsenhor Raimundo Gomes, 53, e o padre Edílson Duarte, 45 anos, a 16 anos e quatro meses de prisão.

Os padres Luiz Marques, Edilson Duarte e Raimundo Gomes durante um dos dias de julgamento - Ailton Cruz/AE

Ailton Cruz/AE

Os padres Luiz Marques, Edilson Duarte e Raimundo Gomes durante um dos dias de julgamento

Apesar da condenação, eles não foram presos. De acordo com o juiz, os religiosos são réus primários e cumpriram as determinações solicitadas pela Justiça. Após o recesso judiciário, os advogados dos religiosos serão notificados da decisão e terão cinco dias para recorrer da sentença.

A sentença só foi proferida depois de quase quatro meses do final do julgamento, que foi adiado várias vezes devido a pedidos de diligência e ausência de testemunhas.

Os padres foram investigados a partir de denúncias de ex-coroinhas que relataram casos de abuso sexual dos religiosos contra crianças e adolescentes, em março do ano passado. Um ex-coroinha, que afirma ter sido vítima do monsenhor Luiz Marques Barbosa, filmou às escondidas o sacerdote na cama com um outro coroinha, colega seu. As denúncias e o vídeo chocaram a cidade, a segunda maior de Alagoas, com população de 209 mil habitantes, a 150 quilômetros de Maceió.

Repercussão. O bispo da diocese regional de Penedo, que engloba Arapiraca, Dom Valério Breda, que, segundo as vítimas, tinha ciência de tudo o que se passava, afastou os religiosos dois dias depois da eclosão do escândalo. Ele prometeu para terça-feira a divulgação de uma nota oficial da diocese sobre a condenação judicial.

De acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) à Justiça, figuram como vítimas de abuso dos religiosos Fabiano Silva Ferreira, de 21 anos, Cícero Flávio Vieira Barbosa, de 20, e Anderson Farias Silva, de 21. Eles foram os primeiros a serem ouvidos pelo juiz – que estava acompanhado do promotor do MPE, Alberto Tenório – durante o julgamento. Eles reafirmaram as denúncias de abuso quando eram menores de idade.

Recompensa. De acordo com os autos do processo, as investigações apontaram que os padres prometiam vantagens econômicas aos coroinhas para ganhar a confiança deles e depois tirar proveito das vítimas. Em um dos depoimentos da acusação, o caminhoneiro João Ferreira, que trabalhava como motorista do monsenhor Barbosa, disse que o religioso era carinhoso com os coroinhas, mas só se deu conta de que abusava dos garotos depois de ver o vídeo.

Os padres mantiveram a declaração de inocência.

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Mulher israelense ignora ultraortodoxos e se nega a sentar atrás em ônibus

 

Guila Flint

De Tel Aviv para a BBC Brasil

Tanya Rosenblit. | Foto: Arquivo pessoal Tanya Rosenblit

História da engenheira levou discussão sobre segregação de mulheres ao gabinete israelense

Uma mulher israelense negou-se a ceder às imposições de ultraortodoxos que queriam obrigá-la a ficar na parte traseira de um ônibus e tornou-se símbolo da luta contra a segregação das mulheres em áreas religiosas do país.

Na última sexta-feira, a engenheira Tanya Rosenblit, 28 anos, tomou um ônibus em sua cidade, Ashdod (sul de Israel), com destino a Jerusalém.

Como sabia que o ônibus passava por bairros religiosos, ela diz ter tomado a precaução de vestir-se de "maneira modesta", para não irritar os demais passageiros.

Tanya diz que, logo depois de sentar-se atrás do motorista, vários homens ultraortodoxos começaram a xingá-la, mandando-a se deslocar para a parte traseira.

"Disse a eles que não estava fazendo nenhuma provocação, e que, se tratando de um ônibus público, todos os cidadãos têm o direito de viajar nele", afirmou Rosenblit.

"Também lhes disse que comprei minha passagem exatamente como eles e que não tinham o direito de me dizer onde sentar."

Os homens afirmavam, segundo a engenheira, que "não poderiam sentar atrás de mulheres" no veículo.

Em Israel, existem 70 linhas de ônibus, predominantemente utilizadas por ultraortodoxos, nas quais é praticada a separação entre homens, que ficam na parte dianteira, e mulheres, que ficam na parte de trás do veículo.

Apesar de protestos de grupos feministas e de grupos de direitos humanos, o fenômeno tornou-se comum em várias regiões do país.

Intervenção policial

Devido à resistência de Rosenblit, os homens impediram o ônibus de prosseguir sua viagem.

O motorista acabou chamando a polícia, que também tentou convencer a mulher a se deslocar para a parte traseira.

Após a discussão, os policiais instruíram o motorista a prosseguir e disseram que quem não concordasse com a decisão "poderia descer do ônibus". Vários dos passageiros ultraortodoxos saíram do veículo, e o ônibus finalmente partiu para Jerusalém.

Homens ultraortodoxos tentam impedir o ônibus de seguir viagem em Israel. | Foto: Arquivo pessoal Tanya Rosenblit

Fotos do incidente no ônibus foram divulgadas pela engenheira no Facebook e na imprensa

Depois que a engenheira divulgou a história no Facebook, o incidente rapidamente virou notícia nos principais veículos de comunicação no país.

A imprensa comparou Tanya à ativista americana Rosa Parks, que, em 1955, negou-se a ceder seu lugar no ônibus a um branco, episódio que virou símbolo da luta contra a segregação racial nos Estados Unidos.

A história de Tanya ocorre em meio a uma polêmica crescente em Israel, causada pela exclusão das mulheres de espaços públicos, imposta por ultraortodoxos.

Em Jerusalém, onde grande parte da população é religiosa, não se vê mulheres em outdoors, nem mesmo em propagandas de roupas femininas.

Várias estações de rádio religiosas não transmitem vozes femininas cantando, pois, segundo os preceitos ultraortodoxos, a mulher tem uma voz "obscena", podendo cantar apenas dentro de sua própria casa.

Algumas estações de rádio também pararam de transmitir vozes de mulheres falando.

Na semana passada, homens ultraortodoxos impediram mulheres de participar em uma eleição de lideranças comunitárias, no bairro religioso de Mea Shearim.

Depois que a história de Tanya Rosenblit chegou à mídia, a questão da segregação das mulheres foi discutida na reunião semanal do gabinete israelense.

O primeiro ministro, Binyamin Netanyahu, declarou que "o espaço público deve permanecer aberto e seguro para todos os cidadãos".